Epu na língua indígena quer dizer "segundo". Este é, de fato, o segundo vinho da magnânima vinícula Almaviva em Puente Alto, no Chile. O vinhedo fica praticamente na região metropolitana de Santiago e é de impressionar que se mantenham cultivos da mais alta qualidade cercados de avenidas imensas, shoppings e condomínios residenciais. Ali nascem dois dos vinhos mais caros do Chile: Almaviva e Don Melchor.
O discurso do empresa é que o Epu é feito com as mesmas uvas do Almaviva, porém de lotes que são identificados como de menor potencial de guarda. Aliás, faz-se bem menos Epu que Almaviva (algo como 10%), o que é um ponto em favor para acreditarmos na versão deles.
O Epu tem distribuição limitada e diz-se que não é muito exportado. No mercado brasileiro realmente não era encontrado no passado próximo. Felizmente hoje é possível comprar o 2011 na Wine.com por R$230,00. Fui in loco fazer a visita ao vinhedo e aproveitei para trazer algumas garrafinhas para o Brasil por menos da metade do preço.
Meu plano é tomá-los de 2 em 2 anos para acompanhar a evolução.
Corte predominante de Cabernet Sauvignon com Carménère, Merlot e Cabernet Franc.
Visual ruby brilhante. Aroma fresco, complexo e delicado. Predomina alcaçuz, mas há notas minerais, de canela e abaunilhado da madeira.
Bela acidez no gustativo, taninos bem presentes, elegantes e vivos. Final longuíssimo. Equilíbrio ótimo entre corpo e madeira.
VV!91.
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segunda-feira, março 17, 2014
Crios Syrah-Bonarda 2011
Sou fã já tem mais de 10 anos dos Crios Syrah-Bonarda. A Susana Balbo continua consistente em fazer este vinho relativamente barato argentino bem acima do seu preço em qualidade.
O nariz apresenta café e menta, além das frutas vermelhas frescas. A boca é equilibrada, com a acidez da Bonarda realizando equilíbrio surpreendente com a estrutura da Syrah.
A mistura inusitada aproveitou cepa que já foi tratada como inferior tanto na Itália como na Argentina e uniu-a com a francesa nobre, fazendo com que a Bonarda cresça ao lado da profunda syrah, concedendo acidez interessante ao belo conjunto. Um best buy em sua faixa de preço. R$ 36,00 na Wine.com. 14% de álcool. VV! 89.
O nariz apresenta café e menta, além das frutas vermelhas frescas. A boca é equilibrada, com a acidez da Bonarda realizando equilíbrio surpreendente com a estrutura da Syrah.
A mistura inusitada aproveitou cepa que já foi tratada como inferior tanto na Itália como na Argentina e uniu-a com a francesa nobre, fazendo com que a Bonarda cresça ao lado da profunda syrah, concedendo acidez interessante ao belo conjunto. Um best buy em sua faixa de preço. R$ 36,00 na Wine.com. 14% de álcool. VV! 89.
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$ De R$25.01 a R$50.00,
N Argentina,
Uva Bonarda,
Uva Syrah,
Vinho Tinto
quinta-feira, maio 19, 2011
Degustação Niterói - África do Sul - 26/04/2011
Com Cristo Redentor e Pão de Açúcar como cenário, realizamos a segunda reunião de nossa nova confraria às margens da Baía de Guanabara, no agradabilíssimo espaço "palavrinha" no Iate Clube Brasileiro. O clima chuvoso pregou-nos uma pequena peça, mas não conseguiu atrapalhar a degustação.
Aprendi que no Rio de Janeiro, mesmo em raros dias chuvosos, é necessário dar uma resfriada no vinho. Tínhamos termómetro imersível à disposição e constatamos temperatura da bebida na casa dos 24ºC, o que o deixava quase uma sopa.
Testamos a ficha de degustação da ABS-Rio, mas vivenciei a mesma situação da ficha "italiana" do Sousa Neto. Os descontos de pontos sugeridos na ficha são elevados e distorcem a nota final. Minha adaptação para ambas fichas é criar faixas de pontos menores. (Para mais detalhes sobre fichas e métodos ver Classificação de 100 pontos.)
VINHOS
La Capra Pinotage 2008
Ruby com toque violáceo. Agradável com muita fruta e bem adocicado, com um toque de violeta e boa persistência aromática. Boca com permanência média, levemente mineral. Apresenta taninos secos, mas sem incomodo. Pinotage é a uva criada na África do Sul pelo cruzamento da Pinot Noir com a Cinsault (Hermitage). Ainda que emblemática pela exclusividade, não chega a ter vasta área plantada, apenas 5 a 6%. O La Capra, todavia, foi uma surpresa positiva. R$49,00 na Bergut Niteroi. VV! 86.
Music Blend by D´Ária 2008
Cor Ruby com tom um pouco mais escuro. Aromas intensos da gama animal, incluindo toques de pimenta branca e figo seco. Já no olfato mostra-se vinho peculiar. No paladar é equilibrado e tem boa acidez. Todas as vezes em que provei este vinho foi acompanhado de confrades e ele, sem excessão, tem causado furor. A intensidade dos aromas animais causa impacto imediato e a facilidade em beber facilitam a vida do consumidor.
R$46,00 VV!87. Berenguer Imports.
Blue Grove Hill Merlot/Cabernet 2009
57% Melot, 39% Cab Sauvignon, 4% Cab Franc.
Ruby clássico. Aramo muito fino, intenso e permanente. Explosão de especiárias, lembrando tomilho. Há uma sensação de frescor agradável. A vinificação em tóneis de carvalho Taransaud e o armazenamento em barricas desta tanoaria fizeram toda diferença.
Boca macia, elegante, permanente. Vinho para passar horas curtindo o aroma e apreciando o delicado palato. Harmônico, final longo. Tudo que eu espero de um vinho na faixa de preço. R$96,00. RP 89. VV!91.
Berenguer Imports.
Aprendi que no Rio de Janeiro, mesmo em raros dias chuvosos, é necessário dar uma resfriada no vinho. Tínhamos termómetro imersível à disposição e constatamos temperatura da bebida na casa dos 24ºC, o que o deixava quase uma sopa.
Testamos a ficha de degustação da ABS-Rio, mas vivenciei a mesma situação da ficha "italiana" do Sousa Neto. Os descontos de pontos sugeridos na ficha são elevados e distorcem a nota final. Minha adaptação para ambas fichas é criar faixas de pontos menores. (Para mais detalhes sobre fichas e métodos ver Classificação de 100 pontos.)
VINHOS
La Capra Pinotage 2008
Ruby com toque violáceo. Agradável com muita fruta e bem adocicado, com um toque de violeta e boa persistência aromática. Boca com permanência média, levemente mineral. Apresenta taninos secos, mas sem incomodo. Pinotage é a uva criada na África do Sul pelo cruzamento da Pinot Noir com a Cinsault (Hermitage). Ainda que emblemática pela exclusividade, não chega a ter vasta área plantada, apenas 5 a 6%. O La Capra, todavia, foi uma surpresa positiva. R$49,00 na Bergut Niteroi. VV! 86.
Music Blend by D´Ária 2008
Cor Ruby com tom um pouco mais escuro. Aromas intensos da gama animal, incluindo toques de pimenta branca e figo seco. Já no olfato mostra-se vinho peculiar. No paladar é equilibrado e tem boa acidez. Todas as vezes em que provei este vinho foi acompanhado de confrades e ele, sem excessão, tem causado furor. A intensidade dos aromas animais causa impacto imediato e a facilidade em beber facilitam a vida do consumidor.
R$46,00 VV!87. Berenguer Imports.Blue Grove Hill Merlot/Cabernet 2009
57% Melot, 39% Cab Sauvignon, 4% Cab Franc.
Ruby clássico. Aramo muito fino, intenso e permanente. Explosão de especiárias, lembrando tomilho. Há uma sensação de frescor agradável. A vinificação em tóneis de carvalho Taransaud e o armazenamento em barricas desta tanoaria fizeram toda diferença.
Boca macia, elegante, permanente. Vinho para passar horas curtindo o aroma e apreciando o delicado palato. Harmônico, final longo. Tudo que eu espero de um vinho na faixa de preço. R$96,00. RP 89. VV!91.
Berenguer Imports.
Toneis Taransaud na Capaia Wines
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N África do Sul,
Uva Cab Sauvignon,
Uva Merlot,
Uva Pinotage,
Vinho Espumante
quarta-feira, março 23, 2011
Confraria em Niterói e Dois Espanhóis
Realizou-se no dia 22/03/2011 a inauguração de mais uma Confraria de Vinhos em Niterói. O nome será eleito em breve.
Damas e Cavalheiros degustaram dois vinhos tintos muito agradáveis trazidos na bagagem diretamente da Espanha, além de ótimas cavas para brindar os novos estudos enológicos que se iniciam.
Testamos pela primeira vez a Ficha de Degustação de Júlio Anselmo de Sousa Neto (disponível aqui) que parece ter agradado à maioria dos novos confrades.
PROTOS RESERVA 2005 - Ribeira del Duero
Uva Tinta del País, também conhecida como Tempranillo.
Este Reserva da Ribeira del Duero permaneceu 18 meses em barricas e, pelo menos, 24 meses descansando na garrafa antes de ser oferecido ao mercado.
Tinha aspecto correto e brilhante de vinho novo, talvez leve demais em taça. Aromas muito intensos e frutados à ameixa que atacam o nariz compõem com muita madeira. Descritores como alcaçuz, canela, noz moscada foram encontrados e ainda havia um leve toque mentolado agradável no final.
No gustativo, ficou devendo um pouco. Os taninos eram sutis, porém vivos. Havia doçura, excesso de madeira, álcool perceptível e um desequilíbrio geral. Não chegou a ser grande defeito, todavia faltou corpo ao Protos.
É vinho que necessita de mais tempo aberto para respirar e, parameu gosto, tem madeira demais em relação ao corpo. Para enfrentar os espanhóis espera-se mais madeira mesmo, mas ainda assim não fechou 100% comigo. Melhorará com o tempo. 14% de álcool.
EUR 21,90. PE 92. VV! 89.
VINA ARDANZA RESERVA ESPECIAL 2001 - Rioja
80% Tempranillo e 20% Garnacha (Grenache).
Foi envelhecido em barris de carvalho americano de quatro anos de idade por 36 meses, sendo engarrafado em marco de 2004.
Já apresentou cor atijolada e aparência clara, com transparência e alo considerável, denotando o envelhecimento.
Aromas com fundo em agradável madeira delicada e bem integrada; rumou para figo, ameixas secas e doçura abaunilhada. Destacaram-se também couro, defumado e vegetais molhados.
Boca leve, seca, tanino suave e redondo. Final longo, macio, elegante e equilibradíssimo. No Viña Ardanza a leveza é um mérito por harmonizar-se com o conjunto do vinho. Aceita mais evolução e com mais alguns anos oferecerá ainda mais prazer. 13,2% de álcool. EUR 21,25. PE 93. RP 91. VV! 91.
Um Brinde à Nova Confraria
Damas e Cavalheiros degustaram dois vinhos tintos muito agradáveis trazidos na bagagem diretamente da Espanha, além de ótimas cavas para brindar os novos estudos enológicos que se iniciam.
Testamos pela primeira vez a Ficha de Degustação de Júlio Anselmo de Sousa Neto (disponível aqui) que parece ter agradado à maioria dos novos confrades.
PROTOS RESERVA 2005 - Ribeira del Duero
Uva Tinta del País, também conhecida como Tempranillo.
