Depois de longo inverno, nesta longa adaptação ao Rio de Janeiro, enfim uma postagem.
Não paramos de beber o líquido sagrado, claro.
São muitos vinhos na Lidador Copacabana e outros tantos nos almoços de sexta-feira com um grupo de apreciadores muito especial.
Como estou de férias em Curitiba, vamos aproveitar para postar durante a degustação na casa de meus pais. Férias, cabeça fresca, o ambiente familiar; só faltava o blog.
DAL PIZZOL TOURIGA NACIONAL 2008 "200 ANOS"
Homenagem não muito conveniente aos 200 anos da vinda de D. João VI ao Brasil. Mais parece um oportunismo de merchandising para lançar um vinho de uva típica portuguesa em território brasileiro.
Irrelevâncias a parte, uma ótima ideia da Dal Pizzol plantar Tourigas por aqui.
Ruby com toques violáceos, aromas puxando a ameixas em calda e geléia. Bom corpo, taninos interessantes e bela acidez. Por óbvio, sem a mineralidade portuguesa, porém a alta acidez do solo sul brasileiros caiu muito bem na touriga nacional.
Final longo e correto. Ótima relação custo-benefício. Recomendado. 13% de álcool. R$27,90. VV!85
VIÑA SALORT SYRAH-TANNAT 2006
De um tannat uruguaio esperamos muita volúpia, corpo e presença. Num corte com Syrah, então, ... Infelizmente este aguadão de importação do Angeloni foi completamente reprovado.
Já começou pelo aroma de madeira forçado, dando impressão daquela prática reprovável de uso de chips de carvalho.
Em boca - a última esperança - a mesma impressão de madeira mal-acomodada e confirmada pela falta total de corpo. Não tivemos dúvida nenhuma em descartá-lo sem cerimônias, esvaziar as taças e passar para o próximo vinho. Admirou-nos que tenha, de fato, conquistado medalha de ouro no IV Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, o que mostra o olhar crítico que devemos ter com esses prêmos. 13% de álcool. R$29,90. VV!72
DON DAVID MALBEC RESERVE 2005 Michel Torino
Algum preconceito meu com a vinícola Michel Torino foi diluído na boa experiência com este Malbec do Cafayate, em Salta. O vinho feito no norte da Argentina já começou com forte presença aromática de boa madeira e leve evolução benéfica.
Cor com tons violáceos. Aroma com aspectos químicos no início.
Merece tempo aberto para o oxigênio fazer seu trabalho. A fruta mostrou-se doce e um frescor ganhou o nariz.
Bom corpo, taninos macios, com final redondo e fresco, quase chegando às desejadas notas mentoladas. 13,6% de álcool. VV! 86
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quarta-feira, novembro 03, 2010
quarta-feira, junho 23, 2010
VídeoDegustações #3 e #4 - Ave Premium Malbec 2007
Degustação do Ave Premium Malbec 2007 realizada no DC Grill. O som não está 100%, afinal o equipamento é o mais amador disponível no mercado e o vídeo foi gravado no ambiente do restaurante.
Vale lembrar que este blog é independente e não recebe qualquer contribuição financeira. Se citamos os locais onde provamos vinho é por agradecimento aos estabelecimentos que abrem suas portas para nossas provas ou pela crítica ser de interesse como conteúdo para o blog.

No segundo vídeo, uma conversa pós-degustação sobre harmonização com o Gelson regada com o ótimo Ave Premium Malbec 2007.
Veja também outras VídeoDegustações do blog
VIVA O VINHO!
Marcador #VÍDEO DEGUSTAÇÃO
Vale lembrar que este blog é independente e não recebe qualquer contribuição financeira. Se citamos os locais onde provamos vinho é por agradecimento aos estabelecimentos que abrem suas portas para nossas provas ou pela crítica ser de interesse como conteúdo para o blog.

VÍDEO DEGUSTAÇÃO #3
No segundo vídeo, uma conversa pós-degustação sobre harmonização com o Gelson regada com o ótimo Ave Premium Malbec 2007.
VÍDEO DEGUSTAÇÃO #4
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terça-feira, dezembro 15, 2009
Degustação de Encerramento 2009
Na sexta reunião de encerramento anual da Confraria Bacco Ubriaco, nosso presidente solene foi mais uma vez homenageado com a prova de líquidos de excelente qualidade.
Fui à Curitiba especialmente para o evento e, quando cheguei ao local, o aroma dos grandes vinhos já abertos tomava conta do ambiente; e que vinhos:

BARCA VELHA 2000
A Casa Ferreirinha foi a primeira no Douro a engarrafar vinho tranqüilo de qualidade superior. O primeiro foi lançado em 1952 e apenas outras quinze safras foram comercializadas com esse nome, criando um mito. Foi vinificado na Quinta da Leda e parcelas suas, dependendo da casta e do lote, ficaram de um ano a um ano e meio estagiando em carvalho francês em Vila Nova de Gaia. As 26.000 garrafas permaneceram em Gaia aproximadamente 7 anos antes do início das vendas. É possível que os anos de 2003 e 2007 sejam também declarados Barca Velha, contudo a Ferreirinha mantém sigilo absoluto do resultado do vinho até o lançamento. Não basta uma grande vindima, é necessário que se atinja o mais alto grau de qualidade, segundo os parâmetros da Casa.
Com origem no Douro Superior, tem Tinta Roriz (Tempranillo), Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca em sua composição. A safra 1999 recebeu WS 93 e RP 94.
Veio compor a constelação maior entre os já provados do blog Viva o Vinho!, ao lado de Haut-Brion 1996, Mouton-Rotschild 1994, Vega-Sicília "Único" 1990 e Chateau d'Yquém 1998.
