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sábado, janeiro 10, 2009

Argento Reserva Chardonnay 2007

E não é que a Argento faz um branco razoável também! Na Retrospectiva 2008 meu vinho barato do ano é o Argento Reserva Bonarda. Por acaso, acabei provando neste janeiro mais quentinho em Curitiba o Char.
Cor amarelada com certo aspecto untuoso. Aromas bem frutados e média complexidade, com pamonha (milho), fruta branca e frescor. O paladar confirma a acidez do frescor. Tem um peso indesejado, sempre presente em Chars baratos, e um pequeno defeito no fim de boca. Nada que desmereça o vinho em função do preço.
Excelente pedida de char custo-benefício. Mais uma bola dentro na linha Reserva da Argento. R$19,90. VV!82.
Para uma referência do que espero de Chardonnay ler o post Dois Brancos Franceses

domingo, agosto 24, 2008

Miolo Brut

Entre os muitos vinhos degustados recentemente, este foi um caso diferente.
Abrimos no meio de semana uma garrafa da Miolo Brut e logo veio a decepção, estava choca. O espumtante não tinha borbulha nenhuma e o sabor era estranho.
Estava preocupado com a compra desde o início. Queria tomar a Miolo, em especial, por causa do uso do Método Tradicional de segunda fermentação, mas na garrafa dizia que a expedição era de 2006. Fiquei na dúvida na prateleira do Angeloni Água Verde e acabei comprando mesmo assim. O ideal era que a expedição fosse ao menos de 2007.
Tal referência encontra-se na parte de trás do invólucro da Miolo e vale o elogio à vinícola em informar. Não quer dizer que o espumante é da safra de 2006, pois muitas vezes o licor de tiragem é feito de misturas de safras. Quer dizer apenas que o licor de expedição foi adicionado naquele ano. (Para diferença entre licor de tiragem e licor de expedição, clique aqui.)
Uma vez provada e constatado o problema, decidi voltar ao Angeloni no dia seguinte para trocá-la. A rolha do espumante não volta mais à garrafa nem para quebrar o galho e estou sem rolhas comuns em casa. Não foi fácil acomodar a garrafa no carro com uma tampa que não vedava. Enfim, consegui chegar no mercado sem derramar no estofamento. O atendimento foi bom e como levei a garrafa sem consumir muito de seu conteúdo foi simples a troca.
O problema era saber se arriscava outra Miolo. Perguntei ao pessoal do Angeloni, dos poucos mercados de Curitiba que mantém funcionário exclusivo de vinho na loja, se eles não achavam que todas as garrafas de 2006 estavam estragadas e eles disseram ser a primeira vez que houve devolução.
Acabei pegando outra para tentar neste final-de-semana porque eu também queria tirar a dúvida. A sensação final ainda é de interrogações. Esta última garrafa estava íntegra, mas o que encontrei nela não era o que esperava. Tenho em boa conta a Miolo Brut e acabei um pouco decepcionado com esta prova. Será que essa, mesmo estando adequada ao consumo, já não está meio passada? Só provando outra com tiragem mais recente para comprovar.
DICA: Notei que muitos espumantes nacionais trazem em algum lugar o número do lote. Pelo que percebi quando começa com L07 significa um lote de 2007. Já tem L08 no mercado. Atente para este detalhe em suas compras futuras.

A avaliação da segunda garrafa de Miolo Brut, ainda que sob suspeita:

MIOLO BRUT
Expedição 2006. Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos. A Miolo informa também que o espumante passa 18 meses nas caves entre tiragem e expedição. Uvas Chardonnay e Pinot Noir.
Cor palha. Bolhas bem finas, mas não tão abundantes. Aroma frutado e de pão. Boca bem ácida, lembrando frutas cristalizadas e pão. Espumante agradável, mas fica faltando algo. Esperava mais maciez e complexidade, esta última exatamente pelo uso do método tradicional (champenoise). Acabou perdendo pontos em Aspecto, Intensidade Aromática e Complexidade. 12% de álcool. VV!82. Caros R$29,90 no Angeloni Água Verde.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Dois Brancos Franceses

Dia 29/07 provamos dois vinhos franceses na Enoteca Decanter Curitiba. Fazia um calorzinho atípico (um inverno atípico, como os anteriores) naquela terça-feira e a opção por brancos foi natural. Queria provar um Chablis para comparar com os californianos da degustação anterior da Bacco Ubriaco. Chablis é uma denominação da Borgonha em que o destaque é a Chardonnay, aliás é muito provável que a qualidade dos brancos feitos em Chablis é que notabilizaram a Chardonnay. Eles são historicamente o parâmetro de comparação para os demais.
O segundo vinho é um Pinot Blanc da Alsacia. Optamos por um vinho exótico. A região é mais conhecida por seus Gewurz super-aromáticos e Rieslings, mas a curiosidade foi mais forte e trouxe uma nova experiência.

