No jantar de fim de ano da Confraria Bacco Ubriaco (veja o post)o português Barca Velha 2000 era a estrela da noite, causando efusivas e merecidas manifestações de elogio.
O Barolo Gaja Langhe Sperss, todavia, não agradava a mim e aos confrades. Estava fechado, não abria. Aromas e sabores não se desprendiam dele, o que me deixava intrigado, pois foram tantos Barolos até hoje e nenhum emplacava.
Trata-se de um vinho feito com uva Nebbiolo numa DOCG do Piemonte, conceituadíssima, com altas notas dos especialistas e sempre muito bem indicada. Espera-se um vinho intenso e complexo. No Decanter Wine Show do Rio em 2006 (ver Ago/06), em conversa com o Guilherme, cheguei a dizer que não sabia beber Barolos.
Felizmente, havia avisado aos confrades que chegaria atrasado ao jantar, mas que deixassem minha fração dos vinhos devidamente reservada. Jantamos, conversamos e nada do Sperss. Estar entre os amigos de confraria é muito bom e não tinha pressa nenhuma em esgotar minhas taças.
Enfim, após mais de três horas respirando no decanter e na taça, eis que surgem lampejos de vida no Barolo. Minha desconfiança virava certeza. Desconhecimento; pressa; ausência de planejamento. Algum desses fatores, ou mais de um simultaneamente, não permitiram que uma obra belíssima do mundo do vinho fosse apreciada em sua plenitude. Não era o caso de não saber beber, era de não saber servir.
Abrir uma boa (e geralmente cara) garrafa desses vinhos requer planejar a noite. Para um jantar às 20:00, é melhor abrir no máximo às 18:30 e deixá-lo perder a timidez, porque mostre suas nuances durante o evento.
GAJA LANGHE SPERSS 2001
Vinho com bela cor, brilhante. Demorou a abrir, mas uma vez "liberto" mostrou-se elegante. Junto da fruta e da especiaria, uma sensação de frescor formava o conjunto. Final perfeito, limpo e longo. R$1206,62 garrafa Magnum. WS93. VV!93-94.
Na nota o Barca Velha ainda foi melhor, contudo é necessário esclarecer que são vinhos completamente diferentes. O português é muito mais sutil e delicado. O barolo é mais denso e profundo. O Barca é emblemático do Douro, um ícone de sua linhagem. O Sperss é um excelente vinho, um bom representante de sua categoria, ainda que não seja o top do produtor.
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quinta-feira, janeiro 28, 2010
terça-feira, dezembro 15, 2009
Degustação de Encerramento 2009
Na sexta reunião de encerramento anual da Confraria Bacco Ubriaco, nosso presidente solene foi mais uma vez homenageado com a prova de líquidos de excelente qualidade.
Fui à Curitiba especialmente para o evento e, quando cheguei ao local, o aroma dos grandes vinhos já abertos tomava conta do ambiente; e que vinhos:

BARCA VELHA 2000
A Casa Ferreirinha foi a primeira no Douro a engarrafar vinho tranqüilo de qualidade superior. O primeiro foi lançado em 1952 e apenas outras quinze safras foram comercializadas com esse nome, criando um mito. Foi vinificado na Quinta da Leda e parcelas suas, dependendo da casta e do lote, ficaram de um ano a um ano e meio estagiando em carvalho francês em Vila Nova de Gaia. As 26.000 garrafas permaneceram em Gaia aproximadamente 7 anos antes do início das vendas. É possível que os anos de 2003 e 2007 sejam também declarados Barca Velha, contudo a Ferreirinha mantém sigilo absoluto do resultado do vinho até o lançamento. Não basta uma grande vindima, é necessário que se atinja o mais alto grau de qualidade, segundo os parâmetros da Casa.
Com origem no Douro Superior, tem Tinta Roriz (Tempranillo), Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca em sua composição. A safra 1999 recebeu WS 93 e RP 94.
Veio compor a constelação maior entre os já provados do blog Viva o Vinho!, ao lado de Haut-Brion 1996, Mouton-Rotschild 1994, Vega-Sicília "Único" 1990 e Chateau d'Yquém 1998.
Vinho para ser aberto duas horas antes da degustação. Na cor, tinha um tom a menos de vermelho, levemente mais para o laranja. O aroma é notável, intenso e pode ser sentido à distância. Lembrou imediatamente Tawny, sem o ataque alcoólico. Mostra a complexidade típica destes, com licor, castanhas, tostado cítrico, talvez casca ou folha de laranja queimada (foi o que remeteu na minha memória olfativa), fruta vermelha e até um floral.
A estrutura era notável, com grande corpo e taninos doces. Vinho harmônico, com final redondíssimo e permanência ao infinito. Mais que suficientes 12,5% de álcool, EUR 198,00 (R$512,00) em Portugal. Optei por não pontuar objetivamente, mas as notas da WS e do RP para o 99 não condizem com este 2000, que é para a casa dos VV! 95-96*, chegando junto com o Vega-Sicília "Único" 1990 tomado ano passado.
GAJA LANGHE SPERSS 2001
O Sperss representou confirmação de uma suspeita que tinha com Barolos, ou Nebbiolo, e optei por fazer uma postagem a parte, trabalhando a experiência com esses vinhos.
CARMÍN DE PEÚMO CARMÉNÈRE 2005
Como é comum (e ruim) no Chile, declara uva no rótulo, mas a quantidade de outras não é desprezível. A composição é de 85% Carménère, 11% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc, o que faz dele um vinho de corte nos fatos.
