Os amigos da Confraria Brasileira de Enoblogs pediram-me gentilmente para sugerir um tema. Eles são de um cavalheirismo sem igual.
Antes que chegue o inverno, rapidamente optei por vinho branco de sobremesa, pois deve ser bebido gelado na maioria dos casos.
O Santa Julia tem cor amarela fosca, levemente dourada. Aromas florais, frutados e abaunilhados de qualidade e intensidade médias. A boca não apresenta amargores, comuns em vinhos de sobremesa ruins, porém é extremamente doce e untuosa, ficando devendo acidez para equilibrar o conjunto. A cada gole, a sensação de que o vinho é doce demais e será impossível tomar mais uma taça. Enjoativo.
Méritos para a ausência de amargor, mas a acidez é fator fundamental para que o vinho de sobremesa possa estar um passo acima em termos de qualidade. 9,5% de álcool. R$50,00 em garrafa de 500ml na Bergut Niterói. VV! apenas 82.
A vinícola argentina Zuccardi faz outros vinhos maravilhosos. Os tempranillos em qualquer faixa de preço são excepcionais. Clicando no texto, poderá ver o motivo no site da vinícola: inovação. Recentemente, provei o Reserva Tempranillo e estava fantástico para os R$40,00 pagos na Bergut. Desde o Tempranillo/Malbec da linha Fuzion, passando pelo Reserva e indo ao Zuccardi Q. Infelizmente, o Tardío deles não está à altura.
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quarta-feira, junho 01, 2011
segunda-feira, maio 24, 2010
Em defesa da pluralidade
As diferentes cepas de uva são patrimônio da humanidade e precisam ser preservardas. Isso significa manter a produção dos vinhos das diferentes variedades para que os possamos provar.
Não sou da turma ebc - "everything but chardonnay" - até porque os chablis são fantásticos e há grandes obras de arte nos EUA, mas sempre fico muito animado em provar castas diferentes.
Portugal é a referência na preservação da cultura local, mantendo alguns vinhedos antigos com as parreiras misturadas. Recentemente, tomei um branco com Arinto, Fernão Pires, Rabo de Bode e etc. Os nomes são excelentes.
Na postagem de hoje, todavia trago um espanhol e um italiano com uvas menos famosas, ambos acessíveis no preço.
MATILE PINOT GRIGIO 2008
A uva Pinot Griogio é engraçada, pois à rigor é tinta. Ela foi desenvolvida pelo cruzamento da Pinot Blanc com a Gewurztraminer e o grigio do nome no francês é gris, que significa cinza. Vinifica-se em branco pela separação imediata das cascas, já na prensagem.
A região mais tradicional da vinificação em branco é o Norte da Italia, porém o Matile é feito na Umbria. Vinho palha translúcido, apresenta aroma fesco e agradável de frutas mesclado a certo perfume. A boca é seca e fresca, com boa acidez. Aparece algum desequilíbrio alcoólico e adstringência. Nada que comprometa, contudo, a relação qualidade/preço esperada para a faixa.
Um boa forma de provar essa peculiaridade do mundo do vinho sem gastar muito. R$25,00 na Lidador Copacabana. VV!83
ARTERO MACABEO 2008
Este vinho é de La Mancha, região logo ao sul de Madrid, que tem Toledo entre suas cidades conhecidas. O popular personagem Don Quixote também comunga suas origens na região.
A uva Macabeo tem largo uso na Espanha, porém é mais conhecida pela presença nas Cavas do que como variedade de vinho tranquilo. Este Artero 2008 tinha cor dourado brilhante para mim. Aromas florais e perfumados e algum peso em boca, com leve picância no paladar. É um vinho correto que agradou em sua faixa de preço. R$30,00 na Lidador Copacabana. VV!84.
Não sou da turma ebc - "everything but chardonnay" - até porque os chablis são fantásticos e há grandes obras de arte nos EUA, mas sempre fico muito animado em provar castas diferentes.
Portugal é a referência na preservação da cultura local, mantendo alguns vinhedos antigos com as parreiras misturadas. Recentemente, tomei um branco com Arinto, Fernão Pires, Rabo de Bode e etc. Os nomes são excelentes.
Na postagem de hoje, todavia trago um espanhol e um italiano com uvas menos famosas, ambos acessíveis no preço.
MATILE PINOT GRIGIO 2008
A uva Pinot Griogio é engraçada, pois à rigor é tinta. Ela foi desenvolvida pelo cruzamento da Pinot Blanc com a Gewurztraminer e o grigio do nome no francês é gris, que significa cinza. Vinifica-se em branco pela separação imediata das cascas, já na prensagem.
A região mais tradicional da vinificação em branco é o Norte da Italia, porém o Matile é feito na Umbria. Vinho palha translúcido, apresenta aroma fesco e agradável de frutas mesclado a certo perfume. A boca é seca e fresca, com boa acidez. Aparece algum desequilíbrio alcoólico e adstringência. Nada que comprometa, contudo, a relação qualidade/preço esperada para a faixa.
Um boa forma de provar essa peculiaridade do mundo do vinho sem gastar muito. R$25,00 na Lidador Copacabana. VV!83
ARTERO MACABEO 2008
Este vinho é de La Mancha, região logo ao sul de Madrid, que tem Toledo entre suas cidades conhecidas. O popular personagem Don Quixote também comunga suas origens na região.
A uva Macabeo tem largo uso na Espanha, porém é mais conhecida pela presença nas Cavas do que como variedade de vinho tranquilo. Este Artero 2008 tinha cor dourado brilhante para mim. Aromas florais e perfumados e algum peso em boca, com leve picância no paladar. É um vinho correto que agradou em sua faixa de preço. R$30,00 na Lidador Copacabana. VV!84.
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N Espanha,
N Itália,
Uva Macabeo,
Uva Pinot Grigio,
Vinho Branco
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Rosé de Fevereiro
Ótima idéia da Confraria Brasileira de Enoblogs de provar rosé. Sou dos que não aderiu ainda aos rosados, pois não encontro sempre algo que me chame a atenção e se quero algo mais leve que o tinto, acabo rumando para o branco e o espumante.
Como recebi amigos em casa, necessitava de mais vinho e acabei comprando dois: um mais dentro da proposta de rosé até R$25,00 e outro pouco mais caro. Procuro sempre tomar mais de um rosé para poder comparar.
RIO SOL ROSE 2006
Este vinho do Vale do São Francisco tinha cor rosada, com ares de casca de cebola, belo aspecto. Aroma delicado, simples e doce. Boa acidez e boa fruta no palato, também muito simples. Não tem amargor ou defeito, nem mesmo um ataquezinho tânico que aparece em alguns rosés, mas lhe faltam qualidades. Correto e sem compromisso. R$28,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!80. (Como o Wall-Mart é o hipermercado mais caro que conheço, deve ser encontrado com facilidade por R$25,00.)
SANTA RITA 120 ROSE 2006
Considero a linha 120 da Santa Rita uma ótima opção para quem quer provar vinhos levemente mais caros, mas que demonstram boa qualidade e não costumam dar a sensação de que foi dinheiro jogado fora. São ótimos na sua faixa de preço.
O rosé de Cabernet Sauvignon manteve a boa imagem dos outros vinhos já degustados da vinícola. Cor mais rosada que o Rio Sol. Aroma mais a groselha, frutado e revelando acidez. Intensidade média.
Boca ácida, com leve tanino que não incomoda. Gostei do vinho e posso vir a tomá-lo mais vezes. Simples e agradável. R$34,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!83.
Como recebi amigos em casa, necessitava de mais vinho e acabei comprando dois: um mais dentro da proposta de rosé até R$25,00 e outro pouco mais caro. Procuro sempre tomar mais de um rosé para poder comparar.