ALAIN GEOFFROY CHABLIS 2005
Appelation Chablis Contrôlée. Bem claro, dourado. Fresco, boa acidez já evidente no olfato. Aromas de frutas tropicais frescas, como maracujá e abacaxi, mas muito delicado. Floral bem marcado denotando a complexidade. Palato suave, gostoso. A acidez toma toda a boca com delicadeza. Maracujá mais evidente ao paladar e sabor de manteiga, mas sem a untuosidade. Final excelente. Harmonioso. 12,5% de álcool. VV!90.
PS: Chamou a atenção a característica de ter sabor amanteigado, mas sem aquele peso que sempre encontramos, a untuosidade. Isso põe muitas exclamações nesse vinho, um dos melhores brancos que já provei. Só ficou devendo aquele "lingering" (seria agulha em português?) que é tão evidente e gostoso nos californianos. São estilos diferentes. Este Chablis mostrou-se com mais classe.

BLANCK PINOT BLANC D´ALSACE 2006
Paul Blanck. Appelation Alsace Contrôlée. Cor estranha, amarelado palha com tons cinzas. Experiência completamente diferente. Ficamos procurando descritores para o vinho. Chegou a lembrar uva e ponto, mas fomos buscar. Lembrou bem aveia, depois observamos fermento, sabugo de milho, algo herbáceo, frutas e um defumadinho. Nariz intenso, coisas da Alsace. Boca com certa untuosidade, apresentou especiarias e acidez agradável. Final adequado. Este vinho tem um ataque que impressiona. 12,5% de álcool. VV!87.
PS: Fiz uma pesquisa para pautar a experiência. Os descritores mais comuns para Pinot Blanc são flores, pêra, maçã e manga. Os melhores apresentam cremosidade. Os da Paul Blanck possuem melão e terra.

domingo, junho 15, 2008

Velha Vinífera

Foi com muito prazer e muito vinho que iniciamos nova Confraria em Curitiba:
A VELHA VINÍFERA.
Tenho a honra de coordenar o grupo formado em sua maioria por médicos e médicas que propõem-se a quinzenalmente estudar o fascinante mundo do vinho e passar momentos agradáveis provando o líquido de Bacco.
O vinho sempre traz alegria, estreita laços e constrói boas amizades. Assim esperamos que seja também com o novo grupo de degustadores.
Que a Velha Vinífera tenha longa vida!


Neste primeiro encontro apresentamos a parreira, a uva e o vinho. Abordamos aspectos da relação entre vinho e saúde e discutimos as sensações visuais, olfativas e gustativas.

Fomos muito bem recebidos na Vino! Batel no dia 31/05/2008 e fico particularmente feliz por este espaço da Comendador Araújo estar aberto para estimular o surgimento de novas confrarias e fomentar a formação de novos degustadores.
Neste primeiro encontro os confrades e as confreiras puderam provar diferentes estilos de vinificar. Um estímulo ao despertar sensorial que a degustação proporciona.

CAVE GEISSE BRUT Expedição 2005
Apresentou cor palha, bolhas adequadas e finas. Aroma de fermento, pêssego em calda. Possui boca macia e cremosa, porém apresenta também alguma adstringência. A confraria encontrou também aromas de carambola, casca de araçá e alguma citricidade. 12,5% de álcool. R$44,00.

LAURA HARTWIG CHARDONNAY 2005
Claríssimo, traslúcido, com algum brilho verdeal. Boca ácida, equilibrada. Adocidado, mel, lácteo e floral. A confraria encontrou também manteiga, canela, maresia, maçã e banana seca. 14% de álcool. R$82,50.

