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segunda-feira, março 17, 2014

Crios Syrah-Bonarda 2011

Sou fã já tem mais de 10 anos dos Crios Syrah-Bonarda. A Susana Balbo continua consistente em fazer este vinho relativamente barato argentino bem acima do seu preço em qualidade.
O nariz apresenta café e menta, além das frutas vermelhas frescas. A boca é equilibrada, com a acidez da Bonarda realizando equilíbrio surpreendente com a estrutura da Syrah.
A mistura inusitada aproveitou cepa que já foi tratada como inferior tanto na Itália como na Argentina e uniu-a com a francesa nobre, fazendo com que a Bonarda cresça ao lado da profunda syrah, concedendo acidez interessante ao belo conjunto. Um best buy em sua faixa de preço. R$ 36,00 na Wine.com. 14% de álcool. VV! 89.

quarta-feira, junho 01, 2011

Santa Julia Tardío 2008 - CBE

Os amigos da Confraria Brasileira de Enoblogs pediram-me gentilmente para sugerir um tema. Eles são de um cavalheirismo sem igual.
Antes que chegue o inverno, rapidamente optei por vinho branco de sobremesa, pois deve ser bebido gelado na maioria dos casos.
O Santa Julia tem cor amarela fosca, levemente dourada. Aromas florais, frutados e abaunilhados de qualidade e intensidade médias. A boca não apresenta amargores, comuns em vinhos de sobremesa ruins, porém é extremamente doce e untuosa, ficando devendo acidez para equilibrar o conjunto. A cada gole, a sensação de que o vinho é doce demais e será impossível tomar mais uma taça. Enjoativo.
Méritos para a ausência de amargor, mas a acidez é fator fundamental para que o vinho de sobremesa possa estar um passo acima em termos de qualidade. 9,5% de álcool. R$50,00 em garrafa de 500ml na Bergut Niterói. VV! apenas 82.

A vinícola argentina Zuccardi faz outros vinhos maravilhosos. Os tempranillos em qualquer faixa de preço são excepcionais. Clicando no texto, poderá ver o motivo no site da vinícola: inovação. Recentemente, provei o Reserva Tempranillo e estava fantástico para os R$40,00 pagos na Bergut. Desde o Tempranillo/Malbec da linha Fuzion, passando pelo Reserva e indo ao Zuccardi Q. Infelizmente, o Tardío deles não está à altura.

quarta-feira, novembro 03, 2010

FÉRIAS EM CWB

Depois de longo inverno, nesta longa adaptação ao Rio de Janeiro, enfim uma postagem.
Não paramos de beber o líquido sagrado, claro.
São muitos vinhos na Lidador Copacabana e outros tantos nos almoços de sexta-feira com um grupo de apreciadores muito especial.
Como estou de férias em Curitiba, vamos aproveitar para postar durante a degustação na casa de meus pais. Férias, cabeça fresca, o ambiente familiar; só faltava o blog.

DAL PIZZOL TOURIGA NACIONAL 2008 "200 ANOS"
Homenagem não muito conveniente aos 200 anos da vinda de D. João VI ao Brasil. Mais parece um oportunismo de merchandising para lançar um vinho de uva típica portuguesa em território brasileiro.
Irrelevâncias a parte, uma ótima ideia da Dal Pizzol plantar Tourigas por aqui.
Ruby com toques violáceos, aromas puxando a ameixas em calda e geléia. Bom corpo, taninos interessantes e bela acidez. Por óbvio, sem a mineralidade portuguesa, porém a alta acidez do solo sul brasileiros caiu muito bem na touriga nacional.
Final longo e correto. Ótima relação custo-benefício. Recomendado. 13% de álcool. R$27,90. VV!85

VIÑA SALORT SYRAH-TANNAT 2006
De um tannat uruguaio esperamos muita volúpia, corpo e presença. Num corte com Syrah, então, ... Infelizmente este aguadão de importação do Angeloni foi completamente reprovado.
Já começou pelo aroma de madeira forçado, dando impressão daquela prática reprovável de uso de chips de carvalho.
Em boca - a última esperança - a mesma impressão de madeira mal-acomodada e confirmada pela falta total de corpo. Não tivemos dúvida nenhuma em descartá-lo sem cerimônias, esvaziar as taças e passar para o próximo vinho. Admirou-nos que tenha, de fato, conquistado medalha de ouro no IV Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, o que mostra o olhar crítico que devemos ter com esses prêmos. 13% de álcool. R$29,90. VV!72

