Tive o prazer de degustar vinhos com Cristiano Orlandi do Enoblog Vivendo Vinhos e nossas respectivas esposas no Edvino, em fevereiro, na sexta de Carnaval.
O Cristiano veio a Curitiba no feriado e aproveitamos para conhecermo-nos pessoalmente e ampliarmos o intercâmbio que já acontecia pela internet.
O clima foi casual. Não avaliamos formalmente nenhum líquido, apenas conversamos sobre nossas preferências, trocamos impressões e conhecemos mais sobre a história de vida de cada um e de como nos apaixonamos (por nossas mulheres e pelo vinho, risos).
O Cristiano é esse mesmo cara do blog: animado, divertido e relax. Excelente companhia para uma noite descontraída. Desde que postei sobre o Edvino ele havia demonstrado interesse em conhecer o "Bar de Vinhos, Restaurante e Etc..."
Aproveitamos que o Cris não é de frescurar (até pela família gaúcha, risos) e propusemos que pedíssemos taças e trocássemos, assim a cada rodada provaríamos muitos vinhos. O sempre solicito sommelier Ewerton estava presente e já começou nossa noite ofercendo o espumante Alto Vale, novo efervescente da Casa Valduga.
Em nossa primeira rodada, pedimos três vinhos completamente diferentes. O clima era razoavelmente quente e queria algo refrescante, mas o Sauvignon Blanc neozelandês Matariki estava em falta, portanto acabei indo para o Chardonnay californiano mais leve da Painter Bridge. Pedimos também o Santa Digna Gewurztraminer e o rosado La Fleur de Pulenta. Para mim, destaque para o rosé que estava com taninos bem redondos e aroma adocicado, muito fácil de beber.
Na rodada de tintos, vieram o elegante Chatêau Cantegril (disparado o melhor dos três, se é que dá para comparar), o diferente Chatêau Kefraya e o barbaresco Dezzani, com a acidez agradável que os italianos possuem.
Destaco o Chatêau Kefraya pela exclusividade. É um vinho libanês do Vale do Bekaa, feito com Mouvédre e Syrah, cepas típicas do Rhône. Para comparar, tomemos como exemplo um corte semelhante de que gosto muito, o sulafricano Wolftrap. O Kefraya é mais doce e menos ácido. Diferente e interessante.
Por fim, terminamos a noite com tábua de queijos e Madeira Justino´s 10 anos. Já havia provado com queijo de cabra e funcionou, mas a tábua acabou provando que nem todo vinho combina com qualquer queijo. O Reblochon e o Grana estavam ótimos, ainda mais com o mel trufado, contudo com o vinho não funcionou. A harmonização era Madeira com o queijo de cabra mesmo.
Claro, depois vieram sobremesas de ajoelhar a cada colherada. A noite voou e, quando vimos, eramos os últimos do restaurante, após mais de três horas de brincadeiras enológicas. Nem um incidente no restaurante que nos obrigou a mudar de mesa ofuscou a alegria de ter conhecido pessoalmente o enoamigo de Campinas (mais precisamente Valinhos, como descobrimos). Será um prazer marcar novas degustações com o blog Vivendo Vinhos.
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quarta-feira, março 25, 2009
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Rosé de Fevereiro
Ótima idéia da Confraria Brasileira de Enoblogs de provar rosé. Sou dos que não aderiu ainda aos rosados, pois não encontro sempre algo que me chame a atenção e se quero algo mais leve que o tinto, acabo rumando para o branco e o espumante.
Como recebi amigos em casa, necessitava de mais vinho e acabei comprando dois: um mais dentro da proposta de rosé até R$25,00 e outro pouco mais caro. Procuro sempre tomar mais de um rosé para poder comparar.
RIO SOL ROSE 2006
Este vinho do Vale do São Francisco tinha cor rosada, com ares de casca de cebola, belo aspecto. Aroma delicado, simples e doce. Boa acidez e boa fruta no palato, também muito simples. Não tem amargor ou defeito, nem mesmo um ataquezinho tânico que aparece em alguns rosés, mas lhe faltam qualidades. Correto e sem compromisso. R$28,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!80. (Como o Wall-Mart é o hipermercado mais caro que conheço, deve ser encontrado com facilidade por R$25,00.)