RIO SOL ROSE 2006
Este vinho do Vale do São Francisco tinha cor rosada, com ares de casca de cebola, belo aspecto. Aroma delicado, simples e doce. Boa acidez e boa fruta no palato, também muito simples. Não tem amargor ou defeito, nem mesmo um ataquezinho tânico que aparece em alguns rosés, mas lhe faltam qualidades. Correto e sem compromisso. R$28,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!80. (Como o Wall-Mart é o hipermercado mais caro que conheço, deve ser encontrado com facilidade por R$25,00.)
SANTA RITA 120 ROSE 2006
Considero a linha 120 da Santa Rita uma ótima opção para quem quer provar vinhos levemente mais caros, mas que demonstram boa qualidade e não costumam dar a sensação de que foi dinheiro jogado fora. São ótimos na sua faixa de preço.
O rosé de Cabernet Sauvignon manteve a boa imagem dos outros vinhos já degustados da vinícola. Cor mais rosada que o Rio Sol. Aroma mais a groselha, frutado e revelando acidez. Intensidade média.
Boca ácida, com leve tanino que não incomoda. Gostei do vinho e posso vir a tomá-lo mais vezes. Simples e agradável. R$34,00 no Wall-Mart Juvevê. VV!83.
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N Brasil,
N Chile,
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Vinho Rose,
ZC CB Enoblogs
sábado, janeiro 10, 2009
Argento Reserva Chardonnay 2007
E não é que a Argento faz um branco razoável também! Na Retrospectiva 2008 meu vinho barato do ano é o Argento Reserva Bonarda. Por acaso, acabei provando neste janeiro mais quentinho em Curitiba o Char.
Cor amarelada com certo aspecto untuoso. Aromas bem frutados e média complexidade, com pamonha (milho), fruta branca e frescor. O paladar confirma a acidez do frescor. Tem um peso indesejado, sempre presente em Chars baratos, e um pequeno defeito no fim de boca. Nada que desmereça o vinho em função do preço.
Excelente pedida de char custo-benefício. Mais uma bola dentro na linha Reserva da Argento. R$19,90. VV!82.
Para uma referência do que espero de Chardonnay ler o post Dois Brancos Franceses
Cor amarelada com certo aspecto untuoso. Aromas bem frutados e média complexidade, com pamonha (milho), fruta branca e frescor. O paladar confirma a acidez do frescor. Tem um peso indesejado, sempre presente em Chars baratos, e um pequeno defeito no fim de boca. Nada que desmereça o vinho em função do preço.
Excelente pedida de char custo-benefício. Mais uma bola dentro na linha Reserva da Argento. R$19,90. VV!82.
Para uma referência do que espero de Chardonnay ler o post Dois Brancos Franceses
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N Argentina,
Uva Chardonnay,
Vinho Branco
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Terranova Blanc de Blancs Charmat
A linha Terranova popularizou o ensolarado Vale do São Francisco no mundo do vinho. Assim como no RS, a Miolo declara o ano da tiragem das espumantes do NE no envólucro. Atitude ética, para que saibamos se não estamos comprando garrafas muito antigas. A Confaria Brasileira de Enoblogs propõs que neste mês de dezembro provássemos espumantes acessíveis da escolha de cada blog. Já estamos no segundo (vide Salton Moscatel) e vamos tomar outros, com certeza.
Esta Blanc de Blancs era de Tiragem 2008, ou seja, do ano. A vinícola justifica o corte diferente de Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo pela boa adaptação dessas uvas a regiões de muita ensolação. O espumante tem cor amarelinho palha e pérlage média. Ao abrir demorou um pouco para sentir os aromas, pois estava fria demais. Espumantes brut não necessitam ser servidos ultragelados. Quando encontramos com os aromas, apresentou fermento e citricidade.
No paladar, tinha discreta cremosidade. Era adstringente, com nozes e fermento. Espumante adequada ao seu preço. 12% de álcool. VV!81. R$16,99 no Festval Água Verde.
Esta Blanc de Blancs era de Tiragem 2008, ou seja, do ano. A vinícola justifica o corte diferente de Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo pela boa adaptação dessas uvas a regiões de muita ensolação. O espumante tem cor amarelinho palha e pérlage média. Ao abrir demorou um pouco para sentir os aromas, pois estava fria demais. Espumantes brut não necessitam ser servidos ultragelados. Quando encontramos com os aromas, apresentou fermento e citricidade.
No paladar, tinha discreta cremosidade. Era adstringente, com nozes e fermento. Espumante adequada ao seu preço. 12% de álcool. VV!81. R$16,99 no Festval Água Verde.
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Uva Verdejo,
Vinho Espumante
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Degustação Secreta
Fui convidado para provar em primeira mão alguns vinhos inéditos que devem chegar ao Brasil no ano que vem. Além de SECRETA, era também ÀS CEGAS a degustação.
Nosso anfitrião serviu-nos os líquidos sem mostrar o que estávamos bebendo e aproveitou para comparar os novos produtos do mercado com semelhantes já bem conhecidos, afim de perceber nossa impressão das novidades. Tenho a dizer que os argentinos do ALTO VALLE DEL RIO COLORADO, da região Las Pampas, chegarão bem situados no mercado nacional. Não posso dizer nem onde, nem como, nem quem... só não fui proibido de contar que degustei chardonnay e cabernet franc da BODEGA DEL DESIERTO.
PULENTA CHARDONNAY 2006
Palha bem clarinho. Abre para aroma bem frutado, tropical, fresco. Não considerei tão típico. Boca siples, fresca, ácida, porém muito agradável. Pouco corpo e zero lácteo. Esperava mais maloláctica de um Char argentino. 14% de álcool. R$49,00. VV! 85.
BODEGA DEL DESIERTO 25/5 2006 CHARDONNAY
Cor Palha. Aroma de abacaxi ultra maduro. Lembrou o chá de cascas de abacaxi que minha mãe fazia para tomarmos gelado. Algum milho também. Aroma pouco intenso, mas interessante. Boca com leve untuosidade, com maciez elegante e alguma fruta. Entre os 3 Char, este foi o meu preferido, ainda que em nota objetiva tenha sido o segundo. Ele é mais equilibrado e completo que os demais. Ainda não disponível no Brasil, mas por volta dos R$50,00. WS 88. VV! 86.
LUIGI BOSCA CHARDONNAY RESERVA 2006
Aromas mais lácteos no início, que se vão perdendo com o tempo. Mais amanteigado, baunilha. É mais o que espero em Char argentino. Boca mais para o milho. Soube que tem alguma passagem por carvalho. 13,5% de álcool. R$60,00. VV! 87.
BODEGA DEL DESIERTO 25/5 CABERNET FRANC 2005
Ruby clássico. Aroma de cereja, especiarias e boa acidez. Boca bem seca e tânica, típica de Cabernet Franc. Pesquisando na Wine Spectator depois, constatei que citam também azeitona preta no aroma, conferindo com uma impressão que tive, mas que foi difícil de definir. Por volta dos R$50,00. WS89. VV!85.
Os Cabernet Franc terão difículdades específicas em encarar o mercado nacional por dois motivos: 1) não estamos acostumados ao varietal 100% e 2) acredito que Cab Franc é para o corte bordalês mesmo. É um vinho com aroma bem complexo e instigante, mas, ainda que revele estrutura elegantíssima, seca muito o paladar.
D. O. CABERNET FRANC VALLE DEL MAULE 2003
Cor ruby clássica. Este Cab Franc chileno tem madeira mais elaborada que o primeiro e aroma ainda mais inteso de cereja, boa acidez, espécias, é mais frutado e tem algo de resinoso ou químico. Boca também tânica, como já era esperado. 14% de álcool. VV! 87.