CHOCALÁN 2003
Este corte chileno de Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec apresentou aspecto denso, que os confrades compararam ao sangue venoso. Pequeno alo aqüoso. Aroma intenso, químico, pimentão verde e frutas vermelhas. Com o tempo evolui mais para a baunilha. Boca delicada, evoluída, gostosa. Boa acidez e complexidade. A confraria percebeu favo de mel, uvas passas, rosas, cravo, animal, fumaça doce e temperos como tomilho, pimenta e cominho. 13,5% de álcool. R$85,00.

BURMESTER JOCKEY CLUB PORTO RESERVA
Cor ambar escura e brilhante com alo gradativo. Aroma alcoólico, amêndoas, frutas maduras, químico. Boca adocicada, intensa e bem agressiva no álcool. É um porto de estilo forte. A confraria percebeu no palato calda de pudim, côco queimado e doce de cidra. No aroma, caramelo, tâmara, damasco, figos e passas em calda, tabaco e, curiosamente, aroma de igreja! 20% de álcool. R$56,00.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Brancos argentinos

Sou fã da Sauvignon Blanc de clima temperado, pois adoro a acidez, o frescor e as frutas. Parece um vinho perfeito para o verão brasileiro.
Agradou-me a idéia de brancos mais encorpados que procuram preservar aromas frutados e acidez na estrutura. Uma diferença fundamental é que Chadonnays e Viogners costumam passar por fermentação malolática. Trata-se de transformar ácido málico em ácido lácteo, dando o aspecto untuoso e macio.
A prova foi extremamente equilibrada. Os FINCA LA LINDA tentaram vencer com maior intensidade aromática. O ESCORIHUELA GASCON, por sua vez, atacou de maior complexidade, não deixando nada a desejar.
Quem ganha somos nós por termos à disposição excelentes vinhos a preços acessíveis.

FINCA LA LINDA CHARDONNAY 2006
Vinho da Luigi Bosca importado pela Decanter. Aspecto untuoso e cor amarelo-palha brilhante. Aroma doce, herbáceo com frutas em calda, seguidos de flor de maracujá. Evolui em direção a ervas como alecrim e capim-limão.
Boca cheia, bom corpo e acidez excelente. O vinho impressionou muito. Une harmonicamente a untuosidade e o corpo da malolática com o frescor de vinhos frutados e ácidos. Ótima permanência e final corretíssimo. Preferi bebê-lo quando ganhava um pouquinho de temperatura na taça. Excelente compra! 13% de álcool.
VV! 87 Bem Merecidos! R$29,66.

ESCORIHUELA GASCON VIOGNER 2007
Importado pela Wine Company. Belo palha-verdeal translúcido. Aroma fresco e floral com leve toque de pão que vai abrindo, provavelmente oriundo do pequeno percentual fermentado em carvalho.
Apresenta certa untuosidade, mas o corpo é muito delicado. Boa permanência. Fresco, ácido e doce ao mesmo tempo, mas tudo bem amalgamado. Muito equilibrado. 13,3% de álcool. VV! 87.
Nota de harmonização: acompanhou bem frango à parisiense.

FINCA LA LINDA VIOGNER 2006
Cor palha. Aromas a abacaxi e mel. Bem equilibrado apresentando boca adocicada, com agradável frescor. Final bem correto. Merece estar no mesmo nível do Chardonnay. 14,5% de álcool. VV! 87.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Comparação de Safras

Com muitos vinhos pela frente, particularmente brancos, tenho de publicar logo para acompanhar o passo. As provas são muitas e o janeiro quente que faz aqui chama sempre a tomar vinhos a baixas temperaturas em busca de frescor.
A recorrência de algumas marcas por simpatia pessoal e disponibilidade no mercado permitirá estabelecer pequenas diferenças em safras e faixas de preço.
De pronto, com este post é possível comparar as impressões entre os Santa Helena Reservado Chardonnay 2005 e 2006.

ADOLFO LONA BRUT ROSÉ
Este espumante ficou meio ano aí parado na adega (não climatizada). Estava até com medo de que já estivesse estragado, mas ao abrir apresentou boa espumação com bolhas finas e abundantes. A cor é salmão. O aroma muito fechado me lembrou maçã. A descrição da vinícola é "vinoso". A boca é sem frescor e alegria que espero em espumantes. Não me agradou, talvez até por eu não conhecer muito espumantes rosés. 12% de álcool. Comercializado na In Vino Veritas.