Marcelo Copello (MC) o considera mais elegante que o Clos Apalta. Para Patrício Tápia (PT), do excelente guia Descorchados, foi o segundo melhor do Chile em 2009, perdendo apenas para o Almaviva 2006. Na Wine Spectator, que considerou o Clos Apalta 2005 o vinho do ano no mundo, o Carmín tem 94 pontos.
Vinho roxo, escuro, absorve toda a luz. Aroma doce, ameixa preta, com referência direta a calda de fruta e doce de fruta, revelando o amadurecimento da Carménère. Pareceu meio preso o tempo todo. Corpo pesado, concentrado, final correto e sem amargor, apesar de toda a doçura. Reconheço os baixos rendimentos e a qualidade da uva, mas não me empolgo tanto como os críticos. R$663,00. MC 95, PT 95, RP 97 e WS 94. Tem a cara dos vinhos ultra-concentrados para notas do Parker. Prefiro os mais elegantes. Não pontuei objetivamente, mas fico com a parte de baixo da crítica (que não é pouco) VV! 93-94*.
ARROBA MALBEC ROBLE 2006
Arroba é um vinho diferente. Carlos Balmaceda produz apenas 5000 garrafas, resultado de vinhedos que seleciona nas altas regiões de La Consulta e de Luján de Cuyo, no distrito de Mendoza. 25% do vinho fica 12 meses em barricas francesas novas e outra parcela permanece em tanques maiores de carvalho.
Na cor é bordô escuro. Tem aroma intenso e elegante, com bela integração da fruta com a madeira. Claro que não tem a mesma permanência, estrutura e profundidade que os demais degustados nessa noite, mas no aroma não ficava tão longe assim o colocando como excelente custo-benefício. 14,1% de álcool. R$160,00 a garrafa Magnum na Berenguer Imports. Minha pontuação ficaria na casa dos VV! 88-90*.
NIEPOORT 10 YEARS TAWNY
Alguns Tawnys trazem, junto da complexidade do envelhecimento e da madeira, um ataque maior em boca. Este mantém as características de tawny, mas traz a elegância e a facilidade de beber de um Vintage. Apresenta as conhecidas castanhas e casca de laranja somadas ao doce. A experiência gustativa é surpreendente, sem nenhum ataque, com destaque para o final permanente, doce e macio. 17,5% de álcool. R$ 160,00 na In Vino Veritas. WS 95, para mim nessa faixa também VV!94-95*.
*Não avaliei objetivamente, todavia coloquei minha impressão subjetiva expressa em pontos junto ao relato, ao lado da pontuação objetiva da crítica especializada.
Nota sobre a foto: Magnum Les Terrasses 2004 Priorat é a primeira garrafa da direita, mas optamos por não abri-la em nome da sanidade.
Fui à Curitiba especialmente para o evento e, quando cheguei ao local, o aroma dos grandes vinhos já abertos tomava conta do ambiente; e que vinhos:
BARCA VELHA 2000
A Casa Ferreirinha foi a primeira no Douro a engarrafar vinho tranqüilo de qualidade superior. O primeiro foi lançado em 1952 e apenas outras quinze safras foram comercializadas com esse nome, criando um mito. Foi vinificado na Quinta da Leda e parcelas suas, dependendo da casta e do lote, ficaram de um ano a um ano e meio estagiando em carvalho francês em Vila Nova de Gaia. As 26.000 garrafas permaneceram em Gaia aproximadamente 7 anos antes do início das vendas. É possível que os anos de 2003 e 2007 sejam também declarados Barca Velha, contudo a Ferreirinha mantém sigilo absoluto do resultado do vinho até o lançamento. Não basta uma grande vindima, é necessário que se atinja o mais alto grau de qualidade, segundo os parâmetros da Casa.
Com origem no Douro Superior, tem Tinta Roriz (Tempranillo), Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca em sua composição. A safra 1999 recebeu WS 93 e RP 94.
Veio compor a constelação maior entre os já provados do blog Viva o Vinho!, ao lado de Haut-Brion 1996, Mouton-Rotschild 1994, Vega-Sicília "Único" 1990 e Chateau d'Yquém 1998.
Vinho para ser aberto duas horas antes da degustação. Na cor, tinha um tom a menos de vermelho, levemente mais para o laranja. O aroma é notável, intenso e pode ser sentido à distância. Lembrou imediatamente Tawny, sem o ataque alcoólico. Mostra a complexidade típica destes, com licor, castanhas, tostado cítrico, talvez casca ou folha de laranja queimada (foi o que remeteu na minha memória olfativa), fruta vermelha e até um floral.
A estrutura era notável, com grande corpo e taninos doces. Vinho harmônico, com final redondíssimo e permanência ao infinito. Mais que suficientes 12,5% de álcool, EUR 198,00 (R$512,00) em Portugal. Optei por não pontuar objetivamente, mas as notas da WS e do RP para o 99 não condizem com este 2000, que é para a casa dos VV! 95-96*, chegando junto com o Vega-Sicília "Único" 1990 tomado ano passado.
GAJA LANGHE SPERSS 2001
O Sperss representou confirmação de uma suspeita que tinha com Barolos, ou Nebbiolo, e optei por fazer uma postagem a parte, trabalhando a experiência com esses vinhos.
CARMÍN DE PEÚMO CARMÉNÈRE 2005
Como é comum (e ruim) no Chile, declara uva no rótulo, mas a quantidade de outras não é desprezível. A composição é de 85% Carménère, 11% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc, o que faz dele um vinho de corte nos fatos.
Marcelo Copello (MC) o considera mais elegante que o Clos Apalta. Para Patrício Tápia (PT), do excelente guia Descorchados, foi o segundo melhor do Chile em 2009, perdendo apenas para o Almaviva 2006. Na Wine Spectator, que considerou o Clos Apalta 2005 o vinho do ano no mundo, o Carmín tem 94 pontos.