DON DAVID MALBEC RESERVE 2005 Michel Torino
Algum preconceito meu com a vinícola Michel Torino foi diluído na boa experiência com este Malbec do Cafayate, em Salta. O vinho feito no norte da Argentina já começou com forte presença aromática de boa madeira e leve evolução benéfica.
Cor com tons violáceos. Aroma com aspectos químicos no início.
Merece tempo aberto para o oxigênio fazer seu trabalho. A fruta mostrou-se doce e um frescor ganhou o nariz.
Bom corpo, taninos macios, com final redondo e fresco, quase chegando às desejadas notas mentoladas. 13,6% de álcool. VV! 86

quarta-feira, junho 23, 2010

VídeoDegustações #3 e #4 - Ave Premium Malbec 2007

Degustação do Ave Premium Malbec 2007 realizada no DC Grill. O som não está 100%, afinal o equipamento é o mais amador disponível no mercado e o vídeo foi gravado no ambiente do restaurante.
Vale lembrar que este blog é independente e não recebe qualquer contribuição financeira. Se citamos os locais onde provamos vinho é por agradecimento aos estabelecimentos que abrem suas portas para nossas provas ou pela crítica ser de interesse como conteúdo para o blog.
Alinhar ao centro
VÍDEO DEGUSTAÇÃO #3


No segundo vídeo, uma conversa pós-degustação sobre harmonização com o Gelson regada com o ótimo Ave Premium Malbec 2007.

VÍDEO DEGUSTAÇÃO #4


Veja também outras VídeoDegustações do blog
VIVA O VINHO!
Marcador #VÍDEO DEGUSTAÇÃO

terça-feira, dezembro 15, 2009

Degustação de Encerramento 2009

Na sexta reunião de encerramento anual da Confraria Bacco Ubriaco, nosso presidente solene foi mais uma vez homenageado com a prova de líquidos de excelente qualidade.
Fui à Curitiba especialmente para o evento e, quando cheguei ao local, o aroma dos grandes vinhos já abertos tomava conta do ambiente; e que vinhos:



BARCA VELHA 2000
A Casa Ferreirinha foi a primeira no Douro a engarrafar vinho tranqüilo de qualidade superior. O primeiro foi lançado em 1952 e apenas outras quinze safras foram comercializadas com esse nome, criando um mito. Foi vinificado na Quinta da Leda e parcelas suas, dependendo da casta e do lote, ficaram de um ano a um ano e meio estagiando em carvalho francês em Vila Nova de Gaia. As 26.000 garrafas permaneceram em Gaia aproximadamente 7 anos antes do início das vendas. É possível que os anos de 2003 e 2007 sejam também declarados Barca Velha, contudo a Ferreirinha mantém sigilo absoluto do resultado do vinho até o lançamento. Não basta uma grande vindima, é necessário que se atinja o mais alto grau de qualidade, segundo os parâmetros da Casa.
Com origem no Douro Superior, tem Tinta Roriz (Tempranillo), Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca em sua composição. A safra 1999 recebeu WS 93 e RP 94.
Veio compor a constelação maior entre os já provados do blog Viva o Vinho!, ao lado de Haut-Brion 1996, Mouton-Rotschild 1994, Vega-Sicília "Único" 1990 e Chateau d'Yquém 1998.
Vinho para ser aberto duas horas antes da degustação. Na cor, tinha um tom a menos de vermelho, levemente mais para o laranja. O aroma é notável, intenso e pode ser sentido à distância. Lembrou imediatamente Tawny, sem o ataque alcoólico. Mostra a complexidade típica destes, com licor, castanhas, tostado cítrico, talvez casca ou folha de laranja queimada (foi o que remeteu na minha memória olfativa), fruta vermelha e até um floral.
A estrutura era notável, com grande corpo e taninos doces. Vinho harmônico, com final redondíssimo e permanência ao infinito. Mais que suficientes 12,5% de álcool, EUR 198,00 (R$512,00) em Portugal. Optei por não pontuar objetivamente, mas as notas da WS e do RP para o 99 não condizem com este 2000, que é para a casa dos VV! 95-96*, chegando junto com o Vega-Sicília "Único" 1990 tomado ano passado.

GAJA LANGHE SPERSS 2001
O Sperss representou confirmação de uma suspeita que tinha com Barolos, ou Nebbiolo, e optei por fazer uma postagem a parte, trabalhando a experiência com esses vinhos.

