Madero - O melhor hambúrguer do mundo
Aproveitando nossa viagem à Curitiba, fomos comer o super chesseburguer clássico gourmet do Madero. Feito com salada orgânica, carne de primeiríssima, pão especial fantástico preparado na manteiga, fogo forte para a sensação tostada por fora e vermelhinho dentro, 260g de hambúrguer com um preparo super especial: o sal é mais grosso e diferenciado e não vai farinha(deve ser pão). Tudo com o rigor do Chef Junior Durski.
Os aromas daquele mega cheeseburguer, os sabores dos vegetais orgânicos, hummmmm. Quem não gosta de tomante prepare-se: aquele tomate é fruta de uma categoria própria. A cebola assada é incrível. Cada pedaço e cada combinação diferente entre os ingerdientes são uma experiência gastronômica própria.
Esqueça os fast-foods. Para cada duas idas a qualquer deles, poupe seu organismo da gordura (e seu dinheiro) e vá uma no Madero. Você será uma pessoa mais feliz, tenho certeza.
Pense num restaurante fino, com todo o serviço adequado, adega de vinhos e etc... e que serve hambúrgueres.
- Ah, vinho e hambúrguer não combinam muito - você pode afirmar.
- Não mesmo! - é a minha resposta.
Mas dá para tomar o vinho antes, ficar só na água durante a refeição e voltar para o vinho depois. Talvez malbec ou tempranillo até funcionasse... talvez. Às vezes, o importante é curtir o que é bom sem esquentar demais a cabeça com regras.
Urban Blend Valle del Maule 2008
Se eu dissesse só nome do produtor aqui, dispensaria mais comentários: O. Fournier. Já que sou um chato prolixo, falarei dele.
É um blend com quase metade de Merlot, um bom percentual de Cab Franc, algo de Carignan e uma pitada de Cab Sauvignon.
Um padrão em minha vida no vinho é que o bom blend sempre brinca comigo a noite toda. Impressionante. Dá uma pesquisa para os químicos: Será que as variedades de uva volatizam diferente?
Deixando a ciência de lado, o fato é que esse vinho começou doce, com chocolate, couro, e aroma super fresco da merlot chilena. A boca redondinha, taninos corretos, acidez ótima e a estrutura da Cab Franc fechando o conjunto.
Depois, veio uma especiaria que tomou conta e terminou docinho, com o couro só na memória. Uma delícia. Um custo benefício incrível.
A O. Fournier faz a linha Urban com várias composições em localidades diferentes tanto no novo como no velho mundo. Este chileno está aprovado. 14% de álcool. R$59,00 no Madero (Você pode encontrar por R$40,00 em lojas).
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sexta-feira, dezembro 31, 2010
quarta-feira, junho 23, 2010
VídeoDegustações #3 e #4 - Ave Premium Malbec 2007
Degustação do Ave Premium Malbec 2007 realizada no DC Grill. O som não está 100%, afinal o equipamento é o mais amador disponível no mercado e o vídeo foi gravado no ambiente do restaurante.
Vale lembrar que este blog é independente e não recebe qualquer contribuição financeira. Se citamos os locais onde provamos vinho é por agradecimento aos estabelecimentos que abrem suas portas para nossas provas ou pela crítica ser de interesse como conteúdo para o blog.

No segundo vídeo, uma conversa pós-degustação sobre harmonização com o Gelson regada com o ótimo Ave Premium Malbec 2007.
Veja também outras VídeoDegustações do blog
VIVA O VINHO!
Marcador #VÍDEO DEGUSTAÇÃO
Vale lembrar que este blog é independente e não recebe qualquer contribuição financeira. Se citamos os locais onde provamos vinho é por agradecimento aos estabelecimentos que abrem suas portas para nossas provas ou pela crítica ser de interesse como conteúdo para o blog.

VÍDEO DEGUSTAÇÃO #3
No segundo vídeo, uma conversa pós-degustação sobre harmonização com o Gelson regada com o ótimo Ave Premium Malbec 2007.
VÍDEO DEGUSTAÇÃO #4
Veja também outras VídeoDegustações do blog
VIVA O VINHO!
Marcador #VÍDEO DEGUSTAÇÃO
Marcadores:
- VV 89 a 92,
# VÍDEO DEGUSTAÇÃO,
$ De R$50.01 a R$80.00,
N Argentina,
Uva Malbec,
Vinho Tinto,
Z Onde Beber
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Salton Talento 2005 - Niterói e o Vinho Nacional em Pauta
TRATORIA TORTA
Já é hora de começar a investigar a gastronomia de Niterói. É claro que já andei por aqui, mas os lugares mais propícios ao vinho só começaram a ser procurados agora.
Fui na Tratotia Torta só porque era perto de casa e acabou-se tornando uma grande surpresa. Além das massas normais, de terça a quinta eles têm um festival em que você pede quantas pequenas porções quiser. Uma degustação de massas, eu diria.
O atendimento foi atencioso e impecável. Destaques culinários para o molho com couve e pato e o molho ao pesto especial, com tomate seco.
A casa promove degustações com o Celso Alzer e a carta de vinhos é bem elaborada. Alguns vinhos com preço muito acima da curva de relação com o mercado (fora de restaurante), outros com preço bem interessante.
Escolhi o Salton Talento 2005 exatanente pela sua relação com o preço de mercado. Imagino que esteja mais alinhado porque um nacional de 5 anos pode estar no limite. De fato, a rolha estava bem infiltrada e não estava completamente inserida na garrafa. Com os sinais ruins, pensei que iria ter de devolvê-la, mas encarei. Ao provar, primeiro alívio, não estava estragado.
SALTON TALENTO 2005
Ainda que no site da Salton não diga, o Notas de Degustação afirma que são 60% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat. Ele faz parte da linha superpremium da vinícola e só é lançado em anos excepcionais. Que eu me lembre, eles lançaram 2002, 2004 e 2005 apenas.
Havia provado o 2002 (veja) e tinha agradado com seis anos de idade, ainda que ficasse faltando alguma coisa. Este 2005, com cinco anos de idade, está inteiro, mas ficou faltando aquele algo mais novamente.
Assim que aberto, mostrou as frutas com adocicado, puxando para geléia, especiarias e acidez, sendo mais marcante aromas de café e baunilha. No gustativo, os taninos atacavam um pouco o céu da boca, todavia desconfiei que depois de aerado ele podia mostrar-se mais. Já aí, percebe-se a persistência apenas média e o corpo também mediano.
Ele muda e melhora muito com o tempo, o que é ótimo para brincar com a degustação. Surgem notas de alcaçuz e a doçura se firma como chocolate. Os taninos deixam de incomodar no céu da boca e dão uma secada geral. Parece que as características da Tannat deixam para aparecer mais tarde. Por fim, ele dá uma refrescância de fim de boca que chegou a lembrar uma menta (de que gosto tanto).
Minha impressão geral é de um bom vinho, que agüentou bem os cinco anos e que só falha no corpo mediano. No 2002 a falta de corpo também foi um problema, porém, entre os dois, fico com o 2005 e minha nota objetiva confirmou essa impressão. R$56,00. VV!87.
VINHO NACIONAL EM PAUTA
Tal avaliação o coloca entre os melhores do Brasil e é bom encontrarmos nacionais nesse nível. Não me lembro de vinhos brasileiros recebendo esse tipo de avaliação nos anos 90. Houve esforço, pesquisa e investimento das vinícolas para melhorarem a produção tupiniquim. A primeira grande safra que encontrou os produtores num patamar melhor de qualidade foi 2002.