Vinho para ser aberto duas horas antes da degustação. Na cor, tinha um tom a menos de vermelho, levemente mais para o laranja. O aroma é notável, intenso e pode ser sentido à distância. Lembrou imediatamente Tawny, sem o ataque alcoólico. Mostra a complexidade típica destes, com licor, castanhas, tostado cítrico, talvez casca ou folha de laranja queimada (foi o que remeteu na minha memória olfativa), fruta vermelha e até um floral.
A estrutura era notável, com grande corpo e taninos doces. Vinho harmônico, com final redondíssimo e permanência ao infinito. Mais que suficientes 12,5% de álcool, EUR 198,00 (R$512,00) em Portugal. Optei por não pontuar objetivamente, mas as notas da WS e do RP para o 99 não condizem com este 2000, que é para a casa dos VV! 95-96*, chegando junto com o Vega-Sicília "Único" 1990 tomado ano passado.
GAJA LANGHE SPERSS 2001
O Sperss representou confirmação de uma suspeita que tinha com Barolos, ou Nebbiolo, e optei por fazer uma postagem a parte, trabalhando a experiência com esses vinhos.
CARMÍN DE PEÚMO CARMÉNÈRE 2005
Como é comum (e ruim) no Chile, declara uva no rótulo, mas a quantidade de outras não é desprezível. A composição é de 85% Carménère, 11% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc, o que faz dele um vinho de corte nos fatos.
Marcelo Copello (MC) o considera mais elegante que o Clos Apalta. Para Patrício Tápia (PT), do excelente guia Descorchados, foi o segundo melhor do Chile em 2009, perdendo apenas para o Almaviva 2006. Na Wine Spectator, que considerou o Clos Apalta 2005 o vinho do ano no mundo, o Carmín tem 94 pontos.
Vinho roxo, escuro, absorve toda a luz. Aroma doce, ameixa preta, com referência direta a calda de fruta e doce de fruta, revelando o amadurecimento da Carménère. Pareceu meio preso o tempo todo. Corpo pesado, concentrado, final correto e sem amargor, apesar de toda a doçura. Reconheço os baixos rendimentos e a qualidade da uva, mas não me empolgo tanto como os críticos. R$663,00. MC 95, PT 95, RP 97 e WS 94. Tem a cara dos vinhos ultra-concentrados para notas do Parker. Prefiro os mais elegantes. Não pontuei objetivamente, mas fico com a parte de baixo da crítica (que não é pouco) VV! 93-94*.
ARROBA MALBEC ROBLE 2006
Arroba é um vinho diferente. Carlos Balmaceda produz apenas 5000 garrafas, resultado de vinhedos que seleciona nas altas regiões de La Consulta e de Luján de Cuyo, no distrito de Mendoza. 25% do vinho fica 12 meses em barricas francesas novas e outra parcela permanece em tanques maiores de carvalho.
Na cor é bordô escuro. Tem aroma intenso e elegante, com bela integração da fruta com a madeira. Claro que não tem a mesma permanência, estrutura e profundidade que os demais degustados nessa noite, mas no aroma não ficava tão longe assim o colocando como excelente custo-benefício. 14,1% de álcool. R$160,00 a garrafa Magnum na Berenguer Imports. Minha pontuação ficaria na casa dos VV! 88-90*.
NIEPOORT 10 YEARS TAWNY
Alguns Tawnys trazem, junto da complexidade do envelhecimento e da madeira, um ataque maior em boca. Este mantém as características de tawny, mas traz a elegância e a facilidade de beber de um Vintage. Apresenta as conhecidas castanhas e casca de laranja somadas ao doce. A experiência gustativa é surpreendente, sem nenhum ataque, com destaque para o final permanente, doce e macio. 17,5% de álcool. R$ 160,00 na In Vino Veritas. WS 95, para mim nessa faixa também VV!94-95*.
*Não avaliei objetivamente, todavia coloquei minha impressão subjetiva expressa em pontos junto ao relato, ao lado da pontuação objetiva da crítica especializada.
Nota sobre a foto: Magnum Les Terrasses 2004 Priorat é a primeira garrafa da direita, mas optamos por não abri-la em nome da sanidade.
Fui à Curitiba especialmente para o evento e, quando cheguei ao local, o aroma dos grandes vinhos já abertos tomava conta do ambiente; e que vinhos:
BARCA VELHA 2000
A Casa Ferreirinha foi a primeira no Douro a engarrafar vinho tranqüilo de qualidade superior. O primeiro foi lançado em 1952 e apenas outras quinze safras foram comercializadas com esse nome, criando um mito. Foi vinificado na Quinta da Leda e parcelas suas, dependendo da casta e do lote, ficaram de um ano a um ano e meio estagiando em carvalho francês em Vila Nova de Gaia. As 26.000 garrafas permaneceram em Gaia aproximadamente 7 anos antes do início das vendas. É possível que os anos de 2003 e 2007 sejam também declarados Barca Velha, contudo a Ferreirinha mantém sigilo absoluto do resultado do vinho até o lançamento. Não basta uma grande vindima, é necessário que se atinja o mais alto grau de qualidade, segundo os parâmetros da Casa.
Com origem no Douro Superior, tem Tinta Roriz (Tempranillo), Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca em sua composição. A safra 1999 recebeu WS 93 e RP 94.
Veio compor a constelação maior entre os já provados do blog Viva o Vinho!, ao lado de Haut-Brion 1996, Mouton-Rotschild 1994, Vega-Sicília "Único" 1990 e Chateau d'Yquém 1998.
Vinho para ser aberto duas horas antes da degustação. Na cor, tinha um tom a menos de vermelho, levemente mais para o laranja. O aroma é notável, intenso e pode ser sentido à distância. Lembrou imediatamente Tawny, sem o ataque alcoólico. Mostra a complexidade típica destes, com licor, castanhas, tostado cítrico, talvez casca ou folha de laranja queimada (foi o que remeteu na minha memória olfativa), fruta vermelha e até um floral.