SANTA RITA 120 ROSE 2006
Considero a linha 120 da Santa Rita uma ótima opção para quem quer provar vinhos levemente mais caros, mas que demonstram boa qualidade e não costumam dar a sensação de que foi dinheiro jogado fora. São ótimos na sua faixa de preço.
O rosé de Cabernet Sauvignon manteve a boa imagem dos outros vinhos já degustados da vinícola. Cor mais rosada que o Rio Sol. Aroma mais a groselha, frutado e revelando acidez. Intensidade média.
Boca ácida, com leve tanino que não incomoda. Gostei do vinho e posso vir a tomá-lo mais vezes. Simples e agradável. R$34,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!83.
Como recebi amigos em casa, necessitava de mais vinho e acabei comprando dois: um mais dentro da proposta de rosé até R$25,00 e outro pouco mais caro. Procuro sempre tomar mais de um rosé para poder comparar.
RIO SOL ROSE 2006
Este vinho do Vale do São Francisco tinha cor rosada, com ares de casca de cebola, belo aspecto. Aroma delicado, simples e doce. Boa acidez e boa fruta no palato, também muito simples. Não tem amargor ou defeito, nem mesmo um ataquezinho tânico que aparece em alguns rosés, mas lhe faltam qualidades. Correto e sem compromisso. R$28,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!80. (Como o Wall-Mart é o hipermercado mais caro que conheço, deve ser encontrado com facilidade por R$25,00.)
SANTA RITA 120 ROSE 2006
Considero a linha 120 da Santa Rita uma ótima opção para quem quer provar vinhos levemente mais caros, mas que demonstram boa qualidade e não costumam dar a sensação de que foi dinheiro jogado fora. São ótimos na sua faixa de preço.
O rosé de Cabernet Sauvignon manteve a boa imagem dos outros vinhos já degustados da vinícola. Cor mais rosada que o Rio Sol. Aroma mais a groselha, frutado e revelando acidez. Intensidade média.
Boca ácida, com leve tanino que não incomoda. Gostei do vinho e posso vir a tomá-lo mais vezes. Simples e agradável. R$34,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!83.
Marcadores:
- VV 80 a 84,
$ Até R$25.00,
$ De R$25.01 a R$50.00,
N Brasil,
N Chile,
Uva Cab Sauvignon,
Vinho Rose,
ZC CB Enoblogs
domingo, setembro 09, 2007
ROSÉS
Em visita ao Boulevard Loja e Restaurante, na voluntários da pátria, fomos muito bem recebidos pelo proprietário Carlos Feliz e pelo Diogo. Aproveitamos a oportunidade para iniciar a pesquisa de Gewurztraminer, tema de minha degustação na confraria BaccoUbriaco em outubro.
Entre algumas dúvidas sobre qual vinho comprar, acabamos aceitando a sugestão do Carlos de levar o Rosé Terra Amata 2006 do Domaine Sorin, pertencente à Apellation Côtes de Provence Contrôlée.
Está fazendo um calorzinho em Curitiba neste feriado e não resistimos em tomar naquela mesma noite o vinho. Fomos, então, às compras e preparamos patês e queijos para acompanhar.
Diante da inexperiência total em vinho rosé, adquirimos também o Aurora Varietal Merlot Rosé 2006 para balizar o francês e servir de introdução. Estávamos em 5 pessoas e duas garrafas servem muito bem.
AURORA VARIETAL MERLOT ROSÉ 2006
TERRA AMATA 2006 DOMAINE SORIN
A cor do Terra Amata lembrou um salmão suave, já o Aurora tinha uma tonalidade mais forte. Nos aromas do Aurora percebemos maçã e sutis frutas vermelhas. O nariz deste já prenunciava uma boca meio desequilibrada de álcool e com algum tanino. Tinha algum amargor final também. O Terra Amata apresentou pêssego, frutas e algum cítrico, algo para ameixa amarela e abacaxi. Com boca bem mais delicada que o Aurora, notamos ainda citricidade e boa permanência, com muito estímulo.
Foi uma experiência engraçada provar rosés e foi muito útil ter comprado um nacional bem mais barato para sentirmos a diferença entre ele e o francês. Ganhou um caráter didático.
Os aromas deles lembram mais vinhos brancos, mas a boca é copletamente diferente. Para quem toma muito branco, parece que tem um taninozinho que não devia estar ali. (Ou devia, afinal não é um branco, é um rosé, risos.)