Muitos blogs gostaram do vinho, todavia continua existindo controvérsia, como se pode ler na contundente opinião do Qvinho. Gostei do Salton Talento, embora tenha de concordar que pode estar um pouco fora de preço, um mal que é geral entre as grandes vinícolas nacionais e seus melhores vinhos. Só não é possível comparar nossa vinicultura com a dos vizinhos andinos e concluir que as empresas daqui são incompetentes. Parece que o terroir lá é melhor mesmo. Não consigo imaginar nossos "ícones" valendo de R$300,00 a R$500,00. Podemos fazer bons vinhos na casa dos R$50,00. Pena que alguns queiram cobrar R$90,00.
Já é hora de começar a investigar a gastronomia de Niterói. É claro que já andei por aqui, mas os lugares mais propícios ao vinho só começaram a ser procurados agora.
Fui na Tratotia Torta só porque era perto de casa e acabou-se tornando uma grande surpresa. Além das massas normais, de terça a quinta eles têm um festival em que você pede quantas pequenas porções quiser. Uma degustação de massas, eu diria.
O atendimento foi atencioso e impecável. Destaques culinários para o molho com couve e pato e o molho ao pesto especial, com tomate seco.
A casa promove degustações com o Celso Alzer e a carta de vinhos é bem elaborada. Alguns vinhos com preço muito acima da curva de relação com o mercado (fora de restaurante), outros com preço bem interessante.
Escolhi o Salton Talento 2005 exatanente pela sua relação com o preço de mercado. Imagino que esteja mais alinhado porque um nacional de 5 anos pode estar no limite. De fato, a rolha estava bem infiltrada e não estava completamente inserida na garrafa. Com os sinais ruins, pensei que iria ter de devolvê-la, mas encarei. Ao provar, primeiro alívio, não estava estragado.
SALTON TALENTO 2005
Ainda que no site da Salton não diga, o Notas de Degustação afirma que são 60% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat. Ele faz parte da linha superpremium da vinícola e só é lançado em anos excepcionais. Que eu me lembre, eles lançaram 2002, 2004 e 2005 apenas.
Havia provado o 2002 (veja) e tinha agradado com seis anos de idade, ainda que ficasse faltando alguma coisa. Este 2005, com cinco anos de idade, está inteiro, mas ficou faltando aquele algo mais novamente.
Assim que aberto, mostrou as frutas com adocicado, puxando para geléia, especiarias e acidez, sendo mais marcante aromas de café e baunilha. No gustativo, os taninos atacavam um pouco o céu da boca, todavia desconfiei que depois de aerado ele podia mostrar-se mais. Já aí, percebe-se a persistência apenas média e o corpo também mediano.
Ele muda e melhora muito com o tempo, o que é ótimo para brincar com a degustação. Surgem notas de alcaçuz e a doçura se firma como chocolate. Os taninos deixam de incomodar no céu da boca e dão uma secada geral. Parece que as características da Tannat deixam para aparecer mais tarde. Por fim, ele dá uma refrescância de fim de boca que chegou a lembrar uma menta (de que gosto tanto).
Minha impressão geral é de um bom vinho, que agüentou bem os cinco anos e que só falha no corpo mediano. No 2002 a falta de corpo também foi um problema, porém, entre os dois, fico com o 2005 e minha nota objetiva confirmou essa impressão. R$56,00. VV!87.
VINHO NACIONAL EM PAUTA
Tal avaliação o coloca entre os melhores do Brasil e é bom encontrarmos nacionais nesse nível. Não me lembro de vinhos brasileiros recebendo esse tipo de avaliação nos anos 90. Houve esforço, pesquisa e investimento das vinícolas para melhorarem a produção tupiniquim. A primeira grande safra que encontrou os produtores num patamar melhor de qualidade foi 2002.
Muitos blogs gostaram do vinho, todavia continua existindo controvérsia, como se pode ler na contundente opinião do Qvinho. Gostei do Salton Talento, embora tenha de concordar que pode estar um pouco fora de preço, um mal que é geral entre as grandes vinícolas nacionais e seus melhores vinhos. Só não é possível comparar nossa vinicultura com a dos vizinhos andinos e concluir que as empresas daqui são incompetentes. Parece que o terroir lá é melhor mesmo. Não consigo imaginar nossos "ícones" valendo de R$300,00 a R$500,00. Podemos fazer bons vinhos na casa dos R$50,00. Pena que alguns queiram cobrar R$90,00.
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- VV 85 a 88,
$ De R$50.01 a R$80.00,
N Brasil,
Uva Cab Sauvignon,
Uva Merlot,
Uva Tannat,
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Z Artigos,
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quarta-feira, dezembro 10, 2008
EDVINO - Bar de Vinhos, Restaurante, etc.
Para uma ocasião muito especial, eu e minha esposa escolhemos jantar no Edvino. Bar de Vinhos com excelente ambientação, decoração detalhista e grande adega, muitos disponíveis em taça. Atendimento personalizado e cozinha de primeira. Mesmo aqueles pequenos detalhes que fazem toda a diferença estiveram presentes nessa noite quase perfeita.
Os pãezinhos do couvert não empolgaram, mas tem um charminho extra servi-los após o consommé. Para nossa entrada, pedimos dois brancos bem diferentes em taças para brincarmos. O argentino Crios Torrontés era perfumado e tinha aroma de lichia, com boca mais pesada, em um estilo com o qual me venho acostumando para esta uva. Em contraste, estava o riesling alemão Anselmann Trocken Qba. Vinho simples, de cor acinzentada, algum cítrico que lembrou limão. Um patamar acima em qualidade na comparação, bem mais elegante que o primeiro.
Os 40 rótulos disponíveis em taça são suficientes para divertir-se muito com isso. Ao invés de pedir uma garrafa, você pode ir pedindo duas ou três tacinhas e curtir uma experiência divertida, como uma degustação. Pode-se provar uvas diferentes, regiões diferentes, harmonizações, ..., tudo na mesma noite.
Para nosso prato principal, porém, solicitamos uma garrafa de Rosso di Montalcino Camigliano. Vinho elegante, com aroma de especiarias no início, doce fruta a cereja, notas de café e um certo defumado. Acompanhou explendidamente os Mignons que pedimos da ótima cozinha do Edvino. Ainda que nos tenham sugerido ao ponto (e já estava delicioso) voltarei para prová-los mal passados, pois não tem nada melhor do que um coração de Mignon tostado por fora e suculento por dentro.
O restaurante possui ambientes muito agradáveis, em geral com meia-luz. O deck não me agradou, mas o jardim de inverno é bem gostosinho. Quem fuma (ou necessita acompanhar fumantes!!!) tem a opção de ir à charutaria, mas bom mesmo é ficar bebericando seu vinhozinho no charmoso jardim, a meio-passo da mesa.
Consumido o Camigliano, era hora de uma sobremesa e um líquido doce. Pedimos um brigadeiro com café e pistache. Jogo de sabores incríveis, que arrancava suspiros a cada colher, mas que não combinava em nada com Château Ramon AOC Monbazillac. Primeiro, curtimos o doce, depois, foi a vez desse excelente botrytizado. Mais fresco e frutado que um Sauternes, apresentou algum floral, melão, maracujá, erva-doce, própolis e a doce baunilha. Que complexidade!
Já podiamos dar a noite por encerrada, mas o sommelier Ewerton Antunes ainda guardou uma arma secreta para o final: Ofereceu-nos uma taça de madeira Justino´s 10 Anos, o que podia passar por uma sugestão simples depois do Monbazillac, mas a combinação com queijo de cabra foi arrebatadora. O Madeira é um vinho forte, que ataca muito, e o queijo cumpriu a missão de fechar um pouco o centro da boca para que se realçasse mais as qualidades do fortificado. Uma experiência nova e marcante que deixou uma impressão final intensa.
Edvino - Bar de Vinhos, Restaurante e etc.
Alameda Presidente Taunay, 533
Ali na paralela à Praça Espanha.