Este Reserva da Ribeira del Duero permaneceu 18 meses em barricas e, pelo menos, 24 meses descansando na garrafa antes de ser oferecido ao mercado.
Tinha aspecto correto e brilhante de vinho novo, talvez leve demais em taça. Aromas muito intensos e frutados à ameixa que atacam o nariz compõem com muita madeira. Descritores como alcaçuz, canela, noz moscada foram encontrados e ainda havia um leve toque mentolado agradável no final.
No gustativo, ficou devendo um pouco. Os taninos eram sutis, porém vivos. Havia doçura, excesso de madeira, álcool perceptível e um desequilíbrio geral. Não chegou a ser grande defeito, todavia faltou corpo ao Protos.
É vinho que necessita de mais tempo aberto para respirar e, parameu gosto, tem madeira demais em relação ao corpo. Para enfrentar os espanhóis espera-se mais madeira mesmo, mas ainda assim não fechou 100% comigo. Melhorará com o tempo. 14% de álcool.
EUR 21,90. PE 92. VV! 89.
VINA ARDANZA RESERVA ESPECIAL 2001 - Rioja
80% Tempranillo e 20% Garnacha (Grenache).
Foi envelhecido em barris de carvalho americano de quatro anos de idade por 36 meses, sendo engarrafado em marco de 2004.
Já apresentou cor atijolada e aparência clara, com transparência e alo considerável, denotando o envelhecimento.
Aromas com fundo em agradável madeira delicada e bem integrada; rumou para figo, ameixas secas e doçura abaunilhada. Destacaram-se também couro, defumado e vegetais molhados.
Boca leve, seca, tanino suave e redondo. Final longo, macio, elegante e equilibradíssimo. No Viña Ardanza a leveza é um mérito por harmonizar-se com o conjunto do vinho. Aceita mais evolução e com mais alguns anos oferecerá ainda mais prazer. 13,2% de álcool. EUR 21,25. PE 93. RP 91. VV! 91.
Um Brinde à Nova Confraria
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$ De R$50.01 a R$80.00,
N Espanha,
Uva Grenache,
Uva Tempranillo,
Vinho Tinto
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Urban Blend Valle del Maule 2008 no Madero
Madero - O melhor hambúrguer do mundo
Aproveitando nossa viagem à Curitiba, fomos comer o super chesseburguer clássico gourmet do Madero. Feito com salada orgânica, carne de primeiríssima, pão especial fantástico preparado na manteiga, fogo forte para a sensação tostada por fora e vermelhinho dentro, 260g de hambúrguer com um preparo super especial: o sal é mais grosso e diferenciado e não vai farinha(deve ser pão). Tudo com o rigor do Chef Junior Durski.
Os aromas daquele mega cheeseburguer, os sabores dos vegetais orgânicos, hummmmm. Quem não gosta de tomante prepare-se: aquele tomate é fruta de uma categoria própria. A cebola assada é incrível. Cada pedaço e cada combinação diferente entre os ingerdientes são uma experiência gastronômica própria.
Esqueça os fast-foods. Para cada duas idas a qualquer deles, poupe seu organismo da gordura (e seu dinheiro) e vá uma no Madero. Você será uma pessoa mais feliz, tenho certeza.
Pense num restaurante fino, com todo o serviço adequado, adega de vinhos e etc... e que serve hambúrgueres.
- Ah, vinho e hambúrguer não combinam muito - você pode afirmar.
- Não mesmo! - é a minha resposta.
Mas dá para tomar o vinho antes, ficar só na água durante a refeição e voltar para o vinho depois. Talvez malbec ou tempranillo até funcionasse... talvez. Às vezes, o importante é curtir o que é bom sem esquentar demais a cabeça com regras.
Urban Blend Valle del Maule 2008
Se eu dissesse só nome do produtor aqui, dispensaria mais comentários: O. Fournier. Já que sou um chato prolixo, falarei dele.
É um blend com quase metade de Merlot, um bom percentual de Cab Franc, algo de Carignan e uma pitada de Cab Sauvignon.
Um padrão em minha vida no vinho é que o bom blend sempre brinca comigo a noite toda. Impressionante. Dá uma pesquisa para os químicos: Será que as variedades de uva volatizam diferente?
Deixando a ciência de lado, o fato é que esse vinho começou doce, com chocolate, couro, e aroma super fresco da merlot chilena. A boca redondinha, taninos corretos, acidez ótima e a estrutura da Cab Franc fechando o conjunto.
Depois, veio uma especiaria que tomou conta e terminou docinho, com o couro só na memória. Uma delícia. Um custo benefício incrível.
A O. Fournier faz a linha Urban com várias composições em localidades diferentes tanto no novo como no velho mundo. Este chileno está aprovado. 14% de álcool. R$59,00 no Madero (Você pode encontrar por R$40,00 em lojas).
Aproveitando nossa viagem à Curitiba, fomos comer o super chesseburguer clássico gourmet do Madero. Feito com salada orgânica, carne de primeiríssima, pão especial fantástico preparado na manteiga, fogo forte para a sensação tostada por fora e vermelhinho dentro, 260g de hambúrguer com um preparo super especial: o sal é mais grosso e diferenciado e não vai farinha(deve ser pão). Tudo com o rigor do Chef Junior Durski.
Os aromas daquele mega cheeseburguer, os sabores dos vegetais orgânicos, hummmmm. Quem não gosta de tomante prepare-se: aquele tomate é fruta de uma categoria própria. A cebola assada é incrível. Cada pedaço e cada combinação diferente entre os ingerdientes são uma experiência gastronômica própria.
Esqueça os fast-foods. Para cada duas idas a qualquer deles, poupe seu organismo da gordura (e seu dinheiro) e vá uma no Madero. Você será uma pessoa mais feliz, tenho certeza.
Pense num restaurante fino, com todo o serviço adequado, adega de vinhos e etc... e que serve hambúrgueres.
- Ah, vinho e hambúrguer não combinam muito - você pode afirmar.
- Não mesmo! - é a minha resposta.
Mas dá para tomar o vinho antes, ficar só na água durante a refeição e voltar para o vinho depois. Talvez malbec ou tempranillo até funcionasse... talvez. Às vezes, o importante é curtir o que é bom sem esquentar demais a cabeça com regras.
Urban Blend Valle del Maule 2008
Se eu dissesse só nome do produtor aqui, dispensaria mais comentários: O. Fournier. Já que sou um chato prolixo, falarei dele.
É um blend com quase metade de Merlot, um bom percentual de Cab Franc, algo de Carignan e uma pitada de Cab Sauvignon.
Um padrão em minha vida no vinho é que o bom blend sempre brinca comigo a noite toda. Impressionante. Dá uma pesquisa para os químicos: Será que as variedades de uva volatizam diferente?
Deixando a ciência de lado, o fato é que esse vinho começou doce, com chocolate, couro, e aroma super fresco da merlot chilena. A boca redondinha, taninos corretos, acidez ótima e a estrutura da Cab Franc fechando o conjunto.
Depois, veio uma especiaria que tomou conta e terminou docinho, com o couro só na memória. Uma delícia. Um custo benefício incrível.
A O. Fournier faz a linha Urban com várias composições em localidades diferentes tanto no novo como no velho mundo. Este chileno está aprovado. 14% de álcool. R$59,00 no Madero (Você pode encontrar por R$40,00 em lojas).
domingo, dezembro 26, 2010
Bandol
É necessário homenagear meu irmão, que proporcionou a excelente experiência de provar um Bandol.
A AOC Bandol é uma região do sul da França, ao Leste de Marseille. A Provence é conhecida pelos rosés (e logo postaremos uma degustação incrível com um rosé), mas Bandol é a região que faz bons tintos com altos percentuais de Mourvèdre.
O Château Jean-Pierre Gaussen é tratado como uma das casas tradicionais e reputadas. A adega foi construída incrustrada na pedra, mas conta com maquinário moderno. o rendimento do pequeno vinhedo de 12 hectares é de 35 hectolitros cada.
Château Jean-Pierre Gaussen Longue Garde 1999
Abrimos o vinho com pelo menos uma hora de antecedência e felizmente decantamos na hora de servir, pois havia borras. As referências on-line mostravam boas experiências com o vinho na mesma proporção de algumas garrafas de 99 já passadas.
Para nossa felicidade, este estava excelente, no ponto de ser bebido. No aroma de boa intensidade era predominante a característica animal, com alcaçuz. Muito seco em boca, os taninos predominaram, associados com uma agradável mineralidade. Só ficou devendo um pouco em harmonia e permanência, todavia é um vinho com a rusticidade esperada. Um vinho de verdade, com as peculiaridades próprias da Mouvèdre de Bandol. 13% de álcool. €15,00. VV! 89.
A AOC Bandol é uma região do sul da França, ao Leste de Marseille. A Provence é conhecida pelos rosés (e logo postaremos uma degustação incrível com um rosé), mas Bandol é a região que faz bons tintos com altos percentuais de Mourvèdre.
O Château Jean-Pierre Gaussen é tratado como uma das casas tradicionais e reputadas. A adega foi construída incrustrada na pedra, mas conta com maquinário moderno. o rendimento do pequeno vinhedo de 12 hectares é de 35 hectolitros cada.
Château Jean-Pierre Gaussen Longue Garde 1999
Abrimos o vinho com pelo menos uma hora de antecedência e felizmente decantamos na hora de servir, pois havia borras. As referências on-line mostravam boas experiências com o vinho na mesma proporção de algumas garrafas de 99 já passadas.
Para nossa felicidade, este estava excelente, no ponto de ser bebido. No aroma de boa intensidade era predominante a característica animal, com alcaçuz. Muito seco em boca, os taninos predominaram, associados com uma agradável mineralidade. Só ficou devendo um pouco em harmonia e permanência, todavia é um vinho com a rusticidade esperada. Um vinho de verdade, com as peculiaridades próprias da Mouvèdre de Bandol. 13% de álcool. €15,00. VV! 89.
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$ De R$50.01 a R$80.00,
N França,
Uva Mourvèdre,
Vinho Tinto
quarta-feira, junho 23, 2010
VídeoDegustações #3 e #4 - Ave Premium Malbec 2007
Degustação do Ave Premium Malbec 2007 realizada no DC Grill. O som não está 100%, afinal o equipamento é o mais amador disponível no mercado e o vídeo foi gravado no ambiente do restaurante.
Vale lembrar que este blog é independente e não recebe qualquer contribuição financeira. Se citamos os locais onde provamos vinho é por agradecimento aos estabelecimentos que abrem suas portas para nossas provas ou pela crítica ser de interesse como conteúdo para o blog.

No segundo vídeo, uma conversa pós-degustação sobre harmonização com o Gelson regada com o ótimo Ave Premium Malbec 2007.
Veja também outras VídeoDegustações do blog
VIVA O VINHO!
Marcador #VÍDEO DEGUSTAÇÃO
Vale lembrar que este blog é independente e não recebe qualquer contribuição financeira. Se citamos os locais onde provamos vinho é por agradecimento aos estabelecimentos que abrem suas portas para nossas provas ou pela crítica ser de interesse como conteúdo para o blog.

VÍDEO DEGUSTAÇÃO #3
No segundo vídeo, uma conversa pós-degustação sobre harmonização com o Gelson regada com o ótimo Ave Premium Malbec 2007.
VÍDEO DEGUSTAÇÃO #4
Veja também outras VídeoDegustações do blog
VIVA O VINHO!
