Em sua Degustação #136, a longeva Confraria Bacco Ubriaco provou australianos de Sémillon.
O Confrade responsável ainda nos agraciou com instrutiva e divertida brincadeira: ao final da degustação dos australianos, fizemos nosso próprio corte de vinho misturando um Sauvignon Blanc com um Sémillon em diferentes proporções: 80/20, 70/30 e 40/60. O objetivo era reproduzir o corte mais comum em Bourdeux e também brincar com outras possibilidades.
O evento foi realizado na Adega Don Maximiliano, nova loja de vinhos de Curitiba, nas proximidades da Praça Espanha.
COLONIAL ESTATE EXPATRIÉ RESERVE 2006
Excelente vinho do quente Barossa Valley. De aparência palha, tem belo aroma com excelente intensidade. Remete a própolis, fruta bem fresca, boa acidez e um confeitinho. Boca ácida e doce ao mesmo tempo, com corpo bom e leve excitação da língua. 13,5% de álcool. RP 90. BU 87,33. VV! 89. R$109,00 na Vino!Champagnat.
STEVENS SINGLE VINEYARD 2002
Este vinho da Tyrrel´s, feito no Hunters Valley, era palha bem clarinho. Intensidade média num aroma difícil de definir. Unindo fruta e tostado, compôs um conjunto mais profundo, talvez com avelãs e flores. Pensando bem, lembrava queijo roquefort. Muito mineral e seco no palato, bem leve, faltou um pouco de complexidade no retrogosto. 10% de álcool. BU 86,85. VV !86. R$94,00.
LENSWOOD 2000
50% descansou em carvalho por 8 meses. Aparência já dourada do envelhecimento. Muito própolis, algum químico incômodo e fruta branca rumando para pêssego em calda. Certa potência em boca com desequilíbrio alcoólico. Infelizmente, o tempo desse vinho já passou. BU 87,14. VV!85. R$100,00.
A impressão final é de que os australianos de sémillon provados funcionam melhor mais jovens, preferencialmente até 5 anos de idade.
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segunda-feira, março 09, 2009
quarta-feira, setembro 03, 2008
Velha Vinífera #5 – 02/08/2008 Austrália
Noite memorável na Enoteca Decanter em que provamos um dos melhores vinhos de 2008. Poucos vinhos oferecem tanto na faixa de preço em que se encontra o Schild Estate Shiraz 2005. Vale muito tê-lo na adega para tornar especial um bom momento.
SHADOWS RUN 2005
Um corte de Shiraz com Cabernet Sauvignon que se revelou bem escuro e brilhante. Aroma fresco, de média intensidade, com frutas escuras, especiarias e alcaçuz. Boca meio desequilibrada com álcool aparente. Confirma alcaçuz e tem excelente final. Álcool 14%. R$54,00 .
SCHILD ESTATE SHIRAZ 2005
Ruby brilhante com um tom laranja, meio atípico para Shiraz. Na primeira abordagem, o aroma estava marcado pela madeira e apresentou especiarias, pimenta preta, couro e tabaco.
Durante a prova foi abrindo mais, ficando mais intenso e rumando para o couro. Mostrou muita complexidade e revelou fruta à framboesa, ameixa clara e floral. A cada vez que voltava a ele encontrava aroma diferente. O frescor chegou a comparar-se à menta.
Boca doce, encorpada, com ótima estrutura e taninos redondos. Vinho com excelente potencial de envelhecimento. Termina bem, com boa permanência e certo frescor. Álcool 14,5%. R$102,00 . VV! 93. WS 93.
Com a confraria Velha Vinífera não pontuava vinhos porque o objetivo da degustação não é este, porém o Schild Estate obrigou-me à avaliá-lo. Precisava ter certeza, na análise objetiva, se realmente ele ficaria tão bem. A maior surpresa não foi a minha nota, mas a nota da Wine Spectator e sua classificação como 16º entre os Top 100 de 2007 da revista.
Nem sempre concordamos com avaliadores de outros meios de comunicação, todavia este é um caso de absoluta concordância. O Schild Estate é um grande vinho, consistente no olfato, no paladar e na estrutura. Um dos melhores exemplares em sua faixa de preço.
KILIKANOON GRENACHE 2004
Cor interessante, mais clara do que estou acostumado para vinhos tintos. Aparenta leveza. Aroma intenso, potente. Frutas e madeira bem presentes. Suave geléia. Boca interessante, corpo um pouco mais leve, porém longe de ser defeito. Bem doce. Equilibrada delicadeza, com taninos vivos. Álcool 15%. R$ 124,00.
