Tive o prazer de degustar vinhos com Cristiano Orlandi do Enoblog Vivendo Vinhos e nossas respectivas esposas no Edvino, em fevereiro, na sexta de Carnaval.
O Cristiano veio a Curitiba no feriado e aproveitamos para conhecermo-nos pessoalmente e ampliarmos o intercâmbio que já acontecia pela internet.
O clima foi casual. Não avaliamos formalmente nenhum líquido, apenas conversamos sobre nossas preferências, trocamos impressões e conhecemos mais sobre a história de vida de cada um e de como nos apaixonamos (por nossas mulheres e pelo vinho, risos).
O Cristiano é esse mesmo cara do blog: animado, divertido e relax. Excelente companhia para uma noite descontraída. Desde que postei sobre o Edvino ele havia demonstrado interesse em conhecer o "Bar de Vinhos, Restaurante e Etc..."
Aproveitamos que o Cris não é de frescurar (até pela família gaúcha, risos) e propusemos que pedíssemos taças e trocássemos, assim a cada rodada provaríamos muitos vinhos. O sempre solicito sommelier Ewerton estava presente e já começou nossa noite ofercendo o espumante Alto Vale, novo efervescente da Casa Valduga.
Em nossa primeira rodada, pedimos três vinhos completamente diferentes. O clima era razoavelmente quente e queria algo refrescante, mas o Sauvignon Blanc neozelandês Matariki estava em falta, portanto acabei indo para o Chardonnay californiano mais leve da Painter Bridge. Pedimos também o Santa Digna Gewurztraminer e o rosado La Fleur de Pulenta. Para mim, destaque para o rosé que estava com taninos bem redondos e aroma adocicado, muito fácil de beber.
Na rodada de tintos, vieram o elegante Chatêau Cantegril (disparado o melhor dos três, se é que dá para comparar), o diferente Chatêau Kefraya e o barbaresco Dezzani, com a acidez agradável que os italianos possuem.
Destaco o Chatêau Kefraya pela exclusividade. É um vinho libanês do Vale do Bekaa, feito com Mouvédre e Syrah, cepas típicas do Rhône. Para comparar, tomemos como exemplo um corte semelhante de que gosto muito, o sulafricano Wolftrap. O Kefraya é mais doce e menos ácido. Diferente e interessante.
Por fim, terminamos a noite com tábua de queijos e Madeira Justino´s 10 anos. Já havia provado com queijo de cabra e funcionou, mas a tábua acabou provando que nem todo vinho combina com qualquer queijo. O Reblochon e o Grana estavam ótimos, ainda mais com o mel trufado, contudo com o vinho não funcionou. A harmonização era Madeira com o queijo de cabra mesmo.
Claro, depois vieram sobremesas de ajoelhar a cada colherada. A noite voou e, quando vimos, eramos os últimos do restaurante, após mais de três horas de brincadeiras enológicas. Nem um incidente no restaurante que nos obrigou a mudar de mesa ofuscou a alegria de ter conhecido pessoalmente o enoamigo de Campinas (mais precisamente Valinhos, como descobrimos). Será um prazer marcar novas degustações com o blog Vivendo Vinhos.
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quarta-feira, março 25, 2009
sábado, agosto 23, 2008
Decanter Wine Show 2008
O Decanter Wine Show 2008 em Curitiba foi incrível. A importadora realizou o melhor evento enológico que a cidade já sediou. Foram mais de 300 rótulos de 51 produtores. Grande parte do melhor que a importadora tem a ofecer estava em Curitiba. Na maioria absoluta dos stands o proprietário da vinícola estava servindo os vinhos sempre com sorrisos e simpatia. O ambiente do Buffet du Batel foi adequado e a mesa de comidinhas era ótima.
Óbvio que não provei tudo. Humanamente impossível em uma noite só passeando entre os stands. Ainda bem que, como eu, muitos dos amigos presentes optaram pelo táxi porque não houve quem estivesse cem por cento são no final das provas. Vi poucos cuspindo, o que garantiria a sobriedade por mais tempo, contudo quase ninguém quis deixar de sorver até o fim vinhos que chegavam aos R$900,00.
Eis um mérito extra para a Importadora Decanter. Em alguns eventos vemos que os caros não estão disponíveis para todos. Com a Decanter foi tudo em cima da mesa. Nunca dei muita importância para isso particularmente, todavia o efeito com o público foi excelente.
Gostaria de ter variado mais e provado muitos vinhos de locais diferentes, mas me concentrei em Itália e França e nos vinhos mais indicados nos sites especializados. Não busquei observar custo-benefício, mas sim aproveitar para provar o que a importadora tem de melhor.
Degustei 46 vinhos. Com excessão de 2 ou 3 que não me agradaram, o restante era de muito bom a excelente. Neste momento, numa decisão muito difícil, tento selecionar um para ser a minha escolha pessoal entre os 46. Poderia citar o Ornato com WS 94, o Montus Cuvée Prestige com WS 93, o Cuvée Generations WS 94 (que me impressionou muito), Les Ruchets WS 92, Caprili Riserva WS 92, o Gevrey Chambertin ou o Schild Estate Shiraz 2005, ao qual sou fissurado e tem WS 93. De acordo com o gosto pessoal, qualquer um desses e até alguns outros não citados poderiam ser o campeão de um dos presentes.
Olho para essa relação muito especial diversas vezes e sinto-me mais uma vez afortunado por ter degustados tantos tops numa única noite. Mesmo lendo e relendo minhas anotações (e como é bom relembrar) fecho com o "supertoscano" do San Fabiano Calcinaia: Cerviolo IGT 2001, com "apenas" 91 pontos na Wine Spectator. Alguns dos provados tem o elemento tempo para agir ainda, mas o critério que usei é bem direto: o vinho que mais me agradou e que me surpreendeu naquele momento.
Para não citar todos os bebidos, coloco abaixo uma relação concisa do que foi degustado no Decanter Wine Show:
ALAIN BRUMONT
Château Montus Cuvée Prestige 2001 - R$359,00
CAPRILI
Brunello de Montalcino Riserva 2001 - R$339,30
CHÂTEAU DE LA GARDINE
Didática a degustação dos excelentes Châteauneuf-du-Pape 2002 e 2006 brancos (R$168,80). Ficou clara a evolução em garrafa do 2002.
Châteauneuf-du-Pape Cuvée des Gênérations 1998 - R$579,50
CHÂTEAU SAINT-ROCH
Lirac 2006 Rose - R$66,80
DOMAINE PIERRE LABET - CHÂTEAU DE LA TOUR
Puligny-Montrachet 1er Cru Champs Gains 2005 - R$442,80
Clos-Vougeot Grand Crus 2005 - R$908,50
Gevrey Chambertin 1er Cru Fonteny 2005 - R$471,50
DOMIMGOS ALVES DE SOUZA
Quinta da Gaivosa Douro 2003 - R$193,10
Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo Douro 2005 - R$339,20
Porto Quinta da Gaivosa LBV 1999 - R$149,50
JEAN-LUC COLOMBO
Crozes-Hermitage Les Graviéres 2005 - R$155,00
Côte-Rôtie La Divine 2004 - R$483,00
Cornas Les Ruchets 2004 - R$609,50
Muscat de Rivesaltes Les Saintes 2003 - R$98,90
PIO CESARE
Chardonnay Piodilei Langhe 2006 - R$202,40
Barbera d´Alba Fides 2004 - R$209,95
Barolo Ornato 2003 - R$413,50
SAN FABIANO CACINAIA
Cerviolo Toscana IGT 2001 - R$236,30
SCHILD ESTATE
Shiraz 2005 - R$120,70
Óbvio que não provei tudo. Humanamente impossível em uma noite só passeando entre os stands. Ainda bem que, como eu, muitos dos amigos presentes optaram pelo táxi porque não houve quem estivesse cem por cento são no final das provas. Vi poucos cuspindo, o que garantiria a sobriedade por mais tempo, contudo quase ninguém quis deixar de sorver até o fim vinhos que chegavam aos R$900,00.
Eis um mérito extra para a Importadora Decanter. Em alguns eventos vemos que os caros não estão disponíveis para todos. Com a Decanter foi tudo em cima da mesa. Nunca dei muita importância para isso particularmente, todavia o efeito com o público foi excelente.
Gostaria de ter variado mais e provado muitos vinhos de locais diferentes, mas me concentrei em Itália e França e nos vinhos mais indicados nos sites especializados. Não busquei observar custo-benefício, mas sim aproveitar para provar o que a importadora tem de melhor.
Degustei 46 vinhos. Com excessão de 2 ou 3 que não me agradaram, o restante era de muito bom a excelente. Neste momento, numa decisão muito difícil, tento selecionar um para ser a minha escolha pessoal entre os 46. Poderia citar o Ornato com WS 94, o Montus Cuvée Prestige com WS 93, o Cuvée Generations WS 94 (que me impressionou muito), Les Ruchets WS 92, Caprili Riserva WS 92, o Gevrey Chambertin ou o Schild Estate Shiraz 2005, ao qual sou fissurado e tem WS 93. De acordo com o gosto pessoal, qualquer um desses e até alguns outros não citados poderiam ser o campeão de um dos presentes.