41 3222-0037
Curitiba
Os pãezinhos do couvert não empolgaram, mas tem um charminho extra servi-los após o consommé. Para nossa entrada, pedimos dois brancos bem diferentes em taças para brincarmos. O argentino Crios Torrontés era perfumado e tinha aroma de lichia, com boca mais pesada, em um estilo com o qual me venho acostumando para esta uva. Em contraste, estava o riesling alemão Anselmann Trocken Qba. Vinho simples, de cor acinzentada, algum cítrico que lembrou limão. Um patamar acima em qualidade na comparação, bem mais elegante que o primeiro.
Os 40 rótulos disponíveis em taça são suficientes para divertir-se muito com isso. Ao invés de pedir uma garrafa, você pode ir pedindo duas ou três tacinhas e curtir uma experiência divertida, como uma degustação. Pode-se provar uvas diferentes, regiões diferentes, harmonizações, ..., tudo na mesma noite.
Para nosso prato principal, porém, solicitamos uma garrafa de Rosso di Montalcino Camigliano. Vinho elegante, com aroma de especiarias no início, doce fruta a cereja, notas de café e um certo defumado. Acompanhou explendidamente os Mignons que pedimos da ótima cozinha do Edvino. Ainda que nos tenham sugerido ao ponto (e já estava delicioso) voltarei para prová-los mal passados, pois não tem nada melhor do que um coração de Mignon tostado por fora e suculento por dentro.
O restaurante possui ambientes muito agradáveis, em geral com meia-luz. O deck não me agradou, mas o jardim de inverno é bem gostosinho. Quem fuma (ou necessita acompanhar fumantes!!!) tem a opção de ir à charutaria, mas bom mesmo é ficar bebericando seu vinhozinho no charmoso jardim, a meio-passo da mesa.
Consumido o Camigliano, era hora de uma sobremesa e um líquido doce. Pedimos um brigadeiro com café e pistache. Jogo de sabores incríveis, que arrancava suspiros a cada colher, mas que não combinava em nada com Château Ramon AOC Monbazillac. Primeiro, curtimos o doce, depois, foi a vez desse excelente botrytizado. Mais fresco e frutado que um Sauternes, apresentou algum floral, melão, maracujá, erva-doce, própolis e a doce baunilha. Que complexidade!
Já podiamos dar a noite por encerrada, mas o sommelier Ewerton Antunes ainda guardou uma arma secreta para o final: Ofereceu-nos uma taça de madeira Justino´s 10 Anos, o que podia passar por uma sugestão simples depois do Monbazillac, mas a combinação com queijo de cabra foi arrebatadora. O Madeira é um vinho forte, que ataca muito, e o queijo cumpriu a missão de fechar um pouco o centro da boca para que se realçasse mais as qualidades do fortificado. Uma experiência nova e marcante que deixou uma impressão final intensa.
Edvino - Bar de Vinhos, Restaurante e etc.
Alameda Presidente Taunay, 533
Ali na paralela à Praça Espanha.
41 3222-0037
Curitiba
segunda-feira, agosto 04, 2008
Enoteca Decanter Curitiba
Chegou em Curitiba a loja da Importadora Decanter.
Os vinhos da Decanter não são novidade para nós, mas ficamos muito satisfeitos com mais uma boa opção enológica na cidade.
Inaugurada em Julho, a Enoteca Decanter Curitiba tem ambiente agradável, vinhos bem dispostos e o portfolio da importadora está bem representado, além de oferecer vinhos nacionais. Já testamos a área para degustação e fomos muito bem recebidos com a Confraria Velha Vinífera. A Bacco Ubriaco marcou evento para conhecer o novo espaço também.
Endereço: Av Visconde de Guarapuava, 5154 - Batel. Fone: 3039-2333.
Os vinhos da Decanter não são novidade para nós, mas ficamos muito satisfeitos com mais uma boa opção enológica na cidade.
Inaugurada em Julho, a Enoteca Decanter Curitiba tem ambiente agradável, vinhos bem dispostos e o portfolio da importadora está bem representado, além de oferecer vinhos nacionais. Já testamos a área para degustação e fomos muito bem recebidos com a Confraria Velha Vinífera. A Bacco Ubriaco marcou evento para conhecer o novo espaço também.
Endereço: Av Visconde de Guarapuava, 5154 - Batel. Fone: 3039-2333.
quinta-feira, julho 31, 2008
Mercado Municipal de Curitiba
Entre os lugares mais baratos de comprar vinho na cidade estão as lojas de vinho do mercado municipal, além de ser um ótimo passeio para o fim-de-semana. Tem aquele aroma confuso típico das verduras e frutas misturadas, a agitação das pessoas passando com sacolas pra lá e pra cá e os feirantes com seus jalecos azuis.
No mercado há muitas barracas de frutas e verduras, como não poderia deixar de ser, mas ao contrário do que muitos podem pensar não são os produtos comuns do dia-a-dia. Lá encontramos aquele tempero mais raro ou aquela fruta exótica também.
Lojas onde a gastronomia fina tem espaço são muitas: massas importadas, temperos orientais e produtos frescos são o que mais vemos. Recentemente, abriram cafés e docerias.
Um programa excelente para sábado é almoçar com família e amigos, depois passear pelas vendas, fazer compras nas lojas e ir pesquisando preços de vinhos. Ao final, comprar umas garrafas para rechear a adega.
Difícil é sair de lá sem um queijinho Vincent, um Prima Dona e presunto parma na sacola. O almoço no mercado é concorrido e chegar cedo evita esperas e filas.
No mercado há muitas barracas de frutas e verduras, como não poderia deixar de ser, mas ao contrário do que muitos podem pensar não são os produtos comuns do dia-a-dia. Lá encontramos aquele tempero mais raro ou aquela fruta exótica também.
Lojas onde a gastronomia fina tem espaço são muitas: massas importadas, temperos orientais e produtos frescos são o que mais vemos. Recentemente, abriram cafés e docerias.
Um programa excelente para sábado é almoçar com família e amigos, depois passear pelas vendas, fazer compras nas lojas e ir pesquisando preços de vinhos. Ao final, comprar umas garrafas para rechear a adega.
Difícil é sair de lá sem um queijinho Vincent, um Prima Dona e presunto parma na sacola. O almoço no mercado é concorrido e chegar cedo evita esperas e filas.
domingo, setembro 09, 2007
Expand Wine Store Curitiba
Terça-feira, 28/08, estivemos rapidamente na inauguração da nova loja da Expand Curitiba. Fica na Batel, uma quadra antes da Brigadeiro Franco. Como a Batel é uma rua bem complexa em termos de nomes de trechos, o endereço nominal é Benjamin Lins, 559.
A estrutura de dois pisos tem em cima charutaria e espaço gourmet. No piso inferior bistrô e loja. A nossa disposição, ávidos consumidores de vinhos, novamente em Curitiba todo o catálogo da importadora com muitos rótulos de destaque.
Tanto é que retornamos na sexta-feira, quando adquirimos um Malbec argentino, sugestão do Fabio, que aguarda noites frias para ser degustado. Presenciamos também a bela mesa de entradas disponíveis para quem desarolha algumas na loja e o elaborado cardápio.
A reabertura da Expand é grande aquisição para a cidade. A confraria BaccoUbriaco nasceu dentro da Expand em seu antigo endereço e fez muita falta para nós nesse período de ausência.
Espero que muito em breve adequemos nossos calendários e que experimentemos o espaço gourmet para muitas degustações que virão pela frente. Que seja novamente bem vinda a Expand e que retomemos a boa relação que sempre tivemos no passado.
A estrutura de dois pisos tem em cima charutaria e espaço gourmet. No piso inferior bistrô e loja. A nossa disposição, ávidos consumidores de vinhos, novamente em Curitiba todo o catálogo da importadora com muitos rótulos de destaque.