Nosso anfitrião serviu-nos os líquidos sem mostrar o que estávamos bebendo e aproveitou para comparar os novos produtos do mercado com semelhantes já bem conhecidos, afim de perceber nossa impressão das novidades. Tenho a dizer que os argentinos do ALTO VALLE DEL RIO COLORADO, da região Las Pampas, chegarão bem situados no mercado nacional. Não posso dizer nem onde, nem como, nem quem... só não fui proibido de contar que degustei chardonnay e cabernet franc da BODEGA DEL DESIERTO.
PULENTA CHARDONNAY 2006
Palha bem clarinho. Abre para aroma bem frutado, tropical, fresco. Não considerei tão típico. Boca siples, fresca, ácida, porém muito agradável. Pouco corpo e zero lácteo. Esperava mais maloláctica de um Char argentino. 14% de álcool. R$49,00. VV! 85.
BODEGA DEL DESIERTO 25/5 2006 CHARDONNAY
Cor Palha. Aroma de abacaxi ultra maduro. Lembrou o chá de cascas de abacaxi que minha mãe fazia para tomarmos gelado. Algum milho também. Aroma pouco intenso, mas interessante. Boca com leve untuosidade, com maciez elegante e alguma fruta. Entre os 3 Char, este foi o meu preferido, ainda que em nota objetiva tenha sido o segundo. Ele é mais equilibrado e completo que os demais. Ainda não disponível no Brasil, mas por volta dos R$50,00. WS 88. VV! 86.
LUIGI BOSCA CHARDONNAY RESERVA 2006
Aromas mais lácteos no início, que se vão perdendo com o tempo. Mais amanteigado, baunilha. É mais o que espero em Char argentino. Boca mais para o milho. Soube que tem alguma passagem por carvalho. 13,5% de álcool. R$60,00. VV! 87.
BODEGA DEL DESIERTO 25/5 CABERNET FRANC 2005
Ruby clássico. Aroma de cereja, especiarias e boa acidez. Boca bem seca e tânica, típica de Cabernet Franc. Pesquisando na Wine Spectator depois, constatei que citam também azeitona preta no aroma, conferindo com uma impressão que tive, mas que foi difícil de definir. Por volta dos R$50,00. WS89. VV!85.
Os Cabernet Franc terão difículdades específicas em encarar o mercado nacional por dois motivos: 1) não estamos acostumados ao varietal 100% e 2) acredito que Cab Franc é para o corte bordalês mesmo. É um vinho com aroma bem complexo e instigante, mas, ainda que revele estrutura elegantíssima, seca muito o paladar.
D. O. CABERNET FRANC VALLE DEL MAULE 2003
Cor ruby clássica. Este Cab Franc chileno tem madeira mais elaborada que o primeiro e aroma ainda mais inteso de cereja, boa acidez, espécias, é mais frutado e tem algo de resinoso ou químico. Boca também tânica, como já era esperado. 14% de álcool. VV! 87.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Argento Reserva Bonarda 2007
Este é o vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs em Dezembro. Coube a mim indicá-lo e optei por uma uva que a confraria ainda não havia provado.
Este argentino tem cor ruby com alo rosado. Na primeira impressão, já mostrou aroma agradável de especiarias com ameixa. Com o tempo, vai ficando mais frutado.
Na boca tem corpo médio. Boca ácida de ameixas vermelhas, com tanino bem seco e final correto, sem qualquer calor ou amargor.
Essa acidez da Bonarda argentina me tem agradado e continuo considerando este vinho um ótimo custo-benefício. 13% de álcool. R$19,33 no Condor Boa Vista (é possível achar por menos em Curitiba). VV! 83.
Este argentino tem cor ruby com alo rosado. Na primeira impressão, já mostrou aroma agradável de especiarias com ameixa. Com o tempo, vai ficando mais frutado.
Na boca tem corpo médio. Boca ácida de ameixas vermelhas, com tanino bem seco e final correto, sem qualquer calor ou amargor.
Essa acidez da Bonarda argentina me tem agradado e continuo considerando este vinho um ótimo custo-benefício. 13% de álcool. R$19,33 no Condor Boa Vista (é possível achar por menos em Curitiba). VV! 83.
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Vinho Tinto,
ZC CB Enoblogs
quinta-feira, novembro 27, 2008
Travessia Moscatel Semillón 2007
Este vinho chamou a atenção na prateleira do supermercado pela composição que a Concha y Toro testou no Chile: Semillón e Moscatel.
A cor é amarelo com tom bem verdeal. O aroma tem boa intensidade, característica da moscatel. Realmente, fez referência a experiências anteriores com a uva. Tem um químico que de vez em quando aparece, acabou lembrando (desculpem-me mas foi o que veio à tona mesmo) detergente de maçã. É fresco e apresentou algum floral que a Queisse definiu como lírio.
A boca é bem ácida no início, o que agrada. Tem um peso no meio de boca, na língua. Aqui a doçura da moscatel foi diluida pela Semillon e mesmo assim mela o palato. O fim de boca não é dos mais elegantes, para mim fica algo que me incomoda, contudo não chega a ser amargor.
Um vinho simples e diferente, que alguns irão gostar e outros não. Não chega a ser um vinho de sobremesa, todavia pode matar uma refeição delicada por causa de seu corpo. Concluí que o melhor é prová-lo sozinho ou acompanhando um patê, pois tem gordura para enfrentar o "peso" do corte. 12,5% de álcool. R$22,98 no Condor Boa Vista. VV!80.
A cor é amarelo com tom bem verdeal. O aroma tem boa intensidade, característica da moscatel. Realmente, fez referência a experiências anteriores com a uva. Tem um químico que de vez em quando aparece, acabou lembrando (desculpem-me mas foi o que veio à tona mesmo) detergente de maçã. É fresco e apresentou algum floral que a Queisse definiu como lírio.
A boca é bem ácida no início, o que agrada. Tem um peso no meio de boca, na língua. Aqui a doçura da moscatel foi diluida pela Semillon e mesmo assim mela o palato. O fim de boca não é dos mais elegantes, para mim fica algo que me incomoda, contudo não chega a ser amargor.
Um vinho simples e diferente, que alguns irão gostar e outros não. Não chega a ser um vinho de sobremesa, todavia pode matar uma refeição delicada por causa de seu corpo. Concluí que o melhor é prová-lo sozinho ou acompanhando um patê, pois tem gordura para enfrentar o "peso" do corte. 12,5% de álcool. R$22,98 no Condor Boa Vista. VV!80.
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Uva Semillón,
Vinho Branco
sábado, novembro 22, 2008
LATITUD 33 MALBEC 2006
Este foi o vinho de novembro da Confraria Brasileira de Enoblogs.
É um mendocino feito pelas Bodegas Chandon da Argentina. A cor era um violáceo, que me remeteu ao púrpura. Gostei muito dos aromas. É fresco, lembrou tabaco, tem um doce a chocolate e pimenta preta.
A boca melhora muito e merece trinta minutos de vinho aberto para ser consumido. Mesmo após evoluido, não correspondeu ao ótimo olfato. Considerei o corpo muito fraco. É apimentado, doce e tem agradável maciez, mas que é ofuscada tanto pelo desequilíbrio como pelo amargor final. R$19,90 no Big Boa Vista. VV! 80.
É um mendocino feito pelas Bodegas Chandon da Argentina. A cor era um violáceo, que me remeteu ao púrpura. Gostei muito dos aromas. É fresco, lembrou tabaco, tem um doce a chocolate e pimenta preta.
A boca melhora muito e merece trinta minutos de vinho aberto para ser consumido. Mesmo após evoluido, não correspondeu ao ótimo olfato. Considerei o corpo muito fraco. É apimentado, doce e tem agradável maciez, mas que é ofuscada tanto pelo desequilíbrio como pelo amargor final. R$19,90 no Big Boa Vista. VV! 80.
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Uva Malbec,
Vinho Tinto
SANTA HELENA CARMENÈRE MALBEC SIGLO DE ORO 2006
No post anterior, havia provado este vinho muitas horas depois de sua abertura.