Olho para essa relação muito especial diversas vezes e sinto-me mais uma vez afortunado por ter degustados tantos tops numa única noite. Mesmo lendo e relendo minhas anotações (e como é bom relembrar) fecho com o "supertoscano" do San Fabiano Calcinaia: Cerviolo IGT 2001, com "apenas" 91 pontos na Wine Spectator. Alguns dos provados tem o elemento tempo para agir ainda, mas o critério que usei é bem direto: o vinho que mais me agradou e que me surpreendeu naquele momento.
Para não citar todos os bebidos, coloco abaixo uma relação concisa do que foi degustado no Decanter Wine Show:
ALAIN BRUMONT
Château Montus Cuvée Prestige 2001 - R$359,00
CAPRILI
Brunello de Montalcino Riserva 2001 - R$339,30
CHÂTEAU DE LA GARDINE
Didática a degustação dos excelentes Châteauneuf-du-Pape 2002 e 2006 brancos (R$168,80). Ficou clara a evolução em garrafa do 2002.
Châteauneuf-du-Pape Cuvée des Gênérations 1998 - R$579,50
CHÂTEAU SAINT-ROCH
Lirac 2006 Rose - R$66,80
DOMAINE PIERRE LABET - CHÂTEAU DE LA TOUR
Puligny-Montrachet 1er Cru Champs Gains 2005 - R$442,80
Clos-Vougeot Grand Crus 2005 - R$908,50
Gevrey Chambertin 1er Cru Fonteny 2005 - R$471,50
DOMIMGOS ALVES DE SOUZA
Quinta da Gaivosa Douro 2003 - R$193,10
Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo Douro 2005 - R$339,20
Porto Quinta da Gaivosa LBV 1999 - R$149,50
JEAN-LUC COLOMBO
Crozes-Hermitage Les Graviéres 2005 - R$155,00
Côte-Rôtie La Divine 2004 - R$483,00
Cornas Les Ruchets 2004 - R$609,50
Muscat de Rivesaltes Les Saintes 2003 - R$98,90
PIO CESARE
Chardonnay Piodilei Langhe 2006 - R$202,40
Barbera d´Alba Fides 2004 - R$209,95
Barolo Ornato 2003 - R$413,50
SAN FABIANO CACINAIA
Cerviolo Toscana IGT 2001 - R$236,30
SCHILD ESTATE
Shiraz 2005 - R$120,70
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segunda-feira, agosto 04, 2008
Decanter Wine Show - Última Chamada
Aos amantes do vinho de Curitiba, última chamada. Nesta Quinta-Feira, 07/08, no Buffet du Batel será a vez dos curitibanos provarem os vinhos da importadora.
Os convites estão sendo vendidos por R$150,00 apenas antecipadamente na Enoteca Decanter. O endereço da loja é Visconde de Guarapuava, 5154 - Batel. Fone 3039-2333.
O evento acontece também no Rio de Janeiro, em São Paulo e Belo Horizonte. Aguardo os comentários do Le Vin Au Blog sobre o evento que acontece hoje no Rio.
Os convites estão sendo vendidos por R$150,00 apenas antecipadamente na Enoteca Decanter. O endereço da loja é Visconde de Guarapuava, 5154 - Batel. Fone 3039-2333.
O evento acontece também no Rio de Janeiro, em São Paulo e Belo Horizonte. Aguardo os comentários do Le Vin Au Blog sobre o evento que acontece hoje no Rio.
domingo, agosto 03, 2008
As provas no Queijos e Vinhos 2008 do Angeloni
Encontrei minhas anotações!!!!! Sabia que estavam aqui em algum lugar. Enquanto me preparo para mais uma maratona de vinhos no DECANTER WINE SHOW repasso os 21 que provei na Feira de Queijos e Vinhos 2008 do Supermercado Angeloni (ver postagem anterior).
Todos eram vinhos simples e de preço relativamente menor, mas alguns se destacam pela relação mais honesta de custo-benefício. Não estão em ordem de preferência:
Honestos:
- Salton Brut
Boca suave, boa acidez. Simples, mas honesto. R$18,90.
- Quinta de Santa Eufêmia Fine Ruby
Aroma frutado, algum álcool e leve citricidade. Boca alcoólica, mas sem grandes incômodos. Simples. R$29,90.
- Aurora Colheita Tardia 2008
Malvasia Bianca/Semillon. Floral, frutas cristalizadas, perfume de panetone e mel. Boca agradável, melhor que em safras anteriores. R$11,90.
- Reserva Miolo Cabernet Sauvignon 2006
Ruby com brilho. Aroma de fruta. Acidez excessiva no paladar. Razoável, compatível com o preço: R$22,90.
Dois vinhos que comprei para tirar a prova em casa:
- Marqués de Turia Bobal 2006
Vinho sem corpo algum, mas sem outros defeitos. Fiquei cismado e tomarei de novo. Se for bom, valerá pelo preço. R$12,90.
- Fusta Nova Moscatel
D. O. Valencia. Aroma intenso, mel, laranja, frutado, floral, algum herbáceo. Boca doce, mel, chocolate branco, muito doce! Remédio, xarope. A intensidade impressiona, tem complexidade, mas penso que talvez a qualidade não seja lá muito boa. Tomarei de novo para tirar dúvidas. R$22,90.
Demais vinhos provados:
- Fortaleza do Seival Tempranillo 2007. Bem mais ou menos.
- Charles de Monterrey 2005. Appellation Bordeux Contrôlée. Frutado, simples, fechado, papelão.
- Salton Classic Tannat 2007. Escuro, bordô. Aroma simples, alguma especiaria. Boca simples, seca.
- Porto Vinzelo Tawny
- Chauderoche 2006. Maison Mallard-Gaulin. Appellation Côtes du Rhône Contrôlée. Aroma de fruta madura, madeira. Cor violácea clara. Não é de todo ruim. Algum amargor, tanino vivo. R$26,90.
- Miolo Seleção 2006. Aromas frutados, framboesa, bom. Em boca é mais ou menos.
- Saurus Cabernet Sauvignon 2005 Patagonia Select. Incrível como os Saurus não me agradam mesmo. Desequilíbrio é a marca da vinícola. R$54,00
- La Hacienda 2004. Vinícola Aurora no Uruguay.
- Verdicchio Di Matelica Soldo 2005. Vinagre de maçã. Fresco, só. R$15,90.
- Santa Ana Cabernet Sauvignon 2007. Bordo violáceo atípico. Aroma defeituoso, incomoda.
- Viña Maipo Shiraz Reserva 2006. R$27,90.
- Salton Classic Tannat. Aguado. R$11,90.
- Castell Chombert Cabernet/Merlot. Doce, vinho de mesa (no sentido ruim da palavra). R$9,79.
- Phebus Malbec 2005. Insite em não me agradar.
- Fostaleza do Seival Tannat 2006. Ao que indicam os provados, a linha não agrada.
Todos eram vinhos simples e de preço relativamente menor, mas alguns se destacam pela relação mais honesta de custo-benefício. Não estão em ordem de preferência:
Honestos:
- Salton Brut
Boca suave, boa acidez. Simples, mas honesto. R$18,90.
- Quinta de Santa Eufêmia Fine Ruby
Aroma frutado, algum álcool e leve citricidade. Boca alcoólica, mas sem grandes incômodos. Simples. R$29,90.
- Aurora Colheita Tardia 2008
Malvasia Bianca/Semillon. Floral, frutas cristalizadas, perfume de panetone e mel. Boca agradável, melhor que em safras anteriores. R$11,90.
- Reserva Miolo Cabernet Sauvignon 2006
Ruby com brilho. Aroma de fruta. Acidez excessiva no paladar. Razoável, compatível com o preço: R$22,90.
Dois vinhos que comprei para tirar a prova em casa:
- Marqués de Turia Bobal 2006
Vinho sem corpo algum, mas sem outros defeitos. Fiquei cismado e tomarei de novo. Se for bom, valerá pelo preço. R$12,90.
- Fusta Nova Moscatel
D. O. Valencia. Aroma intenso, mel, laranja, frutado, floral, algum herbáceo. Boca doce, mel, chocolate branco, muito doce! Remédio, xarope. A intensidade impressiona, tem complexidade, mas penso que talvez a qualidade não seja lá muito boa. Tomarei de novo para tirar dúvidas. R$22,90.
Demais vinhos provados:
- Fortaleza do Seival Tempranillo 2007. Bem mais ou menos.
- Charles de Monterrey 2005. Appellation Bordeux Contrôlée. Frutado, simples, fechado, papelão.
- Salton Classic Tannat 2007. Escuro, bordô. Aroma simples, alguma especiaria. Boca simples, seca.
- Porto Vinzelo Tawny
- Chauderoche 2006. Maison Mallard-Gaulin. Appellation Côtes du Rhône Contrôlée. Aroma de fruta madura, madeira. Cor violácea clara. Não é de todo ruim. Algum amargor, tanino vivo. R$26,90.
- Miolo Seleção 2006. Aromas frutados, framboesa, bom. Em boca é mais ou menos.
- Saurus Cabernet Sauvignon 2005 Patagonia Select. Incrível como os Saurus não me agradam mesmo. Desequilíbrio é a marca da vinícola. R$54,00
- La Hacienda 2004. Vinícola Aurora no Uruguay.
