segunda-feira, agosto 04, 2008

Dois Brancos Franceses

Dia 29/07 provamos dois vinhos franceses na Enoteca Decanter Curitiba. Fazia um calorzinho atípico (um inverno atípico, como os anteriores) naquela terça-feira e a opção por brancos foi natural. Queria provar um Chablis para comparar com os californianos da degustação anterior da Bacco Ubriaco. Chablis é uma denominação da Borgonha em que o destaque é a Chardonnay, aliás é muito provável que a qualidade dos brancos feitos em Chablis é que notabilizaram a Chardonnay. Eles são historicamente o parâmetro de comparação para os demais.
O segundo vinho é um Pinot Blanc da Alsacia. Optamos por um vinho exótico. A região é mais conhecida por seus Gewurz super-aromáticos e Rieslings, mas a curiosidade foi mais forte e trouxe uma nova experiência.

ALAIN GEOFFROY CHABLIS 2005
Appelation Chablis Contrôlée. Bem claro, dourado. Fresco, boa acidez já evidente no olfato. Aromas de frutas tropicais frescas, como maracujá e abacaxi, mas muito delicado. Floral bem marcado denotando a complexidade. Palato suave, gostoso. A acidez toma toda a boca com delicadeza. Maracujá mais evidente ao paladar e sabor de manteiga, mas sem a untuosidade. Final excelente. Harmonioso. 12,5% de álcool. VV!90.
PS: Chamou a atenção a característica de ter sabor amanteigado, mas sem aquele peso que sempre encontramos, a untuosidade. Isso põe muitas exclamações nesse vinho, um dos melhores brancos que já provei. Só ficou devendo aquele "lingering" (seria agulha em português?) que é tão evidente e gostoso nos californianos. São estilos diferentes. Este Chablis mostrou-se com mais classe.

BLANCK PINOT BLANC D´ALSACE 2006
Paul Blanck. Appelation Alsace Contrôlée. Cor estranha, amarelado palha com tons cinzas. Experiência completamente diferente. Ficamos procurando descritores para o vinho. Chegou a lembrar uva e ponto, mas fomos buscar. Lembrou bem aveia, depois observamos fermento, sabugo de milho, algo herbáceo, frutas e um defumadinho. Nariz intenso, coisas da Alsace. Boca com certa untuosidade, apresentou especiarias e acidez agradável. Final adequado. Este vinho tem um ataque que impressiona. 12,5% de álcool. VV!87.
PS: Fiz uma pesquisa para pautar a experiência. Os descritores mais comuns para Pinot Blanc são flores, pêra, maçã e manga. Os melhores apresentam cremosidade. Os da Paul Blanck possuem melão e terra.

2 comentários:

QIC disse...

O que mais valeu da experiência, de fato, foi a tal "manteiga" sem untuosidade no sabor do Alain Geoffroy!!! Inusitado, divertido, fresco e elegante... ótima pedida pras noites quentes fora de hora que vieram para a minha felicidade!
Beijos, meu amor.

Rafaujo disse...

E o Decanter Wine Show? O povo da Bahia clama por informações.
Atualizei o Do The Reggay também.