CARMÍN DE PEÚMO CARMÉNÈRE 2005
Como é comum (e ruim) no Chile, declara uva no rótulo, mas a quantidade de outras não é desprezível. A composição é de 85% Carménère, 11% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc, o que faz dele um vinho de corte nos fatos.
Marcelo Copello (MC) o considera mais elegante que o Clos Apalta. Para Patrício Tápia (PT), do excelente guia Descorchados, foi o segundo melhor do Chile em 2009, perdendo apenas para o Almaviva 2006. Na Wine Spectator, que considerou o Clos Apalta 2005 o vinho do ano no mundo, o Carmín tem 94 pontos.
Vinho roxo, escuro, absorve toda a luz. Aroma doce, ameixa preta, com referência direta a calda de fruta e doce de fruta, revelando o amadurecimento da Carménère. Pareceu meio preso o tempo todo. Corpo pesado, concentrado, final correto e sem amargor, apesar de toda a doçura. Reconheço os baixos rendimentos e a qualidade da uva, mas não me empolgo tanto como os críticos. R$663,00. MC 95, PT 95, RP 97 e WS 94. Tem a cara dos vinhos ultra-concentrados para notas do Parker. Prefiro os mais elegantes. Não pontuei objetivamente, mas fico com a parte de baixo da crítica (que não é pouco) VV! 93-94*.

ARROBA MALBEC ROBLE 2006
Arroba é um vinho diferente. Carlos Balmaceda produz apenas 5000 garrafas, resultado de vinhedos que seleciona nas altas regiões de La Consulta e de Luján de Cuyo, no distrito de Mendoza. 25% do vinho fica 12 meses em barricas francesas novas e outra parcela permanece em tanques maiores de carvalho.
Na cor é bordô escuro. Tem aroma intenso e elegante, com bela integração da fruta com a madeira. Claro que não tem a mesma permanência, estrutura e profundidade que os demais degustados nessa noite, mas no aroma não ficava tão longe assim o colocando como excelente custo-benefício. 14,1% de álcool. R$160,00 a garrafa Magnum na Berenguer Imports. Minha pontuação ficaria na casa dos VV! 88-90*.

NIEPOORT 10 YEARS TAWNY
Alguns Tawnys trazem, junto da complexidade do envelhecimento e da madeira, um ataque maior em boca. Este mantém as características de tawny, mas traz a elegância e a facilidade de beber de um Vintage. Apresenta as conhecidas castanhas e casca de laranja somadas ao doce. A experiência gustativa é surpreendente, sem nenhum ataque, com destaque para o final permanente, doce e macio. 17,5% de álcool. R$ 160,00 na In Vino Veritas. WS 95, para mim nessa faixa também VV!94-95*.



*Não avaliei objetivamente, todavia coloquei minha impressão subjetiva expressa em pontos junto ao relato, ao lado da pontuação objetiva da crítica especializada.

Nota sobre a foto: Magnum Les Terrasses 2004 Priorat é a primeira garrafa da direita, mas optamos por não abri-la em nome da sanidade.

sábado, março 07, 2009

Vídeo Degustação #2 - Alta Vista Premium Torrontés 2006

Assista à segunda Vídeo Degustação do blog Viva o Vinho! Provei o 27º vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs, indicação do vivendovinhos.blogspot.com.


sábado, janeiro 10, 2009

Argento Reserva Chardonnay 2007

E não é que a Argento faz um branco razoável também! Na Retrospectiva 2008 meu vinho barato do ano é o Argento Reserva Bonarda. Por acaso, acabei provando neste janeiro mais quentinho em Curitiba o Char.
Cor amarelada com certo aspecto untuoso. Aromas bem frutados e média complexidade, com pamonha (milho), fruta branca e frescor. O paladar confirma a acidez do frescor. Tem um peso indesejado, sempre presente em Chars baratos, e um pequeno defeito no fim de boca. Nada que desmereça o vinho em função do preço.
Excelente pedida de char custo-benefício. Mais uma bola dentro na linha Reserva da Argento. R$19,90. VV!82.
Para uma referência do que espero de Chardonnay ler o post Dois Brancos Franceses

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Degustação Secreta

Fui convidado para provar em primeira mão alguns vinhos inéditos que devem chegar ao Brasil no ano que vem. Além de SECRETA, era também ÀS CEGAS a degustação.
Nosso anfitrião serviu-nos os líquidos sem mostrar o que estávamos bebendo e aproveitou para comparar os novos produtos do mercado com semelhantes já bem conhecidos, afim de perceber nossa impressão das novidades. Tenho a dizer que os argentinos do ALTO VALLE DEL RIO COLORADO, da região Las Pampas, chegarão bem situados no mercado nacional. Não posso dizer nem onde, nem como, nem quem... só não fui proibido de contar que degustei chardonnay e cabernet franc da BODEGA DEL DESIERTO.

PULENTA CHARDONNAY 2006
Palha bem clarinho. Abre para aroma bem frutado, tropical, fresco. Não considerei tão típico. Boca siples, fresca, ácida, porém muito agradável. Pouco corpo e zero lácteo. Esperava mais maloláctica de um Char argentino. 14% de álcool. R$49,00. VV! 85.