- Verdicchio Di Matelica Soldo 2005. Vinagre de maçã. Fresco, só. R$15,90.
- Santa Ana Cabernet Sauvignon 2007. Bordo violáceo atípico. Aroma defeituoso, incomoda.
- Viña Maipo Shiraz Reserva 2006. R$27,90.
- Salton Classic Tannat. Aguado. R$11,90.
- Castell Chombert Cabernet/Merlot. Doce, vinho de mesa (no sentido ruim da palavra). R$9,79.
- Phebus Malbec 2005. Insite em não me agradar.
- Fostaleza do Seival Tannat 2006. Ao que indicam os provados, a linha não agrada.
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terça-feira, julho 15, 2008
Decanter Wine Show 2008 em Curitiba!
A importadora Decanter faz pela segunda vez em ano par seu evento "Decanter Wine Show". Desta vez estará no sul do Brasil com mostra em Curitiba!!! Será 07 de Agosto no Buffet do Batel.
Estive em 2006 no Rio de Janeiro e fiquei maravilhado com o evento, como podem ver nos posts: Decanter Wine Show - 23/08/2006 e Direto de Ipanema - Xampanheria.
No release constam confirmados 50 produtores somando 400 rótulos. Vale lembrar que nesses eventos costumam estar nos stands os próprios proprietários e enólogos da vinícola.
A Agenda ainda traz eventos em outras cidades:
Rio de Janeiro - 04/08/2008
São Paulo - 05 e 06/08/2008
Belo Horizonte - 08/08/2008
Imperdível!!!
Assim que sair o procedimento de inscrição, atualizarei.
Estive em 2006 no Rio de Janeiro e fiquei maravilhado com o evento, como podem ver nos posts: Decanter Wine Show - 23/08/2006 e Direto de Ipanema - Xampanheria.
No release constam confirmados 50 produtores somando 400 rótulos. Vale lembrar que nesses eventos costumam estar nos stands os próprios proprietários e enólogos da vinícola.
A Agenda ainda traz eventos em outras cidades:
Rio de Janeiro - 04/08/2008
São Paulo - 05 e 06/08/2008
Belo Horizonte - 08/08/2008
Imperdível!!!
Assim que sair o procedimento de inscrição, atualizarei.
segunda-feira, julho 14, 2008
Quejos e Vinhos 2008 Angeloni
O Angeloni comemora 50 anos com Feira de Queijos e Vinhos. Aqui em Curitiba acontece entre os dias 03 à 20 de Julho de 2008, funcionando de terça a domingo no piso superior do Supercenter Angeloni Água Verde.
O Ingresso custa apenas R$2,00 e vale a pena. Estive no evento três vezes já. Pude provar inúmeros vinhos. Alguns ruins, mas outros já razoáveis e encontrei algumas boas surpresas na gama inferior de preços. Essa realmente é uma boa oportunidade para o consumidor tentar encontrar alguns rótulos para seu dia-a-dia.
Os stands de vinho estão organizados por região ou país e se o visitante for cedo e der várias voltas na feira, ao retornar para o mesmo stand provará um rótulo diferente. O pessoal que serve tem nível razoável de orientação.
O único defeito é que as luzes tornam o ambiente quentíssimo e as apresentadoras (que não são sommeliers) tem sérias dificuldades em achar a temperatura ideal. De vez em quando topei com sopas de vinho e com geladinhos de trava-língua.
Participei do curso "Terroir Brasileiro, a Evolução" da Miolo. Primeiramente, o curso não abordou o tema, apenas descreveu as terras e a gama de produtos Miolo. Esperava uma ligação do título com a excelente produção da empresa que não aconteceu.
Foram servidos sopas de vinho durante a hora e meia massante de curso. O palestrante era um representante que não mostrou a que veio.
Não sei como produtores e importadoras permitem que seus vinhos sejam apresentados dessa maneira. O consumidor esta ali, de braços abertos, louco para provar algo diferente, recebido com sorrisos pelas moças que servem ao invés da fileira inerte de centenas de garrafas da gôndola.
Há um efeito psicológico em eventos. Ficamos sujeitos a achar o "mais ou menos" bom. Estamos de guarda arriada. Certamente muitas prováveis vendas estão sendo fechadas ali. Reforçam-se nomes, constrói-se cultura em torno das marcas... e eles perdem essa oportunidade. Impressionante!
Estou disponível para consultorias em eventos!!! (Risos.)Até eu rio, parece piada, mas falo sério. Deixe-me num desses que não haverá erro. É tão simples e tão difícil. Só falta gente qualificada.
Voltando ao assunto.. sobre a feira em si, saí com boa impressão. Tanto que voltei com amigos e com a família. Uma tacada certeira do Angeloni em Curitiba.
Como já é dia 14/07 e a feira termina dia 20, corra que ainda dá tempo de conferir.
PS: Não sei onde guardei uma das minhas anotações, quando achar publicarei a relação com algumas opiniões dos destaques.
O Ingresso custa apenas R$2,00 e vale a pena. Estive no evento três vezes já. Pude provar inúmeros vinhos. Alguns ruins, mas outros já razoáveis e encontrei algumas boas surpresas na gama inferior de preços. Essa realmente é uma boa oportunidade para o consumidor tentar encontrar alguns rótulos para seu dia-a-dia.
Os stands de vinho estão organizados por região ou país e se o visitante for cedo e der várias voltas na feira, ao retornar para o mesmo stand provará um rótulo diferente. O pessoal que serve tem nível razoável de orientação.
O único defeito é que as luzes tornam o ambiente quentíssimo e as apresentadoras (que não são sommeliers) tem sérias dificuldades em achar a temperatura ideal. De vez em quando topei com sopas de vinho e com geladinhos de trava-língua.
Participei do curso "Terroir Brasileiro, a Evolução" da Miolo. Primeiramente, o curso não abordou o tema, apenas descreveu as terras e a gama de produtos Miolo. Esperava uma ligação do título com a excelente produção da empresa que não aconteceu.
Foram servidos sopas de vinho durante a hora e meia massante de curso. O palestrante era um representante que não mostrou a que veio.
Não sei como produtores e importadoras permitem que seus vinhos sejam apresentados dessa maneira. O consumidor esta ali, de braços abertos, louco para provar algo diferente, recebido com sorrisos pelas moças que servem ao invés da fileira inerte de centenas de garrafas da gôndola.
Há um efeito psicológico em eventos. Ficamos sujeitos a achar o "mais ou menos" bom. Estamos de guarda arriada. Certamente muitas prováveis vendas estão sendo fechadas ali. Reforçam-se nomes, constrói-se cultura em torno das marcas... e eles perdem essa oportunidade. Impressionante!
Estou disponível para consultorias em eventos!!! (Risos.)Até eu rio, parece piada, mas falo sério. Deixe-me num desses que não haverá erro. É tão simples e tão difícil. Só falta gente qualificada.
Voltando ao assunto.. sobre a feira em si, saí com boa impressão. Tanto que voltei com amigos e com a família. Uma tacada certeira do Angeloni em Curitiba.
Como já é dia 14/07 e a feira termina dia 20, corra que ainda dá tempo de conferir.
PS: Não sei onde guardei uma das minhas anotações, quando achar publicarei a relação com algumas opiniões dos destaques.
Sabores de Inverno 2008
O Mercadorama oferece o evento "sabores de inverno" entre os dias 10/07 e 09/08 das 16h às 22h de terça a domingo aqui em Curitiba, no estacionamento da loja Seminário. Fica na Nossa Senhora Aparecida, 582. Há cursos e palestras, podendo ser feita a inscrição com 1 Kg de alimento ou um agasalho.
Visitei o evento neste domingo, dia 13/07 e não é nada de especial. Vale pela curiosidade apenas, ou para tomar cervejas. Foi montada pequena e provisória estrutura no estacionamento da loja onde se pode provar alimentos e bebidas e fazer compras. Entre os vinhos, nada de especial ou de destaque. O evento foi feito apenas para não passar em branco.
Vamos aos líquidos provados:
- Aurora Cabernet Sauvignon 2006
- Salton Lunae Frizante Demi-sec R$13,34
- Miolo Seleção 2006
Baixíssima qualidade
- Baccio Cabernet Sauvignon
A moça que serve foi orientada a dizer que ganhou prêmio no Canadá e numa exposição de vinhos que nem lembro mais. Ainda diz que é um excelente nacional. Convenhamos, né?!
- Periquita 2004 R$22,98
Mesmo sendo o mais caro, não empolgou. Temperatura meio alta, mas se a importadora não orienta as contratadas para o stand, que culpa tem quem consome (e avalia!).
Destaques:
- Leffe Blond
Cerveja abadia belga deliciosa. Caramelada, frutada e especiarias. Sou fã há pelo menos 10 anos.
- Franziscaner Weissbier
Ótima alemã de Munique. Aroma de oliva.
Visitei o evento neste domingo, dia 13/07 e não é nada de especial. Vale pela curiosidade apenas, ou para tomar cervejas. Foi montada pequena e provisória estrutura no estacionamento da loja onde se pode provar alimentos e bebidas e fazer compras. Entre os vinhos, nada de especial ou de destaque. O evento foi feito apenas para não passar em branco.