Resolvi prová-lo normalmente. Abri a garrafa e aguardei os 20 minutos mínimos para iniciar seu consumo. Fiquei decepcionado.
Durante a hora e meia em que tive o vinho na taça havia um aroma incômodo de mofo, de algo que estragou por humidade. Eu diria meio mofado, meio herbáceo.
Remete-me, então, a duas hipóteses: ou peguei uma garrafa ruim, ou é um vinho de "dia seguinte". Uma pena.
Resolvi prová-lo normalmente. Abri a garrafa e aguardei os 20 minutos mínimos para iniciar seu consumo. Fiquei decepcionado.
Durante a hora e meia em que tive o vinho na taça havia um aroma incômodo de mofo, de algo que estragou por humidade. Eu diria meio mofado, meio herbáceo.
Remete-me, então, a duas hipóteses: ou peguei uma garrafa ruim, ou é um vinho de "dia seguinte". Uma pena.
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N Chile,
Uva Camenère,
Uva Malbec,
Vinho Tinto
domingo, novembro 02, 2008
Santa Helena
Tive oportunidade de tomar dois vinhos da Santa Helena oferecidos pela Regina. Tomamos primeiro o Santa Helena Carmenère Malbec Siglo de Oro 2006 e depois o Santa Helena Carmenère Reservado 2007. Ressalto que o Siglo de Oro foi aberto na noite anterior e o tomei no almoço do dia seguinte, algo como 16 horas depois. Ainda que a garrafa tenha sido conservada em geladeira e bem fechada, faz diferença.
SANTA HELENA CARMENÈRE MALBEC SIGLO DE ORO 2006
Mesmo com tanto tempo aberto o vinho estava muito interessante. Apresentou boas frutas veremlhas, rumando para geléia de fruta. Uma baunilha no pano de fundo com pimenta preta fechando a composição. A boca é de razoável para boa, com uma leve sensação de cera no meio da língua. Como foi provado tanto tempo depois de aberto, é possível que o chocolate e o tostado, alguns dos aromas sugeridos pela vinícola, sejam encontrados ao abrir. Eu não encontrei.
Já tinha ouvido por aí que os Malbecs do Chile eram interessantes e, de fato, esse corte ressaltou aspectos positivos das duas variedades. 13,5 % de ácool. R$22,00 no Mercadorama Seminário. VV! 83.
SANTA HELENA CARMENÈRE RESERVADO 2007
A linha reservado é um patamar anterior à Siglo de Oro em termos de qualidade. Este realmente é um pouco inferior. Apresentou boa geléia de fruta no nariz. Aquele incomodozinho na língua é mais proeminente e tem mais calor em boca, algo que não me agrada mesmo. Vale pelo preço, mas vale mais ainda gastar R$4,00 e subir um degrau comprando a linha Siglo de Oro da Santa Helena. 13,5% de álcool. R$17,90 no Mercadorama Seminário. VV! 81.
Outras postagens sobre Santa Helena tintos:
IV Degustação Viva o Vinho! – CARMENÉRE
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Santa Helena Reservado Merlot 2003
Nota: Chamo a atenção do consumidor curitibano para a grande diferença de preços nos vários super e híper mercados da cidade. Tenho visto o mesmo vinho variando de R$18,00 a R$28,00. É um crime! O pessoal está reajustando em função da alta do dólar, mas não acredito que os consumidores comportem tamanha discrepância.
Por ora, continuo zapeando os preços das áreas de vinho sempre que entro nos mercados, pois ainda tem preço razoável por aí.
SANTA HELENA CARMENÈRE MALBEC SIGLO DE ORO 2006
Mesmo com tanto tempo aberto o vinho estava muito interessante. Apresentou boas frutas veremlhas, rumando para geléia de fruta. Uma baunilha no pano de fundo com pimenta preta fechando a composição. A boca é de razoável para boa, com uma leve sensação de cera no meio da língua. Como foi provado tanto tempo depois de aberto, é possível que o chocolate e o tostado, alguns dos aromas sugeridos pela vinícola, sejam encontrados ao abrir. Eu não encontrei.
Já tinha ouvido por aí que os Malbecs do Chile eram interessantes e, de fato, esse corte ressaltou aspectos positivos das duas variedades. 13,5 % de ácool. R$22,00 no Mercadorama Seminário. VV! 83.
SANTA HELENA CARMENÈRE RESERVADO 2007
A linha reservado é um patamar anterior à Siglo de Oro em termos de qualidade. Este realmente é um pouco inferior. Apresentou boa geléia de fruta no nariz. Aquele incomodozinho na língua é mais proeminente e tem mais calor em boca, algo que não me agrada mesmo. Vale pelo preço, mas vale mais ainda gastar R$4,00 e subir um degrau comprando a linha Siglo de Oro da Santa Helena. 13,5% de álcool. R$17,90 no Mercadorama Seminário. VV! 81.
Outras postagens sobre Santa Helena tintos:
IV Degustação Viva o Vinho! – CARMENÉRE
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Santa Helena Reservado Merlot 2003
Nota: Chamo a atenção do consumidor curitibano para a grande diferença de preços nos vários super e híper mercados da cidade. Tenho visto o mesmo vinho variando de R$18,00 a R$28,00. É um crime! O pessoal está reajustando em função da alta do dólar, mas não acredito que os consumidores comportem tamanha discrepância.
Por ora, continuo zapeando os preços das áreas de vinho sempre que entro nos mercados, pois ainda tem preço razoável por aí.
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Vinho Tinto
sábado, outubro 11, 2008
Vídeo Degustação #1 - Fortaleza do Seival Tempranillo 2006 - Miolo
Inicia-se uma nova fase no Enoblog Viva o Vinho!
Estréia hoje a primeira Vídeo Degustação publicada. É um projeto novo e ainda tenho muito a aprender com ele, mas não quis adiar. Houve até um problema técnico com a energia que espero solucionar para os próximos episódios.
Ficou ainda mais divertido estrear com uma atividade on-line, pois o vinho degustado é uma indicação da Confraria Brasileira de Enoblogs.
Estréia hoje a primeira Vídeo Degustação publicada. É um projeto novo e ainda tenho muito a aprender com ele, mas não quis adiar. Houve até um problema técnico com a energia que espero solucionar para os próximos episódios.
Ficou ainda mais divertido estrear com uma atividade on-line, pois o vinho degustado é uma indicação da Confraria Brasileira de Enoblogs.
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# VÍDEO DEGUSTAÇÃO,
$ Até R$25.00,
N Brasil,
Uva Tempranillo,
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domingo, agosto 24, 2008
Rio Sol 2004
Este vinho é feito no Vale do São Francisco por uma joint venture entre Expand e Dão Sul. Apesar de anunciarem a Medalha de Ouro no II Concurso Internacional de Vinhos do Brasil e a Medalha de Bronze no Decanter World Wine Awards para a safra 2005, o 2004 não é isso tudo.
Corte de Syrah com Cabernet Sauvignon. Vinho escuro, de aparência adequada, mas com pequeno alo. Aparenta leveza.
Aroma de acetona ou verniz predominando. Em boca, falta corpo e apresenta químico.
Vinho rápido, contudo não de todo ruim. Quando no nariz me fazia pensar se não fui rigoroso demais, todavia em boca chegava a pensar se não merecia uma nota menor ainda. VV!80. R$21,00 no Wall-Mart.
Corte de Syrah com Cabernet Sauvignon. Vinho escuro, de aparência adequada, mas com pequeno alo. Aparenta leveza.
Aroma de acetona ou verniz predominando. Em boca, falta corpo e apresenta químico.
Vinho rápido, contudo não de todo ruim. Quando no nariz me fazia pensar se não fui rigoroso demais, todavia em boca chegava a pensar se não merecia uma nota menor ainda. VV!80. R$21,00 no Wall-Mart.