BODEGA DEL DESIERTO 25/5 2006 CHARDONNAY
Cor Palha. Aroma de abacaxi ultra maduro. Lembrou o chá de cascas de abacaxi que minha mãe fazia para tomarmos gelado. Algum milho também. Aroma pouco intenso, mas interessante. Boca com leve untuosidade, com maciez elegante e alguma fruta. Entre os 3 Char, este foi o meu preferido, ainda que em nota objetiva tenha sido o segundo. Ele é mais equilibrado e completo que os demais. Ainda não disponível no Brasil, mas por volta dos R$50,00. WS 88. VV! 86.

LUIGI BOSCA CHARDONNAY RESERVA 2006
Aromas mais lácteos no início, que se vão perdendo com o tempo. Mais amanteigado, baunilha. É mais o que espero em Char argentino. Boca mais para o milho. Soube que tem alguma passagem por carvalho. 13,5% de álcool. R$60,00. VV! 87.

BODEGA DEL DESIERTO 25/5 CABERNET FRANC 2005
Ruby clássico. Aroma de cereja, especiarias e boa acidez. Boca bem seca e tânica, típica de Cabernet Franc. Pesquisando na Wine Spectator depois, constatei que citam também azeitona preta no aroma, conferindo com uma impressão que tive, mas que foi difícil de definir. Por volta dos R$50,00. WS89. VV!85.

Os Cabernet Franc terão difículdades específicas em encarar o mercado nacional por dois motivos: 1) não estamos acostumados ao varietal 100% e 2) acredito que Cab Franc é para o corte bordalês mesmo. É um vinho com aroma bem complexo e instigante, mas, ainda que revele estrutura elegantíssima, seca muito o paladar.

D. O. CABERNET FRANC VALLE DEL MAULE 2003
Cor ruby clássica. Este Cab Franc chileno tem madeira mais elaborada que o primeiro e aroma ainda mais inteso de cereja, boa acidez, espécias, é mais frutado e tem algo de resinoso ou químico. Boca também tânica, como já era esperado. 14% de álcool. VV! 87.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Argento Reserva Bonarda 2007

Este é o vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs em Dezembro. Coube a mim indicá-lo e optei por uma uva que a confraria ainda não havia provado.
Este argentino tem cor ruby com alo rosado. Na primeira impressão, já mostrou aroma agradável de especiarias com ameixa. Com o tempo, vai ficando mais frutado.
Na boca tem corpo médio. Boca ácida de ameixas vermelhas, com tanino bem seco e final correto, sem qualquer calor ou amargor.
Essa acidez da Bonarda argentina me tem agradado e continuo considerando este vinho um ótimo custo-benefício. 13% de álcool. R$19,33 no Condor Boa Vista (é possível achar por menos em Curitiba). VV! 83.

sábado, novembro 22, 2008

LATITUD 33 MALBEC 2006

Este foi o vinho de novembro da Confraria Brasileira de Enoblogs.
É um mendocino feito pelas Bodegas Chandon da Argentina. A cor era um violáceo, que me remeteu ao púrpura. Gostei muito dos aromas. É fresco, lembrou tabaco, tem um doce a chocolate e pimenta preta.
A boca melhora muito e merece trinta minutos de vinho aberto para ser consumido. Mesmo após evoluido, não correspondeu ao ótimo olfato. Considerei o corpo muito fraco. É apimentado, doce e tem agradável maciez, mas que é ofuscada tanto pelo desequilíbrio como pelo amargor final. R$19,90 no Big Boa Vista. VV! 80.

domingo, outubro 26, 2008

Santa Julia Tempranillo Oak Aged 2007

Aparêcia bem escura e violácea. O aroma começou com baunilha e uma incômoda acetona. Com o tempo, o aroma vai-se resolvendo e ficando entre frutas vermelhas e baunilha. De minha experiência com tempranillo argentino, frutado e baunilha realmente predominam. Na boca é um tanto desequilibrado.
Muito diferente da maioria das edições dos Tempranillo-Malbec da Santa Julia. Difícil encontrar vinhos na casa dos R$15,00 em Curitiba com custo-benefício tão bom. Como gosto do corte, resolvi provar este varietal um pouco mais caro da mesma vinícola, porém não agradou.O álcool e a acidez estavam muito proeminentes e incômodos. Algum calor e final inadequado.
A vinícola Zuccardi consegue bom resultado com a Tempranillo em várias faixas de preço. Pena que não acertou no Oak Aged.
Comparando com o Fortaleza do Seival da Vídeo Degustação #1, o nacional é superior a este, mostrando que o Brasil pode competir. É claro que comprado na Argentina este vinho sairia por uns R$8,00 ou menos, mas comprando aqui o da Miolo é melhor.13% de Álcool. R$28,00 no Wall Mart Cabral. VV! 79.

quinta-feira, julho 24, 2008

Velha Vinífera #3 - 28/06/2008 - Argentina

A degustação #3 teve a apresentação dos vinhos argentinos da Escorihuela Gascón, importados pela Wine Company. Provamos Cabernet Sauvignon, Syrah, Sangiovese e Malbec, dando panorama didático das características do que cada uva pode apresentar.