O patê de camarão foi o que mais harmonizou, especialmente com o francês. Percebemos, portanto, que é um estilo de vinho delicado, que combina bem com aperitivos e frutos do mar em tardes de verão.
Custo:
Aurora Varietal Merlot Rosés 2006 R$14,00 no Mercadorama Seminário
Terra Amarta 2006 Domaine Sorin Côtes de Provence R$ 46,00 no Boulevard
Nota: Melhor não pontuar devido à total inexperiência. Popor à confraria BaccoUbriaco degustação sobre o assunto em Janeiro de 2008.
Referências:
Ver página da Vinho Magazine sobre vinho rosé.
Ou rápida entrevista com Gianni Tartari da Fasano.
Entre algumas dúvidas sobre qual vinho comprar, acabamos aceitando a sugestão do Carlos de levar o Rosé Terra Amata 2006 do Domaine Sorin, pertencente à Apellation Côtes de Provence Contrôlée.
Está fazendo um calorzinho em Curitiba neste feriado e não resistimos em tomar naquela mesma noite o vinho. Fomos, então, às compras e preparamos patês e queijos para acompanhar.
Diante da inexperiência total em vinho rosé, adquirimos também o Aurora Varietal Merlot Rosé 2006 para balizar o francês e servir de introdução. Estávamos em 5 pessoas e duas garrafas servem muito bem.
AURORA VARIETAL MERLOT ROSÉ 2006
TERRA AMATA 2006 DOMAINE SORIN
A cor do Terra Amata lembrou um salmão suave, já o Aurora tinha uma tonalidade mais forte. Nos aromas do Aurora percebemos maçã e sutis frutas vermelhas. O nariz deste já prenunciava uma boca meio desequilibrada de álcool e com algum tanino. Tinha algum amargor final também. O Terra Amata apresentou pêssego, frutas e algum cítrico, algo para ameixa amarela e abacaxi. Com boca bem mais delicada que o Aurora, notamos ainda citricidade e boa permanência, com muito estímulo.
Foi uma experiência engraçada provar rosés e foi muito útil ter comprado um nacional bem mais barato para sentirmos a diferença entre ele e o francês. Ganhou um caráter didático.
Os aromas deles lembram mais vinhos brancos, mas a boca é copletamente diferente. Para quem toma muito branco, parece que tem um taninozinho que não devia estar ali. (Ou devia, afinal não é um branco, é um rosé, risos.)
O patê de camarão foi o que mais harmonizou, especialmente com o francês. Percebemos, portanto, que é um estilo de vinho delicado, que combina bem com aperitivos e frutos do mar em tardes de verão.
Custo:
Aurora Varietal Merlot Rosés 2006 R$14,00 no Mercadorama Seminário
Terra Amarta 2006 Domaine Sorin Côtes de Provence R$ 46,00 no Boulevard
Nota: Melhor não pontuar devido à total inexperiência. Popor à confraria BaccoUbriaco degustação sobre o assunto em Janeiro de 2008.
Referências:
Ver página da Vinho Magazine sobre vinho rosé.
Ou rápida entrevista com Gianni Tartari da Fasano.
Marcadores:
$ Até R$25.00,
$ De R$25.01 a R$50.00,
N Brasil,
N França,
Uva Merlot,
Vinho Rose
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Comparação de Safras
Com muitos vinhos pela frente, particularmente brancos, tenho de publicar logo para acompanhar o passo. As provas são muitas e o janeiro quente que faz aqui chama sempre a tomar vinhos a baixas temperaturas em busca de frescor.
A recorrência de algumas marcas por simpatia pessoal e disponibilidade no mercado permitirá estabelecer pequenas diferenças em safras e faixas de preço.
De pronto, com este post é possível comparar as impressões entre os Santa Helena Reservado Chardonnay 2005 e 2006.
ADOLFO LONA BRUT ROSÉ
Este espumante ficou meio ano aí parado na adega (não climatizada). Estava até com medo de que já estivesse estragado, mas ao abrir apresentou boa espumação com bolhas finas e abundantes. A cor é salmão. O aroma muito fechado me lembrou maçã. A descrição da vinícola é "vinoso". A boca é sem frescor e alegria que espero em espumantes. Não me agradou, talvez até por eu não conhecer muito espumantes rosés. 12% de álcool. Comercializado na In Vino Veritas.