Marcador #VÍDEO DEGUSTAÇÃO
Marcadores:
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# VÍDEO DEGUSTAÇÃO,
$ De R$50.01 a R$80.00,
N Argentina,
Uva Malbec,
Vinho Tinto,
Z Onde Beber
segunda-feira, março 09, 2009
Sémillon
Em sua Degustação #136, a longeva Confraria Bacco Ubriaco provou australianos de Sémillon.
O Confrade responsável ainda nos agraciou com instrutiva e divertida brincadeira: ao final da degustação dos australianos, fizemos nosso próprio corte de vinho misturando um Sauvignon Blanc com um Sémillon em diferentes proporções: 80/20, 70/30 e 40/60. O objetivo era reproduzir o corte mais comum em Bourdeux e também brincar com outras possibilidades.
O evento foi realizado na Adega Don Maximiliano, nova loja de vinhos de Curitiba, nas proximidades da Praça Espanha.
COLONIAL ESTATE EXPATRIÉ RESERVE 2006
Excelente vinho do quente Barossa Valley. De aparência palha, tem belo aroma com excelente intensidade. Remete a própolis, fruta bem fresca, boa acidez e um confeitinho. Boca ácida e doce ao mesmo tempo, com corpo bom e leve excitação da língua. 13,5% de álcool. RP 90. BU 87,33. VV! 89. R$109,00 na Vino!Champagnat.
STEVENS SINGLE VINEYARD 2002
Este vinho da Tyrrel´s, feito no Hunters Valley, era palha bem clarinho. Intensidade média num aroma difícil de definir. Unindo fruta e tostado, compôs um conjunto mais profundo, talvez com avelãs e flores. Pensando bem, lembrava queijo roquefort. Muito mineral e seco no palato, bem leve, faltou um pouco de complexidade no retrogosto. 10% de álcool. BU 86,85. VV !86. R$94,00.
LENSWOOD 2000
50% descansou em carvalho por 8 meses. Aparência já dourada do envelhecimento. Muito própolis, algum químico incômodo e fruta branca rumando para pêssego em calda. Certa potência em boca com desequilíbrio alcoólico. Infelizmente, o tempo desse vinho já passou. BU 87,14. VV!85. R$100,00.
A impressão final é de que os australianos de sémillon provados funcionam melhor mais jovens, preferencialmente até 5 anos de idade.
O Confrade responsável ainda nos agraciou com instrutiva e divertida brincadeira: ao final da degustação dos australianos, fizemos nosso próprio corte de vinho misturando um Sauvignon Blanc com um Sémillon em diferentes proporções: 80/20, 70/30 e 40/60. O objetivo era reproduzir o corte mais comum em Bourdeux e também brincar com outras possibilidades.
O evento foi realizado na Adega Don Maximiliano, nova loja de vinhos de Curitiba, nas proximidades da Praça Espanha.
COLONIAL ESTATE EXPATRIÉ RESERVE 2006
Excelente vinho do quente Barossa Valley. De aparência palha, tem belo aroma com excelente intensidade. Remete a própolis, fruta bem fresca, boa acidez e um confeitinho. Boca ácida e doce ao mesmo tempo, com corpo bom e leve excitação da língua. 13,5% de álcool. RP 90. BU 87,33. VV! 89. R$109,00 na Vino!Champagnat.
STEVENS SINGLE VINEYARD 2002
Este vinho da Tyrrel´s, feito no Hunters Valley, era palha bem clarinho. Intensidade média num aroma difícil de definir. Unindo fruta e tostado, compôs um conjunto mais profundo, talvez com avelãs e flores. Pensando bem, lembrava queijo roquefort. Muito mineral e seco no palato, bem leve, faltou um pouco de complexidade no retrogosto. 10% de álcool. BU 86,85. VV !86. R$94,00.
LENSWOOD 2000
50% descansou em carvalho por 8 meses. Aparência já dourada do envelhecimento. Muito própolis, algum químico incômodo e fruta branca rumando para pêssego em calda. Certa potência em boca com desequilíbrio alcoólico. Infelizmente, o tempo desse vinho já passou. BU 87,14. VV!85. R$100,00.
A impressão final é de que os australianos de sémillon provados funcionam melhor mais jovens, preferencialmente até 5 anos de idade.
sábado, dezembro 13, 2008
Noite dos Sonhos
Quando pensava em Château D´Yquem, nunca imaginava que provaria tal botrytizado mitológico tão cedo.
Agora, imaginar que degustaria na mesma noite Vega Sicília "Único", Mouton Rothschild e Château d´Yquem não estava em meus devaneios mais absurdos.
Felizmente pertenço a um grupo de ousados amantes do vinho. A Confraria Bacco Ubriaco tem evoluido passo-a-passo nesses 5 anos e meio de vida. Estou certo de que nosso Presidente - a divindidade clássica responsável pela mágica transformação de uvas em vinho e pelos plácidos efeitos do álcool - tem muito orgulho destes confrades que apreciam a arte da boa bebida e da boa gastronomia.
Fomos, mais uma vez, muito bem acolhidos no Edvino e agradecemos ao sommelier Ewerton Antunes e equipe pelo sempre impecável atendimento. Sem esses profissionais dedicados certamente não poderíamos curtir plenamente tais presentes de Bacco, em noite na qual o Viva o Vinho! emplacou pela segunda vez líquidos de mais de 93 pontos (quatro de uma vez só!!!), sem contar o Haut-Brion de 2007 que não foi avaliado em nota.
CAVE GEISSE BRUT CHAMPENOISE 2005
Mesmo antes de ingressar na Bacco Ubriaco, quando era solitário nos estudos enológicos, já considerava Cave Geisse o melhor espumante nacional que conhecia. Essa garrafa com expedição em 2005 foi para confirmar mais uma vez que é produto de excelente qualidade e pode competir com os melhores do mundo. Não esperava encontrar um espumante nacional de 2005 inteiro ainda. Temos de começar uma campanha: "Abaixo às Cavas, Chega de Prosecco. Temos Cave Geisse".
Brincadeiras a parte, vamos ao vinho: Borbulhas finas e abundantes. Aroma intenso e excelente, como sempre. Notas amendoadas, de fermento e de pão. É macio em boca e, ainda assim, tem ótima acidez. Final correto, com excelente mineral. Sou fã! R$62,00 no Edvino. VV! 90.
VEGA SICÍLIA "ÚNICO" 1990
Tive o prazer de tomar a garrafa Magnum Nº001331. Como discordar do nome? Este "Único" da Ribera del Duero só é engarrafado em anos especiais. Quando não atinge os requisitos mínimos de qualidade é lançado somente o Valbueña 5. Nos anos em que é "Único", a primeira garrafa é solenemente entregue ao rei da Espanha.
Entre as particularidades de sua produção, não recebe um tratamento apenas. Enquanto envelhece em contato com o carvalho, pode passar por várias qualidades diferentes de madeira e pode ser trasfegado de tanques grandes para barricas de 225 L e retornar aos tanques tantas vezes quantas os enólogos considerarem pertinentes para conseguir a personalidade desejada. Grandes safras: 1994, 1990, 1986, 1979, ...
Ele estava belíssimo. Ninguém diria que é um vinho de 18 anos!!! Ruby ainda brilhante, com alo. A intensidade vai aumentando, abre bem tabaco. Grande aroma com especiarias, frescor e geléia de fruta que vai ficando cada vez mais doce.
Boca com bela acidez, maciez elegante e final longo incrível. Tem um calor no início da prova, mas que não deixa qualquer amargor, apenas revela a potência e a estrutura. 13,5% de álcool. R$3000,00 na In Vino Veritas. WS 95. RP 95. VV! 95.
MOUTON ROTHSCHILD 1994 AOC PAUILLAC
Um dos 5 Premieurs Crus da classificação de Bourdeux (Médoc) de 1855. Aliás, o único que foi incluido após 1855, elevado apenas em 1973. Muitos acreditam que tenha ficado de fora em 1855 porque o Château Mouton Rotschild tinha passado para controle de capital inglês. Foi o primeiro Château da região a engarrafar uvas próprias, "mis en boteille au château". Tem a bela tradição de estampar nos rótulos de cada safra uma obra de artista contemporâneo. Nossa garrafa foi agraciada por arte do pintor holandês Apel.
Entre as características da produção, destacamos que o vinho é feito em tonéis de carvalho e depois envelhece em barricas também produzidas no próprio château.
Comparando as duas estrelas tintas da noite, confesso que prefiro o Mouton ao Vega. O francês nem é de grande safra, mas mesmo assim tinha um paladar fantástico, delicado, complexo, muito mais ao meu gosto: menos bombástico e mais estiloso. E olha que 1994 foi safra somente mediana para os parâmetros de Mouton Rothschild. Dá para imaginar o que devem ser os excepcionais: 2000, 1996, 1989, 1988, 1986, 1982, 1976, 1961, ...
Belo brilho, pequeno alo e muita geléia. Demorou muito a abrir, mas nos revelou defumado, cassis, pimenta preta e fumaça doce. Boca delicada, deliciosa, com leve mineralidade que marca a complexidade gustativa. Excelente permanência. 12,5% de álcool. R$1350,00 no Edvino. WS 91. RP 91. VV! 94.
MANOIR DE GAY 2004 AOC POMEROL
Um pouco mais claro, com cor mais rosada, bem diferete dos Merlots do cone sul-americano. Aroma delicado, floral, morango. Paladar agradável e fresco, mas com taninos ainda vivos, que denotam mais um tempo de guarda. Não quero dizer que não está pronto, pelo contrário, pode ser bebido ou guardado. R$260,00 na Vino! Batel. WS87. VV! 90.
CHÂTEAU FOMBRAUGE 2001 AOC SAINT-EMILION
Em Saint-Emilion o corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc é clássico. Pode-se encontrar algum percentual de Malbec, às vezes.
Cor bem mais escura. Aroma de ameixas pretas muito bem amalgamado na madeira. Ótima intensidade e bem complexo, com algo de terra molhada. Boca agradável, com excelente corpo e certo mineral. WS 91. VV! 93.
CHÂTEAU D'YQUEM 1998 AOC SAUTERNES
O sudoeste da França é uma das regiões do mundo onde as uvas brancas são atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea. Ele afeta a casca fazendo micro-furos que deixam escapar água do fruto, restando o sumo concentrado. Os vinhos feitos dessas uvas mais doces ganham complexidade e qualidade. Sauternes é a região emblemática do estilo e o mítico Château d'Yquem reina único na classificação como Premier Cru Supérieur. Envelhece bem por décadas e, nas melhores safras, pode chegar aos 100 anos em condições de ser apreciado.
O dourado é realmente belíssimo. Remete a ouro imediatamente. Aroma de flores, frutas, mel, baunilha, chocolate branco. Tem um queimadinho que lembra o brullée. Grande permanência, doce sem excessos, elegante. Delicado pesinho em boca, com baunilha. Honestamente, esperava muito mais de um vinho tão cultuado, mas vale destacar que este tem "apenas" 10 anos de vida e 98 não foi safra excepcional. Algumas grandes são 2001, 1989, 1983, 1976, 1967, 1959, ... 13,5% de álcool. US$320,00 na França. WS 89. VV! 94.
Agora, imaginar que degustaria na mesma noite Vega Sicília "Único", Mouton Rothschild e Château d´Yquem não estava em meus devaneios mais absurdos.
Felizmente pertenço a um grupo de ousados amantes do vinho. A Confraria Bacco Ubriaco tem evoluido passo-a-passo nesses 5 anos e meio de vida. Estou certo de que nosso Presidente - a divindidade clássica responsável pela mágica transformação de uvas em vinho e pelos plácidos efeitos do álcool - tem muito orgulho destes confrades que apreciam a arte da boa bebida e da boa gastronomia.