Marcadores:
- VV 80 a 84,
$ Até R$25.00,
N Brasil,
Uva Cab Sauvignon,
Uva Syrah,
Vinho Tinto
Miolo Brut
Entre os muitos vinhos degustados recentemente, este foi um caso diferente.
Abrimos no meio de semana uma garrafa da Miolo Brut e logo veio a decepção, estava choca. O espumtante não tinha borbulha nenhuma e o sabor era estranho.
Estava preocupado com a compra desde o início. Queria tomar a Miolo, em especial, por causa do uso do Método Tradicional de segunda fermentação, mas na garrafa dizia que a expedição era de 2006. Fiquei na dúvida na prateleira do Angeloni Água Verde e acabei comprando mesmo assim. O ideal era que a expedição fosse ao menos de 2007.
Tal referência encontra-se na parte de trás do invólucro da Miolo e vale o elogio à vinícola em informar. Não quer dizer que o espumante é da safra de 2006, pois muitas vezes o licor de tiragem é feito de misturas de safras. Quer dizer apenas que o licor de expedição foi adicionado naquele ano. (Para diferença entre licor de tiragem e licor de expedição, clique aqui.)
Uma vez provada e constatado o problema, decidi voltar ao Angeloni no dia seguinte para trocá-la. A rolha do espumante não volta mais à garrafa nem para quebrar o galho e estou sem rolhas comuns em casa. Não foi fácil acomodar a garrafa no carro com uma tampa que não vedava. Enfim, consegui chegar no mercado sem derramar no estofamento. O atendimento foi bom e como levei a garrafa sem consumir muito de seu conteúdo foi simples a troca.
O problema era saber se arriscava outra Miolo. Perguntei ao pessoal do Angeloni, dos poucos mercados de Curitiba que mantém funcionário exclusivo de vinho na loja, se eles não achavam que todas as garrafas de 2006 estavam estragadas e eles disseram ser a primeira vez que houve devolução.
Acabei pegando outra para tentar neste final-de-semana porque eu também queria tirar a dúvida. A sensação final ainda é de interrogações. Esta última garrafa estava íntegra, mas o que encontrei nela não era o que esperava. Tenho em boa conta a Miolo Brut e acabei um pouco decepcionado com esta prova. Será que essa, mesmo estando adequada ao consumo, já não está meio passada? Só provando outra com tiragem mais recente para comprovar.
DICA: Notei que muitos espumantes nacionais trazem em algum lugar o número do lote. Pelo que percebi quando começa com L07 significa um lote de 2007. Já tem L08 no mercado. Atente para este detalhe em suas compras futuras.
A avaliação da segunda garrafa de Miolo Brut, ainda que sob suspeita:
MIOLO BRUT
Expedição 2006. Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos. A Miolo informa também que o espumante passa 18 meses nas caves entre tiragem e expedição. Uvas Chardonnay e Pinot Noir.
Cor palha. Bolhas bem finas, mas não tão abundantes. Aroma frutado e de pão. Boca bem ácida, lembrando frutas cristalizadas e pão. Espumante agradável, mas fica faltando algo. Esperava mais maciez e complexidade, esta última exatamente pelo uso do método tradicional (champenoise). Acabou perdendo pontos em Aspecto, Intensidade Aromática e Complexidade. 12% de álcool. VV!82. Caros R$29,90 no Angeloni Água Verde.
Abrimos no meio de semana uma garrafa da Miolo Brut e logo veio a decepção, estava choca. O espumtante não tinha borbulha nenhuma e o sabor era estranho.
Estava preocupado com a compra desde o início. Queria tomar a Miolo, em especial, por causa do uso do Método Tradicional de segunda fermentação, mas na garrafa dizia que a expedição era de 2006. Fiquei na dúvida na prateleira do Angeloni Água Verde e acabei comprando mesmo assim. O ideal era que a expedição fosse ao menos de 2007.
Tal referência encontra-se na parte de trás do invólucro da Miolo e vale o elogio à vinícola em informar. Não quer dizer que o espumante é da safra de 2006, pois muitas vezes o licor de tiragem é feito de misturas de safras. Quer dizer apenas que o licor de expedição foi adicionado naquele ano. (Para diferença entre licor de tiragem e licor de expedição, clique aqui.)
Uma vez provada e constatado o problema, decidi voltar ao Angeloni no dia seguinte para trocá-la. A rolha do espumante não volta mais à garrafa nem para quebrar o galho e estou sem rolhas comuns em casa. Não foi fácil acomodar a garrafa no carro com uma tampa que não vedava. Enfim, consegui chegar no mercado sem derramar no estofamento. O atendimento foi bom e como levei a garrafa sem consumir muito de seu conteúdo foi simples a troca.
O problema era saber se arriscava outra Miolo. Perguntei ao pessoal do Angeloni, dos poucos mercados de Curitiba que mantém funcionário exclusivo de vinho na loja, se eles não achavam que todas as garrafas de 2006 estavam estragadas e eles disseram ser a primeira vez que houve devolução.
Acabei pegando outra para tentar neste final-de-semana porque eu também queria tirar a dúvida. A sensação final ainda é de interrogações. Esta última garrafa estava íntegra, mas o que encontrei nela não era o que esperava. Tenho em boa conta a Miolo Brut e acabei um pouco decepcionado com esta prova. Será que essa, mesmo estando adequada ao consumo, já não está meio passada? Só provando outra com tiragem mais recente para comprovar.
DICA: Notei que muitos espumantes nacionais trazem em algum lugar o número do lote. Pelo que percebi quando começa com L07 significa um lote de 2007. Já tem L08 no mercado. Atente para este detalhe em suas compras futuras.
A avaliação da segunda garrafa de Miolo Brut, ainda que sob suspeita:
MIOLO BRUT
Expedição 2006. Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos. A Miolo informa também que o espumante passa 18 meses nas caves entre tiragem e expedição. Uvas Chardonnay e Pinot Noir.
Cor palha. Bolhas bem finas, mas não tão abundantes. Aroma frutado e de pão. Boca bem ácida, lembrando frutas cristalizadas e pão. Espumante agradável, mas fica faltando algo. Esperava mais maciez e complexidade, esta última exatamente pelo uso do método tradicional (champenoise). Acabou perdendo pontos em Aspecto, Intensidade Aromática e Complexidade. 12% de álcool. VV!82. Caros R$29,90 no Angeloni Água Verde.
Marcadores:
- VV 80 a 84,
$ De R$25.01 a R$50.00,
N Brasil,
Uva Chardonnay,
Uva Pinot Noir,
Vinho Espumante
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Sunrise Carménère Revisitado
Recentemente tomei a safra 2003 que já mostrava sinais de desgaste, ainda que o vinho não estivesse de todo mal.
Agora provei um mais jovem, como deve ser feito, para checar a boa e acessível linha da Concha y Toro.
O Sunrise Carménère 2005 apresentou cor bordô escura. Aromas de média intensidade com ênfase na madeira: couro e cereja ao marrasquino. Com o tempo surge café interessante.
Boca tranquila, agradável e fresca, contudo falta corpo. Adequado para o preço. 13% de álcool. Nota VV! 82. R$18,90 no Extra Alto da XV.
Agora provei um mais jovem, como deve ser feito, para checar a boa e acessível linha da Concha y Toro.
O Sunrise Carménère 2005 apresentou cor bordô escura. Aromas de média intensidade com ênfase na madeira: couro e cereja ao marrasquino. Com o tempo surge café interessante.
Boca tranquila, agradável e fresca, contudo falta corpo. Adequado para o preço. 13% de álcool. Nota VV! 82. R$18,90 no Extra Alto da XV.
Marcadores:
- VV 80 a 84,
$ Até R$25.00,
N Chile,
Uva Camenère,
Vinho Tinto
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Direto do Chile
Ontem realizamos a degustação 112 da Confraria Bacco Ubriaco na Expand Winestore Curitiba. Agradecemos muito ao Rafael, um de nossos padrinhos, e a todo o time da casa por nos receber sempre muito bem.