FAMILIA GASCÓN CABERNET SAUVIGNON 2005
Cor violácea com toque rosado, meio atípica. Da Cab. Sauv. esperamos ruby. Frutado e floral, com alguma especiaria no aroma. Taninos vivos, mas sem incômodos. Boca fresca que me lembrou cereja e framboesa. A confraria destacou aromas de framboesa e amora. Foram características evidenciadas o tanino, a suavidade e o adocicado paladar. R$32,00.

ESCORIHUELA GASCÓN SANGIOVESE 2004
Cor ruby brilhante. Para mim, aromas com couro, defumado e frutas frescas. Barrica bem marcada e boa intensidade aromática, mas um tanto simples. Falta-lhe elegância. Boca delicada, leve e frutada. Os taninos ainda presentes no início da degustação vão arredondando com o tempo. No retrogosto, começou com algum amargor que se esvaiu. Um vinho que evolui bem em taça e melhora. A confraria caracterizou-o como frutado, doce (foi citado favo de mel), defumado, geléia e baunilha. Houve quem o considerou tânico e com amargor. R$43,00.

ESCORIHUELA GASCÓN SYRAH 2004
Ruby com leve toque violeta. Escuro como deve ser Syrah. Aroma mais defumado, alguma especiaria. Destaque para intensidade e complexidade. Taninos ainda vivos no palato. Agradou. Para a confraria, apareceram aromas de ameixa, frutas, açúcar queimado, couro e especiarias como cravo e canela. Consideraram o vinho encorpado e intenso. WS86. R$43,00.

ESCORIHUELA GASCÓN MALBEC 2004
Ruby com toque violáceo. Aroma fechado ainda, frutado e floral com alguma baunilha. Aroma menos intenso, mas o mais elegante. Ótimo no paladar, com taninos tranquilos e redondos. Palato limpo e simples. Meu vinho da noite. A confraria destacou o amadeirado e aromas de café, couro e fumaça. Boca doce. WS88. R$43,00.

domingo, julho 20, 2008

Dois Argentinos

Nesta sexta-feira reunimos a família no Laércio para comemorar a chegada do Rafael em Curitiba. Tomamos dois argentinos trazidos de incursões ao país vizinho.
O Rafael, como é de costume, desvirtuou o assunto do vinho e propôs nova modalidade de desgutação: "às mudas". O papel de irmão do meio é esse mesmo - risos - e mesmo com suas tentativas provamos os vinhos. Não foi às cegas nem às mudas, contudo pudemos avaliá-los.
Desculpe a brincadeira, Rafa. É muito bom tê-lo por aqui. Sua missão agora é voltar da Patagônia com alguma garrafa debaixo do braço.
Vamos aos vinhos:

VIÑAS DEL GOLF GRAND BLEND 2003
O Del Golf passou 18 meses em carvalho francês e mostrou a que veio. Escuro, com leve toque mais acastanhado e sem muito alo. Aroma de boa intensidade de couro, charutaria e fruta doce. Concordo com o produtor que acrescenta em seus descritores aniz, especiarias e café. É um daqueles vinhos concentrados, de bom corpo, acidez aparente e boa estrutura. Taninos redondos após cinco anos. 13,2% de álcool. $33,00 (ARS).VV!88.

HACIENDA LOS HAROLDOS RESERVA DE FAMILIA MALBEC 2005
Oito meses de carvalho francês e americano. Cor bordô com toque violeta. Aroma de intensidade e complexidade médias. Frutas maduras, adocicado de geléia e ameixas. Doce à baunilha. Taninos vivos, corpo apenas razoável e macio. Sem tantos atrativos como o primeiro. Um daqueles sucos doces bem feitos. Dependendo por quanto entra no Brasil vale o custo-benefício. No preço pago lá é excelente. 13,5% de álcool. $29 (ARS). VV!85.