Tanto é que retornamos na sexta-feira, quando adquirimos um Malbec argentino, sugestão do Fabio, que aguarda noites frias para ser degustado. Presenciamos também a bela mesa de entradas disponíveis para quem desarolha algumas na loja e o elaborado cardápio.
A reabertura da Expand é grande aquisição para a cidade. A confraria BaccoUbriaco nasceu dentro da Expand em seu antigo endereço e fez muita falta para nós nesse período de ausência.
Espero que muito em breve adequemos nossos calendários e que experimentemos o espaço gourmet para muitas degustações que virão pela frente. Que seja novamente bem vinda a Expand e que retomemos a boa relação que sempre tivemos no passado.
domingo, dezembro 10, 2006
II Degustação Viva o Vinho!
Aproveitamos a excelente recepção que Rogério e Eleandro do Tatibana nos proporcionaram e continuamos nossa saga propondo o
DESAFIO VINHO VERDE E COZINHA ORIENTAL
para amigos do enoblog.
Republico a pesquisa sobre essa região lusitana:
DOC VINHO VERDE
A Região dos Vinhos Verdes fica ao Noroeste de Portugal, também conhecida como Entre-Douro-e-Minho devido aos rios que a limitam ao Sul e ao Norte. À Leste, uma cadeia de montanhas a separa das regiões vinícolas do Douro, do Porto e de Trás-os-Montes. Sua delimitação foi estabelecida em 1908 e a demarcação aconteceu em 1929. Possui 6 subdivisões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. A cultura gastronômica da região inclui pratos exuberantes com Lampreia, Galo, Caldo Verde (repolho e batata), Sardinha e Porco.
UVA E VINHO
Tradicionalmente são 3 métodos de plantio das parreiras:
- “Uveira” ou “Vinha-de-enforcado”
– Planta-se uma ou mais parreiras próximas a outras árvores e permite-se que a parreira se entrelace à árvore, enforcando-a.
- Feixes de arames entre árvores.
- Latada. Com a modernização do cultivo as melhores vinículas os substituíram pela espaldeira.
Uvas brancas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Azal-Branco, Batoca e Pedernã (Arinto).
Uvas tintas: Rabo-de-ovelha, Azal- Tinto, Borraçal e Pedral.
O vinho verde costuma ser ácido e ter graduação alcoólica entre 8º e 11º . Os tintos são muito difíceis e apreciados apenas na própria região, podendo acompanhar bacalhau e refeições mais fortes. O branco é o grande destaque combinando com mariscos, frutos-do-mar e peixes. Sua produção é feita em duas fermentações. A primeira é alcoólica e a segunda é malolática. O gás residual, que dá o efeito de agulha, é resultado da segunda fermentação incompleta. Após engarrafados devem ser tomados imediatamente, no máximo um ano após produzidos. Os Alvarinhos da região de monções agüentam mais por ter mais estrutura, álcool e corpo. Podem ser tomados com três anos de idade.
VINHO VERDE E COZINHA JAPONESA
O autor Saul Galvão já destacou que o shoyu é dificílimo para combinações, porém exigiria champagne ou espumantes ácidos. A SBAV-SP testou a combinação de vinho verde com pratos orientações e segundo Beatriz Marques do “Basílico”, que esteve na degustação da SBAV, é uma boa alternativa aos champagne em função da acidez e do preço.
REFERÊNCIAS
LAROUSSE. Larousse do Vinho.
SAUL, Galvão. Guia de Tintos e Brancos.
SANTOS, José Ivan. Vinhos: O Essencial.
LINKS
Basilico
Sapo PT
Vinho Verde - site oficial da DOC
SBAV-SP
Vamos aos Vinhos:
CASAL GARCIA
Praticamente sem cor, transparente. Considerei o aroma muito fraco. Vinho fresco e frutado. Boa sensação de agulha na boca. Os presentes o consideraram suave, apresentando limão, maçã e fósforo (algo mineral). Foi considerado o que melhor harmonizou com sushis e sashimis, inclusive por membro da confraria BaccoUbriaco presente que havia provado outros 4 Verdes em outra ocasião. 10,5% de álcool.
Minha subjetiva seria 83, mas não é demérito nenhum por R$20,00. Disponível na Distribuidora de Bebidas do Batel.
MUROS ANTIGOS ALVARINHO - 2005
Cor amarela e sem borbulhas, ao estilo Anselmo Mendes. Muito aromático, intenso. Bem frutado lembrando manga. Com o passar do tempo aparece o maracujá. Muito ácido na boca, é estimulante e sutil. Demonstra estrutura agradavelmente atípica para Verdes e amanteigado da fermentação malolática mais desenvolvida. Tem boa permanência e apresenta sabor de abacaxi maduro.
Os amigos ainda destacaram sua complexidade e encontraram aromas de guaraná, erva-doce e lavanda. Discordando de mim, houve quem considerou sem graça no palato. 13% de álcool.
Minha subjetiva: 87. R$86,00 no Boulevard.
DESAFIO VINHO VERDE E COZINHA ORIENTAL
para amigos do enoblog.
Republico a pesquisa sobre essa região lusitana:
DOC VINHO VERDE
A Região dos Vinhos Verdes fica ao Noroeste de Portugal, também conhecida como Entre-Douro-e-Minho devido aos rios que a limitam ao Sul e ao Norte. À Leste, uma cadeia de montanhas a separa das regiões vinícolas do Douro, do Porto e de Trás-os-Montes. Sua delimitação foi estabelecida em 1908 e a demarcação aconteceu em 1929. Possui 6 subdivisões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. A cultura gastronômica da região inclui pratos exuberantes com Lampreia, Galo, Caldo Verde (repolho e batata), Sardinha e Porco.
UVA E VINHO
Tradicionalmente são 3 métodos de plantio das parreiras:
- “Uveira” ou “Vinha-de-enforcado”
– Planta-se uma ou mais parreiras próximas a outras árvores e permite-se que a parreira se entrelace à árvore, enforcando-a.
- Feixes de arames entre árvores.
- Latada. Com a modernização do cultivo as melhores vinículas os substituíram pela espaldeira.
Uvas brancas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Azal-Branco, Batoca e Pedernã (Arinto).
Uvas tintas: Rabo-de-ovelha, Azal- Tinto, Borraçal e Pedral.
O vinho verde costuma ser ácido e ter graduação alcoólica entre 8º e 11º . Os tintos são muito difíceis e apreciados apenas na própria região, podendo acompanhar bacalhau e refeições mais fortes. O branco é o grande destaque combinando com mariscos, frutos-do-mar e peixes. Sua produção é feita em duas fermentações. A primeira é alcoólica e a segunda é malolática. O gás residual, que dá o efeito de agulha, é resultado da segunda fermentação incompleta. Após engarrafados devem ser tomados imediatamente, no máximo um ano após produzidos. Os Alvarinhos da região de monções agüentam mais por ter mais estrutura, álcool e corpo. Podem ser tomados com três anos de idade.
VINHO VERDE E COZINHA JAPONESA
O autor Saul Galvão já destacou que o shoyu é dificílimo para combinações, porém exigiria champagne ou espumantes ácidos. A SBAV-SP testou a combinação de vinho verde com pratos orientações e segundo Beatriz Marques do “Basílico”, que esteve na degustação da SBAV, é uma boa alternativa aos champagne em função da acidez e do preço.
REFERÊNCIAS
LAROUSSE. Larousse do Vinho.
SAUL, Galvão. Guia de Tintos e Brancos.
SANTOS, José Ivan. Vinhos: O Essencial.