Vinho roxo, escuro, absorve toda a luz. Aroma doce, ameixa preta, com referência direta a calda de fruta e doce de fruta, revelando o amadurecimento da Carménère. Pareceu meio preso o tempo todo. Corpo pesado, concentrado, final correto e sem amargor, apesar de toda a doçura. Reconheço os baixos rendimentos e a qualidade da uva, mas não me empolgo tanto como os críticos. R$663,00. MC 95, PT 95, RP 97 e WS 94. Tem a cara dos vinhos ultra-concentrados para notas do Parker. Prefiro os mais elegantes. Não pontuei objetivamente, mas fico com a parte de baixo da crítica (que não é pouco) VV! 93-94*.
ARROBA MALBEC ROBLE 2006
Arroba é um vinho diferente. Carlos Balmaceda produz apenas 5000 garrafas, resultado de vinhedos que seleciona nas altas regiões de La Consulta e de Luján de Cuyo, no distrito de Mendoza. 25% do vinho fica 12 meses em barricas francesas novas e outra parcela permanece em tanques maiores de carvalho.
Na cor é bordô escuro. Tem aroma intenso e elegante, com bela integração da fruta com a madeira. Claro que não tem a mesma permanência, estrutura e profundidade que os demais degustados nessa noite, mas no aroma não ficava tão longe assim o colocando como excelente custo-benefício. 14,1% de álcool. R$160,00 a garrafa Magnum na Berenguer Imports. Minha pontuação ficaria na casa dos VV! 88-90*.
NIEPOORT 10 YEARS TAWNY
Alguns Tawnys trazem, junto da complexidade do envelhecimento e da madeira, um ataque maior em boca. Este mantém as características de tawny, mas traz a elegância e a facilidade de beber de um Vintage. Apresenta as conhecidas castanhas e casca de laranja somadas ao doce. A experiência gustativa é surpreendente, sem nenhum ataque, com destaque para o final permanente, doce e macio. 17,5% de álcool. R$ 160,00 na In Vino Veritas. WS 95, para mim nessa faixa também VV!94-95*.
*Não avaliei objetivamente, todavia coloquei minha impressão subjetiva expressa em pontos junto ao relato, ao lado da pontuação objetiva da crítica especializada.
Nota sobre a foto: Magnum Les Terrasses 2004 Priorat é a primeira garrafa da direita, mas optamos por não abri-la em nome da sanidade.
sábado, dezembro 13, 2008
Noite dos Sonhos
Quando pensava em Château D´Yquem, nunca imaginava que provaria tal botrytizado mitológico tão cedo.
Agora, imaginar que degustaria na mesma noite Vega Sicília "Único", Mouton Rothschild e Château d´Yquem não estava em meus devaneios mais absurdos.
Felizmente pertenço a um grupo de ousados amantes do vinho. A Confraria Bacco Ubriaco tem evoluido passo-a-passo nesses 5 anos e meio de vida. Estou certo de que nosso Presidente - a divindidade clássica responsável pela mágica transformação de uvas em vinho e pelos plácidos efeitos do álcool - tem muito orgulho destes confrades que apreciam a arte da boa bebida e da boa gastronomia.
Fomos, mais uma vez, muito bem acolhidos no Edvino e agradecemos ao sommelier Ewerton Antunes e equipe pelo sempre impecável atendimento. Sem esses profissionais dedicados certamente não poderíamos curtir plenamente tais presentes de Bacco, em noite na qual o Viva o Vinho! emplacou pela segunda vez líquidos de mais de 93 pontos (quatro de uma vez só!!!), sem contar o Haut-Brion de 2007 que não foi avaliado em nota.
CAVE GEISSE BRUT CHAMPENOISE 2005
Mesmo antes de ingressar na Bacco Ubriaco, quando era solitário nos estudos enológicos, já considerava Cave Geisse o melhor espumante nacional que conhecia. Essa garrafa com expedição em 2005 foi para confirmar mais uma vez que é produto de excelente qualidade e pode competir com os melhores do mundo. Não esperava encontrar um espumante nacional de 2005 inteiro ainda. Temos de começar uma campanha: "Abaixo às Cavas, Chega de Prosecco. Temos Cave Geisse".
Brincadeiras a parte, vamos ao vinho: Borbulhas finas e abundantes. Aroma intenso e excelente, como sempre. Notas amendoadas, de fermento e de pão. É macio em boca e, ainda assim, tem ótima acidez. Final correto, com excelente mineral. Sou fã! R$62,00 no Edvino. VV! 90.
VEGA SICÍLIA "ÚNICO" 1990
Tive o prazer de tomar a garrafa Magnum Nº001331. Como discordar do nome? Este "Único" da Ribera del Duero só é engarrafado em anos especiais. Quando não atinge os requisitos mínimos de qualidade é lançado somente o Valbueña 5. Nos anos em que é "Único", a primeira garrafa é solenemente entregue ao rei da Espanha.
Entre as particularidades de sua produção, não recebe um tratamento apenas. Enquanto envelhece em contato com o carvalho, pode passar por várias qualidades diferentes de madeira e pode ser trasfegado de tanques grandes para barricas de 225 L e retornar aos tanques tantas vezes quantas os enólogos considerarem pertinentes para conseguir a personalidade desejada. Grandes safras: 1994, 1990, 1986, 1979, ...
Ele estava belíssimo. Ninguém diria que é um vinho de 18 anos!!! Ruby ainda brilhante, com alo. A intensidade vai aumentando, abre bem tabaco. Grande aroma com especiarias, frescor e geléia de fruta que vai ficando cada vez mais doce.