Fomos, mais uma vez, muito bem acolhidos no Edvino e agradecemos ao sommelier Ewerton Antunes e equipe pelo sempre impecável atendimento. Sem esses profissionais dedicados certamente não poderíamos curtir plenamente tais presentes de Bacco, em noite na qual o Viva o Vinho! emplacou pela segunda vez líquidos de mais de 93 pontos (quatro de uma vez só!!!), sem contar o Haut-Brion de 2007 que não foi avaliado em nota.
CAVE GEISSE BRUT CHAMPENOISE 2005
Mesmo antes de ingressar na Bacco Ubriaco, quando era solitário nos estudos enológicos, já considerava Cave Geisse o melhor espumante nacional que conhecia. Essa garrafa com expedição em 2005 foi para confirmar mais uma vez que é produto de excelente qualidade e pode competir com os melhores do mundo. Não esperava encontrar um espumante nacional de 2005 inteiro ainda. Temos de começar uma campanha: "Abaixo às Cavas, Chega de Prosecco. Temos Cave Geisse".
Brincadeiras a parte, vamos ao vinho: Borbulhas finas e abundantes. Aroma intenso e excelente, como sempre. Notas amendoadas, de fermento e de pão. É macio em boca e, ainda assim, tem ótima acidez. Final correto, com excelente mineral. Sou fã! R$62,00 no Edvino. VV! 90.
VEGA SICÍLIA "ÚNICO" 1990
Tive o prazer de tomar a garrafa Magnum Nº001331. Como discordar do nome? Este "Único" da Ribera del Duero só é engarrafado em anos especiais. Quando não atinge os requisitos mínimos de qualidade é lançado somente o Valbueña 5. Nos anos em que é "Único", a primeira garrafa é solenemente entregue ao rei da Espanha.
Entre as particularidades de sua produção, não recebe um tratamento apenas. Enquanto envelhece em contato com o carvalho, pode passar por várias qualidades diferentes de madeira e pode ser trasfegado de tanques grandes para barricas de 225 L e retornar aos tanques tantas vezes quantas os enólogos considerarem pertinentes para conseguir a personalidade desejada. Grandes safras: 1994, 1990, 1986, 1979, ...
Ele estava belíssimo. Ninguém diria que é um vinho de 18 anos!!! Ruby ainda brilhante, com alo. A intensidade vai aumentando, abre bem tabaco. Grande aroma com especiarias, frescor e geléia de fruta que vai ficando cada vez mais doce.
Boca com bela acidez, maciez elegante e final longo incrível. Tem um calor no início da prova, mas que não deixa qualquer amargor, apenas revela a potência e a estrutura. 13,5% de álcool. R$3000,00 na In Vino Veritas. WS 95. RP 95. VV! 95.
MOUTON ROTHSCHILD 1994 AOC PAUILLAC
Um dos 5 Premieurs Crus da classificação de Bourdeux (Médoc) de 1855. Aliás, o único que foi incluido após 1855, elevado apenas em 1973. Muitos acreditam que tenha ficado de fora em 1855 porque o Château Mouton Rotschild tinha passado para controle de capital inglês. Foi o primeiro Château da região a engarrafar uvas próprias, "mis en boteille au château". Tem a bela tradição de estampar nos rótulos de cada safra uma obra de artista contemporâneo. Nossa garrafa foi agraciada por arte do pintor holandês Apel.
Entre as características da produção, destacamos que o vinho é feito em tonéis de carvalho e depois envelhece em barricas também produzidas no próprio château.
Comparando as duas estrelas tintas da noite, confesso que prefiro o Mouton ao Vega. O francês nem é de grande safra, mas mesmo assim tinha um paladar fantástico, delicado, complexo, muito mais ao meu gosto: menos bombástico e mais estiloso. E olha que 1994 foi safra somente mediana para os parâmetros de Mouton Rothschild. Dá para imaginar o que devem ser os excepcionais: 2000, 1996, 1989, 1988, 1986, 1982, 1976, 1961, ...
Belo brilho, pequeno alo e muita geléia. Demorou muito a abrir, mas nos revelou defumado, cassis, pimenta preta e fumaça doce. Boca delicada, deliciosa, com leve mineralidade que marca a complexidade gustativa. Excelente permanência. 12,5% de álcool. R$1350,00 no Edvino. WS 91. RP 91. VV! 94.
MANOIR DE GAY 2004 AOC POMEROL
Um pouco mais claro, com cor mais rosada, bem diferete dos Merlots do cone sul-americano. Aroma delicado, floral, morango. Paladar agradável e fresco, mas com taninos ainda vivos, que denotam mais um tempo de guarda. Não quero dizer que não está pronto, pelo contrário, pode ser bebido ou guardado. R$260,00 na Vino! Batel. WS87. VV! 90.
CHÂTEAU FOMBRAUGE 2001 AOC SAINT-EMILION
Em Saint-Emilion o corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc é clássico. Pode-se encontrar algum percentual de Malbec, às vezes.
Cor bem mais escura. Aroma de ameixas pretas muito bem amalgamado na madeira. Ótima intensidade e bem complexo, com algo de terra molhada. Boca agradável, com excelente corpo e certo mineral. WS 91. VV! 93.
CHÂTEAU D'YQUEM 1998 AOC SAUTERNES
O sudoeste da França é uma das regiões do mundo onde as uvas brancas são atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea. Ele afeta a casca fazendo micro-furos que deixam escapar água do fruto, restando o sumo concentrado. Os vinhos feitos dessas uvas mais doces ganham complexidade e qualidade. Sauternes é a região emblemática do estilo e o mítico Château d'Yquem reina único na classificação como Premier Cru Supérieur. Envelhece bem por décadas e, nas melhores safras, pode chegar aos 100 anos em condições de ser apreciado.
O dourado é realmente belíssimo. Remete a ouro imediatamente. Aroma de flores, frutas, mel, baunilha, chocolate branco. Tem um queimadinho que lembra o brullée. Grande permanência, doce sem excessos, elegante. Delicado pesinho em boca, com baunilha. Honestamente, esperava muito mais de um vinho tão cultuado, mas vale destacar que este tem "apenas" 10 anos de vida e 98 não foi safra excepcional. Algumas grandes são 2001, 1989, 1983, 1976, 1967, 1959, ... 13,5% de álcool. US$320,00 na França. WS 89. VV! 94.
sábado, outubro 11, 2008
Velha Vinífera #6 – 02/08/2008 Portugal/Alentejo
Mais uma vez reunimo-nos na Enoteca Decanter para um agradável encontro. Pessoas boas e bons momentos: é sempre gratificante encontrar-se com os amigos de confraria nessas calmas noites de degustação.
Entre os elementos comuns aos vinhos, notei que esses três alentejanos tinham um tom de cor mais acastanhado do que estamos acostumados no cone sulamericano e que a mineralidade ficou bem destacada.
MARQUÉS DE MONTEMOR RESERVA 2005
Feito de Aragonez, Castelão e Touriga Nacional. Vinho um pouco mais violáceo. Aroma doce: compota de fruta. É intenso, vai ficando mais doce e apresenta baunilha. Boca quente e tânica, porém redonda. Com o tempo, as sensações táteis ficam mais tranquilas e torna-se bem mais seco, lembrando tâmara (revela mais a acidez).
A confraria destacou características de defumado, mineral, baunilha. Consideraram ácido no paladar, amêndoado e álcool mais acentuado no início.
R$66,70 na Enoteca Decanter. VV!85.
PLANSEL TOURIGA FRANCA 2004
Esse varietal tinha cor ruby com tom acastanhado. Mais amadeirado, acastanhado, bem mineral. Tem calorzinho de licor de ameixa, bem tânico, seco, contudo suave e correto. Notamos ainda geléia e licor de nozes na permanência.
Entre as características citadas pela confraria predominou frutado, maçã, morango verde, cítrico. Permanente.
R$79,60 na Enoteca decanter. VV! 87.
ALTAS QUINTAS COLHEITA 2004
Corte de Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouchet. Cor ruby mais para o acastanhado também. Aromas começam fechados. Madeira, fruta, fresco, morango. Após muito tempo aberto, vai adocicando para geléia e ameixas. Boca fresca, elegante, agradou muito. Cheio de taninos vivos e muito bem integrados. Boa acidez.
Entre as características citadas pela confraria predominou própolis, salgado. Foi considerado mais claro, ácido e salgado (mineralidade). Nos aromas inusitados, registre-se aroma de casa da avó e fósforo queimado. Em boca apareceu, ainda, amêndoas e avelã.
R$106,90. VV! 89.
Entre os elementos comuns aos vinhos, notei que esses três alentejanos tinham um tom de cor mais acastanhado do que estamos acostumados no cone sulamericano e que a mineralidade ficou bem destacada.
MARQUÉS DE MONTEMOR RESERVA 2005
Feito de Aragonez, Castelão e Touriga Nacional. Vinho um pouco mais violáceo. Aroma doce: compota de fruta. É intenso, vai ficando mais doce e apresenta baunilha. Boca quente e tânica, porém redonda. Com o tempo, as sensações táteis ficam mais tranquilas e torna-se bem mais seco, lembrando tâmara (revela mais a acidez).
A confraria destacou características de defumado, mineral, baunilha. Consideraram ácido no paladar, amêndoado e álcool mais acentuado no início.
R$66,70 na Enoteca Decanter. VV!85.
PLANSEL TOURIGA FRANCA 2004
Esse varietal tinha cor ruby com tom acastanhado. Mais amadeirado, acastanhado, bem mineral. Tem calorzinho de licor de ameixa, bem tânico, seco, contudo suave e correto. Notamos ainda geléia e licor de nozes na permanência.
Entre as características citadas pela confraria predominou frutado, maçã, morango verde, cítrico. Permanente.
R$79,60 na Enoteca decanter. VV! 87.
ALTAS QUINTAS COLHEITA 2004
Corte de Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouchet. Cor ruby mais para o acastanhado também. Aromas começam fechados. Madeira, fruta, fresco, morango. Após muito tempo aberto, vai adocicando para geléia e ameixas. Boca fresca, elegante, agradou muito. Cheio de taninos vivos e muito bem integrados. Boa acidez.
Entre as características citadas pela confraria predominou própolis, salgado. Foi considerado mais claro, ácido e salgado (mineralidade). Nos aromas inusitados, registre-se aroma de casa da avó e fósforo queimado. Em boca apareceu, ainda, amêndoas e avelã.
R$106,90. VV! 89.
domingo, setembro 14, 2008
Chile X França
Logo em seguida à degustação de chilenos, a Confraria Bacco Ubriaco realizou confronto às cegas de vinhos do Novo e do Velho Mundo. Estavam na mesa chilenos e franceses. A identificação foi direta, pois as diferenças entre eles eram bem grandes. A surpresa veio no resultado do chileno: a confraria - eu também - acabou avaliando melhor o Marques do que o Dom Melchor.
Podemos pensar em muitos motivos. Talvez o Marqués esteja mais pronto e como era às cegas houve alguma dificuldade. Talvez faltou reconhecer o potencial de envelhecimento do Dom. Talvez valha a pena beber o Marques. Várias são as hipóteses e a certeza é uma só: às cegas muita coisa pode acontecer.
Em relação aos franceses, ainda que eu tenha concedido nota inferior a do Marques, gostei mais deles. Apenas reconheci mais qualidades técnicas no chileno.