A estrutura era notável, com grande corpo e taninos doces. Vinho harmônico, com final redondíssimo e permanência ao infinito. Mais que suficientes 12,5% de álcool, EUR 198,00 (R$512,00) em Portugal. Optei por não pontuar objetivamente, mas as notas da WS e do RP para o 99 não condizem com este 2000, que é para a casa dos VV! 95-96*, chegando junto com o Vega-Sicília "Único" 1990 tomado ano passado.
GAJA LANGHE SPERSS 2001
O Sperss representou confirmação de uma suspeita que tinha com Barolos, ou Nebbiolo, e optei por fazer uma postagem a parte, trabalhando a experiência com esses vinhos.
CARMÍN DE PEÚMO CARMÉNÈRE 2005
Como é comum (e ruim) no Chile, declara uva no rótulo, mas a quantidade de outras não é desprezível. A composição é de 85% Carménère, 11% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc, o que faz dele um vinho de corte nos fatos.
Marcelo Copello (MC) o considera mais elegante que o Clos Apalta. Para Patrício Tápia (PT), do excelente guia Descorchados, foi o segundo melhor do Chile em 2009, perdendo apenas para o Almaviva 2006. Na Wine Spectator, que considerou o Clos Apalta 2005 o vinho do ano no mundo, o Carmín tem 94 pontos.
Vinho roxo, escuro, absorve toda a luz. Aroma doce, ameixa preta, com referência direta a calda de fruta e doce de fruta, revelando o amadurecimento da Carménère. Pareceu meio preso o tempo todo. Corpo pesado, concentrado, final correto e sem amargor, apesar de toda a doçura. Reconheço os baixos rendimentos e a qualidade da uva, mas não me empolgo tanto como os críticos. R$663,00. MC 95, PT 95, RP 97 e WS 94. Tem a cara dos vinhos ultra-concentrados para notas do Parker. Prefiro os mais elegantes. Não pontuei objetivamente, mas fico com a parte de baixo da crítica (que não é pouco) VV! 93-94*.
ARROBA MALBEC ROBLE 2006
Arroba é um vinho diferente. Carlos Balmaceda produz apenas 5000 garrafas, resultado de vinhedos que seleciona nas altas regiões de La Consulta e de Luján de Cuyo, no distrito de Mendoza. 25% do vinho fica 12 meses em barricas francesas novas e outra parcela permanece em tanques maiores de carvalho.
Na cor é bordô escuro. Tem aroma intenso e elegante, com bela integração da fruta com a madeira. Claro que não tem a mesma permanência, estrutura e profundidade que os demais degustados nessa noite, mas no aroma não ficava tão longe assim o colocando como excelente custo-benefício. 14,1% de álcool. R$160,00 a garrafa Magnum na Berenguer Imports. Minha pontuação ficaria na casa dos VV! 88-90*.
NIEPOORT 10 YEARS TAWNY
Alguns Tawnys trazem, junto da complexidade do envelhecimento e da madeira, um ataque maior em boca. Este mantém as características de tawny, mas traz a elegância e a facilidade de beber de um Vintage. Apresenta as conhecidas castanhas e casca de laranja somadas ao doce. A experiência gustativa é surpreendente, sem nenhum ataque, com destaque para o final permanente, doce e macio. 17,5% de álcool. R$ 160,00 na In Vino Veritas. WS 95, para mim nessa faixa também VV!94-95*.
*Não avaliei objetivamente, todavia coloquei minha impressão subjetiva expressa em pontos junto ao relato, ao lado da pontuação objetiva da crítica especializada.
Nota sobre a foto: Magnum Les Terrasses 2004 Priorat é a primeira garrafa da direita, mas optamos por não abri-la em nome da sanidade.
sábado, novembro 22, 2008
LATITUD 33 MALBEC 2006
Este foi o vinho de novembro da Confraria Brasileira de Enoblogs.
É um mendocino feito pelas Bodegas Chandon da Argentina. A cor era um violáceo, que me remeteu ao púrpura. Gostei muito dos aromas. É fresco, lembrou tabaco, tem um doce a chocolate e pimenta preta.
A boca melhora muito e merece trinta minutos de vinho aberto para ser consumido. Mesmo após evoluido, não correspondeu ao ótimo olfato. Considerei o corpo muito fraco. É apimentado, doce e tem agradável maciez, mas que é ofuscada tanto pelo desequilíbrio como pelo amargor final. R$19,90 no Big Boa Vista. VV! 80.
É um mendocino feito pelas Bodegas Chandon da Argentina. A cor era um violáceo, que me remeteu ao púrpura. Gostei muito dos aromas. É fresco, lembrou tabaco, tem um doce a chocolate e pimenta preta.
A boca melhora muito e merece trinta minutos de vinho aberto para ser consumido. Mesmo após evoluido, não correspondeu ao ótimo olfato. Considerei o corpo muito fraco. É apimentado, doce e tem agradável maciez, mas que é ofuscada tanto pelo desequilíbrio como pelo amargor final. R$19,90 no Big Boa Vista. VV! 80.
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SANTA HELENA CARMENÈRE MALBEC SIGLO DE ORO 2006
No post anterior, havia provado este vinho muitas horas depois de sua abertura.
Resolvi prová-lo normalmente. Abri a garrafa e aguardei os 20 minutos mínimos para iniciar seu consumo. Fiquei decepcionado.
Durante a hora e meia em que tive o vinho na taça havia um aroma incômodo de mofo, de algo que estragou por humidade. Eu diria meio mofado, meio herbáceo.
Remete-me, então, a duas hipóteses: ou peguei uma garrafa ruim, ou é um vinho de "dia seguinte". Uma pena.
Resolvi prová-lo normalmente. Abri a garrafa e aguardei os 20 minutos mínimos para iniciar seu consumo. Fiquei decepcionado.