LINKS
Basilico
Sapo PT
Vinho Verde - site oficial da DOC
SBAV-SP
Vamos aos Vinhos:
CASAL GARCIA
Praticamente sem cor, transparente. Considerei o aroma muito fraco. Vinho fresco e frutado. Boa sensação de agulha na boca. Os presentes o consideraram suave, apresentando limão, maçã e fósforo (algo mineral). Foi considerado o que melhor harmonizou com sushis e sashimis, inclusive por membro da confraria BaccoUbriaco presente que havia provado outros 4 Verdes em outra ocasião. 10,5% de álcool.
Minha subjetiva seria 83, mas não é demérito nenhum por R$20,00. Disponível na Distribuidora de Bebidas do Batel.
MUROS ANTIGOS ALVARINHO - 2005
Cor amarela e sem borbulhas, ao estilo Anselmo Mendes. Muito aromático, intenso. Bem frutado lembrando manga. Com o passar do tempo aparece o maracujá. Muito ácido na boca, é estimulante e sutil. Demonstra estrutura agradavelmente atípica para Verdes e amanteigado da fermentação malolática mais desenvolvida. Tem boa permanência e apresenta sabor de abacaxi maduro.
Os amigos ainda destacaram sua complexidade e encontraram aromas de guaraná, erva-doce e lavanda. Discordando de mim, houve quem considerou sem graça no palato. 13% de álcool.
Minha subjetiva: 87. R$86,00 no Boulevard.
domingo, outubro 01, 2006
Cuore di Cacao - 30/09/2006
As coisas boas da vida devem passar por este enoblog.
Estivemos ontem na Cuore di Cacao em busca de chocolate quente para amenizar o gélido e húmido início de primavera em Curitiba.
A chocolateria é pequena, intimista e as meninas que atendem são graciosas. Vendem chocolates belgas aromatizados que são ótimos para presentes ou para oferecer às visitas em casa.
Fica na Fernando Simas, 334 - duas quadras da Praça Espanha. Servem várias versões de Petit Gateau (que parecem fantásticas), salgados, cafés e chocolates. Optei por provar os dois tops:
CHOCOLATE QUENTE JAVA
O chocolate Java tem 30% de cacau. É servido com o leite separado e recomendo a mistura. Conforme vai diluindo no leite, incrivelmente vai realçando os sabores caramelizados. Custo R$9,50.
CHOCOLATE QUENTE SÃO TOME
O São Tomé é muito mais forte, pois possui 70% de cacau. Particularmente, prefiro este que é mais amargo e concentrado. Funcionou melhor sem o leite, quando pude sentir a força e suas características. Senti as especiarias, de acordo com a descrição aromátca, mas não fui capaz de perceber os sabores frutados. Custo R$9,50.
Para quem gosta de algo mais docinho sem perder a qualidade, o melhor é o Java. Quem curte o sabor mais forte e amargo deve pedir o São Tomé. Há também o chocolate quente tradicional e outras bebidas mais baratas, porém tudo que for consumido na Cuore di Cacao é feito com cuidado e dedicação.
Quem mora em CWB ou está por aqui a passeio não pode deixar de conhecer.
RECOMENDADÍSSIMO!!!!
Estivemos ontem na Cuore di Cacao em busca de chocolate quente para amenizar o gélido e húmido início de primavera em Curitiba.
A chocolateria é pequena, intimista e as meninas que atendem são graciosas. Vendem chocolates belgas aromatizados que são ótimos para presentes ou para oferecer às visitas em casa.
Fica na Fernando Simas, 334 - duas quadras da Praça Espanha. Servem várias versões de Petit Gateau (que parecem fantásticas), salgados, cafés e chocolates. Optei por provar os dois tops:
CHOCOLATE QUENTE JAVA
O chocolate Java tem 30% de cacau. É servido com o leite separado e recomendo a mistura. Conforme vai diluindo no leite, incrivelmente vai realçando os sabores caramelizados. Custo R$9,50.
CHOCOLATE QUENTE SÃO TOME
O São Tomé é muito mais forte, pois possui 70% de cacau. Particularmente, prefiro este que é mais amargo e concentrado. Funcionou melhor sem o leite, quando pude sentir a força e suas características. Senti as especiarias, de acordo com a descrição aromátca, mas não fui capaz de perceber os sabores frutados. Custo R$9,50.
Para quem gosta de algo mais docinho sem perder a qualidade, o melhor é o Java. Quem curte o sabor mais forte e amargo deve pedir o São Tomé. Há também o chocolate quente tradicional e outras bebidas mais baratas, porém tudo que for consumido na Cuore di Cacao é feito com cuidado e dedicação.
Quem mora em CWB ou está por aqui a passeio não pode deixar de conhecer.
RECOMENDADÍSSIMO!!!!
quarta-feira, setembro 27, 2006
Eisenbahn
Depois do post da Bohemia Confraria, estava devendo a degustação de Eisenbahn.
Fomos muito bem recebidos no Bar da Vila, mais conhecido por todos como Bar da Eisenbahn em Curitiba. Fica na Mateus Leme, uns 400m depois do Portal Polonês.
Tive uma aula, grande introdução ao mundo das cervejas. Dentre todas as informações, destaco que as cervejas podem ser feitas em alta ou baixa fermentação. Na alta, é permitido ao fermento subir e a temperatura pode chegar aos 16ºC. Na baixa fermentação a temperatura não passa dos 10ºC.
Malte nada mais é do que a semente germinada. Nessa condição, o amido que está dentro da semente se desenvolve e é melhor explorado para a fabricação dos fermentados.
Pode-se dividir ainda o mundo das cervejas em duas grandes famílias: Lager e Ale. No princípio eram apenas as Lager, mas com o desenvolvimento das técnicas e da arte cervejeira criaram as Ales.
Interessante que a Pílsen, tão tomada no Brasil, é Lager. Esta é uma bebida mais simples, sem muitas nuances de sabor e de aroma, que serão variantes de pão e de cevada. Foi dito que muitas das nacionais básicas usam milho e arroz na composição, baixando a qualidade do produto.
As Ale são muito mais complexas e interessantes, cheias de aromas diferentes e detalhes, produzidas em alta fermentação.
Vamos à prova, que não foi pequena:
ORGÂNICA
Um brinde e vamos a luta. A Orgânica é uma Pílsen (Lager) feita sem qualquer tipo de fertilizantes sintéticos e agrotóxicos. É muito leve e fresca. Agrada quem não está muito familiarizado com maltes tostados e amargos. 4,8% de álcool.
PÍLSEN
A Pílsen da Eisenbahn é feita com puro malte de cevada. Apresentou aromas de pão, cevada e cereal. 4,8% de álcool.
KÖLSCH
Bebida em sequência, sentimos claramente a diferença quando chegou a primeira Ale. É a cerveja tradicional de Colônia, na Alemanha. Ela é muito leve e frutada, recebendo 4 tipos diferente de maltes. Havia aromas de abacaxi, mel e frutas frescas. 4,8% de álcool.
WEIZENBIER
Esta é a de trigo. O costume é que se sirva uma garrafa (long neck) por taça. A forma permite que se faça o brinde com o fundo dela. Turva, sem filtração. Bem aromática, com floral, adocicado, oliva. Quem sabe banana caramelizada. Certamente uma cerveja bem culinária. 4,8% de álcool.
PALE ALE
Grande cerveja de tradição inglesa. Cor mais escura que as demais. Aromas de especiarias e paladar com amargor. Boa para beber a noite toda. 4,8% de álcool.
DUNKEL
Voltamos para uma Lager, agora escura. Aroma ainda com frutas, mas boca café e doce, com tostado. Só foram usados 5 maltes diferentes nesta. A cor vem diretamente do malte tostado, sem adição de corantes. 4,8% de álcool.
RAUCHBIER
E seguíamos brindando, cada vez com mais entusiasmo. Nariz pouco intenso. Aroma e sabor defumado. Na boca é mais intensa e muito complexa. Agradável. O álcool dessa é um pouquinho maior: 6,5%.