Confrades enviados especialmente ao Chile trouxeram na bagagem vinhos especialmente selecionados para nossa degustação de abertura de 2008. O Sauvignon blanc não me agradou tanto. Já os tintos eram ótimos. Infelizmente esses vinhos não estão disponíveis no Brasil. Será que terei de ir até lá buscar uma caixa de Epo e uma garrafa de Almaviva?
Veramonte Reserva 2007
Este Sauvignon Blanc foi feito em Casablanca, a oeste de Santiago, 70 km em direção a Viña del Mar. Cor palha bem clarinho. Aroma suave e gostoso. Para mim herbáceo, lichia e leve citricidade. Tinha ataque meio excessivo à boca, onde perdeu pontos. Nota VV! 83, WS 87. Custou lá US$ 7,00.
Epo 2000
Epo significa, na linguagem nativa, segundo. Este é o segundo vinho da Almaviva, joint venture entre Rotschild e Concha y Toro. Almaviva é um dos grandes vinhos chilenos e seu irmãozinho não deixa dúvidas de sua estirpe. É feito em Maypo (cercanias de Santiago) das uvas Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc. No futuro terá também Merlot no corte. É o mesmo assemblage do Almaviva, porém o enólogo observa as porções de vinhos que não são propícios para guarda, afim de compor o Epo. Na verdade, o Epo fica pronto antes que seu par mais vigoroso, que alguns afirmam poder envelhecer até 25 anos nas melhores safras.
A política de comercialização é de vendê-lo apenas no Chile. Na vinícola sai em torno de US$15,00!!!!!!!!!!! No centro de Santiago pode ser encontrado a US$30,00.
Apresentou belíssima cor. Brilhante, límpido, já aparecia pequeno alo aquoso. Aromas de café e alcaçuz no início. Muito delicado. O químico do alcaçuz evolui para castanhas e flores. Boca desde o início revelou castanhas. Belos taninos marcantes. Já está pronto, mas ainda pode envelhecer mais alguns aninhos.
O vinho esteve constante pela hora e meia que me acompanhou em taça. Modifica-se com sutileza e mantém suas principais qualidades: Delicadeza e elegância. 14% de álcool. Nota VV! 90.
Coyam 2005
Produzido pela Emiliana em Colchagua é um blend de várias uvas: Syrah, Carmenére, Cab. Sauv., Merlot e Petit Verdot. Segue os conceitos orgânicos de produção.
Cor escura, leve toque violáceo. Aroma fechado o tempo todo. Ameixa preta e químico. Bom corpo, pesado à boca. Taninos vivos e adocicados. Melhor se bebido daqui uns três anos pelo menos. 14,5% de álcool . Nota VV! 88, WS 90. US$18,00.
Elegance 2004
A vinícola Haras de Pirque no início estava no ramo apenas da montaria. Nos anos 90 interessou-se pelas videiras e pela viticultura, passando a produzir vinhos considerados tops chilenos no Maypo.
Este puro Cab. Sauv. tem cor ruby brilhante. Belo aroma com cerejas. Boca mineral com taninos ainda aprisionados. Muuuuuito longo. Nota VV! 89, Tapia (autor do Guia Descorchados) concedeu-lhe 95!? 14,5% de álcool. US$35,00.
Enquanto blogava...
Bloguei bebericando um Periquita 2004 produzido em Terras do Sado, Setúbal, por José Maria da Fonseca com as uvas Castelão, Trincadeira e Aragonês. Um pouco opaco na cor, não apresentou as características que esperava. Nos anos 90 o Periquita era o vinho do dia-a-dia em minha casa. A José Maria Fonseca optou por mudar o estilo para um vinho mais moderno e bem frutado. Deixou a garrafa bojuda de lado e ganhou aromas de azedinho-doce e morangos frescos. Ficou fácil de beber, mas para mim o antigo era melhor.
Este 2004 nem o frutadinho fácil ofereceu. Aromas não me disseram muito e boca razoável, bem seca. Sem defeitos ou grandes qualidades. Como estava só, abri uma 1/2 garrafa (350ml), mas não acredito que isso faça tanta diferença nas características do vinho. Minha nota subjetiva: 80.
Confrades enviados especialmente ao Chile trouxeram na bagagem vinhos especialmente selecionados para nossa degustação de abertura de 2008. O Sauvignon blanc não me agradou tanto. Já os tintos eram ótimos. Infelizmente esses vinhos não estão disponíveis no Brasil. Será que terei de ir até lá buscar uma caixa de Epo e uma garrafa de Almaviva?
Veramonte Reserva 2007
Este Sauvignon Blanc foi feito em Casablanca, a oeste de Santiago, 70 km em direção a Viña del Mar. Cor palha bem clarinho. Aroma suave e gostoso. Para mim herbáceo, lichia e leve citricidade. Tinha ataque meio excessivo à boca, onde perdeu pontos. Nota VV! 83, WS 87. Custou lá US$ 7,00.
Epo 2000
Epo significa, na linguagem nativa, segundo. Este é o segundo vinho da Almaviva, joint venture entre Rotschild e Concha y Toro. Almaviva é um dos grandes vinhos chilenos e seu irmãozinho não deixa dúvidas de sua estirpe. É feito em Maypo (cercanias de Santiago) das uvas Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc. No futuro terá também Merlot no corte. É o mesmo assemblage do Almaviva, porém o enólogo observa as porções de vinhos que não são propícios para guarda, afim de compor o Epo. Na verdade, o Epo fica pronto antes que seu par mais vigoroso, que alguns afirmam poder envelhecer até 25 anos nas melhores safras.
A política de comercialização é de vendê-lo apenas no Chile. Na vinícola sai em torno de US$15,00!!!!!!!!!!! No centro de Santiago pode ser encontrado a US$30,00.
Apresentou belíssima cor. Brilhante, límpido, já aparecia pequeno alo aquoso. Aromas de café e alcaçuz no início. Muito delicado. O químico do alcaçuz evolui para castanhas e flores. Boca desde o início revelou castanhas. Belos taninos marcantes. Já está pronto, mas ainda pode envelhecer mais alguns aninhos.
O vinho esteve constante pela hora e meia que me acompanhou em taça. Modifica-se com sutileza e mantém suas principais qualidades: Delicadeza e elegância. 14% de álcool. Nota VV! 90.
Coyam 2005
Produzido pela Emiliana em Colchagua é um blend de várias uvas: Syrah, Carmenére, Cab. Sauv., Merlot e Petit Verdot. Segue os conceitos orgânicos de produção.
Cor escura, leve toque violáceo. Aroma fechado o tempo todo. Ameixa preta e químico. Bom corpo, pesado à boca. Taninos vivos e adocicados. Melhor se bebido daqui uns três anos pelo menos. 14,5% de álcool . Nota VV! 88, WS 90. US$18,00.
Elegance 2004
A vinícola Haras de Pirque no início estava no ramo apenas da montaria. Nos anos 90 interessou-se pelas videiras e pela viticultura, passando a produzir vinhos considerados tops chilenos no Maypo.
Este puro Cab. Sauv. tem cor ruby brilhante. Belo aroma com cerejas. Boca mineral com taninos ainda aprisionados. Muuuuuito longo. Nota VV! 89, Tapia (autor do Guia Descorchados) concedeu-lhe 95!? 14,5% de álcool. US$35,00.
Enquanto blogava...
Bloguei bebericando um Periquita 2004 produzido em Terras do Sado, Setúbal, por José Maria da Fonseca com as uvas Castelão, Trincadeira e Aragonês. Um pouco opaco na cor, não apresentou as características que esperava. Nos anos 90 o Periquita era o vinho do dia-a-dia em minha casa. A José Maria Fonseca optou por mudar o estilo para um vinho mais moderno e bem frutado. Deixou a garrafa bojuda de lado e ganhou aromas de azedinho-doce e morangos frescos. Ficou fácil de beber, mas para mim o antigo era melhor.