NOTA DE HARMONIZAÇÃO
O Del Golf deve ir bem com carnes, mas acompanhou uma lazanha bolonhesa da A Landerna, que é blockbuster lá em casa. O molho mais adocicado da A Landerna combinou com os vinhos.

domingo, junho 29, 2008

Desventurados

São muitas as provas em 2008. Rivaliza de perto com 2007 em relação ao alto nível das oportunidades que se têm apresentado. Se não tomei nada equivalente ao Haut-Brion da comemorativa #100 da Bacco Ubriaco, já no final de 2007 sorvi o supertoscano Tignanello (que estou devendo no blog). Em 2008 vieram os top chilenos em várias degustações, alguns lalande-de-pomerol e pessac-léognan representando Bourdeux, o macio espumante Ferrari, borgonha, priorato, portugal, chianti clássico, ... e inúmeros outros vinhos bons. Foram tantos que este post sobre vinhos Desventurados está virando post de Resumo do Melhor de 2008.
Voltando ao ponto, quem lê tudo isso no blog pode até pensar que só bebo vinho de primeira. Não é o caso. Sempre estou procurando bons custo-benefícios nas mais variadas faixas de preço. Nessas aventuras é quase certo que hora ou outra toparei com vinhos ruins tecnicamente e com vinhos que definitivamente não me agradam.
Não dou conta de colocar todos que bebo no blog. Alguns são provados tão informalmente que na ocasião não havia como anotar. Esses dias estava na casa de um amigo que voltou de viagem ao leste europeu. Trouxe na bagagem um vinho de mesa turco, um grego e um Bourdeux Superior (este do free-shop). Aventuras que devido à informalidade da ocasião não virão para o blog, mas que formam também este enófilo.
Dessas aventuras surgem alguns vinhos que, de fato, não gostei. Não são de todo dinheiro perdido. Toda vez que bebo um desventurado desses tenho a sensação de que recalibro meus sentidos e vejo que não me enganam mais.
Vamos aos desventurados que analisei este ano e que ainda não estão no blog (sorte dos outros, daqueles que esqueci, risos):

TERRANOVA SHIRAZ 2006
Tomado em Janeiro foi o primeiro mico do ano. Aparência violácea, porém opaca. Desinteressante de saída. Madeira fechada e excessiva no aroma. Boca desequilibrada, com álcool, acidez e taninos em desarmonia. Não agradou desde o início. A Miolo errou neste 2006 do Vale do São Francisco. Pena, pois o rótulo é belíssimo.VV! 72. R$12,00.

FINCA LA LINDA TEMPRANILLO 2006
Acredite se quiser. Sempre gostei da linha La Linda. Já tomei outras safras deste Tempranillo e me agradaram. Os Malbec e os brancos são ótimos também. Não sei bem o que aconteceu com este 2006. Não estava estragado.
Bom aspecto. Nariz correto com geléia de fruta e sutil floral. Sem muita intensidade. Até aqui tudo bem. Já na boca: desequilibrado, alcaçuz, álcool excessivo. Final apresentando defeitos. Não agradou. Em 2006 a Luigi Bosca errou neste Tempranillo. VV! 77.

ALANDRA Vinho Regional Alentejano
Não foi propriamente um mico, mas como não atingiu 80 pontos está na classe dos vinhos que EVITO (ver classificação na barra à direita). Aroma simples, agradável, bem frutado e adocicado. É um vinho sem taninos, sem estrutura e sem corpo. Muito simples, porém agradável e docinho. VV! 79.

AURORA VARIETAL MERLOT 2005
Provado em fevereiro apresentou pouca cor, translúcido. Frutado, framboesa e animal. Pouco corpo, confirmando aparênca. Ligeiro. 11,8% de álcool. VV! 78. R$17,00.

CALAMARES Vinho Verde
Realmente não gostei deste vinho. Já paguei R$10,00 em verdes melhores. Era tão adstringente que travava a boca. “Micasso”!

Velha Vinífera #2 - 14/06/2008 - Cab. Sauv. e Merlot

A Velha Vinífera reuniu-se desta vez com 14 confrades e confreiras para estudar um pouco mais sobre o mundo do vinho. Degustação interessante, onde o confronto da América do Sul com franceses foi a marca do evento. Não objetivamos rankear porque os vinhos daqui eram mais baratos. O fundamental era provocar os membros com uma nova experiência de vinhos franceses, pois costumamos beber mais os doces vinhos do novo mundo do que os clássicos complexos de além-mar.

CHATEAU LA GRAVIERE 2000
Apellation d´Origine Contrôlée Lalande-de-Pomerol
Nesta AOC predominam os vinhedos de Merlot, como neste vinho. Um pouco mais escuro, bem brilhante, com suave alo. Madeira delicada, baunilha muito bem integrada. Boca agradável, final fantástico. Este Merlot francês é finíssimo. Taninos redondos e macios. Para mim o melhor da noite. WS 87.
Os aromas mais citados pelo grupo foram baunilha, café e ameixa.

CHATEAU LA GARDE 2002
AOC Pessac-Léognan
Aqui há mais vinhedos de Cabernet Sauvignon (neste vinho próximo dos 45%). Mais claro que o primeiro, ruby com alo degradê. Aroma intenso, alguma mineralidade e flores. Com o tempo o vinho evolui e passa a oferecer tabaco e agradável pimentão. Ainda tem algum tanino como era de se esperar da presença de Cabernet Sauvignon, mas são frescos e bem amalgamados no conjunto. O mais elegante da noite. WS 89.
Os aromas mais citados pelo grupo foram rosas, defumado, especiarias e café.