SANTA HELENA RESERVADO CHARDONNAY 2006
Cor amarela. Este chileno da confiável Santa Helena tem aromas ainda mais frutados que o 2005 (post anterior). Agrada-me muito mais esse frescor de fruta. A boca tem as características que esperamos da Chardonnay com algum amanteigado. Interessante que ao circular o vinho por todo paladar as laterais da boca são bem estimuladas como o 2005. Fico com o 2006! Menos amargor no final. 13% de álcool. Ainda caros R$19.00 no Mercadorama.

PERIQUITA BRANCO 2005
Um vinho bem diferente dos brancos antes provados. Este primeiro português de 2007 lembrou-me um pouco o Gewurz nacional, adicionado de bom frescor. Bem aromático, é "adocicado" no palato e no olfato lembrando, este sim, goiaba. Branco português é tiro certo. 12.5% de álcool. Em torno de R$20.00 no Mercadorama.

Notei que o Santa Helena 2005 e o 2006 possuem sutis diferenças em prol do último. Uma preocupação minha é sempre ressaltar as circunstâncias do vinho, pois companhia, evento e condições de consumo pesam em minhas impressões sobre o bebido.
Do 2006, fui eu quem controlei a temperatura e certamente estava mais baixa que a do 2005. Melhor seria ter feito prova vertical ao mesmo tempo em forma de degustação.
Posto tudo na balança meu escolhido é o 2006.

Adquiri a preço justo (enfim) o Santa Helena Siglo de Oro Chardonnay no Mercado Municipal de Curitiba. Ele é um passo acima em qualidade da linha Reservado. Provarei em breve!

domingo, janeiro 14, 2007

Janeiro de vinhos brancos

O Viva o Vinho! já está chegando na 2000º visita. Isso significa que a média diária gira em torno dos 12 ou 13 acessos. Fantástico. Duas ou três por dia são de retornos e a maioria absoluta vêm do google.
O ano continua em forte rítmo enofílico. Hoje é provável que eu prove mais dois ou três brancos nacionais, portanto vamos blogar os que já ficaram para trás, porque não se percam. Serão 1 nacional e 2 chilenos.

Cosecha Tarapacá Sauvignon Blanc 2005
Considerei o Cosecha um sauvignon blanc atípico. Ele não é frutado nem leve, não lembra a cítricos. Pelo contrário, é adocicado com algum corpo e amargor final. Vinho do chile que não desagrada a todos, mas que perde pontos por ser estranho. 12.5% de álcool. R$13.00 no Mercadorama.

Salton Volpi Sauvignon Blanc 2005
Podemos dizer que a ocasião em que foram provados estes dois foi a Exótica Noite do Sauvignon Blanc. O nacional da sempre confiável vinícola Salton tinha cor palha bem clarinha. O aroma ruma para o mineral. Ele é bem perceptível, mas de difícil descrição. Como foge do tradicional frutado e cítrico, recorri à roda de aromas da Vinho Magazine e concluí que lembra fluído de isqueiro. Quero ressaltar que não é defeito.
Como na boca ele era fresco e limpava bem o paladar, considero muita qualidade. A Salton fez um Sauvignon Blanc diferente que não chega a ser atípico. 11.9% de álcool. R$30.00 no Mercadorama.
Além da Roda de Aromas, fui ao site da Salton para ver o que eles mesmo diziam sobre o aroma. Eles não dizem qual a safra do vinho comentado, mas descrevem seu Sauvignon Blanc como frutado, a cítricos. O aroma diferente que peguei lá se equivaleria ao que chamam de "goiaba". Discordei um pouco, mas essa individualidade é que faz a brincadeira tão divertida.

Santa Helena Reservado Chardonnay 2005
Reclamei em outra publição de ter pago R$30.00 num Santa Helena, eis que aconteceu de novo. Nos restaurantes e cafés esse é o terrível preço, pelo visto.
Vamos ao vinho:
Cor amarela clara, com densidade típica. Aroma com pouca intensidade de abacaxi e mel. Boca amanteigada, com estimulação cítrica nas laterais. No fim, algum amargor. Um chardonnay sem madeira típico e honesto se pago em torno de R$15.00. 12.5% de álcoo. R$30.00 no Café Chef Vergé.