Este 2004 nem o frutadinho fácil ofereceu. Aromas não me disseram muito e boca razoável, bem seca. Sem defeitos ou grandes qualidades. Como estava só, abri uma 1/2 garrafa (350ml), mas não acredito que isso faça tanta diferença nas características do vinho. Minha nota subjetiva: 80.
sábado, dezembro 29, 2007
Confraria Brasileira de Enoblogs
Está difícil de participar da Confraria Brasileira de Enoblogs. Bebi com atraso o vinho e só estou postando um mês depois. A data é o primeiro dia de cada mês e a proposta é fantástica: enófilos virtuais do Brasil todo darem sua opinião sobre um vinho.
Antes tarde do que nunca, coloco abaixo minhas anotãções sobre o vinho de 1º de Dezembro:
Trivento Shiraz/Malbec 2005
Argentina. Cor ruby opaco. Aromas de castanha e ameixa fresca. Frutado com especiarias. Paladar condimentado como o aroma, algum calor alcoólico, corpo médio. Tanino doce - groselha - e final tranquilo. A boca corresponde ao olfato. Incomodou certo ataque alcoólico. Bem honesto. Harmônico, ganhou um ponto extra. 12,5% de álcool. Nota 83.
Antes tarde do que nunca, coloco abaixo minhas anotãções sobre o vinho de 1º de Dezembro:
Trivento Shiraz/Malbec 2005
Argentina. Cor ruby opaco. Aromas de castanha e ameixa fresca. Frutado com especiarias. Paladar condimentado como o aroma, algum calor alcoólico, corpo médio. Tanino doce - groselha - e final tranquilo. A boca corresponde ao olfato. Incomodou certo ataque alcoólico. Bem honesto. Harmônico, ganhou um ponto extra. 12,5% de álcool. Nota 83.
Marcadores:
- VV 80 a 84,
$ Até R$25.00,
N Argentina,
Uva Malbec,
Uva Syrah,
Vinho Tinto,
ZC CB Enoblogs
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Nestes dias abafados e húmidos do janeiro curitibano tem feito ótimos fins de tarde. Nesta terça fui à pizzaria Távola Redonda na vizinha São José dos Pinhais para reencontrar bons amigos de outras empreitadas profissionais.
Cheguei no entardecer de horário de verão e já estavam tomando vinho. Era um nacional de uva americana que nem guardei o nome. Infelizmente não havia nenhum branco bebível. A pequena e boa pizzaria não tem boa carta e é caríssimo beber vinho lá. Pior, possui apenas vinhos médios ou fracos que saem muito caros.
Tentei não me decepcionar e pedi por doídos R$30,00 o Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon.
Solicitei balde de água e gelo para que a sopa virasse vinho e o Santa Helena acompanhou bem a pizza.
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Tudo no Santa Helena me lembra cereja. A cor, o aroma e o sabor. Ele é macio e desse bem, com um pouco de amargor no final. Fui fiel ao Santa Helena por algum tempo como o vinho de todo o dia. Houve alguma safra ruim que me afastou dele, onde o álcool ficou muito prenunciado no palato. Agora parece que reencontraram o jeito de fazer um vinho macio e correto que geralmente sai por R$15,00 nas vendas de Curitiba.
Atinje os 80 pontos tranquilamente. Vale a pena conhecer o site da Santa Helena linkado.
Continua a vontade de fazer uma degustação de nacionais brancos baratos. Deve sair semana que vem.
Cheguei no entardecer de horário de verão e já estavam tomando vinho. Era um nacional de uva americana que nem guardei o nome. Infelizmente não havia nenhum branco bebível. A pequena e boa pizzaria não tem boa carta e é caríssimo beber vinho lá. Pior, possui apenas vinhos médios ou fracos que saem muito caros.
Tentei não me decepcionar e pedi por doídos R$30,00 o Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon.
Solicitei balde de água e gelo para que a sopa virasse vinho e o Santa Helena acompanhou bem a pizza.
Santa Helena Reservado Cabernet Sauvignon 2004
Tudo no Santa Helena me lembra cereja. A cor, o aroma e o sabor. Ele é macio e desse bem, com um pouco de amargor no final. Fui fiel ao Santa Helena por algum tempo como o vinho de todo o dia. Houve alguma safra ruim que me afastou dele, onde o álcool ficou muito prenunciado no palato. Agora parece que reencontraram o jeito de fazer um vinho macio e correto que geralmente sai por R$15,00 nas vendas de Curitiba.
Atinje os 80 pontos tranquilamente. Vale a pena conhecer o site da Santa Helena linkado.
Continua a vontade de fazer uma degustação de nacionais brancos baratos. Deve sair semana que vem.
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$ Até R$25.00,
N Chile,
Uva Cab Sauvignon,
Vinho Tinto
domingo, dezembro 10, 2006
II Degustação Viva o Vinho!
Aproveitamos a excelente recepção que Rogério e Eleandro do Tatibana nos proporcionaram e continuamos nossa saga propondo o
DESAFIO VINHO VERDE E COZINHA ORIENTAL
para amigos do enoblog.
Republico a pesquisa sobre essa região lusitana:
DOC VINHO VERDE
A Região dos Vinhos Verdes fica ao Noroeste de Portugal, também conhecida como Entre-Douro-e-Minho devido aos rios que a limitam ao Sul e ao Norte. À Leste, uma cadeia de montanhas a separa das regiões vinícolas do Douro, do Porto e de Trás-os-Montes. Sua delimitação foi estabelecida em 1908 e a demarcação aconteceu em 1929. Possui 6 subdivisões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. A cultura gastronômica da região inclui pratos exuberantes com Lampreia, Galo, Caldo Verde (repolho e batata), Sardinha e Porco.
UVA E VINHO
Tradicionalmente são 3 métodos de plantio das parreiras:
- “Uveira” ou “Vinha-de-enforcado”
– Planta-se uma ou mais parreiras próximas a outras árvores e permite-se que a parreira se entrelace à árvore, enforcando-a.
- Feixes de arames entre árvores.
- Latada. Com a modernização do cultivo as melhores vinículas os substituíram pela espaldeira.
Uvas brancas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Azal-Branco, Batoca e Pedernã (Arinto).
Uvas tintas: Rabo-de-ovelha, Azal- Tinto, Borraçal e Pedral.
O vinho verde costuma ser ácido e ter graduação alcoólica entre 8º e 11º . Os tintos são muito difíceis e apreciados apenas na própria região, podendo acompanhar bacalhau e refeições mais fortes. O branco é o grande destaque combinando com mariscos, frutos-do-mar e peixes. Sua produção é feita em duas fermentações. A primeira é alcoólica e a segunda é malolática. O gás residual, que dá o efeito de agulha, é resultado da segunda fermentação incompleta. Após engarrafados devem ser tomados imediatamente, no máximo um ano após produzidos. Os Alvarinhos da região de monções agüentam mais por ter mais estrutura, álcool e corpo. Podem ser tomados com três anos de idade.
VINHO VERDE E COZINHA JAPONESA
O autor Saul Galvão já destacou que o shoyu é dificílimo para combinações, porém exigiria champagne ou espumantes ácidos. A SBAV-SP testou a combinação de vinho verde com pratos orientações e segundo Beatriz Marques do “Basílico”, que esteve na degustação da SBAV, é uma boa alternativa aos champagne em função da acidez e do preço.
REFERÊNCIAS
LAROUSSE. Larousse do Vinho.
SAUL, Galvão. Guia de Tintos e Brancos.
SANTOS, José Ivan. Vinhos: O Essencial.