SANTA HELENA RESERVADO CHARDONNAY 2006
Cor amarela. Este chileno da confiável Santa Helena tem aromas ainda mais frutados que o 2005 (post anterior). Agrada-me muito mais esse frescor de fruta. A boca tem as características que esperamos da Chardonnay com algum amanteigado. Interessante que ao circular o vinho por todo paladar as laterais da boca são bem estimuladas como o 2005. Fico com o 2006! Menos amargor no final. 13% de álcool. Ainda caros R$19.00 no Mercadorama.
PERIQUITA BRANCO 2005
Um vinho bem diferente dos brancos antes provados. Este primeiro português de 2007 lembrou-me um pouco o Gewurz nacional, adicionado de bom frescor. Bem aromático, é "adocicado" no palato e no olfato lembrando, este sim, goiaba. Branco português é tiro certo. 12.5% de álcool. Em torno de R$20.00 no Mercadorama.
Notei que o Santa Helena 2005 e o 2006 possuem sutis diferenças em prol do último. Uma preocupação minha é sempre ressaltar as circunstâncias do vinho, pois companhia, evento e condições de consumo pesam em minhas impressões sobre o bebido.
Do 2006, fui eu quem controlei a temperatura e certamente estava mais baixa que a do 2005. Melhor seria ter feito prova vertical ao mesmo tempo em forma de degustação.
Posto tudo na balança meu escolhido é o 2006.
Adquiri a preço justo (enfim) o Santa Helena Siglo de Oro Chardonnay no Mercado Municipal de Curitiba. Ele é um passo acima em qualidade da linha Reservado. Provarei em breve!
A recorrência de algumas marcas por simpatia pessoal e disponibilidade no mercado permitirá estabelecer pequenas diferenças em safras e faixas de preço.
De pronto, com este post é possível comparar as impressões entre os Santa Helena Reservado Chardonnay 2005 e 2006.
ADOLFO LONA BRUT ROSÉ
Este espumante ficou meio ano aí parado na adega (não climatizada). Estava até com medo de que já estivesse estragado, mas ao abrir apresentou boa espumação com bolhas finas e abundantes. A cor é salmão. O aroma muito fechado me lembrou maçã. A descrição da vinícola é "vinoso". A boca é sem frescor e alegria que espero em espumantes. Não me agradou, talvez até por eu não conhecer muito espumantes rosés. 12% de álcool. Comercializado na In Vino Veritas.
SANTA HELENA RESERVADO CHARDONNAY 2006
Cor amarela. Este chileno da confiável Santa Helena tem aromas ainda mais frutados que o 2005 (post anterior). Agrada-me muito mais esse frescor de fruta. A boca tem as características que esperamos da Chardonnay com algum amanteigado. Interessante que ao circular o vinho por todo paladar as laterais da boca são bem estimuladas como o 2005. Fico com o 2006! Menos amargor no final. 13% de álcool. Ainda caros R$19.00 no Mercadorama.
PERIQUITA BRANCO 2005
Um vinho bem diferente dos brancos antes provados. Este primeiro português de 2007 lembrou-me um pouco o Gewurz nacional, adicionado de bom frescor. Bem aromático, é "adocicado" no palato e no olfato lembrando, este sim, goiaba. Branco português é tiro certo. 12.5% de álcool. Em torno de R$20.00 no Mercadorama.
Notei que o Santa Helena 2005 e o 2006 possuem sutis diferenças em prol do último. Uma preocupação minha é sempre ressaltar as circunstâncias do vinho, pois companhia, evento e condições de consumo pesam em minhas impressões sobre o bebido.
Do 2006, fui eu quem controlei a temperatura e certamente estava mais baixa que a do 2005. Melhor seria ter feito prova vertical ao mesmo tempo em forma de degustação.
Posto tudo na balança meu escolhido é o 2006.
Adquiri a preço justo (enfim) o Santa Helena Siglo de Oro Chardonnay no Mercado Municipal de Curitiba. Ele é um passo acima em qualidade da linha Reservado. Provarei em breve!
Marcadores:
$ Até R$25.00,
N Brasil,
N Chile,
N Portugal,
Uva Chardonnay,
Uva Pinot Noir,
Vinho Branco,
Vinho Espumante,
Vinho Rose
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