Durante a hora e meia em que tive o vinho na taça havia um aroma incômodo de mofo, de algo que estragou por humidade. Eu diria meio mofado, meio herbáceo.
Remete-me, então, a duas hipóteses: ou peguei uma garrafa ruim, ou é um vinho de "dia seguinte". Uma pena.
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domingo, novembro 02, 2008
Santa Helena
Tive oportunidade de tomar dois vinhos da Santa Helena oferecidos pela Regina. Tomamos primeiro o Santa Helena Carmenère Malbec Siglo de Oro 2006 e depois o Santa Helena Carmenère Reservado 2007. Ressalto que o Siglo de Oro foi aberto na noite anterior e o tomei no almoço do dia seguinte, algo como 16 horas depois. Ainda que a garrafa tenha sido conservada em geladeira e bem fechada, faz diferença.
SANTA HELENA CARMENÈRE MALBEC SIGLO DE ORO 2006
Mesmo com tanto tempo aberto o vinho estava muito interessante. Apresentou boas frutas veremlhas, rumando para geléia de fruta. Uma baunilha no pano de fundo com pimenta preta fechando a composição. A boca é de razoável para boa, com uma leve sensação de cera no meio da língua. Como foi provado tanto tempo depois de aberto, é possível que o chocolate e o tostado, alguns dos aromas sugeridos pela vinícola, sejam encontrados ao abrir. Eu não encontrei.
Já tinha ouvido por aí que os Malbecs do Chile eram interessantes e, de fato, esse corte ressaltou aspectos positivos das duas variedades. 13,5 % de ácool. R$22,00 no Mercadorama Seminário. VV! 83.
SANTA HELENA CARMENÈRE RESERVADO 2007
A linha reservado é um patamar anterior à Siglo de Oro em termos de qualidade. Este realmente é um pouco inferior. Apresentou boa geléia de fruta no nariz. Aquele incomodozinho na língua é mais proeminente e tem mais calor em boca, algo que não me agrada mesmo. Vale pelo preço, mas vale mais ainda gastar R$4,00 e subir um degrau comprando a linha Siglo de Oro da Santa Helena. 13,5% de álcool. R$17,90 no Mercadorama Seminário. VV! 81.
Outras postagens sobre Santa Helena tintos:
IV Degustação Viva o Vinho! – CARMENÉRE
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Santa Helena Reservado Merlot 2003
Nota: Chamo a atenção do consumidor curitibano para a grande diferença de preços nos vários super e híper mercados da cidade. Tenho visto o mesmo vinho variando de R$18,00 a R$28,00. É um crime! O pessoal está reajustando em função da alta do dólar, mas não acredito que os consumidores comportem tamanha discrepância.
Por ora, continuo zapeando os preços das áreas de vinho sempre que entro nos mercados, pois ainda tem preço razoável por aí.
SANTA HELENA CARMENÈRE MALBEC SIGLO DE ORO 2006
Mesmo com tanto tempo aberto o vinho estava muito interessante. Apresentou boas frutas veremlhas, rumando para geléia de fruta. Uma baunilha no pano de fundo com pimenta preta fechando a composição. A boca é de razoável para boa, com uma leve sensação de cera no meio da língua. Como foi provado tanto tempo depois de aberto, é possível que o chocolate e o tostado, alguns dos aromas sugeridos pela vinícola, sejam encontrados ao abrir. Eu não encontrei.
Já tinha ouvido por aí que os Malbecs do Chile eram interessantes e, de fato, esse corte ressaltou aspectos positivos das duas variedades. 13,5 % de ácool. R$22,00 no Mercadorama Seminário. VV! 83.
SANTA HELENA CARMENÈRE RESERVADO 2007
A linha reservado é um patamar anterior à Siglo de Oro em termos de qualidade. Este realmente é um pouco inferior. Apresentou boa geléia de fruta no nariz. Aquele incomodozinho na língua é mais proeminente e tem mais calor em boca, algo que não me agrada mesmo. Vale pelo preço, mas vale mais ainda gastar R$4,00 e subir um degrau comprando a linha Siglo de Oro da Santa Helena. 13,5% de álcool. R$17,90 no Mercadorama Seminário. VV! 81.
Outras postagens sobre Santa Helena tintos:
IV Degustação Viva o Vinho! – CARMENÉRE
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Santa Helena Reservado Merlot 2003
Nota: Chamo a atenção do consumidor curitibano para a grande diferença de preços nos vários super e híper mercados da cidade. Tenho visto o mesmo vinho variando de R$18,00 a R$28,00. É um crime! O pessoal está reajustando em função da alta do dólar, mas não acredito que os consumidores comportem tamanha discrepância.
Por ora, continuo zapeando os preços das áreas de vinho sempre que entro nos mercados, pois ainda tem preço razoável por aí.
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quinta-feira, julho 24, 2008
Velha Vinífera #3 - 28/06/2008 - Argentina
A degustação #3 teve a apresentação dos vinhos argentinos da Escorihuela Gascón, importados pela Wine Company. Provamos Cabernet Sauvignon, Syrah, Sangiovese e Malbec, dando panorama didático das características do que cada uva pode apresentar.
FAMILIA GASCÓN CABERNET SAUVIGNON 2005
Cor violácea com toque rosado, meio atípica. Da Cab. Sauv. esperamos ruby. Frutado e floral, com alguma especiaria no aroma. Taninos vivos, mas sem incômodos. Boca fresca que me lembrou cereja e framboesa. A confraria destacou aromas de framboesa e amora. Foram características evidenciadas o tanino, a suavidade e o adocicado paladar. R$32,00.
ESCORIHUELA GASCÓN SANGIOVESE 2004
Cor ruby brilhante. Para mim, aromas com couro, defumado e frutas frescas. Barrica bem marcada e boa intensidade aromática, mas um tanto simples. Falta-lhe elegância. Boca delicada, leve e frutada. Os taninos ainda presentes no início da degustação vão arredondando com o tempo. No retrogosto, começou com algum amargor que se esvaiu. Um vinho que evolui bem em taça e melhora. A confraria caracterizou-o como frutado, doce (foi citado favo de mel), defumado, geléia e baunilha. Houve quem o considerou tânico e com amargor. R$43,00.