LINKS
Basilico
Sapo PT
Vinho Verde - site oficial da DOC
SBAV-SP
Vamos aos Vinhos:
CASAL GARCIA
Praticamente sem cor, transparente. Considerei o aroma muito fraco. Vinho fresco e frutado. Boa sensação de agulha na boca. Os presentes o consideraram suave, apresentando limão, maçã e fósforo (algo mineral). Foi considerado o que melhor harmonizou com sushis e sashimis, inclusive por membro da confraria BaccoUbriaco presente que havia provado outros 4 Verdes em outra ocasião. 10,5% de álcool.
Minha subjetiva seria 83, mas não é demérito nenhum por R$20,00. Disponível na Distribuidora de Bebidas do Batel.
MUROS ANTIGOS ALVARINHO - 2005
Cor amarela e sem borbulhas, ao estilo Anselmo Mendes. Muito aromático, intenso. Bem frutado lembrando manga. Com o passar do tempo aparece o maracujá. Muito ácido na boca, é estimulante e sutil. Demonstra estrutura agradavelmente atípica para Verdes e amanteigado da fermentação malolática mais desenvolvida. Tem boa permanência e apresenta sabor de abacaxi maduro.
Os amigos ainda destacaram sua complexidade e encontraram aromas de guaraná, erva-doce e lavanda. Discordando de mim, houve quem considerou sem graça no palato. 13% de álcool.
Minha subjetiva: 87. R$86,00 no Boulevard.
DESAFIO VINHO VERDE E COZINHA ORIENTAL
para amigos do enoblog.
Republico a pesquisa sobre essa região lusitana:
DOC VINHO VERDE
A Região dos Vinhos Verdes fica ao Noroeste de Portugal, também conhecida como Entre-Douro-e-Minho devido aos rios que a limitam ao Sul e ao Norte. À Leste, uma cadeia de montanhas a separa das regiões vinícolas do Douro, do Porto e de Trás-os-Montes. Sua delimitação foi estabelecida em 1908 e a demarcação aconteceu em 1929. Possui 6 subdivisões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. A cultura gastronômica da região inclui pratos exuberantes com Lampreia, Galo, Caldo Verde (repolho e batata), Sardinha e Porco.
UVA E VINHO
Tradicionalmente são 3 métodos de plantio das parreiras:
- “Uveira” ou “Vinha-de-enforcado”
– Planta-se uma ou mais parreiras próximas a outras árvores e permite-se que a parreira se entrelace à árvore, enforcando-a.
- Feixes de arames entre árvores.
- Latada. Com a modernização do cultivo as melhores vinículas os substituíram pela espaldeira.
Uvas brancas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Azal-Branco, Batoca e Pedernã (Arinto).
Uvas tintas: Rabo-de-ovelha, Azal- Tinto, Borraçal e Pedral.
O vinho verde costuma ser ácido e ter graduação alcoólica entre 8º e 11º . Os tintos são muito difíceis e apreciados apenas na própria região, podendo acompanhar bacalhau e refeições mais fortes. O branco é o grande destaque combinando com mariscos, frutos-do-mar e peixes. Sua produção é feita em duas fermentações. A primeira é alcoólica e a segunda é malolática. O gás residual, que dá o efeito de agulha, é resultado da segunda fermentação incompleta. Após engarrafados devem ser tomados imediatamente, no máximo um ano após produzidos. Os Alvarinhos da região de monções agüentam mais por ter mais estrutura, álcool e corpo. Podem ser tomados com três anos de idade.
VINHO VERDE E COZINHA JAPONESA
O autor Saul Galvão já destacou que o shoyu é dificílimo para combinações, porém exigiria champagne ou espumantes ácidos. A SBAV-SP testou a combinação de vinho verde com pratos orientações e segundo Beatriz Marques do “Basílico”, que esteve na degustação da SBAV, é uma boa alternativa aos champagne em função da acidez e do preço.
REFERÊNCIAS
LAROUSSE. Larousse do Vinho.
SAUL, Galvão. Guia de Tintos e Brancos.
SANTOS, José Ivan. Vinhos: O Essencial.
LINKS
Basilico
Sapo PT
Vinho Verde - site oficial da DOC
SBAV-SP
Vamos aos Vinhos:
CASAL GARCIA
Praticamente sem cor, transparente. Considerei o aroma muito fraco. Vinho fresco e frutado. Boa sensação de agulha na boca. Os presentes o consideraram suave, apresentando limão, maçã e fósforo (algo mineral). Foi considerado o que melhor harmonizou com sushis e sashimis, inclusive por membro da confraria BaccoUbriaco presente que havia provado outros 4 Verdes em outra ocasião. 10,5% de álcool.
Minha subjetiva seria 83, mas não é demérito nenhum por R$20,00. Disponível na Distribuidora de Bebidas do Batel.
MUROS ANTIGOS ALVARINHO - 2005
Cor amarela e sem borbulhas, ao estilo Anselmo Mendes. Muito aromático, intenso. Bem frutado lembrando manga. Com o passar do tempo aparece o maracujá. Muito ácido na boca, é estimulante e sutil. Demonstra estrutura agradavelmente atípica para Verdes e amanteigado da fermentação malolática mais desenvolvida. Tem boa permanência e apresenta sabor de abacaxi maduro.
Os amigos ainda destacaram sua complexidade e encontraram aromas de guaraná, erva-doce e lavanda. Discordando de mim, houve quem considerou sem graça no palato. 13% de álcool.
Minha subjetiva: 87. R$86,00 no Boulevard.
domingo, setembro 24, 2006
Signos
Provei a linha de vinhos da Bodega Callia no Wines of Argentina 2006 realizado no Pestana aqui em Curitiba, uns meses atrás.
O Carlos Feliz do Boulevard estava lá e apresentou os vinhos de excelente relação custo-benefício desta vinícula do Norte da Argentina. Destaque sempre para os que tem Syrah em sua composição, pois a uva está com excelente maturação na região.
SIGNOS CABERNET SAUVIGNON
Na última visita à loja Boulevard o Laércio havia comprado o Cabernet Sauvignon para testar. Aberto e provado, só confirmou que da produtora Callia deve-se sempre comprar os Syrah. Nenhuma característica de tipicidade da casta. Não me agradou, portanto menos de 80 pontos. R$16,90 no Boulevard.
SIGNOS SYRAH
Na linha básica da Callia eles fazem varietal. Nos produtos mais elaborados da empresa eles usam em cortes.
Provavelmente pela maturação das uvas, conseguiram um Syrah menos agressivo. No nariz apresenta fruta em geléia. A boca é macia e agradável.
Quem sabe 83 pontos. Excelente preço: R$16,90 no Boulevard.
O Carlos Feliz do Boulevard estava lá e apresentou os vinhos de excelente relação custo-benefício desta vinícula do Norte da Argentina. Destaque sempre para os que tem Syrah em sua composição, pois a uva está com excelente maturação na região.
SIGNOS CABERNET SAUVIGNON
Na última visita à loja Boulevard o Laércio havia comprado o Cabernet Sauvignon para testar. Aberto e provado, só confirmou que da produtora Callia deve-se sempre comprar os Syrah. Nenhuma característica de tipicidade da casta. Não me agradou, portanto menos de 80 pontos. R$16,90 no Boulevard.
SIGNOS SYRAH
Na linha básica da Callia eles fazem varietal. Nos produtos mais elaborados da empresa eles usam em cortes.
Provavelmente pela maturação das uvas, conseguiram um Syrah menos agressivo. No nariz apresenta fruta em geléia. A boca é macia e agradável.
Quem sabe 83 pontos. Excelente preço: R$16,90 no Boulevard.
Marcadores:
- VV 75 a 79,
- VV 80 a 84,
$ Até R$25.00,
N Argentina,
Uva Cab Sauvignon,
Uva Syrah,
Vinho Tinto
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