Chego à conclusão de que o Chile oferece excelente custo-benefício e tomar um bom francês sempre faz bem ao espírito.
MARQUES DE CASA CONCHA Merlot 2005
Produzido em Rapel (Maipo) pela Concha y Toro. Belo Ruby brilhante. Aroma intenso, riquíssimo, complexo, delicado (cheio de adjetivos). Fruta vermelha, frescor lembrando menta, baunilha. O mentol vai abrindo cada vez mais. Boca jovem, taninos bem vivos, ainda pede por guarda. Final fresco e boa permanência. 14,5% de álcool. BU 89,42. WS 90. VV! 92. R$78,00 na Expand Curitiba.
CHÂTEAU LES HAUTS-CONSUILLANTES 2001
Este é um Lalande-de-Pomerol. 75% Merlot, 17% Cab. Franc, 8% Cab. Sauv.
Cor com um toque atijolado. Boa intensidade aromática, predomina tabaco com especiaria. Agradou. Taninos macios, bom corpo e excelente acidez. 13,5% de álcool. BU 89,20. WS 90. VV! 90. R$179,00 na Expand Curitiba.
CHÂTEAU LARRIVET-HAUT-BRION 2002
Este é um Pessac-Leognan, onde plantam Cabernet Sauvignon em maiores quantidades. No caso deste vinho com assinatura de Michel Rolland, há Cab Sauv e Merlot em seu corte.
A passagem de 18 meses de barrica realmente marcou. Intenso, café e algum aroma animal no início. Este aroma animal vai ganhando corpo com o tempo e aparece também terra molhada. Macio e agradável em boca, tem tanino presente e bem amalgamado no conjunto. Excelente final. 13% de álcool. BU 90. VV! 90. R$320,00 na Expand Curitiba.
DOM MELCHOR 2003 Cabernet Sauvignon
Este Cabernet Sauvignon da linha superior da Concha y Toro tem 6% de Cabernet Franc.
Cor ruby bem típica. Fruta delicada e baunilha no início. Revela mais baunilha, amora, mas senti falta da complexidade. Boca ainda tânica - surpreendeu saber a safra depois - e agradável, corpo um pouco mais leve e muita fruta. Taninos bem vivos todo o tempo. BU 88,33. RP 96. VV!88. R$268,00 na Expand Curitiba.
Podemos pensar em muitos motivos. Talvez o Marqués esteja mais pronto e como era às cegas houve alguma dificuldade. Talvez faltou reconhecer o potencial de envelhecimento do Dom. Talvez valha a pena beber o Marques. Várias são as hipóteses e a certeza é uma só: às cegas muita coisa pode acontecer.
Em relação aos franceses, ainda que eu tenha concedido nota inferior a do Marques, gostei mais deles. Apenas reconheci mais qualidades técnicas no chileno.
Chego à conclusão de que o Chile oferece excelente custo-benefício e tomar um bom francês sempre faz bem ao espírito.
MARQUES DE CASA CONCHA Merlot 2005
Produzido em Rapel (Maipo) pela Concha y Toro. Belo Ruby brilhante. Aroma intenso, riquíssimo, complexo, delicado (cheio de adjetivos). Fruta vermelha, frescor lembrando menta, baunilha. O mentol vai abrindo cada vez mais. Boca jovem, taninos bem vivos, ainda pede por guarda. Final fresco e boa permanência. 14,5% de álcool. BU 89,42. WS 90. VV! 92. R$78,00 na Expand Curitiba.
CHÂTEAU LES HAUTS-CONSUILLANTES 2001
Este é um Lalande-de-Pomerol. 75% Merlot, 17% Cab. Franc, 8% Cab. Sauv.
Cor com um toque atijolado. Boa intensidade aromática, predomina tabaco com especiaria. Agradou. Taninos macios, bom corpo e excelente acidez. 13,5% de álcool. BU 89,20. WS 90. VV! 90. R$179,00 na Expand Curitiba.
CHÂTEAU LARRIVET-HAUT-BRION 2002
Este é um Pessac-Leognan, onde plantam Cabernet Sauvignon em maiores quantidades. No caso deste vinho com assinatura de Michel Rolland, há Cab Sauv e Merlot em seu corte.
A passagem de 18 meses de barrica realmente marcou. Intenso, café e algum aroma animal no início. Este aroma animal vai ganhando corpo com o tempo e aparece também terra molhada. Macio e agradável em boca, tem tanino presente e bem amalgamado no conjunto. Excelente final. 13% de álcool. BU 90. VV! 90. R$320,00 na Expand Curitiba.
DOM MELCHOR 2003 Cabernet Sauvignon
Este Cabernet Sauvignon da linha superior da Concha y Toro tem 6% de Cabernet Franc.
Cor ruby bem típica. Fruta delicada e baunilha no início. Revela mais baunilha, amora, mas senti falta da complexidade. Boca ainda tânica - surpreendeu saber a safra depois - e agradável, corpo um pouco mais leve e muita fruta. Taninos bem vivos todo o tempo. BU 88,33. RP 96. VV!88. R$268,00 na Expand Curitiba.
sábado, setembro 13, 2008
Chile - Maipo
A Confraria Bacco Ubriaco realizou degustações seguidas com vinhos chilenos. Nesta, o tema era produtos do Maipo. Todos eram rótulos bem conhecidos e bem conceituados pelos especialistas. Foram degustados às claras, ou seja, todos sabiamos o que estávamos provando. Comprados em viajem para o exterior, os preços pagos estão bem abaixo do mercado nacional.
DON MELCHOR 2002 Cabernet Sauvignon
Top da Concha y Toro, 96% Cab Sauvignon - 4% Cab. Franc. Feito em Puente Alto.
Apresentava algum alo. Boa intensidade aromática, muito agradável, fresco, ameixa, especiarias, algum chocolatinho. Com o tempo abre, fica mais intenso e pegamos fruta doce/geléia. Boca fresca, adocicada, ainda tem taninos. 14% de álcool. R$210,00. BU 90,72. VV!91.
EL PRINCIPAL 2001 Cabernet Sauvignon - Carmenère
Este vinho da Finca El Pincipal produzido em Pirque não passa por filtração.
Tinha alo também, cor mais opaca. Demora a revelar-se. Quando abre apresenta ameixa, frutas em calda, especiarias, pimenta e café.
Taninos macios, a boca é ótima. Final correto. 15% de álcool. R$210,18. BU 90,09. VV!91.
TERRUNYO Carmenère 2004
Linha intermediária da Concha y Toro feito Peumo. Recebeu 96 pontos de Robert Parker. 85% Carmenère, 12% Cab. Sauv., Petit Verdot e Cab. Franc.
Na cor tem um leve toque para o violeta. Aroma muito elegante, vai abrindo para chocolate, ameixa e frutas maduras. Gostoso no paladar, tem excelente corpo e taninos ainda marcando. Final longo. 14,5% de álcool. R$100,00. BU 87,63. VV!90.
HARAS DE PIRQUE CHARACTER 2005
Ainda que tenha sido o mais barato da noite, no Brasil não sairia por menos de R$80,00. 85% Syrah e 15% Cab Sauv.
Também um pouco mais violáceo. Aroma fresco, com especiarias, apresenta fruta lembrando framboesa. Excelentes taninos na boca. É potente, encorpado e tânico. 14,6% de álcool. R$40,00. BU 88,45. VV!89.
DON MELCHOR 2002 Cabernet Sauvignon
Top da Concha y Toro, 96% Cab Sauvignon - 4% Cab. Franc. Feito em Puente Alto.
Apresentava algum alo. Boa intensidade aromática, muito agradável, fresco, ameixa, especiarias, algum chocolatinho. Com o tempo abre, fica mais intenso e pegamos fruta doce/geléia. Boca fresca, adocicada, ainda tem taninos. 14% de álcool. R$210,00. BU 90,72. VV!91.
EL PRINCIPAL 2001 Cabernet Sauvignon - Carmenère
Este vinho da Finca El Pincipal produzido em Pirque não passa por filtração.
Tinha alo também, cor mais opaca. Demora a revelar-se. Quando abre apresenta ameixa, frutas em calda, especiarias, pimenta e café.
Taninos macios, a boca é ótima. Final correto. 15% de álcool. R$210,18. BU 90,09. VV!91.
TERRUNYO Carmenère 2004
Linha intermediária da Concha y Toro feito Peumo. Recebeu 96 pontos de Robert Parker. 85% Carmenère, 12% Cab. Sauv., Petit Verdot e Cab. Franc.
Na cor tem um leve toque para o violeta. Aroma muito elegante, vai abrindo para chocolate, ameixa e frutas maduras. Gostoso no paladar, tem excelente corpo e taninos ainda marcando. Final longo. 14,5% de álcool. R$100,00. BU 87,63. VV!90.
HARAS DE PIRQUE CHARACTER 2005
Ainda que tenha sido o mais barato da noite, no Brasil não sairia por menos de R$80,00. 85% Syrah e 15% Cab Sauv.
Também um pouco mais violáceo. Aroma fresco, com especiarias, apresenta fruta lembrando framboesa. Excelentes taninos na boca. É potente, encorpado e tânico. 14,6% de álcool. R$40,00. BU 88,45. VV!89.
segunda-feira, setembro 01, 2008
Supertoscano
Muito tempo atrás, numa informal degustação com confrades da Bacco Ubriaco, resolvemos tomar uns italianos. Não queríamos qualquer coisa e o Toscano era, de fato, um Supertoscano.
Estava devendo no blog a postagem dessa noite que incluiu um Chianti Classico e o excelente Tignanello.
JANUS
Prosecco Extra Dry. Bolhas meio grandes, cor palha. Aromas delicados de pêssego. Suave demais. No paladar é cítrico, macio e elegante. Mais macio que muitos proseccos que encontramos por aí, mas ainda simples. Álcool 11%. R$35,50. VV! 85.
TENUTA SANT´ALFONSO CHIANTI CLASSICO 2004
Ruby brilhante, alo de cor progressiva. Aroma intenso, frutado, alguma especiaria. Pimenta, um couro suave, café. Boca ácida, bem correta. Bom corpo. Durante a prova vai abrindo. Álcool 14%. R$82,00. VV! 90.
TIGNANELLO TOSCANA IGT 2003
Corte de Sangiovese com Cabernet Sauvignon.
Ruby para o vermelho. Muito complexo. Aromas de café, frutas secas, frutas escuras e geléia. Com o tempo vai mostrando um tabaquinho que cresce. Boca redonda, taninos doces. Muito persistente. No contraste entre os dois tintos vemos a diferença de estrutura deste vinho fantástico. Ele é muito elegante e proporciona prazer por horas na taça. Álcool 13,50%. R$345,00. VV! 92.
Estava devendo no blog a postagem dessa noite que incluiu um Chianti Classico e o excelente Tignanello.
JANUS
Prosecco Extra Dry. Bolhas meio grandes, cor palha. Aromas delicados de pêssego. Suave demais. No paladar é cítrico, macio e elegante. Mais macio que muitos proseccos que encontramos por aí, mas ainda simples. Álcool 11%. R$35,50. VV! 85.
TENUTA SANT´ALFONSO CHIANTI CLASSICO 2004
Ruby brilhante, alo de cor progressiva. Aroma intenso, frutado, alguma especiaria. Pimenta, um couro suave, café. Boca ácida, bem correta. Bom corpo. Durante a prova vai abrindo. Álcool 14%. R$82,00. VV! 90.