COCODRILO 2004
Cabernet Sauvignon da linha básica da Cobos, na Argentina. Os rótulos são belíssimos fazendo referência a animais que representam o estilo dos vinhos. Esse Crocodilo lembra a casca grossa da Cab Sauv e a força da acidez e do tanino da uva. Aroma intenso, ataca o nariz, lembrou algo químico e cassis. Para mim o mais simples. WS 87.
Foi o vinho polêmico da noite. Alguns definitivamente não gostaram e para outros estava interessante. Entre os descritores encontrados: canela, baunilha, azeitona, especiarias e acetona.

SANTA RITA RESERVA MERLOT 2006
Este chileno tem aroma de pimenta preta. Provocativo, convida a beber. Herbáceo, agradou muito. Boca suave, adequada, algum tanino, porém delicado. Entre os dois sul-americanos preferi este. (Safra 2005 WS 87 e Safra 2004 WS 83)
A maioria gostou do vinho, mas alguns sentiram certo incômodo com o herbáceo. Foram citados couro, pimenta e doce, rumando para goiabada.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Brancos argentinos

Sou fã da Sauvignon Blanc de clima temperado, pois adoro a acidez, o frescor e as frutas. Parece um vinho perfeito para o verão brasileiro.
Agradou-me a idéia de brancos mais encorpados que procuram preservar aromas frutados e acidez na estrutura. Uma diferença fundamental é que Chadonnays e Viogners costumam passar por fermentação malolática. Trata-se de transformar ácido málico em ácido lácteo, dando o aspecto untuoso e macio.
A prova foi extremamente equilibrada. Os FINCA LA LINDA tentaram vencer com maior intensidade aromática. O ESCORIHUELA GASCON, por sua vez, atacou de maior complexidade, não deixando nada a desejar.
Quem ganha somos nós por termos à disposição excelentes vinhos a preços acessíveis.

FINCA LA LINDA CHARDONNAY 2006
Vinho da Luigi Bosca importado pela Decanter. Aspecto untuoso e cor amarelo-palha brilhante. Aroma doce, herbáceo com frutas em calda, seguidos de flor de maracujá. Evolui em direção a ervas como alecrim e capim-limão.
Boca cheia, bom corpo e acidez excelente. O vinho impressionou muito. Une harmonicamente a untuosidade e o corpo da malolática com o frescor de vinhos frutados e ácidos. Ótima permanência e final corretíssimo. Preferi bebê-lo quando ganhava um pouquinho de temperatura na taça. Excelente compra! 13% de álcool.
VV! 87 Bem Merecidos! R$29,66.

ESCORIHUELA GASCON VIOGNER 2007
Importado pela Wine Company. Belo palha-verdeal translúcido. Aroma fresco e floral com leve toque de pão que vai abrindo, provavelmente oriundo do pequeno percentual fermentado em carvalho.
Apresenta certa untuosidade, mas o corpo é muito delicado. Boa permanência. Fresco, ácido e doce ao mesmo tempo, mas tudo bem amalgamado. Muito equilibrado. 13,3% de álcool. VV! 87.
Nota de harmonização: acompanhou bem frango à parisiense.

FINCA LA LINDA VIOGNER 2006
Cor palha. Aromas a abacaxi e mel. Bem equilibrado apresentando boca adocicada, com agradável frescor. Final bem correto. Merece estar no mesmo nível do Chardonnay. 14,5% de álcool. VV! 87.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Desafio argentino às cegas

A confraria Bacco Ubriaco desafiou seus membros numa degustação de Mendocinos. Fomos convidados a adivinhar safra e varietal de 4 garrafas.
Para confusão geral, deparamo-nos com dois vinhos que realmente estavam enigmáticos e apenas um dos onze degustadores presentes acertou na mosca os 4.
O nível foi alto e chamou a atenção o Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2000 chegando com louvor aos 8 anos de vida.

Zuccardi Q 2000 Cabernet Sauvignon
Opaco, alguma borra, atijolado. Aroma fechado e mineral. Abre lentamente e cresce, mentol. Encorpado, com taninos delicadamente vivos, está inteiro com a idade.
Vinho equilibrado, interessante e elegante. O tempo lhe fez bem. 14,5% de álcool. Nota VV! 90, BU 87,10. R$93,00.


Angelica Zapata 2003 Cabernet Sauvignon
Brilhante, ruby. Belo aroma, madeira agradável, especiarias e couro. Boca mais simples. 14% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,50. R$100,00

Zuccardi Q 2000 Malbec
Um pouco opaco, menos alo que o primeiro. Aroma bem químico, evoluído, lembra acetona. Boca ácida, doce, limpa e muito gostosa. Vinho excessivo. 14,5% de álcool. Nota VV! 87, BU 85,00. R$93,00.