Vamos aos líquidos provados:
- Aurora Cabernet Sauvignon 2006
- Salton Lunae Frizante Demi-sec R$13,34
- Miolo Seleção 2006
Baixíssima qualidade
- Baccio Cabernet Sauvignon
A moça que serve foi orientada a dizer que ganhou prêmio no Canadá e numa exposição de vinhos que nem lembro mais. Ainda diz que é um excelente nacional. Convenhamos, né?!
- Periquita 2004 R$22,98
Mesmo sendo o mais caro, não empolgou. Temperatura meio alta, mas se a importadora não orienta as contratadas para o stand, que culpa tem quem consome (e avalia!).
Destaques:
- Leffe Blond
Cerveja abadia belga deliciosa. Caramelada, frutada e especiarias. Sou fã há pelo menos 10 anos.
- Franziscaner Weissbier
Ótima alemã de Munique. Aroma de oliva.
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quinta-feira, dezembro 13, 2007
IV Degustação Viva o Vinho! – CARMENÉRE
Depois de tanto tempo sem degustação do blog finalmente fizemos mais uma. O objetivo desta vez foi reunir amigos que curtem a brincadeira, mas que não são tão acostumados a sentar em frente a uma taça e examinar atentamente o vinho.
Escolhi a Carmenére por ser a uva que se tornou símbolo do Chile. Não é necessariamente a melhor uva chilena. Eu, particularmente, adoro os Sauvignon Blanc. Excelentes Cabernet Sauvignon, Merlot e até mesmo Malbec são alcançados por lá.
CARMENÉRE
A Carmenére ganhou notoriedade exatamente por existir comercialmente apenas no Chile... e por obra do acaso. Até 15 anos atrás acreditava-se que eram parreiras de Merlot de um clone diferente. Estudos mais aprofundados mostraram que se tratava de outra variedade.
Ela deixou de ser plantada na França após a praga da filoxera que devastou vinhedos do mundo inteiro no fim do século XIX e início do XX. Ao refazer os vinhedos, os agricultores tornaram-se mais criteriosos afim de evitar perdas futuras e passaram a escolher cepas mais resistentes. A Carmenére por ser especialmente sensível a algumas doenças acabou descartada.
Devido a seu isolamento geográfico, o Chile foi a única região do mundo poupada da filoxera e acabou conservando a Carmenére, que lá permaneceu disfarçadada como uma Merlot estranha até os anos 1990. Após ser redescoberta, foi corretamente identificada e isolada da Merlot para produzir os varietais. É possível que haja ainda algum tipo de mistura na elaboração de Merlot e de Carmenére até hoje, mas a maioria dos vinhedos está corretamente segmentado.
O objetivo era um evento barato, com vinhos de até R$20,00. Reunimos sete degustadores na Pizzaria Tortelli, que nos recebeu sem cobrar rolha. Considerei a Carmenére uma boa uva para a degustação porque nessa faixa de preço algumas vezes proporciona um vinho vivo e de fácil apreciação. A tarefa do grupo era provar, testar seus próprios sentidos percebendo características do vinho e expressar suas impressões.
SANTA HELENA RESERVADO CARMENÉRE 2006
Cor Ruby. Aromas de framboesa, morango, bem frutado em geral. Boca ácida e com ácool excessivo. Taninos vivos. O vinho evolui para cereja, fica mais doce com o tempo. Sempre que deparadas com uma taça por mais tempo as pessoas começam a notar que o vinho muda, enquanto oxigena, o que é muito bom para a brincadeira seguir estimulante. R$18,50.
CONCHA Y TORO SUNRISE CARMENÉRE 2003
Mais opaco que o primeiro. Aroma fechado de couro, algum químico, amendoado, ameixa preta. Uva passa e compota aparecem também. Boca adstringente, já lembrando minerais, alguma especiaria também. Sou daqueles que não gosta da linha Reserva da Concha y Toro. Tomei algum que me agradou um pouco recentemente, mas em geral não gosto. Já os da Sunrise agradam muito e não são muito mais caros. Agora, cabe ter cuidado ao comprar porque alguns mercados chegam a vendê-los por R$29,00 no maior estilo “bom para otário”. O preço justo na praça de Curitiba é algo em torno de R$20,00. Pagamos neste R$22,50.
Em outra ocasião tomei o Sunrise Carmenére 2004 e estava muito melhor que o 2003, mais vivo, com aromas mais intensos a frutas frescas, especiarias e taninos vivos. Parece estar em melhor forma que o 2003, já meio passadinho. Talvez a safra 2004 tenha sido melhor também, mas reforço novamente: vinhos desta faixa de preço foram feitos para serem consumidos logo. Três anos é o tempo ideal para a maioria. Cuidado porque os mercados não tem muito compromisso com o consumidor nesse sentido.
CASA SILVA CARMENÉRE COLECCIÓN 2005
Já no clima de fim de degustação, quando nos digladiávamos com as excelentes pizzas da Tortelli, pedimos este para acompanhar a refeição sem perder o tema, afinal lá vendem o vinho a preços honestos para restaurante. Na taça estava brilhante com toques violáceos, belo. Aromas de morango, frutas vermelhas. Corpo médio, adequado, com tanino bem acomodado. Surpresa da noite, um vinho muito equilibrado. Em seguida, identifiquei ainda alguns aromas de verniz e especiaria muito delicada. Este sim fazendo jus ao que espero de um Carménere. Está um nível acima dos demais. R$25,00.
Escolhi a Carmenére por ser a uva que se tornou símbolo do Chile. Não é necessariamente a melhor uva chilena. Eu, particularmente, adoro os Sauvignon Blanc. Excelentes Cabernet Sauvignon, Merlot e até mesmo Malbec são alcançados por lá.
CARMENÉRE
A Carmenére ganhou notoriedade exatamente por existir comercialmente apenas no Chile... e por obra do acaso. Até 15 anos atrás acreditava-se que eram parreiras de Merlot de um clone diferente. Estudos mais aprofundados mostraram que se tratava de outra variedade.
Ela deixou de ser plantada na França após a praga da filoxera que devastou vinhedos do mundo inteiro no fim do século XIX e início do XX. Ao refazer os vinhedos, os agricultores tornaram-se mais criteriosos afim de evitar perdas futuras e passaram a escolher cepas mais resistentes. A Carmenére por ser especialmente sensível a algumas doenças acabou descartada.
Devido a seu isolamento geográfico, o Chile foi a única região do mundo poupada da filoxera e acabou conservando a Carmenére, que lá permaneceu disfarçadada como uma Merlot estranha até os anos 1990. Após ser redescoberta, foi corretamente identificada e isolada da Merlot para produzir os varietais. É possível que haja ainda algum tipo de mistura na elaboração de Merlot e de Carmenére até hoje, mas a maioria dos vinhedos está corretamente segmentado.
O objetivo era um evento barato, com vinhos de até R$20,00. Reunimos sete degustadores na Pizzaria Tortelli, que nos recebeu sem cobrar rolha. Considerei a Carmenére uma boa uva para a degustação porque nessa faixa de preço algumas vezes proporciona um vinho vivo e de fácil apreciação. A tarefa do grupo era provar, testar seus próprios sentidos percebendo características do vinho e expressar suas impressões.
SANTA HELENA RESERVADO CARMENÉRE 2006
Cor Ruby. Aromas de framboesa, morango, bem frutado em geral. Boca ácida e com ácool excessivo. Taninos vivos. O vinho evolui para cereja, fica mais doce com o tempo. Sempre que deparadas com uma taça por mais tempo as pessoas começam a notar que o vinho muda, enquanto oxigena, o que é muito bom para a brincadeira seguir estimulante. R$18,50.
CONCHA Y TORO SUNRISE CARMENÉRE 2003
Mais opaco que o primeiro. Aroma fechado de couro, algum químico, amendoado, ameixa preta. Uva passa e compota aparecem também. Boca adstringente, já lembrando minerais, alguma especiaria também. Sou daqueles que não gosta da linha Reserva da Concha y Toro. Tomei algum que me agradou um pouco recentemente, mas em geral não gosto. Já os da Sunrise agradam muito e não são muito mais caros. Agora, cabe ter cuidado ao comprar porque alguns mercados chegam a vendê-los por R$29,00 no maior estilo “bom para otário”. O preço justo na praça de Curitiba é algo em torno de R$20,00. Pagamos neste R$22,50.
Em outra ocasião tomei o Sunrise Carmenére 2004 e estava muito melhor que o 2003, mais vivo, com aromas mais intensos a frutas frescas, especiarias e taninos vivos. Parece estar em melhor forma que o 2003, já meio passadinho. Talvez a safra 2004 tenha sido melhor também, mas reforço novamente: vinhos desta faixa de preço foram feitos para serem consumidos logo. Três anos é o tempo ideal para a maioria. Cuidado porque os mercados não tem muito compromisso com o consumidor nesse sentido.