SHADOWS RUN 2005
Um corte de Shiraz com Cabernet Sauvignon que se revelou bem escuro e brilhante. Aroma fresco, de média intensidade, com frutas escuras, especiarias e alcaçuz. Boca meio desequilibrada com álcool aparente. Confirma alcaçuz e tem excelente final. Álcool 14%. R$54,00 .
SCHILD ESTATE SHIRAZ 2005
Ruby brilhante com um tom laranja, meio atípico para Shiraz. Na primeira abordagem, o aroma estava marcado pela madeira e apresentou especiarias, pimenta preta, couro e tabaco.
Durante a prova foi abrindo mais, ficando mais intenso e rumando para o couro. Mostrou muita complexidade e revelou fruta à framboesa, ameixa clara e floral. A cada vez que voltava a ele encontrava aroma diferente. O frescor chegou a comparar-se à menta.
Boca doce, encorpada, com ótima estrutura e taninos redondos. Vinho com excelente potencial de envelhecimento. Termina bem, com boa permanência e certo frescor. Álcool 14,5%. R$102,00 . VV! 93. WS 93.
Com a confraria Velha Vinífera não pontuava vinhos porque o objetivo da degustação não é este, porém o Schild Estate obrigou-me à avaliá-lo. Precisava ter certeza, na análise objetiva, se realmente ele ficaria tão bem. A maior surpresa não foi a minha nota, mas a nota da Wine Spectator e sua classificação como 16º entre os Top 100 de 2007 da revista.
Nem sempre concordamos com avaliadores de outros meios de comunicação, todavia este é um caso de absoluta concordância. O Schild Estate é um grande vinho, consistente no olfato, no paladar e na estrutura. Um dos melhores exemplares em sua faixa de preço.
KILIKANOON GRENACHE 2004
Cor interessante, mais clara do que estou acostumado para vinhos tintos. Aparenta leveza. Aroma intenso, potente. Frutas e madeira bem presentes. Suave geléia. Boca interessante, corpo um pouco mais leve, porém longe de ser defeito. Bem doce. Equilibrada delicadeza, com taninos vivos. Álcool 15%. R$ 124,00.
terça-feira, setembro 02, 2008
Velha Vinífera #5 - Notas de Estudo
Degustação #5 – 02/08/2008
Austrália - Enoteca Decanter
Conhecida também como “Down Under”, a Austrália é uma nação de extremos. Seu interior é marcado por uma região árida muito pouco habitada e ao Norte há rica floresta tropical. Devido às latitudes maiores, é só no extremo sul que se produzem vinhos de qualidade. As primeiras videiras foram plantadas em 1836 no Barossa Valley, mas o reconhecimento internacional veio nos últimos 20 anos. A exportação, sempre crescente, teve aumento vertiginoso de 1998 para cá. Para se ter uma idéia, em 2003 foram 524 milhões de litros exportados e em 2007 foram 785 milhões. Curiosamente, em 2007 a produção australiana diminuiu para níveis do início da década, mesmo com a área plantada aumentando. Isso está diretamente relacionado com as condições climáticas extremamente secas da safra.
REGIÕES
Na costa Oeste, ao sul de Perth, a região mais conhecida é Margaret River.
Ao Leste, as principais produções encontram-se não muito distantes das grandes cidades também. Em South Austrália, em torno de Adelaide, temos Clare Valley, Barossa Valley e McLaren Valley e, mais ao sul, Conawarra. Em Victoria, destaca-se o Yarra Valley e, em New South Wales, o Hunter Valley. Faz-se vinho também na ilha da Tasmânia.
CARACTERÍSTICAS
A uva mais característica do vinho da Austrália é a Shiraz, mas há também grandes Cabernet Sauvignons. Entre as brancas, destacam-se Chardonnay, Semillon, Riesling e Sauvignon Blanc. Os produtores australianos procuram plantar muitas uvas diferentes e testam cortes tanto tradicionais como inusitados. Os vinhos australianos têm como uma de suas referências os vinhos do Rhône, até pelo uso de uvas como Shiraz, Grenache e Mouvèdre.
A característica marcante é de vinhos ferrosos, devido à mineralidade do solo. Essa mineralidade é bem favorável aos vinhos brancos, conferindo complexidade comparável aos melhores do mundo. Os vinhos tintos tem bom nível de taninos e são muito encorpados.
Referências:
Rede:
http://www.wineatlas.net/ – Atlas Del Vino
http://www.australianwinespot.com/ – Australian Wine Spot
http://www.winespectator.com/ – Wine Spectator
http://www.wineaustralia.com/ – Site do Governo Australiano
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