Angelica Zapata 2003 Malbec
Um tom a mais de violeta. Aromas animais e minerais. Boca viva, tânicam, de bom corpo. Ataca demais. Nota VV! 87,00, BU 87,20. R$124,00.

domingo, janeiro 27, 2008

Norton Reserva Malbec 2003

29/12/2007. Este argentino de Mendonza chama a atenção por receber 90 pontos regularmente na Wine Spectator. Importador e revendedores não deixam de lembrar ao vendê-lo e os insiders compraram em caixas este verdadeiro best buy. Já o tomei diversas vezes nesta mesma safra e sempre agradou. Desta vez, parei para fazer a análise técnica.
Elaborado com uvas Malbec oriundas de vinhas de 30 anos. Permaneceu 12 meses em barricas de carvalho.
Aspecto correto, cor ruby. Início de frutas e especiarias. Ganha complexidade mostrando baunilha e crescem as notas apimentadas. Os taninos foram abrindo, ganhando vida. Bom frescor. Vinho que muda ao longo do tempo, vai abrindo. Equilíbrio é a palavra-chave.
É um excelente vinho, sem qualquer defeito. Esta acima da média, porém não me empolguei tanto quanto a Wine Spectator. 14% de álcool. Nota VV! 88. Custou 32 pesos lá na Argentina (algo como R$26,00 quando da compra), no Brasil deve custar algo entre R$50,00 e R$60,00.

sábado, dezembro 29, 2007

Confraria Brasileira de Enoblogs

Está difícil de participar da Confraria Brasileira de Enoblogs. Bebi com atraso o vinho e só estou postando um mês depois. A data é o primeiro dia de cada mês e a proposta é fantástica: enófilos virtuais do Brasil todo darem sua opinião sobre um vinho.
Antes tarde do que nunca, coloco abaixo minhas anotãções sobre o vinho de 1º de Dezembro:

Trivento Shiraz/Malbec 2005
Argentina. Cor ruby opaco. Aromas de castanha e ameixa fresca. Frutado com especiarias. Paladar condimentado como o aroma, algum calor alcoólico, corpo médio. Tanino doce - groselha - e final tranquilo. A boca corresponde ao olfato. Incomodou certo ataque alcoólico. Bem honesto. Harmônico, ganhou um ponto extra. 12,5% de álcool. Nota 83.

sábado, novembro 10, 2007

Argentinos

As provas de argentinos são muitas e continuarão assim, pelo visto. A boa relação de preço/qualidade é sempre destaque, ainda mais com as tarifas reduzidas do Mercosul.
Nem sempre sãovinhos bons ou me agradam como veremos abaixo, mas procurando bem cada um pode encontrar os que mais gosta.
Destaco mais uma vez que meu estilo de vinho é para mais complexos e delicados. Excessos de carvalho e álcool proeminente realmente me incomodam.

BALBI MALBEC 2002
Foi o caso deste Balbi. Álcool excessivo no olfato e no palato mataram qualquer chance de me agradar. Conseguimos tomá-lo até o fim, não foi o caso de derramar na pia, mas não compro. Alguém pode argumetar que para um vinho corrente ele estava passado. Em último caso, não aguentou 5 anos. 12,5% de álcool. Custou uns R$20,00 no Condor Sta Cândida.

SANTA JULIA TEMPRANILLO/MALBEC 2006
Sou apreciador dos vinhos desta casa, em especial os tempranillo. Outros cortes nessa faixa de preço não me agradam tanto. Já este oferece uma prova redonda, mesmo sendo tão em conta. Não tem tanta compelxidade, claro, mas é bem redondo, com aromas de ameixa, morango e alguma baunilha. Os tatinos são adocicados, sem quaisquer excessos ou amargores finais. 13% de álcool. Só R$18,00 no Condor Sta Cândida. (É possível achar a R$15,00 em promoções por aí).

FABRE MONTMAYOUR GRAN RESERVA MALBEC 2005
Excelente indicação do Fabio da Expand, o vinho causou entusiasmo. Aromas muito complexos de tabaco e algo animal, fundeados por ameixas em calda; variadas nuances aromáticas completavam o cenário. A boca dele é explêndida e apresenta uma característica que não tinha experimentado em malbecs: é refrescante, lembrando eucalipto ou bala de menta. Essa característica tinha provado num merlot californiano pela primeira vez e depois só fui reencontrá-la em merlots do Chile (sempre vinhos de mais de R$50,00). Muito bom ter essa experiência num argentino. 14,5% de álcool muito bem equilibrados. R$65,00 na Expand Curitiba.