CASA SILVA CARMENÉRE COLECCIÓN 2005
Já no clima de fim de degustação, quando nos digladiávamos com as excelentes pizzas da Tortelli, pedimos este para acompanhar a refeição sem perder o tema, afinal lá vendem o vinho a preços honestos para restaurante. Na taça estava brilhante com toques violáceos, belo. Aromas de morango, frutas vermelhas. Corpo médio, adequado, com tanino bem acomodado. Surpresa da noite, um vinho muito equilibrado. Em seguida, identifiquei ainda alguns aromas de verniz e especiaria muito delicada. Este sim fazendo jus ao que espero de um Carménere. Está um nível acima dos demais. R$25,00.
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terça-feira, dezembro 19, 2006
III Degustação Viva o Vinho - Resultados
Infelizmente não "blogo" com a freqüência que gostaria em função dos muitos compromissos, até porque não sou viciado na internet. Pretendo continuar blogando ainda que devagar, porém sempre.
Muitos vinhos foram bebidos desde agosto e nem todos vieram para o Blog. Estou devendo muita coisa que pretendo atualizar. Minha pré-pauta antes de lançar o blog era extensíssima e continua quase a mesma. Se abordei alguns assuntos, surgiram outros. O consolo é que tem conversa para muito tempo.
Nem os ótimos italianos tomados no primeiro semestre consegui buscar.
De qualquer forma, o blog está crescendo cheio de vida. Esta semana bateu a média recorde de acessos: 17 por dia até aqui. Acredito que muitos internautas estão a procura de dicas para as compras de Natal e Ano Novo.
Fica já a promessa de uma relação com o que de melhor foi provado em 2006!
O ideal agora é atualizar os acontecimentos do dia 13 último e torcer para que noites tão memoráveis se repitam.
Fico no aguardo dos comentários da Juliana, que esteve na degustação e já cobrou a publicação. A contribuição de todos é fundamental.
ESPUMANTES - VINO!CHAMPAGNAT - 13/12/2006
Com o calorzinho que vinha fazendo em Curitiba a noite era propícia para espumantes. Marcamos a degustação para o sofá do subsolo da Vino!Champagnat. É a charutaria da casa, mas qualquer incômodo com algum resquício de aroma de charuto é compensado pelo conforto das instalações.
O plano era uma noite divertida e informal. Registrar as impressões dos vinhos, mas sem dar notas objetivas. Havia pré-escolhido alguns rótulos para ir abrindo, objetivando um custo médio de R$30,00 por pessoa.
MARGOT EXTRA BRUT
Como entrada pedimos em taça esse espumante argentino. Ele estava fora dos planos, mas como estávamos a aguardar os demais começamos pelo vinho do dia.
Cor amarela e borbulhas grandes. Aromas frutados de pêssego e maçã. Boca macia, simples e correta, provavelmente com mais Chardonnay. No final tem amêndoa e cítrico. Boa sensação de agulha na língua. Dica: tome nacional. 12,3% de álccol
R$8,00 a taça (R$34,00 a garrafa)
CAVE GEISSE BRUT 2003
Como primeira garrafa oficial abrimos um dos melhores espumantes nacionais. Consistente ano após ano, não decepcionou. Tinha excelente bolhas finas e numerosas. Cor bem clarinha, palha. Aroma complexo com frutas maduras, frutas secas e bolacha de maizena. Na boca seco, com alguma cremosidade. Excelente acidez, agrada, belíssimo exemplar nacional. 12% de álcool
R$44,00
MOET & CHANDON BRUT IMPERIAL
Conversa vai, conversa vem. Aquele papo de quem bebeu Veuve Cliquot ali, quem bebeu aqui, surge a boa idéia boba: Vamos tomar uma?
Ninguém se opôs ao custo mais alto, mas aí exigi que tomássemos outra que não fosse a "Viúva". Decidimos por esta outra blockbuster.
Absurda intensidade aromática. Nem prestei atenção aos aspectos vizuais direito tamanha a força olfativa. Mineral a enxofre, animal. Muito complexa. Não tenho dúvidas de que a Moet está muito melhor que a Veuve. Impressionou a todos.
Mais aromas: Noz moscada, fruta a maçã? quem sabe? Com o passar do tempo ainda apresentou algum aroma mais para o tostado e amêndoas.
A boca é deliciosa. 12% de álcool
R$179,00 muito bem gastos!!!
PROSECCO RUGGERI DOC
Era para ficar na Moet, contudo o pessoal estava animado e resolveu tomar mais um Prosecco. Covardia prová-lo depois de um Champagnet francês.
Tentando esquecer a Moet (como esquecer?), é um estilo completamente diferente. Cor transparente e bolhas finíssimas. Muito sutil e delicado no aroma, floral. Boca bem adstringente e cítrica para o limão, também floral. Muito diferente, inclusive, do espumante nacional. Refrescante.
R$55,00
Foi ótimo ter provado um bom nacional e um champagne na mesma noite. Só não deixarei mais a turma tão solta porque, ao convidar, estimamos um custo e seria errado sempre extrapolar. Nossos eventos devem ser mais didáticos do que um desfile de vinhos top e devem objetivar o conhecimento do mundo do vinho sem excluir demais pelo preço. Já planejo a primeira de 2007 com vinhos brancos do novo mundo aproveitando o calor surpreendente em Curitiba.
Muitos vinhos foram bebidos desde agosto e nem todos vieram para o Blog. Estou devendo muita coisa que pretendo atualizar. Minha pré-pauta antes de lançar o blog era extensíssima e continua quase a mesma. Se abordei alguns assuntos, surgiram outros. O consolo é que tem conversa para muito tempo.
Nem os ótimos italianos tomados no primeiro semestre consegui buscar.
De qualquer forma, o blog está crescendo cheio de vida. Esta semana bateu a média recorde de acessos: 17 por dia até aqui. Acredito que muitos internautas estão a procura de dicas para as compras de Natal e Ano Novo.
Fica já a promessa de uma relação com o que de melhor foi provado em 2006!
O ideal agora é atualizar os acontecimentos do dia 13 último e torcer para que noites tão memoráveis se repitam.
Fico no aguardo dos comentários da Juliana, que esteve na degustação e já cobrou a publicação. A contribuição de todos é fundamental.
ESPUMANTES - VINO!CHAMPAGNAT - 13/12/2006
Com o calorzinho que vinha fazendo em Curitiba a noite era propícia para espumantes. Marcamos a degustação para o sofá do subsolo da Vino!Champagnat. É a charutaria da casa, mas qualquer incômodo com algum resquício de aroma de charuto é compensado pelo conforto das instalações.
O plano era uma noite divertida e informal. Registrar as impressões dos vinhos, mas sem dar notas objetivas. Havia pré-escolhido alguns rótulos para ir abrindo, objetivando um custo médio de R$30,00 por pessoa.
MARGOT EXTRA BRUT
Como entrada pedimos em taça esse espumante argentino. Ele estava fora dos planos, mas como estávamos a aguardar os demais começamos pelo vinho do dia.
Cor amarela e borbulhas grandes. Aromas frutados de pêssego e maçã. Boca macia, simples e correta, provavelmente com mais Chardonnay. No final tem amêndoa e cítrico. Boa sensação de agulha na língua. Dica: tome nacional. 12,3% de álccol
R$8,00 a taça (R$34,00 a garrafa)
CAVE GEISSE BRUT 2003
Como primeira garrafa oficial abrimos um dos melhores espumantes nacionais. Consistente ano após ano, não decepcionou. Tinha excelente bolhas finas e numerosas. Cor bem clarinha, palha. Aroma complexo com frutas maduras, frutas secas e bolacha de maizena. Na boca seco, com alguma cremosidade. Excelente acidez, agrada, belíssimo exemplar nacional. 12% de álcool
R$44,00
MOET & CHANDON BRUT IMPERIAL
Conversa vai, conversa vem. Aquele papo de quem bebeu Veuve Cliquot ali, quem bebeu aqui, surge a boa idéia boba: Vamos tomar uma?
Ninguém se opôs ao custo mais alto, mas aí exigi que tomássemos outra que não fosse a "Viúva". Decidimos por esta outra blockbuster.
Absurda intensidade aromática. Nem prestei atenção aos aspectos vizuais direito tamanha a força olfativa. Mineral a enxofre, animal. Muito complexa. Não tenho dúvidas de que a Moet está muito melhor que a Veuve. Impressionou a todos.
Mais aromas: Noz moscada, fruta a maçã? quem sabe? Com o passar do tempo ainda apresentou algum aroma mais para o tostado e amêndoas.
A boca é deliciosa. 12% de álcool
R$179,00 muito bem gastos!!!
PROSECCO RUGGERI DOC
Era para ficar na Moet, contudo o pessoal estava animado e resolveu tomar mais um Prosecco. Covardia prová-lo depois de um Champagnet francês.
Tentando esquecer a Moet (como esquecer?), é um estilo completamente diferente. Cor transparente e bolhas finíssimas. Muito sutil e delicado no aroma, floral. Boca bem adstringente e cítrica para o limão, também floral. Muito diferente, inclusive, do espumante nacional. Refrescante.