WEINZENBOCK
Esta é a escura de trigo, sem filtração. Enche a boca com banana. Aromas de especiarias, balsâmica. Boca com banana passa, caramelo e torrefação. 6 tipos de malte e detalhe para o teor alcoólico: 8%.
STRONG GOLDEN ALE
Estilo belga, para ser comparada com a Bohemia Confraria e Leffe Blond. Aroma intenso e complexidade absurda. Fruta, morango, cítrico, adocicado. O fabricante fala em especiarias e caramelo. Dá-lhe brindes e 8,5% de álcool.
BIERLIKÖR
Para encerrar a noite porque não provar o licor de cerveja? Mais um brinde. Aroma de marzipan e sorvete de flocos. Boca quente e macia. Uma delícia. Para ser degustado lentamente, curtindo o sorvete de flocos. 30,47% de álcool.
Que noite!!! Quantas cervejas!!! Felizmente não demos conta de todo o universo Eisenbahn. Agora para o Natal a cervejaria lança em edição limitada a WeinachtsAle, para harmonizar com os pratos fortes de fim-de-ano. Aguardo ansioso.
Entre as opções surpreendentes que ainda me esperam, já está disponível a Lust, uma cerveja que fez a segunda fermentação na garrafa pelo método Champenoise numa vinícula catarinense.
Confesso que no início da degustação ainda estava meio perdido, pois a maioria das cervejas é tímida no aroma e é a boca o principal da prova. É um referencial diferente do vinho. No final, mais "tranquilo" depois de algumas, já estava virando especialista. Efeito da "alta" fermentação, risos.
A sequência de cervejas foi perfeita, com degustação muito bem conduzida pelo nosso anfitrião e proprietário do Bar. Entre as lições, ele contou que, no caso das cervejas, quanto mais fresca, melhor. Por isso os Chopps que serve do barril são ainda mais saborosos que as long necks.
Analisando agora, posso dizer que continuarei na Pale Ale como o chopp para a noite toda, visto que é leve o bastante sem abrir mão de algum malte tostado. Gostei muito da força da Weizenbier. A Orgânica cai muito bem para quem prefere cervejas leves. A Rauchbier é a exótica. A Strong Golden Ale é extravagante: teria dificuldade de tomá-la em quantidade porque pode ficar enjoativa, já que é adocicada, mas para fechar uma noite é ideal.
Já retornei duas vezes ao Bar da Eisenbahn para comer batata suiça e fui muito bem atendido. Dizem que nas quartas a banda rouba a cena. Só não aconselho tentar provar todas as cervas numa noite só, sob o risco de perder o caminho de casa.
Fomos muito bem recebidos no Bar da Vila, mais conhecido por todos como Bar da Eisenbahn em Curitiba. Fica na Mateus Leme, uns 400m depois do Portal Polonês.
Tive uma aula, grande introdução ao mundo das cervejas. Dentre todas as informações, destaco que as cervejas podem ser feitas em alta ou baixa fermentação. Na alta, é permitido ao fermento subir e a temperatura pode chegar aos 16ºC. Na baixa fermentação a temperatura não passa dos 10ºC.
Malte nada mais é do que a semente germinada. Nessa condição, o amido que está dentro da semente se desenvolve e é melhor explorado para a fabricação dos fermentados.
Pode-se dividir ainda o mundo das cervejas em duas grandes famílias: Lager e Ale. No princípio eram apenas as Lager, mas com o desenvolvimento das técnicas e da arte cervejeira criaram as Ales.
Interessante que a Pílsen, tão tomada no Brasil, é Lager. Esta é uma bebida mais simples, sem muitas nuances de sabor e de aroma, que serão variantes de pão e de cevada. Foi dito que muitas das nacionais básicas usam milho e arroz na composição, baixando a qualidade do produto.
As Ale são muito mais complexas e interessantes, cheias de aromas diferentes e detalhes, produzidas em alta fermentação.
Vamos à prova, que não foi pequena:
ORGÂNICA
Um brinde e vamos a luta. A Orgânica é uma Pílsen (Lager) feita sem qualquer tipo de fertilizantes sintéticos e agrotóxicos. É muito leve e fresca. Agrada quem não está muito familiarizado com maltes tostados e amargos. 4,8% de álcool.
PÍLSEN
A Pílsen da Eisenbahn é feita com puro malte de cevada. Apresentou aromas de pão, cevada e cereal. 4,8% de álcool.
KÖLSCH
Bebida em sequência, sentimos claramente a diferença quando chegou a primeira Ale. É a cerveja tradicional de Colônia, na Alemanha. Ela é muito leve e frutada, recebendo 4 tipos diferente de maltes. Havia aromas de abacaxi, mel e frutas frescas. 4,8% de álcool.
WEIZENBIER
Esta é a de trigo. O costume é que se sirva uma garrafa (long neck) por taça. A forma permite que se faça o brinde com o fundo dela. Turva, sem filtração. Bem aromática, com floral, adocicado, oliva. Quem sabe banana caramelizada. Certamente uma cerveja bem culinária. 4,8% de álcool.
PALE ALE
Grande cerveja de tradição inglesa. Cor mais escura que as demais. Aromas de especiarias e paladar com amargor. Boa para beber a noite toda. 4,8% de álcool.
DUNKEL
Voltamos para uma Lager, agora escura. Aroma ainda com frutas, mas boca café e doce, com tostado. Só foram usados 5 maltes diferentes nesta. A cor vem diretamente do malte tostado, sem adição de corantes. 4,8% de álcool.
RAUCHBIER
E seguíamos brindando, cada vez com mais entusiasmo. Nariz pouco intenso. Aroma e sabor defumado. Na boca é mais intensa e muito complexa. Agradável. O álcool dessa é um pouquinho maior: 6,5%.
WEINZENBOCK
Esta é a escura de trigo, sem filtração. Enche a boca com banana. Aromas de especiarias, balsâmica. Boca com banana passa, caramelo e torrefação. 6 tipos de malte e detalhe para o teor alcoólico: 8%.
STRONG GOLDEN ALE
Estilo belga, para ser comparada com a Bohemia Confraria e Leffe Blond. Aroma intenso e complexidade absurda. Fruta, morango, cítrico, adocicado. O fabricante fala em especiarias e caramelo. Dá-lhe brindes e 8,5% de álcool.
BIERLIKÖR
Para encerrar a noite porque não provar o licor de cerveja? Mais um brinde. Aroma de marzipan e sorvete de flocos. Boca quente e macia. Uma delícia. Para ser degustado lentamente, curtindo o sorvete de flocos. 30,47% de álcool.
Que noite!!! Quantas cervejas!!! Felizmente não demos conta de todo o universo Eisenbahn. Agora para o Natal a cervejaria lança em edição limitada a WeinachtsAle, para harmonizar com os pratos fortes de fim-de-ano. Aguardo ansioso.
Entre as opções surpreendentes que ainda me esperam, já está disponível a Lust, uma cerveja que fez a segunda fermentação na garrafa pelo método Champenoise numa vinícula catarinense.
Confesso que no início da degustação ainda estava meio perdido, pois a maioria das cervejas é tímida no aroma e é a boca o principal da prova. É um referencial diferente do vinho. No final, mais "tranquilo" depois de algumas, já estava virando especialista. Efeito da "alta" fermentação, risos.
A sequência de cervejas foi perfeita, com degustação muito bem conduzida pelo nosso anfitrião e proprietário do Bar. Entre as lições, ele contou que, no caso das cervejas, quanto mais fresca, melhor. Por isso os Chopps que serve do barril são ainda mais saborosos que as long necks.