ESCORIHUELA GASCÓN SYRAH 2004
Ruby com leve toque violeta. Escuro como deve ser Syrah. Aroma mais defumado, alguma especiaria. Destaque para intensidade e complexidade. Taninos ainda vivos no palato. Agradou. Para a confraria, apareceram aromas de ameixa, frutas, açúcar queimado, couro e especiarias como cravo e canela. Consideraram o vinho encorpado e intenso. WS86. R$43,00.
ESCORIHUELA GASCÓN MALBEC 2004
Ruby com toque violáceo. Aroma fechado ainda, frutado e floral com alguma baunilha. Aroma menos intenso, mas o mais elegante. Ótimo no paladar, com taninos tranquilos e redondos. Palato limpo e simples. Meu vinho da noite. A confraria destacou o amadeirado e aromas de café, couro e fumaça. Boca doce. WS88. R$43,00.
FAMILIA GASCÓN CABERNET SAUVIGNON 2005
Cor violácea com toque rosado, meio atípica. Da Cab. Sauv. esperamos ruby. Frutado e floral, com alguma especiaria no aroma. Taninos vivos, mas sem incômodos. Boca fresca que me lembrou cereja e framboesa. A confraria destacou aromas de framboesa e amora. Foram características evidenciadas o tanino, a suavidade e o adocicado paladar. R$32,00.
ESCORIHUELA GASCÓN SANGIOVESE 2004
Cor ruby brilhante. Para mim, aromas com couro, defumado e frutas frescas. Barrica bem marcada e boa intensidade aromática, mas um tanto simples. Falta-lhe elegância. Boca delicada, leve e frutada. Os taninos ainda presentes no início da degustação vão arredondando com o tempo. No retrogosto, começou com algum amargor que se esvaiu. Um vinho que evolui bem em taça e melhora. A confraria caracterizou-o como frutado, doce (foi citado favo de mel), defumado, geléia e baunilha. Houve quem o considerou tânico e com amargor. R$43,00.
ESCORIHUELA GASCÓN SYRAH 2004
Ruby com leve toque violeta. Escuro como deve ser Syrah. Aroma mais defumado, alguma especiaria. Destaque para intensidade e complexidade. Taninos ainda vivos no palato. Agradou. Para a confraria, apareceram aromas de ameixa, frutas, açúcar queimado, couro e especiarias como cravo e canela. Consideraram o vinho encorpado e intenso. WS86. R$43,00.
ESCORIHUELA GASCÓN MALBEC 2004
Ruby com toque violáceo. Aroma fechado ainda, frutado e floral com alguma baunilha. Aroma menos intenso, mas o mais elegante. Ótimo no paladar, com taninos tranquilos e redondos. Palato limpo e simples. Meu vinho da noite. A confraria destacou o amadeirado e aromas de café, couro e fumaça. Boca doce. WS88. R$43,00.
domingo, julho 20, 2008
Dois Argentinos
Nesta sexta-feira reunimos a família no Laércio para comemorar a chegada do Rafael em Curitiba. Tomamos dois argentinos trazidos de incursões ao país vizinho.
O Rafael, como é de costume, desvirtuou o assunto do vinho e propôs nova modalidade de desgutação: "às mudas". O papel de irmão do meio é esse mesmo - risos - e mesmo com suas tentativas provamos os vinhos. Não foi às cegas nem às mudas, contudo pudemos avaliá-los.
Desculpe a brincadeira, Rafa. É muito bom tê-lo por aqui. Sua missão agora é voltar da Patagônia com alguma garrafa debaixo do braço.
Vamos aos vinhos:
VIÑAS DEL GOLF GRAND BLEND 2003
O Del Golf passou 18 meses em carvalho francês e mostrou a que veio. Escuro, com leve toque mais acastanhado e sem muito alo. Aroma de boa intensidade de couro, charutaria e fruta doce. Concordo com o produtor que acrescenta em seus descritores aniz, especiarias e café. É um daqueles vinhos concentrados, de bom corpo, acidez aparente e boa estrutura. Taninos redondos após cinco anos. 13,2% de álcool. $33,00 (ARS).VV!88.
HACIENDA LOS HAROLDOS RESERVA DE FAMILIA MALBEC 2005
Oito meses de carvalho francês e americano. Cor bordô com toque violeta. Aroma de intensidade e complexidade médias. Frutas maduras, adocicado de geléia e ameixas. Doce à baunilha. Taninos vivos, corpo apenas razoável e macio. Sem tantos atrativos como o primeiro. Um daqueles sucos doces bem feitos. Dependendo por quanto entra no Brasil vale o custo-benefício. No preço pago lá é excelente. 13,5% de álcool. $29 (ARS). VV!85.
NOTA DE HARMONIZAÇÃO
O Del Golf deve ir bem com carnes, mas acompanhou uma lazanha bolonhesa da A Landerna, que é blockbuster lá em casa. O molho mais adocicado da A Landerna combinou com os vinhos.
O Rafael, como é de costume, desvirtuou o assunto do vinho e propôs nova modalidade de desgutação: "às mudas". O papel de irmão do meio é esse mesmo - risos - e mesmo com suas tentativas provamos os vinhos. Não foi às cegas nem às mudas, contudo pudemos avaliá-los.
Desculpe a brincadeira, Rafa. É muito bom tê-lo por aqui. Sua missão agora é voltar da Patagônia com alguma garrafa debaixo do braço.