Boca com bela acidez, maciez elegante e final longo incrível. Tem um calor no início da prova, mas que não deixa qualquer amargor, apenas revela a potência e a estrutura. 13,5% de álcool. R$3000,00 na In Vino Veritas. WS 95. RP 95. VV! 95.
MOUTON ROTHSCHILD 1994 AOC PAUILLAC
Um dos 5 Premieurs Crus da classificação de Bourdeux (Médoc) de 1855. Aliás, o único que foi incluido após 1855, elevado apenas em 1973. Muitos acreditam que tenha ficado de fora em 1855 porque o Château Mouton Rotschild tinha passado para controle de capital inglês. Foi o primeiro Château da região a engarrafar uvas próprias, "mis en boteille au château". Tem a bela tradição de estampar nos rótulos de cada safra uma obra de artista contemporâneo. Nossa garrafa foi agraciada por arte do pintor holandês Apel.
Entre as características da produção, destacamos que o vinho é feito em tonéis de carvalho e depois envelhece em barricas também produzidas no próprio château.
Comparando as duas estrelas tintas da noite, confesso que prefiro o Mouton ao Vega. O francês nem é de grande safra, mas mesmo assim tinha um paladar fantástico, delicado, complexo, muito mais ao meu gosto: menos bombástico e mais estiloso. E olha que 1994 foi safra somente mediana para os parâmetros de Mouton Rothschild. Dá para imaginar o que devem ser os excepcionais: 2000, 1996, 1989, 1988, 1986, 1982, 1976, 1961, ...
Belo brilho, pequeno alo e muita geléia. Demorou muito a abrir, mas nos revelou defumado, cassis, pimenta preta e fumaça doce. Boca delicada, deliciosa, com leve mineralidade que marca a complexidade gustativa. Excelente permanência. 12,5% de álcool. R$1350,00 no Edvino. WS 91. RP 91. VV! 94.
MANOIR DE GAY 2004 AOC POMEROL
Um pouco mais claro, com cor mais rosada, bem diferete dos Merlots do cone sul-americano. Aroma delicado, floral, morango. Paladar agradável e fresco, mas com taninos ainda vivos, que denotam mais um tempo de guarda. Não quero dizer que não está pronto, pelo contrário, pode ser bebido ou guardado. R$260,00 na Vino! Batel. WS87. VV! 90.
CHÂTEAU FOMBRAUGE 2001 AOC SAINT-EMILION
Em Saint-Emilion o corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc é clássico. Pode-se encontrar algum percentual de Malbec, às vezes.
Cor bem mais escura. Aroma de ameixas pretas muito bem amalgamado na madeira. Ótima intensidade e bem complexo, com algo de terra molhada. Boca agradável, com excelente corpo e certo mineral. WS 91. VV! 93.
CHÂTEAU D'YQUEM 1998 AOC SAUTERNES
O sudoeste da França é uma das regiões do mundo onde as uvas brancas são atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea. Ele afeta a casca fazendo micro-furos que deixam escapar água do fruto, restando o sumo concentrado. Os vinhos feitos dessas uvas mais doces ganham complexidade e qualidade. Sauternes é a região emblemática do estilo e o mítico Château d'Yquem reina único na classificação como Premier Cru Supérieur. Envelhece bem por décadas e, nas melhores safras, pode chegar aos 100 anos em condições de ser apreciado.
O dourado é realmente belíssimo. Remete a ouro imediatamente. Aroma de flores, frutas, mel, baunilha, chocolate branco. Tem um queimadinho que lembra o brullée. Grande permanência, doce sem excessos, elegante. Delicado pesinho em boca, com baunilha. Honestamente, esperava muito mais de um vinho tão cultuado, mas vale destacar que este tem "apenas" 10 anos de vida e 98 não foi safra excepcional. Algumas grandes são 2001, 1989, 1983, 1976, 1967, 1959, ... 13,5% de álcool. US$320,00 na França. WS 89. VV! 94.
Agora, imaginar que degustaria na mesma noite Vega Sicília "Único", Mouton Rothschild e Château d´Yquem não estava em meus devaneios mais absurdos.
Felizmente pertenço a um grupo de ousados amantes do vinho. A Confraria Bacco Ubriaco tem evoluido passo-a-passo nesses 5 anos e meio de vida. Estou certo de que nosso Presidente - a divindidade clássica responsável pela mágica transformação de uvas em vinho e pelos plácidos efeitos do álcool - tem muito orgulho destes confrades que apreciam a arte da boa bebida e da boa gastronomia.
Fomos, mais uma vez, muito bem acolhidos no Edvino e agradecemos ao sommelier Ewerton Antunes e equipe pelo sempre impecável atendimento. Sem esses profissionais dedicados certamente não poderíamos curtir plenamente tais presentes de Bacco, em noite na qual o Viva o Vinho! emplacou pela segunda vez líquidos de mais de 93 pontos (quatro de uma vez só!!!), sem contar o Haut-Brion de 2007 que não foi avaliado em nota.
CAVE GEISSE BRUT CHAMPENOISE 2005
Mesmo antes de ingressar na Bacco Ubriaco, quando era solitário nos estudos enológicos, já considerava Cave Geisse o melhor espumante nacional que conhecia. Essa garrafa com expedição em 2005 foi para confirmar mais uma vez que é produto de excelente qualidade e pode competir com os melhores do mundo. Não esperava encontrar um espumante nacional de 2005 inteiro ainda. Temos de começar uma campanha: "Abaixo às Cavas, Chega de Prosecco. Temos Cave Geisse".
Brincadeiras a parte, vamos ao vinho: Borbulhas finas e abundantes. Aroma intenso e excelente, como sempre. Notas amendoadas, de fermento e de pão. É macio em boca e, ainda assim, tem ótima acidez. Final correto, com excelente mineral. Sou fã! R$62,00 no Edvino. VV! 90.