TIGNANELLO TOSCANA IGT 2003
Corte de Sangiovese com Cabernet Sauvignon.
Ruby para o vermelho. Muito complexo. Aromas de café, frutas secas, frutas escuras e geléia. Com o tempo vai mostrando um tabaquinho que cresce. Boca redonda, taninos doces. Muito persistente. No contraste entre os dois tintos vemos a diferença de estrutura deste vinho fantástico. Ele é muito elegante e proporciona prazer por horas na taça. Álcool 13,50%. R$345,00. VV! 92.
segunda-feira, agosto 04, 2008
Dois Brancos Franceses
Dia 29/07 provamos dois vinhos franceses na Enoteca Decanter Curitiba. Fazia um calorzinho atípico (um inverno atípico, como os anteriores) naquela terça-feira e a opção por brancos foi natural. Queria provar um Chablis para comparar com os californianos da degustação anterior da Bacco Ubriaco. Chablis é uma denominação da Borgonha em que o destaque é a Chardonnay, aliás é muito provável que a qualidade dos brancos feitos em Chablis é que notabilizaram a Chardonnay. Eles são historicamente o parâmetro de comparação para os demais.
O segundo vinho é um Pinot Blanc da Alsacia. Optamos por um vinho exótico. A região é mais conhecida por seus Gewurz super-aromáticos e Rieslings, mas a curiosidade foi mais forte e trouxe uma nova experiência.
ALAIN GEOFFROY CHABLIS 2005
Appelation Chablis Contrôlée. Bem claro, dourado. Fresco, boa acidez já evidente no olfato. Aromas de frutas tropicais frescas, como maracujá e abacaxi, mas muito delicado. Floral bem marcado denotando a complexidade. Palato suave, gostoso. A acidez toma toda a boca com delicadeza. Maracujá mais evidente ao paladar e sabor de manteiga, mas sem a untuosidade. Final excelente. Harmonioso. 12,5% de álcool. VV!90.
PS: Chamou a atenção a característica de ter sabor amanteigado, mas sem aquele peso que sempre encontramos, a untuosidade. Isso põe muitas exclamações nesse vinho, um dos melhores brancos que já provei. Só ficou devendo aquele "lingering" (seria agulha em português?) que é tão evidente e gostoso nos californianos. São estilos diferentes. Este Chablis mostrou-se com mais classe.
BLANCK PINOT BLANC D´ALSACE 2006
Paul Blanck. Appelation Alsace Contrôlée. Cor estranha, amarelado palha com tons cinzas. Experiência completamente diferente. Ficamos procurando descritores para o vinho. Chegou a lembrar uva e ponto, mas fomos buscar. Lembrou bem aveia, depois observamos fermento, sabugo de milho, algo herbáceo, frutas e um defumadinho. Nariz intenso, coisas da Alsace. Boca com certa untuosidade, apresentou especiarias e acidez agradável. Final adequado. Este vinho tem um ataque que impressiona. 12,5% de álcool. VV!87.
PS: Fiz uma pesquisa para pautar a experiência. Os descritores mais comuns para Pinot Blanc são flores, pêra, maçã e manga. Os melhores apresentam cremosidade. Os da Paul Blanck possuem melão e terra.
O segundo vinho é um Pinot Blanc da Alsacia. Optamos por um vinho exótico. A região é mais conhecida por seus Gewurz super-aromáticos e Rieslings, mas a curiosidade foi mais forte e trouxe uma nova experiência.
ALAIN GEOFFROY CHABLIS 2005
Appelation Chablis Contrôlée. Bem claro, dourado. Fresco, boa acidez já evidente no olfato. Aromas de frutas tropicais frescas, como maracujá e abacaxi, mas muito delicado. Floral bem marcado denotando a complexidade. Palato suave, gostoso. A acidez toma toda a boca com delicadeza. Maracujá mais evidente ao paladar e sabor de manteiga, mas sem a untuosidade. Final excelente. Harmonioso. 12,5% de álcool. VV!90.
PS: Chamou a atenção a característica de ter sabor amanteigado, mas sem aquele peso que sempre encontramos, a untuosidade. Isso põe muitas exclamações nesse vinho, um dos melhores brancos que já provei. Só ficou devendo aquele "lingering" (seria agulha em português?) que é tão evidente e gostoso nos californianos. São estilos diferentes. Este Chablis mostrou-se com mais classe.
BLANCK PINOT BLANC D´ALSACE 2006
Paul Blanck. Appelation Alsace Contrôlée. Cor estranha, amarelado palha com tons cinzas. Experiência completamente diferente. Ficamos procurando descritores para o vinho. Chegou a lembrar uva e ponto, mas fomos buscar. Lembrou bem aveia, depois observamos fermento, sabugo de milho, algo herbáceo, frutas e um defumadinho. Nariz intenso, coisas da Alsace. Boca com certa untuosidade, apresentou especiarias e acidez agradável. Final adequado. Este vinho tem um ataque que impressiona. 12,5% de álcool. VV!87.
PS: Fiz uma pesquisa para pautar a experiência. Os descritores mais comuns para Pinot Blanc são flores, pêra, maçã e manga. Os melhores apresentam cremosidade. Os da Paul Blanck possuem melão e terra.
Marcadores:
- VV 85 a 88,
- VV 89 a 92,
$ De R$80.01 a R$150.00,
N França,
Uva Chardonnay,
Uva Pinot Blanc,
Vinho Branco
quarta-feira, julho 09, 2008
Vinhos Nacionais às Cegas
No dia 16/06/2008 esteve a meu encargo realizar degustação de vinhos nacionais para a confraria Bacco Ubriaco. Optei por fazer às cegas afim de evitar influência dos preconceitos em relação aos vinhos nacionais. Na verdade, o objetivo também era avaliar o preconceito em si e coloquei um vinho surpresa estrangeiro e renomado no evento.
De fato, houve certa confusão entre os confrades. Alguém desconfiou que eu tinha armado alguma cilada, mas diante de minha frieza de jogador de poker deixou por isso mesmo. Outro, não lidou bem com a boa nota que acabou concedendo ao Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2005 e recuou em revelá-la achando que estava alta demais.
Um terceiro, por fim, confessou que não passaria de 85 pontos por princípio para um nacional, após ser revelado que estava tomando um Montes Alpha.
Mesmo às cegas, só de se saber que eram vinhos brasileiros, um Montes Alpha que é 89 na Wine Spectator (e em minha opinião é um vinho incrível) acabou com 84,50 na Bacco Ubriaco. Detalhe: pela nota média da confraria ficou próximo do Salton Talento 2002 que arrancou um 84,42 na média.
Minha opinião é bem diferente. O Montes Alpha revelou-se um vinho fora de série. O Talento 2002 já está envelhecendo. O Villa Francioni 2004 é ótimo em boca e o Lote 43 2004 foi o melhor nacional.
Confesso, inclusive, que mesmo tendo praparado a degustação estive às cegas com os vinhos. Não com o 2002, de fácil identificação pela idade, e com o Montes, tão diferenciado, mas entre os dois 2004 nem eu sabia o que estava provando.
O Montes Alpha vence os demais na relação preço-qualidade, mas concluo que não podemos continuar desprezando a priori a vinicultura brasileira.
SALTON TALENTO 2002
Desde que lançado em 2004 recebeu diversas citações e destaques. Foi medalhista na Vinitaly e foi alvo de especial interesse pelo sommelier italiano Enrico Bernardo em prova de nacionais. Jancis Robinson também destacou seu potencial de guarda. Carvalho francês por 12 meses.
Encontrei alo aquoso e decrescente, ficando mais rosado em direção à borda. Aromas de oliva, couro, herbáceo, claramente barrica francesa. Com o tempo em taça fica mais doce, revela baunilha. A fruta é ácida, morango.
Em boca é gostoso, um tanto tânico ainda. No início pega um pouco, mas evolui e melhora, adocica. Boa persistência e final correto, porém boca com algum desequilíbrio. BU 84,42. VV!85. R$67,00 na Cave del Rey.
VILLA FRANCIONI 2004
Um corte de uvas bordalesas: Cabernet Sauvignon 68%, Cabernet Franc 12%, Merlot 11% e Malbec 9%. Feito em Santa Catarina, de vinhedos em São Joaquim e Bom retiro, numa das regiões mais frias do país. É um dos nacionais preferidos do Saul Galvão, que lhe concedeu 89 pontos.
Para mim, cor ruby brilhante. Couro, tabaco, café e aquele aroma de cantina. Muito intenso, complexo. Perdeu pontos em qualidade aromática pela falta de equilíbrio entre madeira e fruta.
Corpo médio, interessante, muito correto. Excelente em boca, depois de um tempo chega a apresentar frescor. BU 83,12. VV!87. R$90,00 na Cave del Rey.
MIOLO LOTE 43 2004
Oriundo do Vale do Vinhedos, é um corte meio a meio de Cab. Sauv. e Merlot com as melhores uvas da vinícola. O nome é inspirado no primeiro lote de terras recebida pelo patriarca da família no Brasil. A Miolo considera que usa o conceito de "cru" e que este vinho suporta muitos anos de guarda. 70% descansou em carvalho americano e 30% em carvalho francês.
O site da produtora aconselha decantação de 1 a 3 horas antes de consumir. Foram produzidas 80.000 garrafas.Só é lançado em anos considerados excepcionais. Temos até agora 1999, 2002, 2004 e 2005.
Ruby escuro, brilhante, belo. Aroma muito bom, delicado, baunilha, floral, tabaco e geléia de fruta. Adorei o aroma. Elegante, sedutor, convida a beber. Boca delicada, macia, redonda, mas sem grandes qualidades. Com o tempo aparecem mais frutas e especiarias. Acidez um pouco exagerada. BU 82. WS 78. VV!88. R$80,00 na Cave del Rey.
MONTES ALPHA CABERNET SAUVIGNON 2005
Na verdade um corte de 90% Cab. Sauv. e 10% Merlot que pela legislação chilena pode rotular varietal. Este clássico passa por 12 meses de carvalho francês e foram produzidas 95.000 caixas.
Belo, brilhante. Aroma fantástico! Eucalipto, mentol. Evolui para especiarias e fruta mantendo o frescor. Complexo. Corpo ótimo, boca excelente. Frescor, mentol e taninos vivíssimos. Intenso e fresco. Delicioso. (A WS nomeia esse frescor como sendo grafite). BU 84,50. WS 89. VV!90. R$80,00 na Cave del Rey.
De fato, houve certa confusão entre os confrades. Alguém desconfiou que eu tinha armado alguma cilada, mas diante de minha frieza de jogador de poker deixou por isso mesmo. Outro, não lidou bem com a boa nota que acabou concedendo ao Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2005 e recuou em revelá-la achando que estava alta demais.
Um terceiro, por fim, confessou que não passaria de 85 pontos por princípio para um nacional, após ser revelado que estava tomando um Montes Alpha.
Mesmo às cegas, só de se saber que eram vinhos brasileiros, um Montes Alpha que é 89 na Wine Spectator (e em minha opinião é um vinho incrível) acabou com 84,50 na Bacco Ubriaco. Detalhe: pela nota média da confraria ficou próximo do Salton Talento 2002 que arrancou um 84,42 na média.
Minha opinião é bem diferente. O Montes Alpha revelou-se um vinho fora de série. O Talento 2002 já está envelhecendo. O Villa Francioni 2004 é ótimo em boca e o Lote 43 2004 foi o melhor nacional.
Confesso, inclusive, que mesmo tendo praparado a degustação estive às cegas com os vinhos. Não com o 2002, de fácil identificação pela idade, e com o Montes, tão diferenciado, mas entre os dois 2004 nem eu sabia o que estava provando.