Vamos aos vinhos:
VIÑAS DEL GOLF GRAND BLEND 2003
O Del Golf passou 18 meses em carvalho francês e mostrou a que veio. Escuro, com leve toque mais acastanhado e sem muito alo. Aroma de boa intensidade de couro, charutaria e fruta doce. Concordo com o produtor que acrescenta em seus descritores aniz, especiarias e café. É um daqueles vinhos concentrados, de bom corpo, acidez aparente e boa estrutura. Taninos redondos após cinco anos. 13,2% de álcool. $33,00 (ARS).VV!88.
HACIENDA LOS HAROLDOS RESERVA DE FAMILIA MALBEC 2005
Oito meses de carvalho francês e americano. Cor bordô com toque violeta. Aroma de intensidade e complexidade médias. Frutas maduras, adocicado de geléia e ameixas. Doce à baunilha. Taninos vivos, corpo apenas razoável e macio. Sem tantos atrativos como o primeiro. Um daqueles sucos doces bem feitos. Dependendo por quanto entra no Brasil vale o custo-benefício. No preço pago lá é excelente. 13,5% de álcool. $29 (ARS). VV!85.
NOTA DE HARMONIZAÇÃO
O Del Golf deve ir bem com carnes, mas acompanhou uma lazanha bolonhesa da A Landerna, que é blockbuster lá em casa. O molho mais adocicado da A Landerna combinou com os vinhos.
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domingo, junho 15, 2008
Velha Vinífera
Foi com muito prazer e muito vinho que iniciamos nova Confraria em Curitiba:
A VELHA VINÍFERA.
Tenho a honra de coordenar o grupo formado em sua maioria por médicos e médicas que propõem-se a quinzenalmente estudar o fascinante mundo do vinho e passar momentos agradáveis provando o líquido de Bacco.
O vinho sempre traz alegria, estreita laços e constrói boas amizades. Assim esperamos que seja também com o novo grupo de degustadores.
Que a Velha Vinífera tenha longa vida!
Neste primeiro encontro apresentamos a parreira, a uva e o vinho. Abordamos aspectos da relação entre vinho e saúde e discutimos as sensações visuais, olfativas e gustativas.
Fomos muito bem recebidos na Vino! Batel no dia 31/05/2008 e fico particularmente feliz por este espaço da Comendador Araújo estar aberto para estimular o surgimento de novas confrarias e fomentar a formação de novos degustadores.
Neste primeiro encontro os confrades e as confreiras puderam provar diferentes estilos de vinificar. Um estímulo ao despertar sensorial que a degustação proporciona.
CAVE GEISSE BRUT Expedição 2005
Apresentou cor palha, bolhas adequadas e finas. Aroma de fermento, pêssego em calda. Possui boca macia e cremosa, porém apresenta também alguma adstringência. A confraria encontrou também aromas de carambola, casca de araçá e alguma citricidade. 12,5% de álcool. R$44,00.
LAURA HARTWIG CHARDONNAY 2005
Claríssimo, traslúcido, com algum brilho verdeal. Boca ácida, equilibrada. Adocidado, mel, lácteo e floral. A confraria encontrou também manteiga, canela, maresia, maçã e banana seca. 14% de álcool. R$82,50.
CHOCALÁN 2003
Este corte chileno de Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec apresentou aspecto denso, que os confrades compararam ao sangue venoso. Pequeno alo aqüoso. Aroma intenso, químico, pimentão verde e frutas vermelhas. Com o tempo evolui mais para a baunilha. Boca delicada, evoluída, gostosa. Boa acidez e complexidade. A confraria percebeu favo de mel, uvas passas, rosas, cravo, animal, fumaça doce e temperos como tomilho, pimenta e cominho. 13,5% de álcool. R$85,00.
BURMESTER JOCKEY CLUB PORTO RESERVA
Cor ambar escura e brilhante com alo gradativo. Aroma alcoólico, amêndoas, frutas maduras, químico. Boca adocicada, intensa e bem agressiva no álcool. É um porto de estilo forte. A confraria percebeu no palato calda de pudim, côco queimado e doce de cidra. No aroma, caramelo, tâmara, damasco, figos e passas em calda, tabaco e, curiosamente, aroma de igreja! 20% de álcool. R$56,00.
A VELHA VINÍFERA.
Tenho a honra de coordenar o grupo formado em sua maioria por médicos e médicas que propõem-se a quinzenalmente estudar o fascinante mundo do vinho e passar momentos agradáveis provando o líquido de Bacco.
O vinho sempre traz alegria, estreita laços e constrói boas amizades. Assim esperamos que seja também com o novo grupo de degustadores.
Que a Velha Vinífera tenha longa vida!
Neste primeiro encontro apresentamos a parreira, a uva e o vinho. Abordamos aspectos da relação entre vinho e saúde e discutimos as sensações visuais, olfativas e gustativas.
Fomos muito bem recebidos na Vino! Batel no dia 31/05/2008 e fico particularmente feliz por este espaço da Comendador Araújo estar aberto para estimular o surgimento de novas confrarias e fomentar a formação de novos degustadores.
Neste primeiro encontro os confrades e as confreiras puderam provar diferentes estilos de vinificar. Um estímulo ao despertar sensorial que a degustação proporciona.
CAVE GEISSE BRUT Expedição 2005
Apresentou cor palha, bolhas adequadas e finas. Aroma de fermento, pêssego em calda. Possui boca macia e cremosa, porém apresenta também alguma adstringência. A confraria encontrou também aromas de carambola, casca de araçá e alguma citricidade. 12,5% de álcool. R$44,00.
LAURA HARTWIG CHARDONNAY 2005
Claríssimo, traslúcido, com algum brilho verdeal. Boca ácida, equilibrada. Adocidado, mel, lácteo e floral. A confraria encontrou também manteiga, canela, maresia, maçã e banana seca. 14% de álcool. R$82,50.