Analisando agora, posso dizer que continuarei na Pale Ale como o chopp para a noite toda, visto que é leve o bastante sem abrir mão de algum malte tostado. Gostei muito da força da Weizenbier. A Orgânica cai muito bem para quem prefere cervejas leves. A Rauchbier é a exótica. A Strong Golden Ale é extravagante: teria dificuldade de tomá-la em quantidade porque pode ficar enjoativa, já que é adocicada, mas para fechar uma noite é ideal.
Já retornei duas vezes ao Bar da Eisenbahn para comer batata suiça e fui muito bem atendido. Dizem que nas quartas a banda rouba a cena. Só não aconselho tentar provar todas as cervas numa noite só, sob o risco de perder o caminho de casa.
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quarta-feira, agosto 30, 2006
Jacobina
Após a janta, ainda fui ao bar Jacobina na Almirante Tamandaré. Encontrei amigos recém chegados de viagem. Na fria noite de Curitiba, o bar estava cheio em plena terça-feira.
Não consegui impedir a tempo que tomassem cerveja, ficando sozinho para tomar vinho. Em taça serviam Madeira e Porto. Vamos à luta.
Pedi primeiro o Justino´s Madeira. Com certeza da linha básica da vinícola, não atendeu minhas espectativas nem de longe. Servido naquelas tacinhas ridículas que insistem em usar por aqui, a cor era turva e percebi que era o fim da garrafa. Mal sinal de saída, pois vai saber quanto tempo ficou aberto (será que conta em semanas? meses? anos?). O melhor que dá para dizer (tendo bebido, insisto, na tacinha ridícula) é que estava adocicado com ataque alcoólico excessivo.
Na carta de vinhos oferecia ainda o Messias Tawny que resolvi provar também. Ingenuidade porque sabia que viria na ridícula tacinha. Já com o líquido servido, desconfiei. Cor errada, para o vermelho. Na boca, muito álcool e sabor errado: frutado. Nem pedi para ver a garrafa, mas tem tudo para ser Ruby.
Fiquei com inveja dos que chegaram depois e pediram chocolate quente.
Custo: R$6,00 a dose na taça medíocre. O mala aqui ainda pediu duas!
Em defesa do bar, tem alguns vinhos vendidos em garrafa a preço honesto, contudo servidos em taças também ruins.
(Isso foi uma defesa? Rs)
Felizmente a companhia estava ótima e tive a noite salva por doses de rum nicaraguense trazido da viagem pela América Central.
Não consegui impedir a tempo que tomassem cerveja, ficando sozinho para tomar vinho. Em taça serviam Madeira e Porto. Vamos à luta.
Pedi primeiro o Justino´s Madeira. Com certeza da linha básica da vinícola, não atendeu minhas espectativas nem de longe. Servido naquelas tacinhas ridículas que insistem em usar por aqui, a cor era turva e percebi que era o fim da garrafa. Mal sinal de saída, pois vai saber quanto tempo ficou aberto (será que conta em semanas? meses? anos?). O melhor que dá para dizer (tendo bebido, insisto, na tacinha ridícula) é que estava adocicado com ataque alcoólico excessivo.
Na carta de vinhos oferecia ainda o Messias Tawny que resolvi provar também. Ingenuidade porque sabia que viria na ridícula tacinha. Já com o líquido servido, desconfiei. Cor errada, para o vermelho. Na boca, muito álcool e sabor errado: frutado. Nem pedi para ver a garrafa, mas tem tudo para ser Ruby.
Fiquei com inveja dos que chegaram depois e pediram chocolate quente.
Custo: R$6,00 a dose na taça medíocre. O mala aqui ainda pediu duas!
Em defesa do bar, tem alguns vinhos vendidos em garrafa a preço honesto, contudo servidos em taças também ruins.
(Isso foi uma defesa? Rs)
Felizmente a companhia estava ótima e tive a noite salva por doses de rum nicaraguense trazido da viagem pela América Central.
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sexta-feira, agosto 25, 2006
Direto de Ipanema - Xampanheria
A noite enológica foi maravilhosa.
Degustando a vertical de Domingos Alves de Sousa, comentada pelo Marcelo Copello. Fazendo amigos como o Joil. Tomando vinhos fora de série como Amarone Campo Casalin, Recioto, Barolo Ornato.
Converso com o Guilherme, Sommelier da Decanter, e ele me diz que vinho não é para racionalizar, para entender, vinho é arte e as nossas fases no vinho são para serem vividas.
Eu havia comentado que não "entendia" amarones, barolos e borgonhas. Depois de hoje, amarone está dominado, borgonha continuo sem saber e barolo "rezo" para um dia chegar lá.
A vertical do Domingos Alves de Sousa foi uma aula muito bem conduzida pelo próprio e por seu enólogo Anselmo Mendes.
O que é o Quinta da Gaivosa 1995! Que evolução na taça.
O que é o Reserva Especial 2000 que continua me fazendo companhia depois que todos foram embora!
Isso porque estou na Xampanheria em Ipanema, onde me foi indicada uma vitela absurda. Prato delicado, queijo e espinafre envolvendo trança de massa leve folhada. Dentro, a vitela coberta por fina farofa de outro mundo.
Por fim, um copo de água e um terço de Domingos Alves de Sousa Reserva Especial 2000 para contemplar.
Degustando a vertical de Domingos Alves de Sousa, comentada pelo Marcelo Copello. Fazendo amigos como o Joil. Tomando vinhos fora de série como Amarone Campo Casalin, Recioto, Barolo Ornato.
Converso com o Guilherme, Sommelier da Decanter, e ele me diz que vinho não é para racionalizar, para entender, vinho é arte e as nossas fases no vinho são para serem vividas.
Eu havia comentado que não "entendia" amarones, barolos e borgonhas. Depois de hoje, amarone está dominado, borgonha continuo sem saber e barolo "rezo" para um dia chegar lá.
A vertical do Domingos Alves de Sousa foi uma aula muito bem conduzida pelo próprio e por seu enólogo Anselmo Mendes.
O que é o Quinta da Gaivosa 1995! Que evolução na taça.
O que é o Reserva Especial 2000 que continua me fazendo companhia depois que todos foram embora!
Isso porque estou na Xampanheria em Ipanema, onde me foi indicada uma vitela absurda. Prato delicado, queijo e espinafre envolvendo trança de massa leve folhada. Dentro, a vitela coberta por fina farofa de outro mundo.
Por fim, um copo de água e um terço de Domingos Alves de Sousa Reserva Especial 2000 para contemplar.
terça-feira, agosto 22, 2006
Problemas com a Vino!
Este post é uma crítica à rede de lojas Vino! em Curitiba. Não apaga de maneira alguma o excelente atendimento que recebemos ontem ao jantar na Vino! Batel e o bom vinho degustado, porém os detalhes e as impressões ficam para outro post, pois é imperativo que eu relate os recentes problemas que tivemos com os estabelecimentos em questão.
A rede de lojas Vino! iniciou com a Vino! Champagnat. Em seguida vieram a loja Vino! Mercado Municipal e a aquisição da Vino! Batel. Esta última era tocada como franquia da importadora Expand. Não tenho detalhes da transação financeira, mas o fato é que a Vino! adquiriu o espaço e pôs seus produtos na prateleira.
A confraria BaccoUbriaco nasceu na loja da Expand. Conforme relatam os fundadores, a decisão de criá-la foi tomada na inauguração. Nossa relação, se não era exclusiva, sempre foi íntima com o endereço enológico da Comendador Araújo.
Com a troca de direção do espaço passamos a enfrentar diversos problemas. A Expand apenas nos cobrava taxa de serviço de 10%, como qualquer restaurante faria. A Vino! tem um outro modelo de negócio e cobra taxas que podem chegar aos R$120,00 pelo garçon e limpeza do espaço. Cotando em vinho, já é uma bela garrafa só em serviço ou dois rótulos médios. Prefiro tomar os R$120,00.