VEGA SICÍLIA "ÚNICO" 1990
Tive o prazer de tomar a garrafa Magnum Nº001331. Como discordar do nome? Este "Único" da Ribera del Duero só é engarrafado em anos especiais. Quando não atinge os requisitos mínimos de qualidade é lançado somente o Valbueña 5. Nos anos em que é "Único", a primeira garrafa é solenemente entregue ao rei da Espanha.
Entre as particularidades de sua produção, não recebe um tratamento apenas. Enquanto envelhece em contato com o carvalho, pode passar por várias qualidades diferentes de madeira e pode ser trasfegado de tanques grandes para barricas de 225 L e retornar aos tanques tantas vezes quantas os enólogos considerarem pertinentes para conseguir a personalidade desejada. Grandes safras: 1994, 1990, 1986, 1979, ...
Ele estava belíssimo. Ninguém diria que é um vinho de 18 anos!!! Ruby ainda brilhante, com alo. A intensidade vai aumentando, abre bem tabaco. Grande aroma com especiarias, frescor e geléia de fruta que vai ficando cada vez mais doce.
Boca com bela acidez, maciez elegante e final longo incrível. Tem um calor no início da prova, mas que não deixa qualquer amargor, apenas revela a potência e a estrutura. 13,5% de álcool. R$3000,00 na In Vino Veritas. WS 95. RP 95. VV! 95.
MOUTON ROTHSCHILD 1994 AOC PAUILLAC
Um dos 5 Premieurs Crus da classificação de Bourdeux (Médoc) de 1855. Aliás, o único que foi incluido após 1855, elevado apenas em 1973. Muitos acreditam que tenha ficado de fora em 1855 porque o Château Mouton Rotschild tinha passado para controle de capital inglês. Foi o primeiro Château da região a engarrafar uvas próprias, "mis en boteille au château". Tem a bela tradição de estampar nos rótulos de cada safra uma obra de artista contemporâneo. Nossa garrafa foi agraciada por arte do pintor holandês Apel.
Entre as características da produção, destacamos que o vinho é feito em tonéis de carvalho e depois envelhece em barricas também produzidas no próprio château.
Comparando as duas estrelas tintas da noite, confesso que prefiro o Mouton ao Vega. O francês nem é de grande safra, mas mesmo assim tinha um paladar fantástico, delicado, complexo, muito mais ao meu gosto: menos bombástico e mais estiloso. E olha que 1994 foi safra somente mediana para os parâmetros de Mouton Rothschild. Dá para imaginar o que devem ser os excepcionais: 2000, 1996, 1989, 1988, 1986, 1982, 1976, 1961, ...
Belo brilho, pequeno alo e muita geléia. Demorou muito a abrir, mas nos revelou defumado, cassis, pimenta preta e fumaça doce. Boca delicada, deliciosa, com leve mineralidade que marca a complexidade gustativa. Excelente permanência. 12,5% de álcool. R$1350,00 no Edvino. WS 91. RP 91. VV! 94.
MANOIR DE GAY 2004 AOC POMEROL
Um pouco mais claro, com cor mais rosada, bem diferete dos Merlots do cone sul-americano. Aroma delicado, floral, morango. Paladar agradável e fresco, mas com taninos ainda vivos, que denotam mais um tempo de guarda. Não quero dizer que não está pronto, pelo contrário, pode ser bebido ou guardado. R$260,00 na Vino! Batel. WS87. VV! 90.
CHÂTEAU FOMBRAUGE 2001 AOC SAINT-EMILION
Em Saint-Emilion o corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc é clássico. Pode-se encontrar algum percentual de Malbec, às vezes.
Cor bem mais escura. Aroma de ameixas pretas muito bem amalgamado na madeira. Ótima intensidade e bem complexo, com algo de terra molhada. Boca agradável, com excelente corpo e certo mineral. WS 91. VV! 93.
CHÂTEAU D'YQUEM 1998 AOC SAUTERNES
O sudoeste da França é uma das regiões do mundo onde as uvas brancas são atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea. Ele afeta a casca fazendo micro-furos que deixam escapar água do fruto, restando o sumo concentrado. Os vinhos feitos dessas uvas mais doces ganham complexidade e qualidade. Sauternes é a região emblemática do estilo e o mítico Château d'Yquem reina único na classificação como Premier Cru Supérieur. Envelhece bem por décadas e, nas melhores safras, pode chegar aos 100 anos em condições de ser apreciado.
O dourado é realmente belíssimo. Remete a ouro imediatamente. Aroma de flores, frutas, mel, baunilha, chocolate branco. Tem um queimadinho que lembra o brullée. Grande permanência, doce sem excessos, elegante. Delicado pesinho em boca, com baunilha. Honestamente, esperava muito mais de um vinho tão cultuado, mas vale destacar que este tem "apenas" 10 anos de vida e 98 não foi safra excepcional. Algumas grandes são 2001, 1989, 1983, 1976, 1967, 1959, ... 13,5% de álcool. US$320,00 na França. WS 89. VV! 94.
quarta-feira, setembro 03, 2008
Velha Vinífera #5 – 02/08/2008 Austrália
Noite memorável na Enoteca Decanter em que provamos um dos melhores vinhos de 2008. Poucos vinhos oferecem tanto na faixa de preço em que se encontra o Schild Estate Shiraz 2005. Vale muito tê-lo na adega para tornar especial um bom momento.