O Montes Alpha vence os demais na relação preço-qualidade, mas concluo que não podemos continuar desprezando a priori a vinicultura brasileira.
SALTON TALENTO 2002
Desde que lançado em 2004 recebeu diversas citações e destaques. Foi medalhista na Vinitaly e foi alvo de especial interesse pelo sommelier italiano Enrico Bernardo em prova de nacionais. Jancis Robinson também destacou seu potencial de guarda. Carvalho francês por 12 meses.
Encontrei alo aquoso e decrescente, ficando mais rosado em direção à borda. Aromas de oliva, couro, herbáceo, claramente barrica francesa. Com o tempo em taça fica mais doce, revela baunilha. A fruta é ácida, morango.
Em boca é gostoso, um tanto tânico ainda. No início pega um pouco, mas evolui e melhora, adocica. Boa persistência e final correto, porém boca com algum desequilíbrio. BU 84,42. VV!85. R$67,00 na Cave del Rey.
VILLA FRANCIONI 2004
Um corte de uvas bordalesas: Cabernet Sauvignon 68%, Cabernet Franc 12%, Merlot 11% e Malbec 9%. Feito em Santa Catarina, de vinhedos em São Joaquim e Bom retiro, numa das regiões mais frias do país. É um dos nacionais preferidos do Saul Galvão, que lhe concedeu 89 pontos.
Para mim, cor ruby brilhante. Couro, tabaco, café e aquele aroma de cantina. Muito intenso, complexo. Perdeu pontos em qualidade aromática pela falta de equilíbrio entre madeira e fruta.
Corpo médio, interessante, muito correto. Excelente em boca, depois de um tempo chega a apresentar frescor. BU 83,12. VV!87. R$90,00 na Cave del Rey.
MIOLO LOTE 43 2004
Oriundo do Vale do Vinhedos, é um corte meio a meio de Cab. Sauv. e Merlot com as melhores uvas da vinícola. O nome é inspirado no primeiro lote de terras recebida pelo patriarca da família no Brasil. A Miolo considera que usa o conceito de "cru" e que este vinho suporta muitos anos de guarda. 70% descansou em carvalho americano e 30% em carvalho francês.
O site da produtora aconselha decantação de 1 a 3 horas antes de consumir. Foram produzidas 80.000 garrafas.Só é lançado em anos considerados excepcionais. Temos até agora 1999, 2002, 2004 e 2005.
Ruby escuro, brilhante, belo. Aroma muito bom, delicado, baunilha, floral, tabaco e geléia de fruta. Adorei o aroma. Elegante, sedutor, convida a beber. Boca delicada, macia, redonda, mas sem grandes qualidades. Com o tempo aparecem mais frutas e especiarias. Acidez um pouco exagerada. BU 82. WS 78. VV!88. R$80,00 na Cave del Rey.
MONTES ALPHA CABERNET SAUVIGNON 2005
Na verdade um corte de 90% Cab. Sauv. e 10% Merlot que pela legislação chilena pode rotular varietal. Este clássico passa por 12 meses de carvalho francês e foram produzidas 95.000 caixas.
Belo, brilhante. Aroma fantástico! Eucalipto, mentol. Evolui para especiarias e fruta mantendo o frescor. Complexo. Corpo ótimo, boca excelente. Frescor, mentol e taninos vivíssimos. Intenso e fresco. Delicioso. (A WS nomeia esse frescor como sendo grafite). BU 84,50. WS 89. VV!90. R$80,00 na Cave del Rey.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Five Heirs Pinotage 2003
Tomei este vinho em duas ocasiões. Vinho difícil, tânico. Começa muito fechado e agrada ao longo do tempo. Melhor se aberto mais de 30 min antes do consumo.
Feito em Stellenbosch na África do Sul, apresentou aromas sangüíneos, carvalho e frutas vermelhas. Boca tânica, excelente corpo revelando pimenta do reino e confirmando o sangue. Muito equilibrado.
Já pode ser bebido, mas estará ideal de 2011 em diante.
Aceito a descrição da vinícula que inclui banana nos aromas, porém são secas para mim.
14% de álcool. VV! 90. R$69,00.
PS: A taça vazia me deixou um gostinho de quero mais!
Feito em Stellenbosch na África do Sul, apresentou aromas sangüíneos, carvalho e frutas vermelhas. Boca tânica, excelente corpo revelando pimenta do reino e confirmando o sangue. Muito equilibrado.
Já pode ser bebido, mas estará ideal de 2011 em diante.
Aceito a descrição da vinícula que inclui banana nos aromas, porém são secas para mim.
14% de álcool. VV! 90. R$69,00.
PS: A taça vazia me deixou um gostinho de quero mais!
Marcadores:
- VV 89 a 92,
$ De R$50.01 a R$80.00,
N África do Sul,
Uva Pinotage,
Vinho Tinto
Desafio argentino às cegas
A confraria Bacco Ubriaco desafiou seus membros numa degustação de Mendocinos. Fomos convidados a adivinhar safra e varietal de 4 garrafas.
Para confusão geral, deparamo-nos com dois vinhos que realmente estavam enigmáticos e apenas um dos onze degustadores presentes acertou na mosca os 4.
O nível foi alto e chamou a atenção o Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2000 chegando com louvor aos 8 anos de vida.
Zuccardi Q 2000 Cabernet Sauvignon
Opaco, alguma borra, atijolado. Aroma fechado e mineral. Abre lentamente e cresce, mentol. Encorpado, com taninos delicadamente vivos, está inteiro com a idade.
Vinho equilibrado, interessante e elegante. O tempo lhe fez bem. 14,5% de álcool. Nota VV! 90, BU 87,10. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Cabernet Sauvignon
Brilhante, ruby. Belo aroma, madeira agradável, especiarias e couro. Boca mais simples. 14% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,50. R$100,00
Zuccardi Q 2000 Malbec
Um pouco opaco, menos alo que o primeiro. Aroma bem químico, evoluído, lembra acetona. Boca ácida, doce, limpa e muito gostosa. Vinho excessivo. 14,5% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,00. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Malbec
Um tom a mais de violeta. Aromas animais e minerais. Boca viva, tânicam, de bom corpo. Ataca demais. Nota VV! 87,00, BU 87,20. R$124,00.
Para confusão geral, deparamo-nos com dois vinhos que realmente estavam enigmáticos e apenas um dos onze degustadores presentes acertou na mosca os 4.
O nível foi alto e chamou a atenção o Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2000 chegando com louvor aos 8 anos de vida.
Zuccardi Q 2000 Cabernet Sauvignon
Opaco, alguma borra, atijolado. Aroma fechado e mineral. Abre lentamente e cresce, mentol. Encorpado, com taninos delicadamente vivos, está inteiro com a idade.
Vinho equilibrado, interessante e elegante. O tempo lhe fez bem. 14,5% de álcool. Nota VV! 90, BU 87,10. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Cabernet Sauvignon
Brilhante, ruby. Belo aroma, madeira agradável, especiarias e couro. Boca mais simples. 14% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,50. R$100,00
Zuccardi Q 2000 Malbec
Um pouco opaco, menos alo que o primeiro. Aroma bem químico, evoluído, lembra acetona. Boca ácida, doce, limpa e muito gostosa. Vinho excessivo. 14,5% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,00. R$93,00.
Angelica Zapata 2003 Malbec
Um tom a mais de violeta. Aromas animais e minerais. Boca viva, tânicam, de bom corpo. Ataca demais. Nota VV! 87,00, BU 87,20. R$124,00.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Direto do Chile
Ontem realizamos a degustação 112 da Confraria Bacco Ubriaco na Expand Winestore Curitiba. Agradecemos muito ao Rafael, um de nossos padrinhos, e a todo o time da casa por nos receber sempre muito bem.
Confrades enviados especialmente ao Chile trouxeram na bagagem vinhos especialmente selecionados para nossa degustação de abertura de 2008. O Sauvignon blanc não me agradou tanto. Já os tintos eram ótimos. Infelizmente esses vinhos não estão disponíveis no Brasil. Será que terei de ir até lá buscar uma caixa de Epo e uma garrafa de Almaviva?
Veramonte Reserva 2007
Este Sauvignon Blanc foi feito em Casablanca, a oeste de Santiago, 70 km em direção a Viña del Mar. Cor palha bem clarinho. Aroma suave e gostoso. Para mim herbáceo, lichia e leve citricidade. Tinha ataque meio excessivo à boca, onde perdeu pontos. Nota VV! 83, WS 87. Custou lá US$ 7,00.
Epo 2000
Epo significa, na linguagem nativa, segundo. Este é o segundo vinho da Almaviva, joint venture entre Rotschild e Concha y Toro. Almaviva é um dos grandes vinhos chilenos e seu irmãozinho não deixa dúvidas de sua estirpe. É feito em Maypo (cercanias de Santiago) das uvas Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc. No futuro terá também Merlot no corte. É o mesmo assemblage do Almaviva, porém o enólogo observa as porções de vinhos que não são propícios para guarda, afim de compor o Epo. Na verdade, o Epo fica pronto antes que seu par mais vigoroso, que alguns afirmam poder envelhecer até 25 anos nas melhores safras.
A política de comercialização é de vendê-lo apenas no Chile. Na vinícola sai em torno de US$15,00!!!!!!!!!!! No centro de Santiago pode ser encontrado a US$30,00.
Apresentou belíssima cor. Brilhante, límpido, já aparecia pequeno alo aquoso. Aromas de café e alcaçuz no início. Muito delicado. O químico do alcaçuz evolui para castanhas e flores. Boca desde o início revelou castanhas. Belos taninos marcantes. Já está pronto, mas ainda pode envelhecer mais alguns aninhos.
O vinho esteve constante pela hora e meia que me acompanhou em taça. Modifica-se com sutileza e mantém suas principais qualidades: Delicadeza e elegância. 14% de álcool. Nota VV! 90.
Coyam 2005
Produzido pela Emiliana em Colchagua é um blend de várias uvas: Syrah, Carmenére, Cab. Sauv., Merlot e Petit Verdot. Segue os conceitos orgânicos de produção.
Cor escura, leve toque violáceo. Aroma fechado o tempo todo. Ameixa preta e químico. Bom corpo, pesado à boca. Taninos vivos e adocicados. Melhor se bebido daqui uns três anos pelo menos. 14,5% de álcool . Nota VV! 88, WS 90. US$18,00.
Elegance 2004
A vinícola Haras de Pirque no início estava no ramo apenas da montaria. Nos anos 90 interessou-se pelas videiras e pela viticultura, passando a produzir vinhos considerados tops chilenos no Maypo.
Este puro Cab. Sauv. tem cor ruby brilhante. Belo aroma com cerejas. Boca mineral com taninos ainda aprisionados. Muuuuuito longo. Nota VV! 89, Tapia (autor do Guia Descorchados) concedeu-lhe 95!? 14,5% de álcool. US$35,00.
Enquanto blogava...
Bloguei bebericando um Periquita 2004 produzido em Terras do Sado, Setúbal, por José Maria da Fonseca com as uvas Castelão, Trincadeira e Aragonês. Um pouco opaco na cor, não apresentou as características que esperava. Nos anos 90 o Periquita era o vinho do dia-a-dia em minha casa. A José Maria Fonseca optou por mudar o estilo para um vinho mais moderno e bem frutado. Deixou a garrafa bojuda de lado e ganhou aromas de azedinho-doce e morangos frescos. Ficou fácil de beber, mas para mim o antigo era melhor.