R$55,00
Foi ótimo ter provado um bom nacional e um champagne na mesma noite. Só não deixarei mais a turma tão solta porque, ao convidar, estimamos um custo e seria errado sempre extrapolar. Nossos eventos devem ser mais didáticos do que um desfile de vinhos top e devem objetivar o conhecimento do mundo do vinho sem excluir demais pelo preço. Já planejo a primeira de 2007 com vinhos brancos do novo mundo aproveitando o calor surpreendente em Curitiba.
domingo, dezembro 10, 2006
II Degustação Viva o Vinho!
Aproveitamos a excelente recepção que Rogério e Eleandro do Tatibana nos proporcionaram e continuamos nossa saga propondo o
DESAFIO VINHO VERDE E COZINHA ORIENTAL
para amigos do enoblog.
Republico a pesquisa sobre essa região lusitana:
DOC VINHO VERDE
A Região dos Vinhos Verdes fica ao Noroeste de Portugal, também conhecida como Entre-Douro-e-Minho devido aos rios que a limitam ao Sul e ao Norte. À Leste, uma cadeia de montanhas a separa das regiões vinícolas do Douro, do Porto e de Trás-os-Montes. Sua delimitação foi estabelecida em 1908 e a demarcação aconteceu em 1929. Possui 6 subdivisões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. A cultura gastronômica da região inclui pratos exuberantes com Lampreia, Galo, Caldo Verde (repolho e batata), Sardinha e Porco.
UVA E VINHO
Tradicionalmente são 3 métodos de plantio das parreiras:
- “Uveira” ou “Vinha-de-enforcado”
– Planta-se uma ou mais parreiras próximas a outras árvores e permite-se que a parreira se entrelace à árvore, enforcando-a.
- Feixes de arames entre árvores.
- Latada. Com a modernização do cultivo as melhores vinículas os substituíram pela espaldeira.
Uvas brancas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Azal-Branco, Batoca e Pedernã (Arinto).
Uvas tintas: Rabo-de-ovelha, Azal- Tinto, Borraçal e Pedral.
O vinho verde costuma ser ácido e ter graduação alcoólica entre 8º e 11º . Os tintos são muito difíceis e apreciados apenas na própria região, podendo acompanhar bacalhau e refeições mais fortes. O branco é o grande destaque combinando com mariscos, frutos-do-mar e peixes. Sua produção é feita em duas fermentações. A primeira é alcoólica e a segunda é malolática. O gás residual, que dá o efeito de agulha, é resultado da segunda fermentação incompleta. Após engarrafados devem ser tomados imediatamente, no máximo um ano após produzidos. Os Alvarinhos da região de monções agüentam mais por ter mais estrutura, álcool e corpo. Podem ser tomados com três anos de idade.
VINHO VERDE E COZINHA JAPONESA
O autor Saul Galvão já destacou que o shoyu é dificílimo para combinações, porém exigiria champagne ou espumantes ácidos. A SBAV-SP testou a combinação de vinho verde com pratos orientações e segundo Beatriz Marques do “Basílico”, que esteve na degustação da SBAV, é uma boa alternativa aos champagne em função da acidez e do preço.
REFERÊNCIAS
LAROUSSE. Larousse do Vinho.
SAUL, Galvão. Guia de Tintos e Brancos.
SANTOS, José Ivan. Vinhos: O Essencial.
LINKS
Basilico
Sapo PT
Vinho Verde - site oficial da DOC
SBAV-SP
Vamos aos Vinhos:
CASAL GARCIA
Praticamente sem cor, transparente. Considerei o aroma muito fraco. Vinho fresco e frutado. Boa sensação de agulha na boca. Os presentes o consideraram suave, apresentando limão, maçã e fósforo (algo mineral). Foi considerado o que melhor harmonizou com sushis e sashimis, inclusive por membro da confraria BaccoUbriaco presente que havia provado outros 4 Verdes em outra ocasião. 10,5% de álcool.
Minha subjetiva seria 83, mas não é demérito nenhum por R$20,00. Disponível na Distribuidora de Bebidas do Batel.
MUROS ANTIGOS ALVARINHO - 2005
Cor amarela e sem borbulhas, ao estilo Anselmo Mendes. Muito aromático, intenso. Bem frutado lembrando manga. Com o passar do tempo aparece o maracujá. Muito ácido na boca, é estimulante e sutil. Demonstra estrutura agradavelmente atípica para Verdes e amanteigado da fermentação malolática mais desenvolvida. Tem boa permanência e apresenta sabor de abacaxi maduro.
Os amigos ainda destacaram sua complexidade e encontraram aromas de guaraná, erva-doce e lavanda. Discordando de mim, houve quem considerou sem graça no palato. 13% de álcool.
Minha subjetiva: 87. R$86,00 no Boulevard.
DESAFIO VINHO VERDE E COZINHA ORIENTAL
para amigos do enoblog.
Republico a pesquisa sobre essa região lusitana:
DOC VINHO VERDE
A Região dos Vinhos Verdes fica ao Noroeste de Portugal, também conhecida como Entre-Douro-e-Minho devido aos rios que a limitam ao Sul e ao Norte. À Leste, uma cadeia de montanhas a separa das regiões vinícolas do Douro, do Porto e de Trás-os-Montes. Sua delimitação foi estabelecida em 1908 e a demarcação aconteceu em 1929. Possui 6 subdivisões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. A cultura gastronômica da região inclui pratos exuberantes com Lampreia, Galo, Caldo Verde (repolho e batata), Sardinha e Porco.
UVA E VINHO
Tradicionalmente são 3 métodos de plantio das parreiras:
- “Uveira” ou “Vinha-de-enforcado”
– Planta-se uma ou mais parreiras próximas a outras árvores e permite-se que a parreira se entrelace à árvore, enforcando-a.
- Feixes de arames entre árvores.
- Latada. Com a modernização do cultivo as melhores vinículas os substituíram pela espaldeira.
Uvas brancas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Azal-Branco, Batoca e Pedernã (Arinto).
Uvas tintas: Rabo-de-ovelha, Azal- Tinto, Borraçal e Pedral.
O vinho verde costuma ser ácido e ter graduação alcoólica entre 8º e 11º . Os tintos são muito difíceis e apreciados apenas na própria região, podendo acompanhar bacalhau e refeições mais fortes. O branco é o grande destaque combinando com mariscos, frutos-do-mar e peixes. Sua produção é feita em duas fermentações. A primeira é alcoólica e a segunda é malolática. O gás residual, que dá o efeito de agulha, é resultado da segunda fermentação incompleta. Após engarrafados devem ser tomados imediatamente, no máximo um ano após produzidos. Os Alvarinhos da região de monções agüentam mais por ter mais estrutura, álcool e corpo. Podem ser tomados com três anos de idade.
VINHO VERDE E COZINHA JAPONESA
O autor Saul Galvão já destacou que o shoyu é dificílimo para combinações, porém exigiria champagne ou espumantes ácidos. A SBAV-SP testou a combinação de vinho verde com pratos orientações e segundo Beatriz Marques do “Basílico”, que esteve na degustação da SBAV, é uma boa alternativa aos champagne em função da acidez e do preço.
REFERÊNCIAS
LAROUSSE. Larousse do Vinho.
SAUL, Galvão. Guia de Tintos e Brancos.
SANTOS, José Ivan. Vinhos: O Essencial.
LINKS
Basilico
Sapo PT
Vinho Verde - site oficial da DOC
SBAV-SP
Vamos aos Vinhos:
CASAL GARCIA
Praticamente sem cor, transparente. Considerei o aroma muito fraco. Vinho fresco e frutado. Boa sensação de agulha na boca. Os presentes o consideraram suave, apresentando limão, maçã e fósforo (algo mineral). Foi considerado o que melhor harmonizou com sushis e sashimis, inclusive por membro da confraria BaccoUbriaco presente que havia provado outros 4 Verdes em outra ocasião. 10,5% de álcool.
Minha subjetiva seria 83, mas não é demérito nenhum por R$20,00. Disponível na Distribuidora de Bebidas do Batel.
MUROS ANTIGOS ALVARINHO - 2005
Cor amarela e sem borbulhas, ao estilo Anselmo Mendes. Muito aromático, intenso. Bem frutado lembrando manga. Com o passar do tempo aparece o maracujá. Muito ácido na boca, é estimulante e sutil. Demonstra estrutura agradavelmente atípica para Verdes e amanteigado da fermentação malolática mais desenvolvida. Tem boa permanência e apresenta sabor de abacaxi maduro.
Os amigos ainda destacaram sua complexidade e encontraram aromas de guaraná, erva-doce e lavanda. Discordando de mim, houve quem considerou sem graça no palato. 13% de álcool.
Minha subjetiva: 87. R$86,00 no Boulevard.
sexta-feira, agosto 25, 2006
Direto de Ipanema - Xampanheria
A noite enológica foi maravilhosa.
Degustando a vertical de Domingos Alves de Sousa, comentada pelo Marcelo Copello. Fazendo amigos como o Joil. Tomando vinhos fora de série como Amarone Campo Casalin, Recioto, Barolo Ornato.
Converso com o Guilherme, Sommelier da Decanter, e ele me diz que vinho não é para racionalizar, para entender, vinho é arte e as nossas fases no vinho são para serem vividas.
Eu havia comentado que não "entendia" amarones, barolos e borgonhas. Depois de hoje, amarone está dominado, borgonha continuo sem saber e barolo "rezo" para um dia chegar lá.