SHADOWS RUN 2005
Um corte de Shiraz com Cabernet Sauvignon que se revelou bem escuro e brilhante. Aroma fresco, de média intensidade, com frutas escuras, especiarias e alcaçuz. Boca meio desequilibrada com álcool aparente. Confirma alcaçuz e tem excelente final. Álcool 14%. R$54,00 .
SCHILD ESTATE SHIRAZ 2005
Ruby brilhante com um tom laranja, meio atípico para Shiraz. Na primeira abordagem, o aroma estava marcado pela madeira e apresentou especiarias, pimenta preta, couro e tabaco.
Durante a prova foi abrindo mais, ficando mais intenso e rumando para o couro. Mostrou muita complexidade e revelou fruta à framboesa, ameixa clara e floral. A cada vez que voltava a ele encontrava aroma diferente. O frescor chegou a comparar-se à menta.
Boca doce, encorpada, com ótima estrutura e taninos redondos. Vinho com excelente potencial de envelhecimento. Termina bem, com boa permanência e certo frescor. Álcool 14,5%. R$102,00 . VV! 93. WS 93.
Com a confraria Velha Vinífera não pontuava vinhos porque o objetivo da degustação não é este, porém o Schild Estate obrigou-me à avaliá-lo. Precisava ter certeza, na análise objetiva, se realmente ele ficaria tão bem. A maior surpresa não foi a minha nota, mas a nota da Wine Spectator e sua classificação como 16º entre os Top 100 de 2007 da revista.
Nem sempre concordamos com avaliadores de outros meios de comunicação, todavia este é um caso de absoluta concordância. O Schild Estate é um grande vinho, consistente no olfato, no paladar e na estrutura. Um dos melhores exemplares em sua faixa de preço.
KILIKANOON GRENACHE 2004
Cor interessante, mais clara do que estou acostumado para vinhos tintos. Aparenta leveza. Aroma intenso, potente. Frutas e madeira bem presentes. Suave geléia. Boca interessante, corpo um pouco mais leve, porém longe de ser defeito. Bem doce. Equilibrada delicadeza, com taninos vivos. Álcool 15%. R$ 124,00.
SHADOWS RUN 2005
Um corte de Shiraz com Cabernet Sauvignon que se revelou bem escuro e brilhante. Aroma fresco, de média intensidade, com frutas escuras, especiarias e alcaçuz. Boca meio desequilibrada com álcool aparente. Confirma alcaçuz e tem excelente final. Álcool 14%. R$54,00 .
SCHILD ESTATE SHIRAZ 2005
Ruby brilhante com um tom laranja, meio atípico para Shiraz. Na primeira abordagem, o aroma estava marcado pela madeira e apresentou especiarias, pimenta preta, couro e tabaco.
Durante a prova foi abrindo mais, ficando mais intenso e rumando para o couro. Mostrou muita complexidade e revelou fruta à framboesa, ameixa clara e floral. A cada vez que voltava a ele encontrava aroma diferente. O frescor chegou a comparar-se à menta.
Boca doce, encorpada, com ótima estrutura e taninos redondos. Vinho com excelente potencial de envelhecimento. Termina bem, com boa permanência e certo frescor. Álcool 14,5%. R$102,00 . VV! 93. WS 93.
Com a confraria Velha Vinífera não pontuava vinhos porque o objetivo da degustação não é este, porém o Schild Estate obrigou-me à avaliá-lo. Precisava ter certeza, na análise objetiva, se realmente ele ficaria tão bem. A maior surpresa não foi a minha nota, mas a nota da Wine Spectator e sua classificação como 16º entre os Top 100 de 2007 da revista.
Nem sempre concordamos com avaliadores de outros meios de comunicação, todavia este é um caso de absoluta concordância. O Schild Estate é um grande vinho, consistente no olfato, no paladar e na estrutura. Um dos melhores exemplares em sua faixa de preço.
KILIKANOON GRENACHE 2004
Cor interessante, mais clara do que estou acostumado para vinhos tintos. Aparenta leveza. Aroma intenso, potente. Frutas e madeira bem presentes. Suave geléia. Boca interessante, corpo um pouco mais leve, porém longe de ser defeito. Bem doce. Equilibrada delicadeza, com taninos vivos. Álcool 15%. R$ 124,00.
domingo, setembro 09, 2007
PARABÉNS BACCOUBRIACO - 100 Degustações
Retomando os acontecimentos marcantes de 2007 que ficaram fora do blog, parabenizamos a BaccoUbriaco por ter realizado em grande estilo sua centésima degustação em nove de julho na Vino!Batel, naquele mesmo endereço na Comendador Araújo de quando se iniciou a confraria na, então, Expand.
O evento extraordinário foi incrível. Foram bebidos vinhos franceses absurdos. Todos ícones de mais de 92 pontos na Wine Spectator ou no Robert Parker. Como era noite comemorativa não fizemos nossas avaliações técnicas, ficando apenas nas anotações subjetivas. Verdadeiro desfile de 7 vinhos de primeira. As anotações, inclusive, foram mais vagas que o comum, em função do clima festivo.
*Pode haver algum nome não muito preciso, em função das anotações alcoolizadas, hehehehe.
PAUL ROGER VINTAGE 1998
É Champagne, claro. 70%Chardonnay 30% Pinot Noir. Pérlage delicada e constante. Bem clarinha. Aroma muito intenso e complexo. Macia e suave. Muita amêndoa, mineral e boa acidez. 12% de álcool. R$234,22. WS 94.
ROTEMBERG PREMIER CRUS 2002 Jean Michel Davis
Alsacia. 65%Riesling 35%Pinot Gris. Amarelo intenso, límpido e brilhante. Aroma intensíssimo. Elegante e untuoso. Complexo, com várias faces: frutado, sulfuroso, mineral, tuti-fruti, goiaba, etc . Jean Michel Davis é um defensor do conceito de terroir e aplica biodinâmica em seus vinhedos. 14% de álcool. R$195,02. RP 94 WS 93.