CHOCALÁN 2003
Este corte chileno de Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec apresentou aspecto denso, que os confrades compararam ao sangue venoso. Pequeno alo aqüoso. Aroma intenso, químico, pimentão verde e frutas vermelhas. Com o tempo evolui mais para a baunilha. Boca delicada, evoluída, gostosa. Boa acidez e complexidade. A confraria percebeu favo de mel, uvas passas, rosas, cravo, animal, fumaça doce e temperos como tomilho, pimenta e cominho. 13,5% de álcool. R$85,00.
BURMESTER JOCKEY CLUB PORTO RESERVA
Cor ambar escura e brilhante com alo gradativo. Aroma alcoólico, amêndoas, frutas maduras, químico. Boca adocicada, intensa e bem agressiva no álcool. É um porto de estilo forte. A confraria percebeu no palato calda de pudim, côco queimado e doce de cidra. No aroma, caramelo, tâmara, damasco, figos e passas em calda, tabaco e, curiosamente, aroma de igreja! 20% de álcool. R$56,00.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Desafio argentino às cegas
A confraria Bacco Ubriaco desafiou seus membros numa degustação de Mendocinos. Fomos convidados a adivinhar safra e varietal de 4 garrafas.
Para confusão geral, deparamo-nos com dois vinhos que realmente estavam enigmáticos e apenas um dos onze degustadores presentes acertou na mosca os 4.
O nível foi alto e chamou a atenção o Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2000 chegando com louvor aos 8 anos de vida.
Zuccardi Q 2000 Cabernet Sauvignon
Opaco, alguma borra, atijolado. Aroma fechado e mineral. Abre lentamente e cresce, mentol. Encorpado, com taninos delicadamente vivos, está inteiro com a idade.
Vinho equilibrado, interessante e elegante. O tempo lhe fez bem. 14,5% de álcool. Nota VV! 90, BU 87,10. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Cabernet Sauvignon
Brilhante, ruby. Belo aroma, madeira agradável, especiarias e couro. Boca mais simples. 14% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,50. R$100,00
Zuccardi Q 2000 Malbec
Um pouco opaco, menos alo que o primeiro. Aroma bem químico, evoluído, lembra acetona. Boca ácida, doce, limpa e muito gostosa. Vinho excessivo. 14,5% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,00. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Malbec
Um tom a mais de violeta. Aromas animais e minerais. Boca viva, tânicam, de bom corpo. Ataca demais. Nota VV! 87,00, BU 87,20. R$124,00.
Para confusão geral, deparamo-nos com dois vinhos que realmente estavam enigmáticos e apenas um dos onze degustadores presentes acertou na mosca os 4.
O nível foi alto e chamou a atenção o Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2000 chegando com louvor aos 8 anos de vida.
Zuccardi Q 2000 Cabernet Sauvignon
Opaco, alguma borra, atijolado. Aroma fechado e mineral. Abre lentamente e cresce, mentol. Encorpado, com taninos delicadamente vivos, está inteiro com a idade.
Vinho equilibrado, interessante e elegante. O tempo lhe fez bem. 14,5% de álcool. Nota VV! 90, BU 87,10. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Cabernet Sauvignon
Brilhante, ruby. Belo aroma, madeira agradável, especiarias e couro. Boca mais simples. 14% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,50. R$100,00
Zuccardi Q 2000 Malbec
Um pouco opaco, menos alo que o primeiro. Aroma bem químico, evoluído, lembra acetona. Boca ácida, doce, limpa e muito gostosa. Vinho excessivo. 14,5% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,00. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Malbec
Um tom a mais de violeta. Aromas animais e minerais. Boca viva, tânicam, de bom corpo. Ataca demais. Nota VV! 87,00, BU 87,20. R$124,00.
domingo, janeiro 27, 2008
Norton Reserva Malbec 2003
29/12/2007. Este argentino de Mendonza chama a atenção por receber 90 pontos regularmente na Wine Spectator. Importador e revendedores não deixam de lembrar ao vendê-lo e os insiders compraram em caixas este verdadeiro best buy. Já o tomei diversas vezes nesta mesma safra e sempre agradou. Desta vez, parei para fazer a análise técnica.
Elaborado com uvas Malbec oriundas de vinhas de 30 anos. Permaneceu 12 meses em barricas de carvalho.
Aspecto correto, cor ruby. Início de frutas e especiarias. Ganha complexidade mostrando baunilha e crescem as notas apimentadas. Os taninos foram abrindo, ganhando vida. Bom frescor. Vinho que muda ao longo do tempo, vai abrindo. Equilíbrio é a palavra-chave.
É um excelente vinho, sem qualquer defeito. Esta acima da média, porém não me empolguei tanto quanto a Wine Spectator. 14% de álcool. Nota VV! 88. Custou 32 pesos lá na Argentina (algo como R$26,00 quando da compra), no Brasil deve custar algo entre R$50,00 e R$60,00.
Elaborado com uvas Malbec oriundas de vinhas de 30 anos. Permaneceu 12 meses em barricas de carvalho.
Aspecto correto, cor ruby. Início de frutas e especiarias. Ganha complexidade mostrando baunilha e crescem as notas apimentadas. Os taninos foram abrindo, ganhando vida. Bom frescor. Vinho que muda ao longo do tempo, vai abrindo. Equilíbrio é a palavra-chave.
É um excelente vinho, sem qualquer defeito. Esta acima da média, porém não me empolguei tanto quanto a Wine Spectator. 14% de álcool. Nota VV! 88. Custou 32 pesos lá na Argentina (algo como R$26,00 quando da compra), no Brasil deve custar algo entre R$50,00 e R$60,00.
Marcadores:
- VV 85 a 88,
$ De R$50.01 a R$80.00,
N Argentina,
Uva Malbec,
Vinho Tinto
sábado, dezembro 29, 2007
Confraria Brasileira de Enoblogs
Está difícil de participar da Confraria Brasileira de Enoblogs. Bebi com atraso o vinho e só estou postando um mês depois. A data é o primeiro dia de cada mês e a proposta é fantástica: enófilos virtuais do Brasil todo darem sua opinião sobre um vinho.