A vertical do Domingos Alves de Sousa foi uma aula muito bem conduzida pelo próprio e por seu enólogo Anselmo Mendes.
O que é o Quinta da Gaivosa 1995! Que evolução na taça.
O que é o Reserva Especial 2000 que continua me fazendo companhia depois que todos foram embora!
Isso porque estou na Xampanheria em Ipanema, onde me foi indicada uma vitela absurda. Prato delicado, queijo e espinafre envolvendo trança de massa leve folhada. Dentro, a vitela coberta por fina farofa de outro mundo.
Por fim, um copo de água e um terço de Domingos Alves de Sousa Reserva Especial 2000 para contemplar.
Degustando a vertical de Domingos Alves de Sousa, comentada pelo Marcelo Copello. Fazendo amigos como o Joil. Tomando vinhos fora de série como Amarone Campo Casalin, Recioto, Barolo Ornato.
Converso com o Guilherme, Sommelier da Decanter, e ele me diz que vinho não é para racionalizar, para entender, vinho é arte e as nossas fases no vinho são para serem vividas.
Eu havia comentado que não "entendia" amarones, barolos e borgonhas. Depois de hoje, amarone está dominado, borgonha continuo sem saber e barolo "rezo" para um dia chegar lá.
A vertical do Domingos Alves de Sousa foi uma aula muito bem conduzida pelo próprio e por seu enólogo Anselmo Mendes.
O que é o Quinta da Gaivosa 1995! Que evolução na taça.
O que é o Reserva Especial 2000 que continua me fazendo companhia depois que todos foram embora!
Isso porque estou na Xampanheria em Ipanema, onde me foi indicada uma vitela absurda. Prato delicado, queijo e espinafre envolvendo trança de massa leve folhada. Dentro, a vitela coberta por fina farofa de outro mundo.
Por fim, um copo de água e um terço de Domingos Alves de Sousa Reserva Especial 2000 para contemplar.
Decanter Wine Show - 23/08/2006
Escrevo este post tentando traduzir um pouco mais o evento em si. A importadora Decanter realiza-os em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte para comemorar seus dez anos comercializando vinhos para o mercado brasileiro.
Adquiri o ingresso do evento na loja Espírito do Vinho. Ela fica no Cobal do Humaitá, que na verdade é um espaço muito parecido com o Mercado Municipal de Curitiba. Lá funcionam muitas lojas de vinho, restaurantes, frutarias, peixarias, floriculturas e até um mercado, entre outros pequenos comercios.
Como o evento iniciava às 16:00, passei na loja e falei com os prestativos Murilo e Edmilson. Almocei no Cobal e toquei para o Jockey Club, aliás local belíssimo.
Nessas mostras não dá para tomar todos os vinhos. Seriam para lá de 250 rótulos. O ideal é se concentrar no desconhecido e nos tops, pois assim valorizo o investimento.
Saí com uma sensação de perda por não ter provado tantos espanhóis e franceses como imaginei que conseguiria. Claro que seria ainda mais apertado para mim que estava com a degustação de Domingos Alves de Sousa (DAS) na agenda.
Foi uma aula dirigida pelo próprio Domingos e por seu enólogo Anselmo Mendes . Este, aliás, tem seu projeto próprio de vinhos verdes, os Muros Antigos e Muros de Melgaço. Foi minha primeira vertical. Degustamos Quintas da Gaivosa 1995, 1997, 1999, 2000, 2003 e Reservas Pessoais 1999, 2000. Alguns deles não estão mais disponíveis e ficarão apenas em minhas anotações e na memória. Quem sabe indo ao Douro e convencendo o Domingos a abrir as garrafas...
Quem intermediou foi o renomado Marcelo Copello. Muito interessante as informações que trouxe e melhor ainda as perguntas que colocava sobre a produção e o cultivo.
Beber vinho é um aprendizado sempre. Alguns vinhos ainda estão além dos meus limites. Os mais antigos da DAS e o Barolo Ornato 2001 da Pio Cesare me colocaram esse problema. Ainda não consegui abordá-los de uma maneira que entenda toda sua complexidade e beleza.
Outra coisa importate é conhecer gente nova. Em todos os eventos que participei o saldo humano foi bem positivo. Bati um bom papo com o Joil, um senhor muito simpático. Conheci o Mike que tem um forum de vinho com mais de 1000 usuários e promove eventos. Falei com Sloper de Araujo da Atalaia e Camocim Cafés. Troquei opiniões com uns enófilos mais novos que estavam por lá também.
Quando me dirigia para pegar um táxi e vir para o apê do Rafa, já eram umas 22:30, encontrei com alguns Sommeliers e funcionários da Decanter. Eles estavam marcando de jantar e me chamaram para ir junto. Eu sou curitibano, mas me convidou, estou dentro.
Fomos à Xampanheria. Para minha ingênua surpresa, levaram vários vinhos excelentes com eles que eram as "sobras" das desgutações.
Não contei nem peguei o nome de todos, mas foi um desfile de mais de 10 taças de vinhos diferentes. Entre eles o Luigi Bosca Malbec 1985 e os Gaivosas.
Eles foram todos embora, pois tinham de ir a BH cedo para continuar a maratona. Fiquei mais um pouco na Xampanheria com o último terço do Reserva Especial 2000.
Adquiri o ingresso do evento na loja Espírito do Vinho. Ela fica no Cobal do Humaitá, que na verdade é um espaço muito parecido com o Mercado Municipal de Curitiba. Lá funcionam muitas lojas de vinho, restaurantes, frutarias, peixarias, floriculturas e até um mercado, entre outros pequenos comercios.
Como o evento iniciava às 16:00, passei na loja e falei com os prestativos Murilo e Edmilson. Almocei no Cobal e toquei para o Jockey Club, aliás local belíssimo.
Nessas mostras não dá para tomar todos os vinhos. Seriam para lá de 250 rótulos. O ideal é se concentrar no desconhecido e nos tops, pois assim valorizo o investimento.
Saí com uma sensação de perda por não ter provado tantos espanhóis e franceses como imaginei que conseguiria. Claro que seria ainda mais apertado para mim que estava com a degustação de Domingos Alves de Sousa (DAS) na agenda.
Foi uma aula dirigida pelo próprio Domingos e por seu enólogo Anselmo Mendes . Este, aliás, tem seu projeto próprio de vinhos verdes, os Muros Antigos e Muros de Melgaço. Foi minha primeira vertical. Degustamos Quintas da Gaivosa 1995, 1997, 1999, 2000, 2003 e Reservas Pessoais 1999, 2000. Alguns deles não estão mais disponíveis e ficarão apenas em minhas anotações e na memória. Quem sabe indo ao Douro e convencendo o Domingos a abrir as garrafas...
Quem intermediou foi o renomado Marcelo Copello. Muito interessante as informações que trouxe e melhor ainda as perguntas que colocava sobre a produção e o cultivo.
Beber vinho é um aprendizado sempre. Alguns vinhos ainda estão além dos meus limites. Os mais antigos da DAS e o Barolo Ornato 2001 da Pio Cesare me colocaram esse problema. Ainda não consegui abordá-los de uma maneira que entenda toda sua complexidade e beleza.
Outra coisa importate é conhecer gente nova. Em todos os eventos que participei o saldo humano foi bem positivo. Bati um bom papo com o Joil, um senhor muito simpático. Conheci o Mike que tem um forum de vinho com mais de 1000 usuários e promove eventos. Falei com Sloper de Araujo da Atalaia e Camocim Cafés. Troquei opiniões com uns enófilos mais novos que estavam por lá também.
Quando me dirigia para pegar um táxi e vir para o apê do Rafa, já eram umas 22:30, encontrei com alguns Sommeliers e funcionários da Decanter. Eles estavam marcando de jantar e me chamaram para ir junto. Eu sou curitibano, mas me convidou, estou dentro.
Fomos à Xampanheria. Para minha ingênua surpresa, levaram vários vinhos excelentes com eles que eram as "sobras" das desgutações.
Não contei nem peguei o nome de todos, mas foi um desfile de mais de 10 taças de vinhos diferentes. Entre eles o Luigi Bosca Malbec 1985 e os Gaivosas.
Eles foram todos embora, pois tinham de ir a BH cedo para continuar a maratona. Fiquei mais um pouco na Xampanheria com o último terço do Reserva Especial 2000.
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segunda-feira, agosto 21, 2006
I Degustação Viva o Vinho! - RESULTADOS
Nove amigos e apreciadores do vinho reuniram-se aqui em casa Sábado para a I Degustação Viva o Vinho!
O tema: Cabernet Sauvignon Nacional até R$15,00.
A maioria ainda não tinha participado de um evento deste tipo, portanto iniciamos apresentado a uva Cabernet Sauvignon, suas características e sua produção no Brasil. Em seguida comentamos as etapas da degustação do vinho e, por fim, mostramos a ficha de degustação.
Foram provados 6 vinhos, servidos de 3 em 3. A primeira leva foi pontuada, todos fizeram suas observações e comentaram o que acharam de cada taça. Em seguida, foi servida a segunda leva e todos repetiram o processo.