CLOS DE SAINT CATHERINE 2001 Domaine Baumarol
Chenin Blanc do Loire. Dourado. Aromas frutados de manga, milho e carambola. Boca dulcíssima, mel, néctar. Potência no aroma, permanência na boca. Algum mineral no palato. Parecia um vinho de sobremesa sem ser. Incrível a maturação dessas Chenin Blanc. Tudo isso com apenas 12,5% de álcool. R$130,83. RP 93 WS 96.
ECHEZEAUX GRAND CRUS 2001 Joseph Drouhin
Pinot Noir. Borgonha. Intensíssimo, carvalho maravilhoso. Pimentão verde, oliva, morango, azedinho-doce. Taninos densos, veludo. Final de chocolate. Cor já opaca. 13% de álcool. R$371,00. RP94 WS92.
LA SIZERANNE 2003 M. Chapoulier
Hermitage (Shiraz). Violáceo, pouco alo, ainda novo. Aroma fechado, herbáceo. Boca ainda tânica, macia, figo. 14,5% de álcool. R$130,00. RP96 WS94.
ALAIN GRAILLOT 2003
Crozes-hermitage (Grenache). Violeta bem escuro, tintura. Mineral. Pimentão, frutas. Taninos abertos, vivos e ácido na boca. Muito jovem ainda, muitos taninos, merece envelhecer mais. 14% de álcool. R$210,00. RP93 WS95.
CHÂTEAU HAUT-BRION 1996
Grande estrela da noite!!!
Péssac-Leognan. 55%Cabernet Sauvignon 25%Merlot 20% Cabernet Franc.
Ruby acastanhado, com alo de envelhecimento. Aroma intenso, vivo, flores, frutas, madeira, complexo. Taninos ainda vivíssimos. Boca cheia, mineral e viva.ÚNICO. R$1800,00. RP 98!!!
Brindes à confraria, aos amigos e ao vinho.

O evento extraordinário foi incrível. Foram bebidos vinhos franceses absurdos. Todos ícones de mais de 92 pontos na Wine Spectator ou no Robert Parker. Como era noite comemorativa não fizemos nossas avaliações técnicas, ficando apenas nas anotações subjetivas. Verdadeiro desfile de 7 vinhos de primeira. As anotações, inclusive, foram mais vagas que o comum, em função do clima festivo.
*Pode haver algum nome não muito preciso, em função das anotações alcoolizadas, hehehehe.
PAUL ROGER VINTAGE 1998
É Champagne, claro. 70%Chardonnay 30% Pinot Noir. Pérlage delicada e constante. Bem clarinha. Aroma muito intenso e complexo. Macia e suave. Muita amêndoa, mineral e boa acidez. 12% de álcool. R$234,22. WS 94.
ROTEMBERG PREMIER CRUS 2002 Jean Michel Davis
Alsacia. 65%Riesling 35%Pinot Gris. Amarelo intenso, límpido e brilhante. Aroma intensíssimo. Elegante e untuoso. Complexo, com várias faces: frutado, sulfuroso, mineral, tuti-fruti, goiaba, etc . Jean Michel Davis é um defensor do conceito de terroir e aplica biodinâmica em seus vinhedos. 14% de álcool. R$195,02. RP 94 WS 93.
CLOS DE SAINT CATHERINE 2001 Domaine Baumarol
Chenin Blanc do Loire. Dourado. Aromas frutados de manga, milho e carambola. Boca dulcíssima, mel, néctar. Potência no aroma, permanência na boca. Algum mineral no palato. Parecia um vinho de sobremesa sem ser. Incrível a maturação dessas Chenin Blanc. Tudo isso com apenas 12,5% de álcool. R$130,83. RP 93 WS 96.
ECHEZEAUX GRAND CRUS 2001 Joseph Drouhin
Pinot Noir. Borgonha. Intensíssimo, carvalho maravilhoso. Pimentão verde, oliva, morango, azedinho-doce. Taninos densos, veludo. Final de chocolate. Cor já opaca. 13% de álcool. R$371,00. RP94 WS92.
LA SIZERANNE 2003 M. Chapoulier
Hermitage (Shiraz). Violáceo, pouco alo, ainda novo. Aroma fechado, herbáceo. Boca ainda tânica, macia, figo. 14,5% de álcool. R$130,00. RP96 WS94.
ALAIN GRAILLOT 2003
Crozes-hermitage (Grenache). Violeta bem escuro, tintura. Mineral. Pimentão, frutas. Taninos abertos, vivos e ácido na boca. Muito jovem ainda, muitos taninos, merece envelhecer mais. 14% de álcool. R$210,00. RP93 WS95.
CHÂTEAU HAUT-BRION 1996
Grande estrela da noite!!!
Péssac-Leognan. 55%Cabernet Sauvignon 25%Merlot 20% Cabernet Franc.
Ruby acastanhado, com alo de envelhecimento. Aroma intenso, vivo, flores, frutas, madeira, complexo. Taninos ainda vivíssimos. Boca cheia, mineral e viva.ÚNICO. R$1800,00. RP 98!!!
Brindes à confraria, aos amigos e ao vinho.

sexta-feira, julho 21, 2006
Vinho do Porto - 17/07/2006
Vamos começar bem! Não sou especialista em Vinho do Porto, mas em degustação na BaccoUbriaco dia 17/07/2006 provamos uns de arrepiar.
Começamos com um branco médio. Como nos foi explicado, os Porto White foram criados para atender um certo nicho de mercado e não são tão tradicionais.