Este 2004 nem o frutadinho fácil ofereceu. Aromas não me disseram muito e boca razoável, bem seca. Sem defeitos ou grandes qualidades. Como estava só, abri uma 1/2 garrafa (350ml), mas não acredito que isso faça tanta diferença nas características do vinho. Minha nota subjetiva: 80.
Confrades enviados especialmente ao Chile trouxeram na bagagem vinhos especialmente selecionados para nossa degustação de abertura de 2008. O Sauvignon blanc não me agradou tanto. Já os tintos eram ótimos. Infelizmente esses vinhos não estão disponíveis no Brasil. Será que terei de ir até lá buscar uma caixa de Epo e uma garrafa de Almaviva?
Veramonte Reserva 2007
Este Sauvignon Blanc foi feito em Casablanca, a oeste de Santiago, 70 km em direção a Viña del Mar. Cor palha bem clarinho. Aroma suave e gostoso. Para mim herbáceo, lichia e leve citricidade. Tinha ataque meio excessivo à boca, onde perdeu pontos. Nota VV! 83, WS 87. Custou lá US$ 7,00.
Epo 2000
Epo significa, na linguagem nativa, segundo. Este é o segundo vinho da Almaviva, joint venture entre Rotschild e Concha y Toro. Almaviva é um dos grandes vinhos chilenos e seu irmãozinho não deixa dúvidas de sua estirpe. É feito em Maypo (cercanias de Santiago) das uvas Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc. No futuro terá também Merlot no corte. É o mesmo assemblage do Almaviva, porém o enólogo observa as porções de vinhos que não são propícios para guarda, afim de compor o Epo. Na verdade, o Epo fica pronto antes que seu par mais vigoroso, que alguns afirmam poder envelhecer até 25 anos nas melhores safras.
A política de comercialização é de vendê-lo apenas no Chile. Na vinícola sai em torno de US$15,00!!!!!!!!!!! No centro de Santiago pode ser encontrado a US$30,00.
Apresentou belíssima cor. Brilhante, límpido, já aparecia pequeno alo aquoso. Aromas de café e alcaçuz no início. Muito delicado. O químico do alcaçuz evolui para castanhas e flores. Boca desde o início revelou castanhas. Belos taninos marcantes. Já está pronto, mas ainda pode envelhecer mais alguns aninhos.
O vinho esteve constante pela hora e meia que me acompanhou em taça. Modifica-se com sutileza e mantém suas principais qualidades: Delicadeza e elegância. 14% de álcool. Nota VV! 90.
Coyam 2005
Produzido pela Emiliana em Colchagua é um blend de várias uvas: Syrah, Carmenére, Cab. Sauv., Merlot e Petit Verdot. Segue os conceitos orgânicos de produção.
Cor escura, leve toque violáceo. Aroma fechado o tempo todo. Ameixa preta e químico. Bom corpo, pesado à boca. Taninos vivos e adocicados. Melhor se bebido daqui uns três anos pelo menos. 14,5% de álcool . Nota VV! 88, WS 90. US$18,00.
Elegance 2004
A vinícola Haras de Pirque no início estava no ramo apenas da montaria. Nos anos 90 interessou-se pelas videiras e pela viticultura, passando a produzir vinhos considerados tops chilenos no Maypo.
Este puro Cab. Sauv. tem cor ruby brilhante. Belo aroma com cerejas. Boca mineral com taninos ainda aprisionados. Muuuuuito longo. Nota VV! 89, Tapia (autor do Guia Descorchados) concedeu-lhe 95!? 14,5% de álcool. US$35,00.
Enquanto blogava...
Bloguei bebericando um Periquita 2004 produzido em Terras do Sado, Setúbal, por José Maria da Fonseca com as uvas Castelão, Trincadeira e Aragonês. Um pouco opaco na cor, não apresentou as características que esperava. Nos anos 90 o Periquita era o vinho do dia-a-dia em minha casa. A José Maria Fonseca optou por mudar o estilo para um vinho mais moderno e bem frutado. Deixou a garrafa bojuda de lado e ganhou aromas de azedinho-doce e morangos frescos. Ficou fácil de beber, mas para mim o antigo era melhor.
Este 2004 nem o frutadinho fácil ofereceu. Aromas não me disseram muito e boca razoável, bem seca. Sem defeitos ou grandes qualidades. Como estava só, abri uma 1/2 garrafa (350ml), mas não acredito que isso faça tanta diferença nas características do vinho. Minha nota subjetiva: 80.
domingo, janeiro 27, 2008
Beyerskloof Synergy 2002 – Cape Blend
29/12/2007. Para quem está acostumado com a América do Sul é fantástico provar vinhos sul-africanos. Este veio de Stellenbosch. É um corte do cabo (cape blend) e, para isso, deve apresentar pelo menos 20% de Pinotage e 25% de Cabernet Sauvignon. No caso do Beyerskloof Synergy são 38% de Pinotage, 34% de Cabernet Sauvignon e 28% de Merlot.
Degustei o vinho em duas ocasiões distintas no fim de 2007 e esteve exuberante nas duas vezes. Cor densa, vermelho mais para o atijolado. Complexo, parece ter passado bom tempo em madeira francesa de primeiro uso: pimentão verde, oliva, animal molhado, pimenta, alcatrão. Pico de aroma com químico, framboesa e café. Intenso: uma explosão de aromas no nariz. Boca cheia com taninos doces que atacam, ótimos corpo e acidez. Após cinco anos está no ponto. Merece uns 40 minutos para abrir, portanto recomendo decantar. 14% de álcool. Nota Viva o Vinho! 90, Wine Spectator 84, Bacco Ubriaco 90,11. R$65,70.
Degustei o vinho em duas ocasiões distintas no fim de 2007 e esteve exuberante nas duas vezes. Cor densa, vermelho mais para o atijolado. Complexo, parece ter passado bom tempo em madeira francesa de primeiro uso: pimentão verde, oliva, animal molhado, pimenta, alcatrão. Pico de aroma com químico, framboesa e café. Intenso: uma explosão de aromas no nariz. Boca cheia com taninos doces que atacam, ótimos corpo e acidez. Após cinco anos está no ponto. Merece uns 40 minutos para abrir, portanto recomendo decantar. 14% de álcool. Nota Viva o Vinho! 90, Wine Spectator 84, Bacco Ubriaco 90,11. R$65,70.
sábado, novembro 10, 2007
Luz de velas
A confraria Bacco Ubriaco teve uma experiência nova esses dias. Curitiba está passando por uma primavera repleta de temporais. Pode ser casual, mas os alarmes dos climatologistas sobre as mudanças parecem fazer sentido quando um período como esse acontece. É possível que tenhamos de nos acostumar e nos preparar para climas mais extremos.
O fato é que meia cidade (ou mais) ficou sem luz no dia 29 de outubro. Quando chegamos à casa de nosso anfitrião, era tudo à base de luz de velas. Não impediu o jantar gentilmente oferecido por ele e por um de nossos novos amigos, que preparou uma excelente massa.
Claro que a falta de luz gerou dificuldades e atrasou o serviço. Fomos agraciados com dois brancos para “brincarmos” antes da degustação oficial começar. Um era sauvignon blanc chileno que não guardei o nome. Como convidado não perguntei o preço dos vinhos bebidos, mas não era um vinho particularmente interessante.
O segundo branco já era outra história. O CRIOS TORRONTÉS foi surpreendente. Os torrontés argentinos que havia provado antes eram vinhos mais baratos (na faixa dos R$15,00). Os excessos de álcool e uma boca que descrevo como quadrada marcam tais produtos. O Crios, contudo, estava bem macio. Aromas de frutas e até mesmo lichia. Certa untuosidade no palato que enche bem a boca. Lembrou vinhos aromáticos como feitos de Gewurztraminer do novo mundo. Gostei.
O tema da degustação oficial era “uvas pouco comuns da Itália”. Quatro vinhos seriam tomados, porém um deles estava morto infelizmente. Vamos aos três sãos:
FRANZ HAAS LAGREIN 2003
Varietal da uva Lagrein este tinto de Trentino no Alto Adige apresentou aromas de alcaçuz e algo animal. Boca fresca e algo mineral, tinha alguma acidez e o excesso de álcool lhe tirou alguns pontos. 12,5% de álcool. R$102,03. Nota 87 BaccoUbriaco 88,37.
ALMANERA 2003
Interessantíssimo vinho Nero D´Avola Siciliano. Complexo, típico e boa intensidade aromática. Lembra cantina e remete a embutidos imediatamente. Evolui e vai amaciando durante a degustação. 13,5% de álcool. R$73,42. Nota 90 BU 86,33.
FRANZ HAAS PINOT NERO 2003
Este Trentino chamou muito mais atenção que o primeiro. Pinot Nero na Itália é o mesmo que Pinot Noir na França. Cor muito clara, mais rosada. Nenhuma relação com a cor atijolada de muitos Pinots pelo mundo. Belo e peculiar. Aroma mais intenso que o esperado pela cor. Evolui para uma compota agradabilíssima. 13,5% de álcool. R$ 117, 03. Nota 90 BU 89,50.
O fato é que meia cidade (ou mais) ficou sem luz no dia 29 de outubro. Quando chegamos à casa de nosso anfitrião, era tudo à base de luz de velas. Não impediu o jantar gentilmente oferecido por ele e por um de nossos novos amigos, que preparou uma excelente massa.
Claro que a falta de luz gerou dificuldades e atrasou o serviço. Fomos agraciados com dois brancos para “brincarmos” antes da degustação oficial começar. Um era sauvignon blanc chileno que não guardei o nome. Como convidado não perguntei o preço dos vinhos bebidos, mas não era um vinho particularmente interessante.
O segundo branco já era outra história. O CRIOS TORRONTÉS foi surpreendente. Os torrontés argentinos que havia provado antes eram vinhos mais baratos (na faixa dos R$15,00). Os excessos de álcool e uma boca que descrevo como quadrada marcam tais produtos. O Crios, contudo, estava bem macio. Aromas de frutas e até mesmo lichia. Certa untuosidade no palato que enche bem a boca. Lembrou vinhos aromáticos como feitos de Gewurztraminer do novo mundo. Gostei.
O tema da degustação oficial era “uvas pouco comuns da Itália”. Quatro vinhos seriam tomados, porém um deles estava morto infelizmente. Vamos aos três sãos:
FRANZ HAAS LAGREIN 2003
Varietal da uva Lagrein este tinto de Trentino no Alto Adige apresentou aromas de alcaçuz e algo animal. Boca fresca e algo mineral, tinha alguma acidez e o excesso de álcool lhe tirou alguns pontos. 12,5% de álcool. R$102,03. Nota 87 BaccoUbriaco 88,37.
ALMANERA 2003
Interessantíssimo vinho Nero D´Avola Siciliano. Complexo, típico e boa intensidade aromática. Lembra cantina e remete a embutidos imediatamente. Evolui e vai amaciando durante a degustação. 13,5% de álcool. R$73,42. Nota 90 BU 86,33.
FRANZ HAAS PINOT NERO 2003
Este Trentino chamou muito mais atenção que o primeiro. Pinot Nero na Itália é o mesmo que Pinot Noir na França. Cor muito clara, mais rosada. Nenhuma relação com a cor atijolada de muitos Pinots pelo mundo. Belo e peculiar. Aroma mais intenso que o esperado pela cor. Evolui para uma compota agradabilíssima. 13,5% de álcool. R$ 117, 03. Nota 90 BU 89,50.
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