Abrimos mão da pontuação formal pela inexperiência do grupo, mas todos indicaram qual vinho foi o melhor, o intermediário e o pior e todos compararam o primeiro e o segundo serviço. Assim, foi possível eleger uma ordem de classificação para os vinhos degustados.
MELHORES
Separamos dois vinhos pela substancial diferença em relação aos demais:
1) Salton Classic Cabernet Sauvignon 2004
Foi o grande furor ao revelar o preço no final, visto que era o mais barato. Dos 9 presentes, 5 o classificaram em primeiro lugar. Minhas impressões foram: taninos fortes e especiarias. O mais equilibrado. 12,3% de álcool.
Preço: R$11,98.
2) Panizzon Reserva Cabernet Sauvignon 2004
Outra surpresa do dia. Ninguém tinha ouvido falar dele ainda. O grupo encontrou aromas de pimentão, café e alguém achou até pasto molhado.
Minhas notas: macio e redondo. Cereja adocicado. Corpo bom e algum aroma animal.
11,5% de álcool.
Preço: R$13,18.
SEGUNDO TIME
Foi considerado o melhor entre os três primeiros degustados, mas inferior aos primeiros colocados.
3)Aurora Varietal Cabernet Sauvignon 2005
Foram encontradas especiarias e frutas vermelhas. O grupo o cosiderou equilibrado, encorpado e complexo. Para mim, um dos que mais evoluiu no contato com o ar. Aromas animais e café, porém com pouca intensidade, o que decepciona. 12,00% de álcool.
Preço: R$13,99.
OS DEMAIS
Alguns dos vinhos abaixo receberam votos, mas foram isolados. A característica mais comum aos três é que varios presentes os consideraram aguados, ou seja, com pouco corpo e estrutura. Colocar qualquer ordem aqui seria injustiça, pois acabamos não discutindo a classificação dos piores.
Chateau Lacave Cabernet Sauvignon 2002
Para mim, claramente aroma de barrica, contudo de má qualidade. Podemos supor que sejam chips ou carvalho de péssima categoria. Na boca é mais triste ainda porque depois de tanta barrica no nariz o mínimo que se espera é corpo. Aguadão. 12,00% de álcool.
Preço: R$13,79.
Baccio Cabernet Sauvignon 2002
Produzido no Rio Grande do Sul, mas engarrafado pela vinícula Campo Largo no Paraná. A Campo Largo é a maior produtora de vinho rústico do Brasil. Nos vinhos finos, penso que ainda tem trabalho duro pela frente. 11,8% de álcool.
Preço: R$13,90.
Marcus James Cabernet Sauvignon 2004
Também é produzido pela Aurora. Estranhamente, a vinícula faz dois rótulos com o mesmo preço. Como podemos ver, o Aurora Varietal é melhor que este. Quem sabe se revissem para a casa dos R$10,00 o preço de mercado dele fizesse algum sentido sua existência. 11,5 de álcool.
Preço: R$13,55.
SETEMBRO TEM MAIS
Todos adoraram o evento. Por e-mail e por orkut já querem marcar o próximo. Acredito que um por mês é interessante para não cansar a turma. Setembro tem mais.
O tema: Cabernet Sauvignon Nacional até R$15,00.
A maioria ainda não tinha participado de um evento deste tipo, portanto iniciamos apresentado a uva Cabernet Sauvignon, suas características e sua produção no Brasil. Em seguida comentamos as etapas da degustação do vinho e, por fim, mostramos a ficha de degustação.
Foram provados 6 vinhos, servidos de 3 em 3. A primeira leva foi pontuada, todos fizeram suas observações e comentaram o que acharam de cada taça. Em seguida, foi servida a segunda leva e todos repetiram o processo.
Abrimos mão da pontuação formal pela inexperiência do grupo, mas todos indicaram qual vinho foi o melhor, o intermediário e o pior e todos compararam o primeiro e o segundo serviço. Assim, foi possível eleger uma ordem de classificação para os vinhos degustados.
MELHORES
Separamos dois vinhos pela substancial diferença em relação aos demais:
1) Salton Classic Cabernet Sauvignon 2004
Foi o grande furor ao revelar o preço no final, visto que era o mais barato. Dos 9 presentes, 5 o classificaram em primeiro lugar. Minhas impressões foram: taninos fortes e especiarias. O mais equilibrado. 12,3% de álcool.
Preço: R$11,98.
2) Panizzon Reserva Cabernet Sauvignon 2004
Outra surpresa do dia. Ninguém tinha ouvido falar dele ainda. O grupo encontrou aromas de pimentão, café e alguém achou até pasto molhado.
Minhas notas: macio e redondo. Cereja adocicado. Corpo bom e algum aroma animal.
11,5% de álcool.
Preço: R$13,18.
SEGUNDO TIME
Foi considerado o melhor entre os três primeiros degustados, mas inferior aos primeiros colocados.
3)Aurora Varietal Cabernet Sauvignon 2005
Foram encontradas especiarias e frutas vermelhas. O grupo o cosiderou equilibrado, encorpado e complexo. Para mim, um dos que mais evoluiu no contato com o ar. Aromas animais e café, porém com pouca intensidade, o que decepciona. 12,00% de álcool.
Preço: R$13,99.
OS DEMAIS
Alguns dos vinhos abaixo receberam votos, mas foram isolados. A característica mais comum aos três é que varios presentes os consideraram aguados, ou seja, com pouco corpo e estrutura. Colocar qualquer ordem aqui seria injustiça, pois acabamos não discutindo a classificação dos piores.
Chateau Lacave Cabernet Sauvignon 2002
Para mim, claramente aroma de barrica, contudo de má qualidade. Podemos supor que sejam chips ou carvalho de péssima categoria. Na boca é mais triste ainda porque depois de tanta barrica no nariz o mínimo que se espera é corpo. Aguadão. 12,00% de álcool.
Preço: R$13,79.
Baccio Cabernet Sauvignon 2002
Produzido no Rio Grande do Sul, mas engarrafado pela vinícula Campo Largo no Paraná. A Campo Largo é a maior produtora de vinho rústico do Brasil. Nos vinhos finos, penso que ainda tem trabalho duro pela frente. 11,8% de álcool.
Preço: R$13,90.
Marcus James Cabernet Sauvignon 2004
Também é produzido pela Aurora. Estranhamente, a vinícula faz dois rótulos com o mesmo preço. Como podemos ver, o Aurora Varietal é melhor que este. Quem sabe se revissem para a casa dos R$10,00 o preço de mercado dele fizesse algum sentido sua existência. 11,5 de álcool.
Preço: R$13,55.
SETEMBRO TEM MAIS
Todos adoraram o evento. Por e-mail e por orkut já querem marcar o próximo. Acredito que um por mês é interessante para não cansar a turma. Setembro tem mais.
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quinta-feira, agosto 17, 2006
I Degustação Viva o Vinho!
O enoblog Viva o Vinho! promoverá sua primeira degustação neste sábado 19/08.
O tema será Cabernet Sauvignon nacional de R$15,00. A idéia é compararmos aquele vinho barato que está na prateleira do mercado. Esta é a faixa onde nossos amigos sempre pedem opinião e nunca sabemos dar uma dica. Contaremos com a presença de 10 a 12 pessoas com o mais variado perfil. Profissionais de diferentes áreas, estudantes, níveis variados de conhecimento de vinho, idades as mais diversas.
O evento será técnico-festivo. Num primeiro momento todos receberão ficha de degustação e vão pontuar os vinhos. Após o fechamento das notas das 5 garrafas que provaremos, vamos liberar geral, beber a vontade e fazer o "festerê".
O serviço da parte técnica será às cegas. O avaliador não saberá marca e preço do que está bebendo para reduzir a influência midiática.
Blogaremos em seguida com as notas e as impressões do grupo acerca do vinho fino barato nacional.
Tomaremos:
1) Salton Classic Cabernet Sauvignon
2) Chateau Lacave Cabernet Sauvignon
3) Marcus James Cabernet Sauvignon
4) Aurora Varietal Cabernet Sauvignon
5) Panizzon Reserva Cabernet Sauvignon
O tema será Cabernet Sauvignon nacional de R$15,00. A idéia é compararmos aquele vinho barato que está na prateleira do mercado. Esta é a faixa onde nossos amigos sempre pedem opinião e nunca sabemos dar uma dica. Contaremos com a presença de 10 a 12 pessoas com o mais variado perfil. Profissionais de diferentes áreas, estudantes, níveis variados de conhecimento de vinho, idades as mais diversas.
O evento será técnico-festivo. Num primeiro momento todos receberão ficha de degustação e vão pontuar os vinhos. Após o fechamento das notas das 5 garrafas que provaremos, vamos liberar geral, beber a vontade e fazer o "festerê".
O serviço da parte técnica será às cegas. O avaliador não saberá marca e preço do que está bebendo para reduzir a influência midiática.
Blogaremos em seguida com as notas e as impressões do grupo acerca do vinho fino barato nacional.
Tomaremos:
1) Salton Classic Cabernet Sauvignon
2) Chateau Lacave Cabernet Sauvignon
3) Marcus James Cabernet Sauvignon
4) Aurora Varietal Cabernet Sauvignon
5) Panizzon Reserva Cabernet Sauvignon
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