Tomamos o BURMESTER EXTRA DRY WHITE PORTO.
Para mim dourado brilhante e alo claro. Aromas delicados e álcool aparecendo sutilmente. No paladar muito mel, algum calor e final adocicado. Melado. Depois de algum tempo na taça pareceu meio decaído.
Isso chama a atenção porque todo mundo acha que vinho do porto pode ser guardado por anos a fio na garrafa depois de aberto. Se evolui na taça, sinal de que na garrafa vai mudar também.
Na minha avaliação mereceu 89 pontos. Significa um excelente vinho. Custo R$45,00 .
A média dos confrades BaccoUbriaco foi 83,50. Concordo com o grupo porque ele tem alguns defeitinhos, nada de comprometedor pelo preço, mas que poderiam baixar um pouco a nota.
Os grandes vieram depois:
BURMESTER VINTAGE PORTO 2000
Quando o Porto for Vintage e Colheita é o mesmo que Ruby, contudo em grau maior de qualidade. Os Rubys são vinhos que preconizam a manutenção da cor e de aromas frutados.
Redundantemente, considerei a cor "ruby", porém brilhante. Dulcíssimo, apresentou fruta super madura e melado, como era de se esperar. Um vinho excelente. A palavra "maciez" é a que define melhor.
Custou a bagatela de R$180,00 e sorvemos cada centavo dele.
Eu pontuei 92. A BaccoUbriaco 91,63 e a revista Wine Spectator 82. Talvez nossa inexperiência em portos conte nessa avaliação absurdamente alta que demos para o Vintage, mas pode ser que a WS simplesmente tenha olfato e paladar diferente do nosso.
BURMESTER 20 YEAR OLD TAWNY PORTO
O Tawny é um porto que, como o nome já diz, é mais aloirado. Características de envelhimento e da madeira são bem-vindas. Os companheiros de degustação ficaram divididos. Uns gostaram mais do estilo Ruby, outros do Tawny. Eu considerei os dois vinhos semelhantes em qualidade, porém não tive dúvidas de que meu estilo de Porto é o Tawny.
Este 20 anos loiro da Burmester é fantástico. Tem um tostadinho da madeira puxando para amêndoas no aroma e a boca adocicada. Com o tempo na taça foi abrindo uma madeira mais maravilhosa ainda. Recomendo decantação para explorar ainda mais a complexidade deste "velho" em plena forma.
Eu, maravilhado com o melzinho na boca da criança, pontuei 96!!! A BaccoUbriaco 92,88, mostrando o equilibrio da degustação, e a WS 86. Custo? mais R$180,00.
Prometo pesquisar se tem portos melhores pontuados na Wine Spectator. Quero tirar a prova se eles não gostam de Porto ou se tem umas preciosidades ainda mais quentes vindo do Douro.
Começamos com um branco médio. Como nos foi explicado, os Porto White foram criados para atender um certo nicho de mercado e não são tão tradicionais.
Tomamos o BURMESTER EXTRA DRY WHITE PORTO.
Para mim dourado brilhante e alo claro. Aromas delicados e álcool aparecendo sutilmente. No paladar muito mel, algum calor e final adocicado. Melado. Depois de algum tempo na taça pareceu meio decaído.
Isso chama a atenção porque todo mundo acha que vinho do porto pode ser guardado por anos a fio na garrafa depois de aberto. Se evolui na taça, sinal de que na garrafa vai mudar também.
Na minha avaliação mereceu 89 pontos. Significa um excelente vinho. Custo R$45,00 .
A média dos confrades BaccoUbriaco foi 83,50. Concordo com o grupo porque ele tem alguns defeitinhos, nada de comprometedor pelo preço, mas que poderiam baixar um pouco a nota.
Os grandes vieram depois:
BURMESTER VINTAGE PORTO 2000
Quando o Porto for Vintage e Colheita é o mesmo que Ruby, contudo em grau maior de qualidade. Os Rubys são vinhos que preconizam a manutenção da cor e de aromas frutados.
Redundantemente, considerei a cor "ruby", porém brilhante. Dulcíssimo, apresentou fruta super madura e melado, como era de se esperar. Um vinho excelente. A palavra "maciez" é a que define melhor.
Custou a bagatela de R$180,00 e sorvemos cada centavo dele.
Eu pontuei 92. A BaccoUbriaco 91,63 e a revista Wine Spectator 82. Talvez nossa inexperiência em portos conte nessa avaliação absurdamente alta que demos para o Vintage, mas pode ser que a WS simplesmente tenha olfato e paladar diferente do nosso.
BURMESTER 20 YEAR OLD TAWNY PORTO
O Tawny é um porto que, como o nome já diz, é mais aloirado. Características de envelhimento e da madeira são bem-vindas. Os companheiros de degustação ficaram divididos. Uns gostaram mais do estilo Ruby, outros do Tawny. Eu considerei os dois vinhos semelhantes em qualidade, porém não tive dúvidas de que meu estilo de Porto é o Tawny.
Este 20 anos loiro da Burmester é fantástico. Tem um tostadinho da madeira puxando para amêndoas no aroma e a boca adocicada. Com o tempo na taça foi abrindo uma madeira mais maravilhosa ainda. Recomendo decantação para explorar ainda mais a complexidade deste "velho" em plena forma.
Eu, maravilhado com o melzinho na boca da criança, pontuei 96!!! A BaccoUbriaco 92,88, mostrando o equilibrio da degustação, e a WS 86. Custo? mais R$180,00.
Prometo pesquisar se tem portos melhores pontuados na Wine Spectator. Quero tirar a prova se eles não gostam de Porto ou se tem umas preciosidades ainda mais quentes vindo do Douro.
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