terça-feira, dezembro 19, 2006

III Degustação Viva o Vinho - Resultados

Infelizmente não "blogo" com a freqüência que gostaria em função dos muitos compromissos, até porque não sou viciado na internet. Pretendo continuar blogando ainda que devagar, porém sempre.
Muitos vinhos foram bebidos desde agosto e nem todos vieram para o Blog. Estou devendo muita coisa que pretendo atualizar. Minha pré-pauta antes de lançar o blog era extensíssima e continua quase a mesma. Se abordei alguns assuntos, surgiram outros. O consolo é que tem conversa para muito tempo.
Nem os ótimos italianos tomados no primeiro semestre consegui buscar.
De qualquer forma, o blog está crescendo cheio de vida. Esta semana bateu a média recorde de acessos: 17 por dia até aqui. Acredito que muitos internautas estão a procura de dicas para as compras de Natal e Ano Novo.
Fica já a promessa de uma relação com o que de melhor foi provado em 2006!
O ideal agora é atualizar os acontecimentos do dia 13 último e torcer para que noites tão memoráveis se repitam.
Fico no aguardo dos comentários da Juliana, que esteve na degustação e já cobrou a publicação. A contribuição de todos é fundamental.

ESPUMANTES - VINO!CHAMPAGNAT - 13/12/2006
Com o calorzinho que vinha fazendo em Curitiba a noite era propícia para espumantes. Marcamos a degustação para o sofá do subsolo da Vino!Champagnat. É a charutaria da casa, mas qualquer incômodo com algum resquício de aroma de charuto é compensado pelo conforto das instalações.
O plano era uma noite divertida e informal. Registrar as impressões dos vinhos, mas sem dar notas objetivas. Havia pré-escolhido alguns rótulos para ir abrindo, objetivando um custo médio de R$30,00 por pessoa.

MARGOT EXTRA BRUT
Como entrada pedimos em taça esse espumante argentino. Ele estava fora dos planos, mas como estávamos a aguardar os demais começamos pelo vinho do dia.
Cor amarela e borbulhas grandes. Aromas frutados de pêssego e maçã. Boca macia, simples e correta, provavelmente com mais Chardonnay. No final tem amêndoa e cítrico. Boa sensação de agulha na língua. Dica: tome nacional. 12,3% de álccol
R$8,00 a taça (R$34,00 a garrafa)

CAVE GEISSE BRUT 2003
Como primeira garrafa oficial abrimos um dos melhores espumantes nacionais. Consistente ano após ano, não decepcionou. Tinha excelente bolhas finas e numerosas. Cor bem clarinha, palha. Aroma complexo com frutas maduras, frutas secas e bolacha de maizena. Na boca seco, com alguma cremosidade. Excelente acidez, agrada, belíssimo exemplar nacional. 12% de álcool
R$44,00

MOET & CHANDON BRUT IMPERIAL
Conversa vai, conversa vem. Aquele papo de quem bebeu Veuve Cliquot ali, quem bebeu aqui, surge a boa idéia boba: Vamos tomar uma?
Ninguém se opôs ao custo mais alto, mas aí exigi que tomássemos outra que não fosse a "Viúva". Decidimos por esta outra blockbuster.
Absurda intensidade aromática. Nem prestei atenção aos aspectos vizuais direito tamanha a força olfativa. Mineral a enxofre, animal. Muito complexa. Não tenho dúvidas de que a Moet está muito melhor que a Veuve. Impressionou a todos.
Mais aromas: Noz moscada, fruta a maçã? quem sabe? Com o passar do tempo ainda apresentou algum aroma mais para o tostado e amêndoas.
A boca é deliciosa. 12% de álcool
R$179,00 muito bem gastos!!!

PROSECCO RUGGERI DOC
Era para ficar na Moet, contudo o pessoal estava animado e resolveu tomar mais um Prosecco. Covardia prová-lo depois de um Champagnet francês.
Tentando esquecer a Moet (como esquecer?), é um estilo completamente diferente. Cor transparente e bolhas finíssimas. Muito sutil e delicado no aroma, floral. Boca bem adstringente e cítrica para o limão, também floral. Muito diferente, inclusive, do espumante nacional. Refrescante.
R$55,00

Foi ótimo ter provado um bom nacional e um champagne na mesma noite. Só não deixarei mais a turma tão solta porque, ao convidar, estimamos um custo e seria errado sempre extrapolar. Nossos eventos devem ser mais didáticos do que um desfile de vinhos top e devem objetivar o conhecimento do mundo do vinho sem excluir demais pelo preço. Já planejo a primeira de 2007 com vinhos brancos do novo mundo aproveitando o calor surpreendente em Curitiba.