Antes tarde do que nunca, coloco abaixo minhas anotãções sobre o vinho de 1º de Dezembro:
Trivento Shiraz/Malbec 2005
Argentina. Cor ruby opaco. Aromas de castanha e ameixa fresca. Frutado com especiarias. Paladar condimentado como o aroma, algum calor alcoólico, corpo médio. Tanino doce - groselha - e final tranquilo. A boca corresponde ao olfato. Incomodou certo ataque alcoólico. Bem honesto. Harmônico, ganhou um ponto extra. 12,5% de álcool. Nota 83.
Antes tarde do que nunca, coloco abaixo minhas anotãções sobre o vinho de 1º de Dezembro:
Trivento Shiraz/Malbec 2005
Argentina. Cor ruby opaco. Aromas de castanha e ameixa fresca. Frutado com especiarias. Paladar condimentado como o aroma, algum calor alcoólico, corpo médio. Tanino doce - groselha - e final tranquilo. A boca corresponde ao olfato. Incomodou certo ataque alcoólico. Bem honesto. Harmônico, ganhou um ponto extra. 12,5% de álcool. Nota 83.
Marcadores:
- VV 80 a 84,
$ Até R$25.00,
N Argentina,
Uva Malbec,
Uva Syrah,
Vinho Tinto,
ZC CB Enoblogs
sábado, novembro 10, 2007
Argentinos
As provas de argentinos são muitas e continuarão assim, pelo visto. A boa relação de preço/qualidade é sempre destaque, ainda mais com as tarifas reduzidas do Mercosul.
Nem sempre sãovinhos bons ou me agradam como veremos abaixo, mas procurando bem cada um pode encontrar os que mais gosta.
Destaco mais uma vez que meu estilo de vinho é para mais complexos e delicados. Excessos de carvalho e álcool proeminente realmente me incomodam.
BALBI MALBEC 2002
Foi o caso deste Balbi. Álcool excessivo no olfato e no palato mataram qualquer chance de me agradar. Conseguimos tomá-lo até o fim, não foi o caso de derramar na pia, mas não compro. Alguém pode argumetar que para um vinho corrente ele estava passado. Em último caso, não aguentou 5 anos. 12,5% de álcool. Custou uns R$20,00 no Condor Sta Cândida.
SANTA JULIA TEMPRANILLO/MALBEC 2006
Sou apreciador dos vinhos desta casa, em especial os tempranillo. Outros cortes nessa faixa de preço não me agradam tanto. Já este oferece uma prova redonda, mesmo sendo tão em conta. Não tem tanta compelxidade, claro, mas é bem redondo, com aromas de ameixa, morango e alguma baunilha. Os tatinos são adocicados, sem quaisquer excessos ou amargores finais. 13% de álcool. Só R$18,00 no Condor Sta Cândida. (É possível achar a R$15,00 em promoções por aí).
FABRE MONTMAYOUR GRAN RESERVA MALBEC 2005
Excelente indicação do Fabio da Expand, o vinho causou entusiasmo. Aromas muito complexos de tabaco e algo animal, fundeados por ameixas em calda; variadas nuances aromáticas completavam o cenário. A boca dele é explêndida e apresenta uma característica que não tinha experimentado em malbecs: é refrescante, lembrando eucalipto ou bala de menta. Essa característica tinha provado num merlot californiano pela primeira vez e depois só fui reencontrá-la em merlots do Chile (sempre vinhos de mais de R$50,00). Muito bom ter essa experiência num argentino. 14,5% de álcool muito bem equilibrados. R$65,00 na Expand Curitiba.
Nem sempre sãovinhos bons ou me agradam como veremos abaixo, mas procurando bem cada um pode encontrar os que mais gosta.
Destaco mais uma vez que meu estilo de vinho é para mais complexos e delicados. Excessos de carvalho e álcool proeminente realmente me incomodam.
BALBI MALBEC 2002
Foi o caso deste Balbi. Álcool excessivo no olfato e no palato mataram qualquer chance de me agradar. Conseguimos tomá-lo até o fim, não foi o caso de derramar na pia, mas não compro. Alguém pode argumetar que para um vinho corrente ele estava passado. Em último caso, não aguentou 5 anos. 12,5% de álcool. Custou uns R$20,00 no Condor Sta Cândida.
SANTA JULIA TEMPRANILLO/MALBEC 2006
Sou apreciador dos vinhos desta casa, em especial os tempranillo. Outros cortes nessa faixa de preço não me agradam tanto. Já este oferece uma prova redonda, mesmo sendo tão em conta. Não tem tanta compelxidade, claro, mas é bem redondo, com aromas de ameixa, morango e alguma baunilha. Os tatinos são adocicados, sem quaisquer excessos ou amargores finais. 13% de álcool. Só R$18,00 no Condor Sta Cândida. (É possível achar a R$15,00 em promoções por aí).
FABRE MONTMAYOUR GRAN RESERVA MALBEC 2005
Excelente indicação do Fabio da Expand, o vinho causou entusiasmo. Aromas muito complexos de tabaco e algo animal, fundeados por ameixas em calda; variadas nuances aromáticas completavam o cenário. A boca dele é explêndida e apresenta uma característica que não tinha experimentado em malbecs: é refrescante, lembrando eucalipto ou bala de menta. Essa característica tinha provado num merlot californiano pela primeira vez e depois só fui reencontrá-la em merlots do Chile (sempre vinhos de mais de R$50,00). Muito bom ter essa experiência num argentino. 14,5% de álcool muito bem equilibrados. R$65,00 na Expand Curitiba.
Marcadores:
$ Até R$25.00,
$ De R$50.01 a R$80.00,
N Argentina,
Uva Malbec,
Uva Tempranillo,
Vinho Tinto
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