terça-feira, dezembro 19, 2006

III Degustação Viva o Vinho - Resultados

Infelizmente não "blogo" com a freqüência que gostaria em função dos muitos compromissos, até porque não sou viciado na internet. Pretendo continuar blogando ainda que devagar, porém sempre.
Muitos vinhos foram bebidos desde agosto e nem todos vieram para o Blog. Estou devendo muita coisa que pretendo atualizar. Minha pré-pauta antes de lançar o blog era extensíssima e continua quase a mesma. Se abordei alguns assuntos, surgiram outros. O consolo é que tem conversa para muito tempo.
Nem os ótimos italianos tomados no primeiro semestre consegui buscar.
De qualquer forma, o blog está crescendo cheio de vida. Esta semana bateu a média recorde de acessos: 17 por dia até aqui. Acredito que muitos internautas estão a procura de dicas para as compras de Natal e Ano Novo.
Fica já a promessa de uma relação com o que de melhor foi provado em 2006!
O ideal agora é atualizar os acontecimentos do dia 13 último e torcer para que noites tão memoráveis se repitam.
Fico no aguardo dos comentários da Juliana, que esteve na degustação e já cobrou a publicação. A contribuição de todos é fundamental.

ESPUMANTES - VINO!CHAMPAGNAT - 13/12/2006
Com o calorzinho que vinha fazendo em Curitiba a noite era propícia para espumantes. Marcamos a degustação para o sofá do subsolo da Vino!Champagnat. É a charutaria da casa, mas qualquer incômodo com algum resquício de aroma de charuto é compensado pelo conforto das instalações.
O plano era uma noite divertida e informal. Registrar as impressões dos vinhos, mas sem dar notas objetivas. Havia pré-escolhido alguns rótulos para ir abrindo, objetivando um custo médio de R$30,00 por pessoa.

MARGOT EXTRA BRUT
Como entrada pedimos em taça esse espumante argentino. Ele estava fora dos planos, mas como estávamos a aguardar os demais começamos pelo vinho do dia.
Cor amarela e borbulhas grandes. Aromas frutados de pêssego e maçã. Boca macia, simples e correta, provavelmente com mais Chardonnay. No final tem amêndoa e cítrico. Boa sensação de agulha na língua. Dica: tome nacional. 12,3% de álccol
R$8,00 a taça (R$34,00 a garrafa)

CAVE GEISSE BRUT 2003
Como primeira garrafa oficial abrimos um dos melhores espumantes nacionais. Consistente ano após ano, não decepcionou. Tinha excelente bolhas finas e numerosas. Cor bem clarinha, palha. Aroma complexo com frutas maduras, frutas secas e bolacha de maizena. Na boca seco, com alguma cremosidade. Excelente acidez, agrada, belíssimo exemplar nacional. 12% de álcool
R$44,00

MOET & CHANDON BRUT IMPERIAL
Conversa vai, conversa vem. Aquele papo de quem bebeu Veuve Cliquot ali, quem bebeu aqui, surge a boa idéia boba: Vamos tomar uma?
Ninguém se opôs ao custo mais alto, mas aí exigi que tomássemos outra que não fosse a "Viúva". Decidimos por esta outra blockbuster.
Absurda intensidade aromática. Nem prestei atenção aos aspectos vizuais direito tamanha a força olfativa. Mineral a enxofre, animal. Muito complexa. Não tenho dúvidas de que a Moet está muito melhor que a Veuve. Impressionou a todos.
Mais aromas: Noz moscada, fruta a maçã? quem sabe? Com o passar do tempo ainda apresentou algum aroma mais para o tostado e amêndoas.
A boca é deliciosa. 12% de álcool
R$179,00 muito bem gastos!!!

PROSECCO RUGGERI DOC
Era para ficar na Moet, contudo o pessoal estava animado e resolveu tomar mais um Prosecco. Covardia prová-lo depois de um Champagnet francês.
Tentando esquecer a Moet (como esquecer?), é um estilo completamente diferente. Cor transparente e bolhas finíssimas. Muito sutil e delicado no aroma, floral. Boca bem adstringente e cítrica para o limão, também floral. Muito diferente, inclusive, do espumante nacional. Refrescante.
R$55,00

Foi ótimo ter provado um bom nacional e um champagne na mesma noite. Só não deixarei mais a turma tão solta porque, ao convidar, estimamos um custo e seria errado sempre extrapolar. Nossos eventos devem ser mais didáticos do que um desfile de vinhos top e devem objetivar o conhecimento do mundo do vinho sem excluir demais pelo preço. Já planejo a primeira de 2007 com vinhos brancos do novo mundo aproveitando o calor surpreendente em Curitiba.

4 comentários:

Rafa disse...

Pelo jeito anda blogando pouco e bebendo muito.
E vai se preparando que vai beber muito mais aqui no Rio. Reveillón em Copacabana merece uma Cereser "daquelas". Pode deixar que é por minha conta.
E exijo que seja blogada a desgustação especial de final de ano: "Cidras vagabundas!".
Abraços e até sexta, se os controladores deixarem.

Anônimo disse...

Atribuiremos a "Moet" às premissas de fim de ano, época festiva e repleta de aventuras.
Perdi mais uma, mas na próxima estaremos juntos porém com um pouco de moderação.
Nem só de Moet o mundo se move.
Mesmo assim, parabéns ao "viva o vinho", pela borbulhante iniciativa.
Abços
Laércio
P.S. Rafa, deixemos as cereser e o mundo das cidras de lado, podemos tomar outras nacionais, o Rio nos espera.

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Ah Moet... J'adore.

N.

Juliana disse...

Ok, demorei, mas estou aqui.
Só pra constar a frase típica: "Antes tarde do que nunca."
Mas sei que serei desculpada, mesmo porque o próprio dono do blog também se atrasou um pouquinho na publicação do evento, né?
Aqui no comentário apenas uma nota sobre a Moet, que nem gostei muito, nota 5!
Hahaha brincadeirinha, não batam em mim!!
Seria chato vir aqui e ficar concordando com tudo e dizer que Moet e Cave Geisse foram ótimas, excelentes, entre outros bons adjetivos, enquanto as demais não chamaram muita atenção, mas não posso negar isso, pois ambas realmente marcaram a bela experiência.
Certamente, sempre que vir ou ouvir falar sobre esses belos espumantes, inclua-se Margot aqui, apesar de não a ter apreciado tanto, lembrarei com carinho do evento que não seria o mesmo sem meu irmãozão!
Mais uma para a gaveta das boas memórias.
Beijos
Ju