Diante de nossas reclamações, eles abriram para negociar. Marcamos degustação lá e mais problemas. Detalhe, compramos 4 vinhos para nossa degustação da loja e um de nossos confrades doou uma garrafa, foi muita deselegância cobrar rolha de um presente!!!! O valor em vinhos da noite tava quase empatando com os custos extras, absurdo. Depois de muita argumentação, na hora de fechar a conta eles acabaram cedendo em algumas coisas, mas sempre fica o desgaste.
Felizmente, a BaccoUbriaco não depende daquele espaço para viver. Sempre tivemos n alternativas, contudo era nossa casa.
Para fazer justiça, tenho de citar a situação difícil em que a Claudia da Vino! Champagnat nos ajudou. A Expand fechou exatamente no dia em que eu preparava a degustação de Piemonte. Ela cedeu nas mesmas condições da Expand o espaço da loja, tendo em vista que o pessoal da Expand nem lembrou de nos ligar para desmarcar o evento. Daríamos com a cara na porta, literalmente. Tenho de dizer também que o sofá do piso inferior da Vino! Champagnat é um dos melhores lugares para se tomar vinho de Curitiba.
Nossos problemas com o grupo Vino! parecem se concentrar numa visão muito estreita da administração ou de alguns funcionários. Eu tive outro problema com eles no evento que promoveram da importadora Adega Alentejana. Os 9 convites adquiridos pela BaccoUbriaco (R$60,00 por cabeça, se não me engano) estavam concentrados com um dos confrades. Para eu não ter de ir até sua casa buscar o convite, liguei para nosso contato na Vino! Champagnat solicitando que deixasse meu nome com a organização do evento no Hotel Holliday Inn e que eu entregasse o convite depois. O indivíduo teve a coragem de me dizer que não pode ficar se preocupando com esse tipo de coisa. Já pensou se todo cliente pede esses favores como é que ele fica???
Puxa, é um telefonema para a organização. É o mínimo que eu espero de um serviço de qualidade, que trata seu cliente de forma individualizada, entendo suas demandas. Para ele, eram 2 minutos de seu precioso tempo, para mim, sua insensibilidade significou 40 ou 50 minutos de carro pra lá e pra cá na cidade buscando o maldito convite.
Estou postando direto do Rio, onde vou participar do Decanter Wine Show. O pessoal da loja Espírito do Vinho, que representa a Decanter no Rio de Janeiro, nem me conhece, todavia o Murilo me atendeu ao telefone e sugeriu soluções ótimas tendo em vista que eu estava vindo de Curitiba para o evento. O método correto de pagamento seria depósito bancário, que eu faria numa boa para reservar a vaga, contudo ele mesmo sugeriu que eu acertasse em cheque na hora e segurou um convite para mim. Sem nunca ter me visto antes já estabeleceu essa relação de confiança e presteza. O indivíduo da Vino!, do qual eu era cliente, pelo visto entrega o cartão com o nominho dele pra bonito, pois na hora em que o cliente liga pedindo apoio, tira o time.
15 enófilos da BaccoUbriaco, clientes fiéis herdados em um de seus pontos comerciais, formadores de opinião entre seus amigos e em suas redes de negócios... não devem ter a menor importância.
Será que tem chance de nossa relação com eles entrar nos trilhos? Veremos.
Vinho é prazer. Fundamental neste ramo é satisfação. Acredito que não se perpetuará no mercado enogastronômico curitibano esse tipo de comportamento.
A rede de lojas Vino! iniciou com a Vino! Champagnat. Em seguida vieram a loja Vino! Mercado Municipal e a aquisição da Vino! Batel. Esta última era tocada como franquia da importadora Expand. Não tenho detalhes da transação financeira, mas o fato é que a Vino! adquiriu o espaço e pôs seus produtos na prateleira.
A confraria BaccoUbriaco nasceu na loja da Expand. Conforme relatam os fundadores, a decisão de criá-la foi tomada na inauguração. Nossa relação, se não era exclusiva, sempre foi íntima com o endereço enológico da Comendador Araújo.
Com a troca de direção do espaço passamos a enfrentar diversos problemas. A Expand apenas nos cobrava taxa de serviço de 10%, como qualquer restaurante faria. A Vino! tem um outro modelo de negócio e cobra taxas que podem chegar aos R$120,00 pelo garçon e limpeza do espaço. Cotando em vinho, já é uma bela garrafa só em serviço ou dois rótulos médios. Prefiro tomar os R$120,00.
Diante de nossas reclamações, eles abriram para negociar. Marcamos degustação lá e mais problemas. Detalhe, compramos 4 vinhos para nossa degustação da loja e um de nossos confrades doou uma garrafa, foi muita deselegância cobrar rolha de um presente!!!! O valor em vinhos da noite tava quase empatando com os custos extras, absurdo. Depois de muita argumentação, na hora de fechar a conta eles acabaram cedendo em algumas coisas, mas sempre fica o desgaste.
Felizmente, a BaccoUbriaco não depende daquele espaço para viver. Sempre tivemos n alternativas, contudo era nossa casa.
Para fazer justiça, tenho de citar a situação difícil em que a Claudia da Vino! Champagnat nos ajudou. A Expand fechou exatamente no dia em que eu preparava a degustação de Piemonte. Ela cedeu nas mesmas condições da Expand o espaço da loja, tendo em vista que o pessoal da Expand nem lembrou de nos ligar para desmarcar o evento. Daríamos com a cara na porta, literalmente. Tenho de dizer também que o sofá do piso inferior da Vino! Champagnat é um dos melhores lugares para se tomar vinho de Curitiba.
Nossos problemas com o grupo Vino! parecem se concentrar numa visão muito estreita da administração ou de alguns funcionários. Eu tive outro problema com eles no evento que promoveram da importadora Adega Alentejana. Os 9 convites adquiridos pela BaccoUbriaco (R$60,00 por cabeça, se não me engano) estavam concentrados com um dos confrades. Para eu não ter de ir até sua casa buscar o convite, liguei para nosso contato na Vino! Champagnat solicitando que deixasse meu nome com a organização do evento no Hotel Holliday Inn e que eu entregasse o convite depois. O indivíduo teve a coragem de me dizer que não pode ficar se preocupando com esse tipo de coisa. Já pensou se todo cliente pede esses favores como é que ele fica???
Puxa, é um telefonema para a organização. É o mínimo que eu espero de um serviço de qualidade, que trata seu cliente de forma individualizada, entendo suas demandas. Para ele, eram 2 minutos de seu precioso tempo, para mim, sua insensibilidade significou 40 ou 50 minutos de carro pra lá e pra cá na cidade buscando o maldito convite.
Estou postando direto do Rio, onde vou participar do Decanter Wine Show. O pessoal da loja Espírito do Vinho, que representa a Decanter no Rio de Janeiro, nem me conhece, todavia o Murilo me atendeu ao telefone e sugeriu soluções ótimas tendo em vista que eu estava vindo de Curitiba para o evento. O método correto de pagamento seria depósito bancário, que eu faria numa boa para reservar a vaga, contudo ele mesmo sugeriu que eu acertasse em cheque na hora e segurou um convite para mim. Sem nunca ter me visto antes já estabeleceu essa relação de confiança e presteza. O indivíduo da Vino!, do qual eu era cliente, pelo visto entrega o cartão com o nominho dele pra bonito, pois na hora em que o cliente liga pedindo apoio, tira o time.
15 enófilos da BaccoUbriaco, clientes fiéis herdados em um de seus pontos comerciais, formadores de opinião entre seus amigos e em suas redes de negócios... não devem ter a menor importância.
Será que tem chance de nossa relação com eles entrar nos trilhos? Veremos.
Vinho é prazer. Fundamental neste ramo é satisfação. Acredito que não se perpetuará no mercado enogastronômico curitibano esse tipo de comportamento.
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